quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sob o signo da H1 N1


A nova gripe tem alarmado muitas pessoas, e infectado bastante, principalmente no sul do país, as pessoas estão com medo do toque, enfim de qualquer contato, tenho um amigo que não aperta a mão cumprimentando mais ninguém,ele mesmo brinca dizendo que é hipocondríaco.

Mas na verdade, ele não está totalmente errado, o contato hoje em dia devido a gripe suína, tem sido um dos principais fatores de contágio.

Vamos ao que diz o Protocolo de Procedimentos para o Manejo de Casos e Contatos de Influenza A (H1 N1):

Caso Suspeito: Doença de início súbito, com febre (temperatura acima de 37,5 C), tosse ou dor de garganta, com ou sem outros sintomas - como dores d cabeça, musculares ou nas articulações, ou ainda dificuldade para respirar. Esses sintomas devem estar vinculados às seguintes situações:


  • Paciente retornou, nos últimos dez dias, de países com casos confirmados da gripe;

  • Teve contato próximo, nos últimos dez dias, com um caso suspeito ou confirmado.


Casos:


Confirmado: Infecção confirmada por exame em laboratório de referência ou, caso não tenha sido possível coletar amostra, confirmação de contato próximo com pessoa cujo contágio foi constatado.


Descartado: Caso suspeito cujo exame deu negativo.


Contato Próximo: Contato com pessoa com caso suspeito ou confirmado, um dia antes ou sete dias após o início dos sintomas, nas seguintes situações:


- Durante viagem internacional ( passageiros da mesma fileira, das fileiras laterais e das duas fileiras à frente e atrás da pessoa com caso suspeito ou confirmado) ;


- Pessoas que cuidam, convivem ou que tiveram contato com secreções respiratórias da pessoa com caso suspeito ou confirmado.


Pessoas menores de 12 anos infectados podem armazenar o vírus até 14 dias após o início dos sintomas.


Algumas das características da doença são:



  • A infecção varia de doença leve não febril do sistema respiratório (gripe) a doença grave ou pneumonia fatal;

  • A maioria dos casos se desenvolve como uma gripe comum, sem complicações, evoluindo para a cura espontânea;

  • Os principais sintomas incluem tosse, febre, dor de garganta, mal-estar e dr de cabeça.

Como fazer para evitar o contágio:


*Se for viajar para áreas afetadas:



  • Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência no local e substituí-las sempre que necessário;

  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;

  • Evitar locais com aglomeração de pessoas;

  • Evitar contato direto com pessoas doentes;

  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;

  • Evitar tocar olhos, nariz ou boca;

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois que espirrar;

  • Em caso de ficar doente, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens;

  • Não usar medicamentos sem orientação médica.

- Como funciona o processo de quarentena:



  • Quarentena domiciliar voluntária: Recomendada às pessoas que tiveram contato próximo com pessoa com caso suspeito ou confirmado, mas que não apresenam sintomas.O período deve ser de sete dias, contados a partir do último contato ( 14 dias no caso de crianças).

Durante a quarentena a pessoa deve:


+ Evitar compartilhar objetos;


+ Evitar tocar olhos, nariz ou boca;


+ Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, em especial depois de tossir ou espirrar;


+ Manter o ambiente ventilado.


A Vigilância Epidemiológica deverá acompanhar a pessoa, por telefone ou presencialmente durante sete dias.


Isolamento Domiciliar: Recomendado para pessoa que teve contato com a gripe e apresente os sintomas, mas que não pertença a grupo de risco para complicações e óbito. Além das orientações do item anterior, deve-se:


+ Usar máscara cirúrgica descartável;


+ Permanecer em quarto exclusivo;


+ Evitar contato próximo com pessoas.


Isolamento Hospitalar: Recomendado para pacientes de grupos de risco.Deve ser realizado somente nos hospitais de referência, divulgados em sites do Ministério da Saúde. Segundo a OMS, deve ocorrer em quarto privativo, sinalizado, com vedação na porta, boa ventilação e acesso restrito aos profissionais de saúde.


O isolamento domiciliar e hospitalar será suspenso nas seguintes situações:


* Se for descartado o diagnóstico de influenza A;


* Nos casos confirmados, ao final do 7 º dia após o início dos sintomas ( 14º dia para crianças).


Fonte:


http://www.anvisa.gov.br/

domingo, 26 de julho de 2009

Diferença de idade no relacionamento


É certo que ainda existe muito preconceito com relação à idade no relacionamento, mas, até onde essa diferença pode ser considerada benéfica?

O universo masculino é naturalmente diferente do feminino. De acordo com especialistas na área de relacionamentos, um grande erro que acontece freqüentemente é um querer trazer o outro para o seu universo.

Quando a diferença de idade é muito grande, na maioria das vezes o casal leva mais um tempo para se ajustar. A diferença de idade tem sido, nos últimos tempos, um assunto bastante debatido dentro dos relacionamentos.

Muitos psicólogos explicam que, pelo fato de a mulher ter se tornado mais volúvel, preferindo somente “ficar”, os homens têm se interessado por mulheres mais velhas. A Bíblia não relata nenhum parecer sobre esse fato. Deus respeita a escolha de seus filhos.

Proibir um namoro por questão de cor, raça, nível social, financeiro ou diferença de idade, certamente é preconceito. E preconceito é pecado. O que precisa ser muito bem esclarecido, porém, é que no caso de a diferença ser “gritante” os dois precisam estar conscientes de que vão enfrentar olhares de discriminação.

Isso é fato. A questão é: Os dois estão dispostos a enfrentar as críticas? Se a resposta for sim, certamente nada impedirá de serem felizes. Se um dos dois, no entanto, não tiver tanta certeza, o melhor a fazer é conversar mais um pouco para saber se, realmente, é isso que querem.

Quando a diferença ultrapassa 10 anos, o relacionamento se torna um pouco complicado por causa das experiências que cada um adquiriu no decorrer desse tempo. A mulher é naturalmente mais madura. Apesar de ser bem mais emocional do que o homem, ela deseja segurança todo o tempo.

Se o homem mais novo é do tipo responsável e protetor, certamente ela não terá muitos problemas. Ele, porém, por ser mais jovem, pode exigir dela uma vida sexual mais ativa.

Isso pode comprometer, e muito, o matrimônio caso ela não corresponda com a mesma intensidade. Não se pode engessar uma história a fim de passar como exemplo para todas as outras parecidas, pois cada caso é um caso.

Ao aconselhar um casal de jovens nesse assunto, um pastor orientou da seguinte forma: “Pense em como ela estará daqui a vinte anos.

Se você continuar a amá-la mesmo diante dos traços que o tempo naturalmente irão trazer, vá em frente.” Dessa mesma forma pode se aplicar a mulher que casa com um homem bem mais velho.


Fonte:

Arca do Amor

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Higiene Pessoal:Medidas simples evitam problemas graves


Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, tinham o costume de tomar pouquissimos banhos por ano, o que contrastava com o hábito dos povos indígenas de nosso país, que tinham hábito de vários banhos diários.

O Brasil começa a se higienizar depois da decáda de 1950,mas a idéia de sujeira não está ligada ao processo civilizatório, pois os egípcios,assírios e babilônios, eram limpissímos, para eles a limpeza tinha uma conotação religiosa.

A palavra higiene é de origem grega (hygeinos) e significa ¨o que é saudável¨, derivando da deusa grega da saúde, Hígia.

O SESC, Serviço Social do Comércio, elaborou uma cartilha que ressalta a importância de dar especial atenção às boas práticas de higiene, pois muitos microoganismos habitam o nosso corpo.

Para mantê-lo sempre higienizado e longe dessas bactérias segue as dicas>


  • Banho diário: De preferência usando sabonete neutro, após o banho enxugar bem entre os dedos, virilha e outras dobras do corpo, banhos mal tomados, ou a ausência deles, podem levar ao aparecimento de vermelhidão na pele, odor desagradável, piolhos, sarna, micoses, seborreia,infecções urinárias e corrimento vaginal.O banho de ducha é o mais higiênico.

  • Lavar as mãos:Depois de usar o vaso sanitário, tossir,espirrar ou assoar o nariz; de usar panos ou materiais de limpeza; de recolher lixo ou resíduos;sempre que tocar em sacarias, caixas,garrafas,sapatos,etc;depois que manusear alimentos crus ou não higienizados;antes das refeições;depois de tocar em alimentos estragados;depois de manusear dinheiro;depois de fumar.

  • Cortar as unhas:Mantê-las sempre limpas.Evite roer as unhas, pois a sujeira que fica debaixo da unha pode dar origem a verminoses e outras doenças intestinais.

  • Lavar os cabelos:No mínimo duas vezes por semana para evitar o acumulo de poeira e gordura nos fios, além de cortá-los periodicamente.

  • Usar roupas e calçados limpos:Que sejam confortáveis e adequados à temperatura ambiente.

  • Vestir roupas íntimas de algodão:Para não reter o suor e evitar o mau cheiro além de trocá-las diariamente.Evite usar roupas justas e de fibras sintéticas.

  • Escovar bem o de dentes e usar fio dental:Uma escovação adequada deve durar , no mínimo, dois minutos, e ser feita com movimentos suaves e curtos, com atenção para a a margem gengival.Após a escovação para remover a placa bacteriana e os resíduos de alimentos das áreas onde a escova não alcança, use o fio dental.

  • Ingerir alimentos balanceados:Com pouco açúcar e amido, evite comer entre as refeições.

  • Faça avaliações regulares com o dentista:Para evitar que problemas menores se tornem sérios.

Fonte:


Jornal do Senado

sábado, 11 de julho de 2009

BlogBlogs.Com.Br

Assexuados e a internet





Num mundo em que o poder do sexo é vendido em pílulas e a sensualidade parece transbordar das nossas televisões, pessoas como Fabiana (nome fictício) parecem peixinhos nadando contra a grande corrente do desejo. Com 25 anos, ela frequenta a Lapa, vai a rodas de samba e noites de rock no Circo Voador. Sai com amigos para beber, gosta de cinema (Tarantino é seu diretor predileto), ir à praia e dançar. Vive uma rotina igual à de tantas outras cariocas da sua idade, com uma crucial exceção: o sexo não faz parte dela.

- Não sou virgem, eu simplesmente não tenho o sexo como prioridade da minha vida - diz ela, por telefone. - As pessoas ao meu redor reparam que eu não namoro, mas acham que eu tenho casinhos por aí. Só minhas amigas mais próximas sabem da real situação. Como são amigas de verdade, elas entendem essa minha posição. Mas, no geral, é muito chato ter que ficar escondendo isso. Eu fico me sentindo um ser de outro planeta, um verdadeiro ET.
Mas ela não é uma "alienígena" solitária: faz parte de um grupo - os assexuados - que, aos poucos, bem timidamente, começa a sair do armário para mostrar à sociedade que a vida sem sexo pode - não pode? - ser considerada normal. São pessoas que trocam o sexo por qualquer outra atividade - leitura, televisão, esportes etc - aparentemente sem nenhum problema. E é justamente aí, dizem os especialistas, que pode estar a diferença entre considerar isso uma opção de vida - mesmo que indo contra a sua própria natureza, de procriar e perpetuar a espécie, como outros animais - ou uma doença.
- Existem dados da Organização Mundial de Saúde que mostram que 7% das mulheres e 2,5% dos homens garantem viver perfeitamente sem sexo, não tendo qualquer problema com isso - diz a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Projeto de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. - Em termos médicos, acredito que isso não deva ser estigmatizado, considerado um desvio, doença ou atribuído qualquer valor negativo. Desde que, e isso tem que ser ressaltado, a pessoa não demonstre qualquer desconforto, estresse ou sofrimento com tal atitude. Se isso acontecer, aí sim isso pode significar um problema, que deve ser avaliado, já que ele pode ter várias causas.
Entre essas possíveis razões, diz a psiquiatra, estão a baixa produção de hormônios, uma possível depressão, conflitos de relacionamento, um abuso sexual ou mesmo uma decepção amorosa.
- Há muitas possibilidades e uma não exclui necessariamente a outra - afirma ela. - Pode haver uma baixa produção de hormônios, associada a uma depressão por problemas de relacionamento, causando esse, digamos, esquecimento do sexo.
Essas causas, porém, não aparecem com frequência nos tópicos das crescentes comunidades sobre assexuados na rede social Orkut. É ali, no mundo virtual e muitas vezes anônimo da internet, que os assexuados parecem se sentir mais à vontade para discutir ou mesmo celebrar a sua opção de uma vida sem sexo.
- Acho que sexo pode até ser legal, mas não é o principal. Se eu encontrasse caras que se contentassem apenas com afetos e carinhos, ficaria feliz para o resto da vida porque hoje em dia, está tudo tão sexualizado, tão carnal - escreve um integrante da Comunidade dos Assexuados, que conta com 818 membros.
Esse ponto de vista tem a compreensão da psicóloga Laura Muller, especialista em sexualidade pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash) e consultora do programa "Altas horas", da TV Globo.
- De fato, vivemos numa cultura que banaliza e ao mesmo tempo reprime a sexualidade, causando uma certa confusão - diz ela. - Vivemos sob um conjunto de regras sobre o que pode e não pode ser feito. Em torno delas, decidimos o que fazer de nossas vidas. E aí a pessoa pode optar, simplesmente, por não priorizar o sexo. É delicado cobrar a presença de sexo na vida de uma pessoa ou dizer que se trata de uma doença. Afinal, a vida é dinâmica e cada um de nós tem um jeito de encará-la.
Nos tópicos de outra comunidade em português, Assexuados (864 integrantes) , seus integrantes discutem como fazer para não se sentirem discriminados com o que consideram uma postura normal. Isso inclui até mesmo o que fazer em caso de assédio.
- No meu trabalho tem uma mulher, muito linda, que me assedia. Faz provocações, até já me convidou para sair - descreve um integrante. - Eu acho que todos os caras do meu trabalho têm tesão por ela e nunca iriam recusar um convite dela. Então fico preocupado com o que eles vão pensar de mim. Não quero que pensem que sou homossexual, e não quero que ela pense que sou homossexual. Ela é uma mulher com quem eu namoraria, mas sem sexo, só para sair, passear, ir ao cinema, se divertir com outras coisas.
Para Elizabeth Abbott, pesquisadora associada do Trinity College, na Universidade de Toronto, a assexualidade, assim como a homossexualidade, é uma opção que pode ser "incrivelmente dura" de ser assumida em público.
- Nossa sociedade dá um valor muito alto ao sexo e ao desempenho no ato. Espera-se que todos só pensem nisso - conta ela, que, em 1999, lançou o livro "A history of celibacy". - E até recentemente os assexuais viviam no armário, assim como os homossexuais. Mas o que está acontecendo agora é que eles encontraram na internet um meio apropriado para se comunicar e compartilhar suas experiências e dúvidas. Afinal, eles vivem num dilema constante. Para eles, a assexualidade é perfeitamente normal. E para a sociedade movida pelo sexo, isso é totalmente anormal e incompreensível.
Elizabeth acredita que o impulso sexual é determinado desde o nascimento, ou seja, ele é genético.
- A sexualidade é uma característica natural das pesssoas, mas o nível varia entre elas, chegando a ser muito baixo ou inexistente em algumas delas. Veja o ex-presidente Bill Clinton. Ele parece ter um nível muito alto de impulso sexual. Ele vive num extremo. No centro, está a maioria das pessoas, embora eu não goste de definir o nível normal de sexualidade. E os assexuados estão no outro extremo. Por isso, classifico a assexualidade como a baixa ou a total ausência de impulso ou desejo sexual.
A falta de apetite sexual pode ser temporária, ressaltam os especialistas, trazendo um pouco mais de confusão para o já delicado mundo dos assexuados e seus limites.
" Muitas pessoas, em determinados momentos da vida, canalizam a libido para outros interesses "
- Muitas pessoas, em determinados momentos da vida, canalizam a libido para outros interesses, confundindo a definição do que é o assexuado - assegura Carmita Abdo. - Uma pessoa que trabalha muito e está voltada para o seu progresso profissional, tem menos libido do que uma outra que não tem essa preocupação.
Nas mulheres, diz ela, isso pode ser dar também a partir da menopausa, quando ocorre a diminuição da produção dos hormônios sexuais.
- Principalmente a testosterona, que a mulher também produz, por meio dos ovários e das glândulas supra-renais, e é o hormônio motivador do desejo. De qualquer forma, é impossível deixarmos de pensar que se o assexualismo fosse regra, a Humanidade estaria extinta. Para a nossa espécie, sexo quer dizer vida.

Fonte:

O Globo - matéria publicada em 28/06/2009

sábado, 4 de julho de 2009

Sofrimento gerado pela hipocondria


Caracterizada como uma preocupação exagerada da pessoa com seu estado de saúde, a hipocondria é conhecida desde o século 4 a.C.


Os primeiros estudos sobre esse transtorno foram realizados por Hipócrates, o pai da medicina, que o associou a melancolia.


A maioria das pessoas que sofrem de hipocondria apresenta tendência a depressão e ansiedade.


O hipocondríaco acredita que possui pelo menos uma doença grave, progressiva e com sintomas determinados, ainda que exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista.


Esse transtorno é uma forma do homem lidar com as dores de sua existência, quando o individuo passa a sentir-se doente sem motivo, possivelmente é um pedido de socorro e de atenção, o ideal seria que o profissional que atende essa pessoa investigue queixas de uma experiência de vida mal resolvida.


O termo hipocondria, vem do grego hypochóndrion - hipocondrio-, que reveste a cavidade gástrica, abrigando intestinos,estômago e baço. De acordo com a teoria dos humores, de Hipócrates, a hipocondria estava associada à melancolia, considerada uma doença nervosa com origem no hipocondrio.


Pacientes com sinais de hipocondria demonstram medo constante de adoecer, contaminar-se ou desenvolver uma doença grave, predomina na classe masculina.


A manifestação do transtorno é reconhecida na adolescência e passa a ser mais frequente a partir da quarta o quinta década da vida.


O que difere de uma pessoa que passou por uma doença grave, de fato , e após de restabelecerem ficam sensibilizadas com o ocorrido, preocupando-se demais, pois depois de passarem por um novo exame que descarte o recrudescimento da doença, a pessoa em questão, tranquiliza-se, o que não acontece com o hipocondríaco.


O hipocondríaco tem grande sensibilidade para identificar movimentos, sons, ruídos e outros sinais do corpo que passariam desapercebidos para a maioria das pessoas, dá importância demais a qualquer sinal físico ou dor, costuma ficar ansioso e temeroso.


Também tem a impressão de que qualquer dor ou desconforto é sinal de doença grave, injerindo remédios com frequência, sem prescrição médica.


Tem necessidade de consultar diversos médicos, apesar de vários deles terem feito o mesmo diagnóstico com base nos resultados dos exames.Geralmente anda com vários exames arquivados em pastas nas suas peregrinações pelos profissionais.


Vive com a suspeita constante de ser portador de alguma doença grave.Tem compulsão por conversar com pessoas doentes para comparar sintomas e mal-estares.


Para os hipocondríacos, a crença de que há algo errado com seu corpo interfere no dia a dia, causa angustia e depressão, a doença imaginária causa, sim, sofrimento real, havendo situações que o quadro demora anos devido a falta de interesse dos profissionais de saúde pelas queixas do hipocondríaco.Esclarecendo, a hipocondria não é caracterizada como doença, porque não apresenta um conjunto claro de sintomas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).


A hipocondria pode ser tratada com psicoterapia associada a ansiolíticos, e deve ser investigado outros transtornos de ansiedade, como por exemplo, pânico ou depressão. No entanto,muitos hipocondríacos, resistem a idéia de procurarem um psiquiatra e partem para automedicação.


Já a Sindrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, com a intenção de obter cuidados médicos e de enfermagem. A pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção, atendimento e simpatia.


O paciente com Muchausen sabe que está exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.


Segue o teste chamado Índice de Whiteley, que avalia a possibilidade do diagnóstico de hipocondria:


  • Preocupa-se o tempo todo com a possibilidade de alguma doença séria?

  • Sofre dores e sintomas variados?

  • Presta muita atenção a tudo que ocorre no seu corpo?

  • Está muito preocupado com a saúde?

  • Tem sintomas de doenças muito graves com frequência?

  • Ao ser informado de alguma doença grave (pela mídia), preocupa-se com a possibilidade de adoecer?

  • Quando está doente, preocupa-se e incomoda-se se alguém diz que você já está melhor?

  • Está acometido com sintomas diferentes?

  • Costuma duvidar até de si mesmo e buscar outras razões?

  • Custa a acreditar no médico quando ele afirma que você não tem nenhuma doença?

  • Tem a sensação de que as pessoas não levam a sério a sua doença?

  • Tem convicção de que sua preocupação com saúde é maior que a dos amigos?

  • Acredita que há algo no seu corpo que está funcionando mal?

  • Tem medo de alguma doença?


Fonte:


http://www.abpbrasil.org.br/


http://www.sbponline.org.br/