sexta-feira, 27 de junho de 2008

Programa De Volta para Casa; O encontro da cidadania com os portadores de doença mental


Visando promover a integração de portadores de doença mental que vivem em hospitais- colônia,com sua família, o Ministério da Saúde criou o programa De Volta para Casa, que tem por objetivo a inserção social de pessoas acometidas de transtornos mentais,incentivando a organização de uma rede ampla e diversificada de recursos assistenciais e de cuidados.

Esse programa vem realizar a regulamentação do auxílio-reabilitação psicossocial para assistência, acompanhamento e integração social, fora da unidade hospitalar, de pessoas acometidas de transtornos mentais com história de longa internação psiquiátrica (dois anos ou mais de internação).

Irá atender a um segmento da população brasileira quase integralmente desprovido de meios de amparo social e dos benefícios assegurados na legislação que dispõe sobre o bem-estar social e proteção do trabalho.Assegura ainda um meio eficaz de suporte social, evitando o agravamento do quadro clínico e do abandono social.

Este programa está disposto na Lei nº 10.216, de 06/04/2001, que trata da proteção e dos direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais. Além disso, redireciona o modelo assistencial em saúde mental, conforme Artigo 5º da referida Lei, que determina que os pacientes há longo tempo hospitalizados, ou para os quais se caracterize situação de grave dependência institucional, sejam objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida.O objetivo é a Inclusão Social de pacientes e a mudança do modelo assistencial em saúde mental, com ampliação do atendimento extra-hospitalar e comunitário.

O "De Volta para Casa" faz parte do processo de Reforma Psiquiátrica, que visa reduzir progressivamente os leitos psiquiátricos; qualificar, expandir e fortalecer a rede extra-hospitalar - Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos(SRTs) e Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHG) - e incluir as ações de saúde mental na atenção básica e Saúde da Família.

A regulamentação do programa se dá pela Lei nº 10.708 de 31/07/2003, que institui o auxílio-reabilitação psicossocial para pacientes acometidos de transtornos mentais egressos de internações , pela Portaria nº 2.077/GM, de 31/10/2003, que regulamenta a Lei nº 10.708, e pela Portaria nº 2.078/GM, de 31/10/2003, que institui a Comissão de Acompanhamento do Programa "De Volta para Casa".

O auxílio-reabilitação psicossocial é o principal componente do Programa, estratégia do Governo Federal para estimular a assistência extra-hospitalar, criado em 31/07/2003, na Lei nº 10.708.

O pagamento mensal do auxílio é realizado diretamente ao próprio beneficiário, no valor de R$ 240,00, por um período de um ano, podendo ser renovado caso a pessoa não esteja ainda em condições de se reintegrar completamente à sociedade.

O beneficiários são pessoas portadoras de doença mental egressos de internação psiquiátrica em hospitais cadastrados do SIH-SUS, por um período ininterrupto igual ou superior a dois anos, quando a situação clínica e social não justifique a permanência em ambiente hospitalar e indique a possibilidade de inclusão em programa de reintegração social desenvolvido pelo munícipio, como também, pessoas inseridas em moradias caracterizadas como serviços residenciais terapêuticos ou egressas de Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em conformidade com a decisão judicial(Juízo de Execução Penal), por igual período de internação.

Todos os beneficiários devem possuir condições clínicas e sociais que não justifiquem a permanência em ambiente hospitalar, avaliados por equipe de saúde mental local, assim como expresso consentimento do paciente ou de seu representante legal em se submeter ao programa.

Os valores do referido auxílio serão entregues diretamente aos beneficiários, salvo na hipótese de incapacidade de exercer pessoalmente atos da vida civil, quando serão entregues ao representante legal do paciente. O pagamento se dará através de recebimento pelo beneficiário de cartão magnético de pagamento por instituição financeira oficial.

Será necessário que a pessoas incluída no programa esteja de alta hospitalar e morando em residência terapêutica, ou com suas famílias (de origem ou substitutas), ou formas alternativas de moradia.Será necessário também que o paciente esteja sendo atendido por um CAPS ou outro serviço de saúde mental do município onde passará a residir.

Os beneficiários deverão ser acompanhados permanentemente por uma equipe municipal encarregada de prover e garantir o bom acompanhamento do paciente e apoiá-lo em sua integração ao ambiente familiar e social.

Pra estar apto a implantar o programa, é necessário que o município possua rede local ou regional de atenção continuada em saúde mental, com projeto de reabilitação psicossocial assistida e equipe específica para realizar as ações de reabilitação, inserção e acompanhamento do beneficiário no programa.

O município deverá preeencher cadastro específico de inclusão de beneficiário para o programa e enviá-lo ao Ministério da Saúde, desde que:


  • Seja feita uma solicitação de inclusão no programa por parte do beneficiário ou seu representante legal;

  • Uma avaliação de equipe de saúde local confirme os requisitos exigidos na Lei 10.708 para inclusão no programa;

  • O município esteja habilitado pelo Ministério da Saúde no programa.

O controle social e a fiscalização na execução do programa serão realizados pelas instâncias do SUS.A concessão e o acompanhamento do auxílio- reabilitação psicossocial serão efetuados através de Comissão de Acompanhamento do Programa "De Volta para Casa", constituída pelo Ministério da Saúde, que terá as seguintes responsabilidades.



  • Elaborar e pactuar as normas aplicáveis ao programa e submetê-las ao Ministério da Saúde;

  • Pactuar a definição de municípios prioritários para a habilitação no programa;

  • Ratificar o levantamento nacional de clientela de beneficiários em potencial do programa;

  • Acompanhar e assessorar a implantação do programa.

Pelo que já relatei aqui sobre os maus-tratos sofridos pelos pacientes em hospital-colônia, seria muito bom se o Governo retirasse o máximo possível de usuários portadores de doença mental, antes que morram a toa como vem acontecendo.


Mais notícias:


devoltaparacasa@saude.gov.br

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Leucemia: o que mudou para a cura


A leucemia geralmente assusta as pessoas por ser freqüente em crianças e porque, no passado, era uma doença quase sempre fatal.

Com os avanços da medicina,atualmente muitas pessoas podem ser curadas ou conviver com a doença por muitos anos.

Se em 1970, apenas de 20% a 30% das crianças com leucemia eram curadas, hoje 80% a 90% delas conseguem se recuperar.

O que se chama leucemia na verdade são vários tipos de cânceres de causa desconhecida, que atingem a produção dos leucócitos- glóbulos brancos responsáveis pela defesa d organismo, presentes nos gânglios linfáticos e na corrente sanguínea- provocando um aumento anormal e desordenado dessas células.

Os glóbulos brancos, os glóbulos vermelhos(transportam oxigênio para órgãos e tecidos)e asa plaquetas(responsáveis pela coagulação) são células sangüíneas produzidas na médula óssea( no tutano de ossos da bacia, da perna e outros).

Quando os leucócitos são produzidos em quantidade acima do normal, além de não defenderem o organismo, eles começam a ocupar a medula óssea, interferindo na produção de glóbulos vermelhos e plaquetas, que diminui sensivelmente.

A leucemia pode ser aguda ou crônica(segundo a forma de evolução) e mielóide, lifóide(as mais comuns) e outras, conforme o tipo de leucócito envolvido.

Como existem vários tipos de leucóitos(linfócitos, neutrófilos, monócitos, etc.)e cada um se subdivide em subcategorias diferentes, há muitos tipos de leucemia.

A doença atinge o mesmo percentual de pessoas em todo o mundo, sendo mais freqüente nos homens brancos.Duas faixas etárias são as mais atingidas:crianças até dez anos e pessoas em torno dos 60 anos.

Dependendo do tipo de leucemia, um transplante de medula pode ser obrigatório.Existem hoje dois tipos de transplante:


  • Autólogo: Depois de uma quimioterapia em doses muito altas, para eliminar todas as célula do sangue e da medula óssea(tanto das células doentes como as sadias), o paciente recebe uma transfusão de células do seu próprio sangue ou da sua medula óssea, coletadas e congeladas antes da quimioterapia.Essas células vão repovoar a medula, que passa a produzir apenas células sadias.

  • Alogênico: Para esse tipo de transplante é necessário primeiro encontrar um doador, em geral entre irmãos, que costumam ser os mais compatíveis.Após a mesma quimioterapia em altas doses, as célula do sangue ou da medula retiradas do doador são injetadas no doente para repovoar sua medula.A pessoa passa, então a produzir células sangüíneas absolutamente normais e, em certos casos, muda de tipo sangüíneo, adotando o do doador.

Encontrar um doador, aliás, não é fácil, embora doente e doador possam ter tipos sangüíneos diferentes na classificação ABO e RH, devem ser totalmente compatíveis segundo o método HLA de classificação do sangue.A chance de um irmão ser totalmente compatível no sistema HLA é de , em média, 25%.


A primeira providência para o diagnóstico da leucemia é pedir um hemograma para avaliar se há alterações no número das células sangüíneas e se existe anemia, já que a doença faz baixar os níveis de hemoglobina no sangue.O diagnóstico exige também a realização de testes especiais para identificar qual é o tipo da doença.Esses exames orientam o médico na prescrição do tratamento.


Os sintomas de leucemia variam segundo a forma da doença.Na aguda, a pessoa tem sonolência, fraqueza, palidez, cansaço, pequena perda de peso, febre, dor óssea e abdominal,falta de ar, infecções e, mais importante para o diagnóstico, facilidade para ter sangramento, hemorragias( especialmente no nariz e gengivas) e hematomas.Essa forma avança rapidamente e o índice de mortalidade é maior em pessoas com menos de 35 anos.


Já a leucemia crônica tem evolução lenta e, às vezes, completamente sem sintomas.Em geral, a pessoa não sente nada, faz um check-up ou um exame de sangue por qualquer motivo e descobre a alteração significativa na contagem das células do sangue.


Embora, na maioria das vezes, os tipos de leucemia tenham causas desconhecidas, alguns podem ser gerados por agentes bem específicos, como a exposição à radiação e a produtos químicos. Estudos apontam ainda o fumo como um fator de risco para a doença.Evitar a exposição a esses fatores, visitar regularmente o médico e manter os exames em dia são providências fundamentais para que não haja surpresas desagradáveis.


A leucemia crônica do tipo linfóide, a mais comum, pode ser tratada com medicamentos relativamente simples, por via oral,assim como a do tipo mielóide crônica.Em pacientes com mais de 60 anos muitas vezes não é necessário qualquer medicamento.


Na leucemia aguda, é necessário internar o doente, pois ele corre o risco de sofrer hemorragia no cérebro, nos olhos e no aparelho digestivo, e pode precisar de transfusões.


O tratamento começa com a quimioterapia, em que são administradas doses maciças de medicamentos.


Essa primeira fase, chamada de remissão, dura de um a dois meses e tem por objetivo eliminar os leucócitos doentes.Em geral, eles somem do sangue em uma ou duas semanas e a produção das células sangüíneas é normalizada. O hemograma então volta ao normal e um novo mielograma costuma revelar que não existe mais doença na medula óssea.


Essa primeira quimioterapia não basta para eliminar de vez a leucemia.Podem ter sobrado pequenas quantidades de células doentes que, invariavelmente, farão com que a doença volta.Vêm então as seguintes etapas:



  • Consolidação: Tratamento intensivo com substâncias não empregadas anteriormente.

  • Reindução: Repetição dos medicamentos usados na fase de indução da remissão.

  • Manutenção:O tratamento é mais brando e contínuo por vários meses.

Pode ser necessário também transplante de medula óssea.


Recentemente surgiu um medicamento para tratar a leucemia crônica, que era incurável e para a qual,em pacientes jovens, o único tratamento era o transplante.Seus efeitos tóxicos são bem menores que os da quimioterapia e ele tem sido considerado uma revolução no tratamento desse tipo de leucemia.


Fontes:

http://www.sbcancer.org/


http://www.abrale.org.br/

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Loucura e Crime (classificação dos criminosos)


Tem surgido no país e no mundo, muitos casos de pessoas que matam sem motivo aparente, e com frieza relatam seus crimes, alguns escondem , procurando explicações mirabolantes para o óbvio.

O ser humano para ser normal psiquicamente tem que ter entendimento dos fatos que o cercam, entendimento racional, lógico e coerente com a sociedade em que vive e as leis que a disciplinam, a ruptura dessa harmonia revela a loucura,pois mesmo o ignorante das leis sociais e naturais não deixa de ter, se for normal, entendimento de sua limitação diante do fato considerado, e assim está apto a determinar-se de acordo com esse entendimento, o que torna harmônico com a situação( Palomba,1996).

Segundo Guido Palomba, psiquiatra forense, os criminosos portadores de doença mental, classificam-se em:


1- Impetuosos: Agem em curto- circuito, por amor à honra, sem premeditação,fruto de uma anestesia momentânea do senso crítico.Dentro dos delitos que praticam relacionam-se principalmente com o crime passional, e alguns tipos de assassinatos e de agressão física.

Esse criminoso, normalmente, depois de praticado o crime, arrepende-se do que fez, e isso se deve ao fato de o psiquismo que possui ser, no seu todo, satisfatoriamente estruturado, salvo a falha do senso moral quando em face de determinada situação que o instiga.


2- Ocasionais: São os que, sem ter tendência marcante para o crime, nele caem levados pelas condições pessoais e influência do meio em que vivem.Os fatores sociais tem muito peso, mas não resistem à tentação que certas ocasiões propiciam ao crime, com a qual se deparam casualmente.


3-Criminosos Habituais: São marginais incapazes de readquirir uma existência honesta, é o que tem como profissão, o crime.Não são violentos, em muitas ocasiões são fronteiriços.


4-Criminosos Fronteiriços:Não são propriamente doentes mentais e também não são normais.Apresentam permanentes deformidades do senso ético-moral, distúrbios do afeto e ada sensibilidade, cujas alterações psíquicas os levam ao delito.

Podem praticar os mais variados tipos de crimes, mas quando são violentos, são os que praticam os atos mais perversos e hediondos.

A caracteristica principal dos criminosos fronteiriços é a extrema frieza e insensibilidade moral com que tratam as vítimas. A reincidência é certa.


5- Loucos Criminosos: Os delitos que praticam podem ser divididos em dois grandes grupos: aqueles que agem graças a um processo lento e reflexivo e aqueles que agem por impulso momentâneo.

O primeiro tipo há invasão lenta ada idéia mórbida, que geralmente nasce do nada,e aos poucos cresce e cria raízes, torna-se uma concepção delirante que escraviza o livre-arbítrio.O paradigma da doença pode ser paranóia ou a esquizofrenia paranóide.

No segundo tipo, a deliberação do crime é fruto da impulsão momentânea.O impulso súbito é seguido de imediata execução.O paradigma pode ser a epilepsia e muitas vezes a oligofrênia.


No entanto, quer premedite, quer não, os loucos criminosos atacam abertamente a vítima em presença de testemunhas; não tem cúmplices;propalam as suas intenções e ameaçam constantemente;atacam pessoas que lhe são caras ou completamente desconhecidas.Quando presos confessam o que fizeram, são indiferentes para com as vítimas, muitas vezes se mostarm satisfeitos com a ação que praticaram.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Diferença entre Enxaqueca e Cefaléia


Enxaqueca (do Árabe ach-chaquica) é um distúrbio ou uma afecção (doença) caracterizada pelo aparecimento de crises repetidas de dores de cabeça de intensidade variável, geralmente abrange apenas uma metade do crânio e é acompanhada de mal-estar geral, náuseas e vômitos. As enxaquecas são cefaléias ou dores de cabeça localizadas numa metade do crânio (hemicranianas) , intermitentes (surgem em intervalos regulares ou irregulares) e repetidas, muitas vezes, de natureza hereditária. É um distúrbio muito comum, que afeta de 15 a 20% dos homens e 25 a 30% das mulheres. Mais da metade das pessoas que sofre desse mal apresenta histórico familiar.CefaléiaJá a cefaléia (do Grego kephalaia, pelo Latim cephalaea) é uma dor de cabeça difusa ou localizada, aparece no decorrer da evolução de uma afecção orgânica, pode intensificar- se sob o efeito de certas influências externas, tais como luz e barulho intensos ou de causas internas: abalo emocional e trabalho intelectual prolongado e exaustivo. São inúmeras as causas da dor de cabeça, sendo as mais comuns aquelas relacionadas a problemas digestivos, do fígado, dos olhos (acuidade visual), estresse, prisão de ventre, abuso de bebidas alcoólicas, tensão nervosa, sinusites, nevralgias da face, pressão alta, flatulência, problemas dentários, enxaquecas, meningite, tumores e hemorragias cerebrais, etc. As cefaléias psicogênicas aparecem sem qualquer causa orgânica. São encontradas muitas vezes em casos de ansiedade ou de pressão. Como os fatores determinantes e as causas são múltiplos, é necessário investigar e conhecer a natureza de tais problemas.

Como se classificam as enxaquecas?
Embora existam vários subtipos de enxaqueca, três englobam a grande maioria das pessoas:Enxaqueca clássica – incidência: 10%
Sintomas e sinais físicos:
• Dor latejante forte e unilateral, sempre começando e, em geral, permanecendo em um lado da cabeça.
• Cefaléia acompanhada de náusea, podendo ocorrer vômitos ou não; metade do distúrbio apresenta sintomas de aviso (auras) 30 minutos antes do início da dor. As auras típicas duram alguns minutos e incluem manchas borradas ou brilhantes na visão, ansiedade, fadiga, pensamento perturbado, intumescimento e formigamento de um lado do corpo.
• A crise começa, tipicamente, pela manhã, atinge seu pico dentro de uma hora, dura de 4 a 24 horas e manifesta-se várias vezes por mês.
• Palidez, vômito.
Enxaqueca comum – incidência: 80%
Sintomas e sinais físicos:
• É o subtipo mais comum.
• Dor latejante forte, podendo ser frontal, unilateral ou bilateral.
• Os sintomas de aviso (auras) são raros.
• Em geral, o mal pode durar de um a três dias.
• Infelicidade.
Cefaléia em grupo ou complicada – incidência: 10%
Sintomas e sinais físicos:
• Dor forte, imprevisível, em geral localizada ao redor dos olhos.
• Tende a ocorrer em grupos de uma a três cefaléias, durante um ou vários dias, podendo novamente ocorrer nas próximas semanas.
• Sem sintomas de aviso.
• Pode estar associada com sensibilidade à luz, lacrimejamento, nariz entupido e comportamento agitado;
• Sinais neurológicos leves, tontura, perturbação visual, distúrbio da fala, perda da sensação de um lado do corpo, falta de constância.
Quais são as suas possíveis causas (etiologias) ?
• Instabilidade do sistema vascular.
• Distúrbios de plaquetas (trombócitos) .
• Distúrbio neural.
• Alergias e intolerâncias alimentares (há pouca dúvida de que a alergia e a intolerância alimentar sejam as principais causas da enxaqueca).
• Mau funcionamento hepático.• Toxemia intestinal (a conversão do aminoácido tiramina pelas bactérias do intestino grosso)
• Síndrome de disfunção da articulação temporomandibular, etc.
Quais são os fatores precipitadores da enxaqueca?
• Bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto.
• Algumas substâncias como, por exemplo, nitratos, glutamato monossódico, nitroglicerina.
• Alterações emocionais, decepções, estresse e emoções intensas.
• Alterações hormonais, menstruação e pílulas anticoncepcionais.
• Estresse, exaustão física e mental, insônia e/ou poucas horas de repouso e sono.
• Hábitos alimentares errôneos, alérgenos, fritura, gordura animal, carnes curadas/defumadas, frutos do mar, chocolate, cafeína, álcool, vinho tinto, queijo curado, frutas cítricas, nozes, sorvete, glutamato de monossódio, aspartame, etc.
• Alterações climáticas, exposição ao sol e mudança de pressão barométrica.
• Ofuscação/luminosidad e e barulhos intensos.
• Suspensão de vasopressores, por exemplo, cafeína, drogas simpaticomimé ticas, ergotamina (substância extraída do espigão do centeio, um tipo de cereal) etc.
Como deve ser a dieta para quem sofre de enxaqueca?
Todos os alérgenos alimentares e aqueles alimentos que contenham aminas vasoativas devem ser eliminados.
O antigo filósofo grego Plínio sabia que a tâmara fresca era uma das causas da dor de cabeça; hoje, sabe-se que essa fruta contém amina, agente causador desse mal. Os primeiros alimentos a serem eliminados ou evitados são: cafeína, chá (quente ou gelado), coca-cola, bebidas alcoólicas, queijos gordurosos (exceto o tipo cottage), mussarela, iogurte, nozes, creme de amendoim, chocolate, frutas cítricas (laranja, toranja, limão, lima e abacaxi), bolos e pães à base de lêvedo (fermento), carnes processadas defumadas e curadas, frutos do mar, banana, tâmara, ameixa vermelha, abacate, passas e figo enlatado.
A dieta deve ser pobre em fontes de ácido aracdônico (gordura animal) e rica em alimentos que inibem a agregação de plaquetas, por exemplo, peixe, óleos vegetais, óleo de peixe, gengibre, alho e cebola.
Como a psicoterapia analisa a enxaqueca?
No auge de uma crise de enxaqueca, a pessoa acometida pelo mal necessita de ficar só, de isolar-se do “mundo”, no seu leito e num quarto escuro.
É possível, assim, considerar-se que toda doença apresenta uma função implícita, a de reintegrar o “ser”, ou seja, a de fazer com que a pessoa se volte para si mesma, para o seu interior, para as suas reais fragilidades e necessidades e reflita sobre a sua vida, seu comportamento e hábitos nocivos.
A enxaqueca, muitas vezes, pode significar as “dores de cabeça” que a pessoa sente em relação a sua própria vida, angústia, trabalho, familiares e pessoas queridas, a descrença na solução dos problemas, sentimentos de culpa, peso de consciência, vazio existencial, fuga, desejos sexuais auto-reprimidos etc.
Em nossa cultura, a dor de cabeça tem sido uma desculpa encontrada pelas pessoas para justificar o desinteresse por algo, a ausência em algum evento ou a não participação nele, a insatisfação, o desejo de ficar só (forma encontrada para ocultar angústias, infelicidade, depressão...) , os conflitos interiores, as incoerências na própria conduta e no agir.
Não obstante, tantas vezes ser usada como pretexto, a dor de cabeça pode ser real. Alguns psicoterapeutas correlacionam a enxaqueca como sendo uma transferência da sexualidade para a cabeça, pois as pessoas que sofrem de enxaqueca (na maioria, mulheres), geralmente, apresentam também “dificuldades” em relação à sexualidade.
Entre os que sofrem de enxaqueca, encontram-se os que, por alguma razão, suprimiram completamente a sexualidade de suas vidas, que transferiram os assuntos do corpo para o cérebro e aqueles ansiosos por convencerem aos demais da plenitude de sua vida sexual.
A enxaqueca tem cura?
É perfeitamente possível tratar a enxaqueca com resultados efetivos, desde que o paciente colabore e não desista do tratamento logo nas primeiras semanas. Mais indicada, podendo oferecer excelentes resultados a curto e a longo prazo, é a abordagem terapêutica holística e naturopática, que envolva mudanças de hábitos, dieta, remédios botânicos, suplementos nutricionais, acupuntura para harmonizar os meridianos, massoterapia seguida de manipulação e realinhamento cervical, relaxamento neuropsíquico e muscular, yoga e meditação. Toda pessoa que sofre de crises persistentes de dores de cabeça deve consultar um neurologista, para que se possa identificar a sua causa e eliminarem-se fatores de risco, como aneurisma e tumor cerebral.


terça-feira, 3 de junho de 2008

Plágio, aconteceu também comigo


Meu blog começou por curiosidade, tanto é que o nome não condiz com o assunto proposto nele.

Mas a medida que pesquisava em outros blogs, recebendo orientações de amigos virtuais blogueiros, fui mudando seu visual e objetividade.

Ao invés de assuntos outros, passei a falar do que realmente tinha conhecimento, que é psicologia, para isso, ainda seguindo os conselhos dos amigos blogueiros, pesquiso e leio muito, para dar o melhor do meu trabalho para que todos possam usufruir.

Tanto que meu trabalho já está sendo reconhecido, respondo e-mails de pessoas que solicitam orientação e ajuda, da melhor forma possível.

Já me escreveram pedindo para citar meus artigos em trabalhos acadêmicos, dos quais concordei e ainda ensinei a forma correta de citá-los de acordo com o Manual de Elaboração e Apresentação de Trabalhos Acadêmicos.

Mas nem sempre é assim, ao escrever o artigo anterior, sobre Bullying, como sempre faço divulgo nas comunidades e grupos que participo.

Pois bem, recebi nos e-mails de um dos grupos o mesmo texto copiado( mesma fonte, cor, letra e pasmem , figura) ,tudo igual, escrevi para o grupo e pedi que da próxima vez citassem a fonte e forneci os dados do meu blog.Para minha surpresa, a pessoa disse que esse texto estava nos materiais dela, claro que não polemizei,mas aí vai o desabafo, pois quando lia em outros blogs postagens desse mesmo tipo de pessoas indignadas por terem sido plagiadas, não imaginava que seria vítima tão logo.

Bem fica o alerta, leiam, me escrevam se precisarem de material, citem a fonte, não furtem, embora o termo seria roubo pois me senti violentada, terei o maior prazer em ajudar, pois modifiquei esse blog para isso.

Ah... como não sou webdesigner, ainda , peço a quem souber como bloqueia as teclas copie e cole, que me mande um e- mail me explicando bem direitinho.

Desde já agradeço.