sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Crianças e adolescentes rebeldes - Culpa dos Pais?


Começo o meu post me desculpando por não ter atualizado na semana passada, realmente estou muito cansada com o meu trabalho, e passo por uma fase de introspecção para avaliar algumas coisas na minha vida, uma "faxina" interna.

Assisti algumas cenas da nova novela das oito da globo, não sou muito fã, mas o fiz esperando o marido chegar do trabalho, não pude deixar de observar o papel de ator, Duda Nagle, que interpreta um garoto rebelde e agressivo sem limites e, apoiado pelos pais.

Aqui no condomínio existem alguns do mesmo jeito, jogam bola em lugares não permitidos, dizem muitos "palavrões", próximo a idosas e mulheres, gritam debaixo das nossas janelas, já fechadas, pois estamos recolhidos para dormir.

E os pais, tem um que aprova tanto os atos do filho, que participa com ele , ocasionalmente das peladas, mesmo o filho o tratando grosseiramente, ouvindo deste palavras ríspidas, mas está lá, de cara feia para os demais vizinhos, "pois seu filho, (mesmo pré-adolescente) é uma criança, e ele paga o condomínio,( tem direito a tudo)", é, eles aprovam a conduta dos filhos.

E não tem quem imponha limites , nem a administradora, colocando folderes explicando que inflige uma das normas da Convenção de Condomínio, dá jeito.

Percebo, o quanto esse pai omisso sofrerá futuramente, será mais um a passar fins de semana na delegacia para buscar o filho, preso por delinquir, e vai justificar da mesma forma como aquele outro pai (aquele do jovem que incendiou a empregada), justificou:"Foi coisa de criança".

Até quando temos que passar por isso, as pessoas que denunciaram a brincadeira inadequada desses jovens, do meu condomínio, estão com medo, pois já foram ameaçadas indiretamente de terem suas janelas quebradas , no carnaval, é, eles descobriram quem denunciou, e quem se prejudicou mesmo, foram as famílias que só queriam as normas cumpridas, e vão ser obrigadas a passar o carnaval, "tomando conta" de suas janelas, não poderão viajar, nem sair, nem fazer nada , viraram escravos de seus lares, não há a quem recorrer, eles, as pseudo-crianças tem o poder.

Nem preciso relatar , que atendo casos de pais , apavorados com crianças tiranas, desse jeito, como já o fiz em posts anteriores, mas aqui, fica o desabafo.

Isso é podre, ou como diz o jornalista,ISSO É UMA VERGONHA.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Desabafo de uma psicóloga, ou cadê o CFP



Hoje acabei de ler o livro ”O Doce veneno do Escorpião” de Bruna Sufistinha, ele caiu na minha mão meio por acaso, li durante a semana que passou, me lembro que na época que esse livro foi lançado causou grande alvoroço, a autora estava sempre na mídia, pois ele refere-se a história de uma garota de programa, mais uma, como a Capitú, de uma dessas novelas que passaram na rede Globo, também há algum tempo atrás.
Me lembro que na época estava na faculdade, quando passava essa novela, que infelizmente não me lembro o nome, e Capitú era uma mocinha que vivia de programa para poder criar o filho, era como se a emissora quizesse mostrar uma visão romântica de uma garota de programa, nada contra as garotas de programa, mas imaginava as meninas de quinze, desesseis anos assistindo aquela trama e imaginando como é bom “tirar” por semana, sete, oito mil reais, sem precisar ter nenhum grau de instrução (embora em algumas casas, só aceitem universitárias, não entendo o porquê, mas…),apenas com o corpo malhado e sensual. Sentia pena dessas meninas que estavam se iludindo com a novela, até porque tudo o que aparece em novela vira moda, e com certeza uma ou outra garota iria se aventurar.
Nesse livro, para minha triste surpresa, Bruna Sufistinha , se compara a uma psicóloga, principalmente quando está na cama, com os homens e mulheres, ela acredita que sua “profissão” a faz entender a alma humana, que inclusive iria tentar vestibular para psicologia, mas pelo que entendi bastava para ela já receber o diploma de puta, digo de psicóloga.
O livro ela só relata fatos picantes de sua vida como garota de programa, além de se fazer de vítima e culpar a família, de ter escondido que ela era adotada ( pobres das adotadas, pois se todas quando descobrissem se tornassem putas,digo revoltadas) e por isso ele se transformou em garota de programa. Me espantei pois a vida dela não era difícil, seus pais tinham dinheiro para comprar todos os supérfulos que ela queria, além de tê-la colocado nos melhores colégios, mas ela mesmo assim roubava e tomava drogas, sei que isso é mais comum do que se pensa.
Mas o que me irritou foi ela se comparar e comparar sua profissão, a uma psicóloga, puxa gente, o povo mal sabe sobre o trabalho do psicólogo, acham logo que é médico de doido, além de na faculdade ter visto muita porralouquice (já uso esse termo aqui né), ter me protegido muito de muitas armadilhas na minha profissão, ver muitos charlatões usarem de misticismos e se proclamarem psicólogos, ter visto inclusive uma aluna no estágio se aproveitar da carência de um paciente e tirado um “sarro” com o pobre (ela espalhou para o seleto grupo de amigas), na época me senti muito mal e acreditava que se a direção da faculdade soubesse ela não ia se formar, não deu em nada, acho que a direção não soube.
Ainda por cima isso, imagino alguém que tenha lido o livro, e sem conhecimento do papel do psicólogo, vá a terapia esperando encontrar alguém que faça com ela o que a Bruna fez com os clientes, e isso seja terapêutico no sentido lato da palavra.
Fico imaginando cadê o CFP (Conselho Federal de Psicologia), pois eu acredito que se a Bruna se comparasse a uma médica (devido a questão da anatomia humana, que ela tanto cita no seu livro), o conselho de medicina já tinha tomado as providências cabíveis, mas com psicólogo parece que há uma permissividade maior, e nós , psicólogos sérios é quem pagamos o pato.
Deixo bem claro que não tenho nada contra a garotas(os) de programa, mas cada um na sua “profissão” sem comparações, pois eu não me comparo a nenhum outro profissional de qualquer outra área, valorizo meu trabalho, e o faço de forma séria e competente.
Mas hoje tinha que desabafar, estou muito irritada, com determinadas pessoas que tentam se promover as custas, do que não sabem nem do que se trata de fato, isso é podre, isso sim, é podre.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sistema de Cotas buscam garantir a cidadania?


As cotas no Brasil são alvo de polêmicas e, entre aquelas determinadas por lei, algumas acabam não sendo cumpridas, como no caso das vagas de trabalho, reservadas para pessoas portadoras de deficiência: muitas vezes há carência de profissionais qualificados.
Cotas nas universidades públicas para negros, índios e estudantes de escolas públicas já são uma realidade em muitas instituições do país, mesmo sem regulamentação de uma lei federal, gerando muita polêmica, como tenho lido inúmeros artigos de pessoas se sentindo discriminadas por serem brancas e não terem nenhum benefício, dos quais são concedidos aos acima citados, polêmicas à parte, tentei fazer um resumo do que prevê a Lei.
Pessoas portadoras de deficiência: De acordo com a Lei 8.213/91, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, as empresas são obrigadas a preeencher seus cargos com beneficiários reabilitados ou com pessoas portadoras de deficiência. A proporção de deficientes varia conforme a empresa, de acordo com o total de empregados:
  • 2% de 100 a 200 empregados;

  • 3% de 201 a 500 empregados;

  • 4% de 501 a 1.000 empregados;

  • 5% de 1.000 empregados em diante.
No serviço público federal, a Lei 8.112/90 garante às pessoas com deficiência o direito de se inscrever em concurso público para cargos cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. Nesse caso, a lei reserva até 20% das vagas dos concursos públicos.
A Lei 9.100/95, que estabeleceu normas para as eleições municipais de 1996, determinou que 20%, no minímo, das vagas de cada partido ou coligação seriam preenchidas por candidaturas de mulheres.
Em 1997, a Lei 9.504, que dispôs normas para as eleições, fixou que cada partido ou coligação reservaria o mínimo de 30% para candidatas e o máximo de 70% para candidatos para a Câmara dos Deputados, assembléias legislativas e câmaras municipais.
Para o pleito de 1998, a lei previa que cada partido ou coligação deveria reservar para candidatos de cada sexo, no mínimo, 25% e, no máximo, 75% do número de candidaturas que pudesse registrar.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação ( 9.394/96) determina que as instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de existência de vagas e mediante processo seletivo.
Mas a Lei 8.112/90 prevê que o servidor público estudante - que mudar de sede no interesse da administração terá assegurada, na localidade da nova residência ou na mais próxima, matrícula em instituição de ensino congênere (privada, se privada for a de origem, ou pública, se for egresso de instituição pública), em qualquer época, independentemente da vaga.
De acordo com levantamento feito pelo Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( UERJ), o sistema de cotas é aplicado em 45 instituições de ensino superior públicas do país, sendo 22 federais (de um total de 53) e 23 estaduais (de um total de 35).
A reserva de vagas nessas universidades é concedida a alunos procedentes de escolas públicas ou com renda familiar de até um salário mínimo ( reserva social), negros e índios (reserva racial) e pessoas portadoras de deficiência.
Na maioria dos casos, as cotas serão aplicadas por tempo determinado, como na Universidade de Brasília( UnB), onde o sistema foi iniciado em 2004 e terá duração de dez anos.