
Esse tema foi debatido por nós nesta data, na Rádio Da Mata FM.
O tratamento da depressão no idoso tem por finalidade reduzir o sofrimento psíquico causado por esta enfermidade, diminuir o risco de suicídio, melhorar o estado geral do paciente e garantir uma melhor qualidade de vida.
Cabe ressaltar que a depressão no idoso freqüentemente surge em um contexto de perda da qualidade de vida associada ao isolamento social e ao surgimento de doenças clínicas graves. Enfermidades crônicas e incapacitantes constituem fatores de risco para depressão. Sentimentos de frustração perante os anseios de vida não realizados e a própria história do sujeito marcada por perdas progressivas - do companheiro, dos laços afetivos e da capacidade de trabalho - bem como o abandono, o isolamento social, a incapacidade de reengajamento na atividade produtiva, a ausência de retorno social do investimento escolar, a aposentadoria que mina os recursos mínimos de sobrevivência, são fatores que comprometem a qualidade de vida e predispõem o idoso ao desenvolvimento de depressão.
Em pacientes idosos, além dos sintomas comuns, a depressão costuma ser acompanhada por queixas somáticas, hipocondria, baixa auto-estima, sentimentos de inutilidade, humor disfórico, tendência autodepreciativa, alteração do sono e do apetite, ideação paranóide e pensamento recorrente de suicídio.
Cabe lembrar que nos pacientes idosos deprimidos o risco de suicídio é duas vezes maior do que nos não deprimidos. Os sintomas , em geral, estão associados à presença de
doenças físicas ou ao uso de medicamentos.
- Deprimido:
Irritabilidade
Tristeza
Desânimo
Sentimento de abandono
Sentimento de inutilidade
Diminuição da auto-estima
Retraimento social/solidão
Desinteresse
Idéias autodepreciativas
Idéias de morte
Tentativas de suicídio
Inapetência
Emagrecimento
Distúrbio do sono
Perda da energia
Lentificação psicomotora
Inquietação psicomotora
Hipocondria
Dores inespecíficas
Dificuldade de concentração e memória
Lentificação do raciocínio
Idéias paranóides
Delírios de ruína
Delírios de morte
Alucinações de suicídio
O tratamento da depressão no idoso tem por finalidade reduzir o sofrimento psíquico causado por esta enfermidade, diminuir o risco de suicídio, melhorar o estado geral do paciente e garantir uma melhor qualidade de vida. As estratégias de tratamento, envolvem psicoterapia, intervenção psicofarmacológica .
Inicialmente, há a necessidade da identificação de fatores que estariam desencadeando o surgimento de um processo depressivo, ou mesmo, agravando uma depressão já existente. Assim, é pertinente verificar se o paciente possui alguma doença clínica que esteja
relacionada com a depressão e observar se o uso de algum medicamento (antiinflamatório, anti-hipertensivos, remédio para insônia, etc.) não estaria levando ao surgimento de sintomas depressivos. A seguir, convém investigar aspectos de natureza psicológica e psicossocial, como lutos, isolamento social, abandono e outros fatores que tendem a desencadear sintomas depressivos.
A intervenção psicoterapêutica, ajuda a identificar os fatores desencadeadores do processo
depressivo, contribuindo para a orientação dos familiares, dos cuidadores e do próprio paciente.
Atividades do tipo terapia ocupacional, participação em atividades artísticas e de lazer também têm seu papel no tratamento do idoso deprimido.
A intervenção psicoterapêutica, particularmente indicada para idosos, é a modalidade denominada de psicoterapia breve. Esta modalidade, além de minimizar o sofrimento psíquico do paciente, ajuda o idoso deprimido a reorganizar seu projeto de vida. É uma terapia voltada para o presente e para o futuro,com duração, em geral, de cinco a seis meses.
Quando os sintomas da depressão colocam em risco a condição clínica do paciente e quando sofrimento psíquico é significativo, faz-se necessária a intervenção psicofarmacológica.. A depressão não tratada coloca em risco a vida do
paciente e eleva muito seu sofrimento, como visto anteriormente, não se justificando o não tratamento da depressão.
O exercício físico realizado de forma leve, intensidade moderada e longa duração (a partir de 30minutos) propicia alívio do estresse ou tensão.A atividade física, sobretudo quando praticada em grupo, eleva a autoestima do idoso, contribui para a implementação das relações psicossociais e para o reequilíbrio emocional.
Capacidade de atenção concentrada, memória de curto prazo e desempenho dos processos executivos (planejamento de ações seqüenciais logicamente estruturadas e capacidade de autocorreção das ações) constituem funções cognitivas imprescindíveis na vida
cotidiana e que são estimuladas durante a prática de exercícios bem planejados.
É importante o idoso tomar banho de sol durante uma caminhada pela manhã, por exemplo, pois o sol ajuda na síntese de vitamina D através da pele, e auxilia na absorção de cálcio pelos ossos.
Outras atividades que ajudam o idoso são:
Ginástica e hidroginástica
Expressão corporal
Jogos
Caminhadas, passeios ecológicos e acampamentos
Danças folclóricas e de salão
Gincanas
Entretenimento: (pintura, cerâmica, bordados, etc).
Atividade em grupo: viagens, passeios para eventos, cinema, teatro etc.
Freqüência:A rotina "adequada" para a prática de exercícios é de duas vezes por semana. Se o idoso praticar atividade física pelo menos durante uma hora, uma vez por semana, já se elimina o sedentarismo e promove uma melhoria das funções biológicas.O processo de envelhecimento mascara e dificulta o diagnóstico de depressão. O idoso geralmente apresenta como queixa inicial, a perda da memória ou falta de concentração, apatia, fadiga ou distúrbios do sono.
Quando atendemos um idoso deprimido, devemos verificar se esta depressão não está sendo causada por um medicamento de uso contínuo, como os anti-hipertensivos, hipnóticos, ansiolíticos, anti-vertiginosos, analgésicos, diuréticos, etc.
As medidas preventivas são de fundamental importância no tratamento da depressão. A tendência com o envelhecimento é a pessoa tornar-se mais inativa e acomodada.Um fator psicológico preponderante para o bom envelhecimento é manter o convívio social.
Com a aposentadoria, aqueles que não têm relações sociais bem estabelecidas tendem a perder totalmente o seu referencial e o seu objetivo de vida, caindo em depressão.A atividade intelectual é crucial. O idoso deve aproveitar o seu tempo livre para aprender novas coisas e voltar a estudar aquilo que gostaria e que por algum motivo não pode fazê-lo.
Durante o envelhecimento todas as pessoas sofrem mudanças físicas, como rugas, cabelos brancos e mais ralos. Isso pode abalar a auto-estima de alguns, pois a aparência física é bastante valorizada.
Em idosos deprimidos há maior probabilidade de sintomas somáticos inespecíficos, tais como suores, náuseas e palpitações, quando apresentam um transtorno de ansiedade conjuntamente com o quadro depressivo. Esta somatização produzida pela ansiedade concomitante à depressão tem importância clínica, já que esses pacientes podem confundir tais sintomas somáticos com efeitos colaterais de medicamentos, agravamentos de outras doenças.
Os idosos estão excluídos da produção contra sua vontade, tornam-se pouco consumidores, tendem a consumir maiores recursos da saúde, e acabam sobrevivendo a expensas de uma sociedade quase sempre hostil, recebendo as ajudas caridosas que esta se digna oferecer-lhes. Estão excluídos da produção porque ninguém lhes dá emprego, tornam-se pouco consumidores porque não têm dinheiro, não têm dinheiro porque ninguém lhes dá emprego, e consomem recursos da saúde porque adoecem, e adoecem mais porque não têm recursos para a saúde. Forma-se assim um deplorável círculo vicioso.
Uma das principais necessidades humanas básicas, para o idoso ou qualquer um outro, é a chamada Autonomia Funcional. Esta, diz respeito à capacidade que tem a pessoa para valer-se de si mesmo, interatuar com o ambiente e satisfazer suas necessidades. A depressão em idosos tem sido considerada um fator de risco para o desenvolvimento posterior de demência do tipo Alzheimer. A depressão pode manifestar-se no início de uma demência e, quando juntas, essas enfermidades agravam ainda mais a capacidade funcional do paciente. A depressão pode conduzir a comprometimento cognitivo temporariamente, muitas vezes dificultando o diagnóstico diferencial entre esse quadro e a demência. Um dos pontos que mais podem influenciar na vida e na memória dos idosos é o isolamento social, ou seja, a forma que alguns escolhem, consciente ou inconscientemente, para viver. A dificuldade de comunicação pode levar o idoso ao isolamento.A perda auditiva na terceira idade é um sério fator de limitação do indivíduo. Pode contribuir inclusive para o desenvolvimento de alguns distúrbios psiquiátricos, favorecendo o isolamento dos portadores da deficiência, devido a dificuldade de comunicação com o meio social em que vivem. Os familiares do deficiente, muitas vezes, não têm tolerância para lidar com a falta de audição, e, normalmente, não mantêm diálogos normais com o idoso, passando somente a informar os assuntos essenciais. O idoso adquire o sentimento de constrangimento perante sua dificuldade de ouvir, podendo propiciar o surgimento de um quadro depressivo.
A importante participação da família: É necessário que a família se esforce ao máximo para inserir o idoso na comunicação do dia-a-dia.
Cabe ressaltar que a depressão no idoso freqüentemente surge em um contexto de perda da qualidade de vida associada ao isolamento social e ao surgimento de doenças clínicas graves. Enfermidades crônicas e incapacitantes constituem fatores de risco para depressão. Sentimentos de frustração perante os anseios de vida não realizados e a própria história do sujeito marcada por perdas progressivas - do companheiro, dos laços afetivos e da capacidade de trabalho - bem como o abandono, o isolamento social, a incapacidade de reengajamento na atividade produtiva, a ausência de retorno social do investimento escolar, a aposentadoria que mina os recursos mínimos de sobrevivência, são fatores que comprometem a qualidade de vida e predispõem o idoso ao desenvolvimento de depressão.
Em pacientes idosos, além dos sintomas comuns, a depressão costuma ser acompanhada por queixas somáticas, hipocondria, baixa auto-estima, sentimentos de inutilidade, humor disfórico, tendência autodepreciativa, alteração do sono e do apetite, ideação paranóide e pensamento recorrente de suicídio.
Cabe lembrar que nos pacientes idosos deprimidos o risco de suicídio é duas vezes maior do que nos não deprimidos. Os sintomas , em geral, estão associados à presença de
doenças físicas ou ao uso de medicamentos.
- Deprimido:
Irritabilidade
Tristeza
Desânimo
Sentimento de abandono
Sentimento de inutilidade
Diminuição da auto-estima
Retraimento social/solidão
Desinteresse
Idéias autodepreciativas
Idéias de morte
Tentativas de suicídio
Inapetência
Emagrecimento
Distúrbio do sono
Perda da energia
Lentificação psicomotora
Inquietação psicomotora
Hipocondria
Dores inespecíficas
Dificuldade de concentração e memória
Lentificação do raciocínio
Idéias paranóides
Delírios de ruína
Delírios de morte
Alucinações de suicídio
O tratamento da depressão no idoso tem por finalidade reduzir o sofrimento psíquico causado por esta enfermidade, diminuir o risco de suicídio, melhorar o estado geral do paciente e garantir uma melhor qualidade de vida. As estratégias de tratamento, envolvem psicoterapia, intervenção psicofarmacológica .
Inicialmente, há a necessidade da identificação de fatores que estariam desencadeando o surgimento de um processo depressivo, ou mesmo, agravando uma depressão já existente. Assim, é pertinente verificar se o paciente possui alguma doença clínica que esteja
relacionada com a depressão e observar se o uso de algum medicamento (antiinflamatório, anti-hipertensivos, remédio para insônia, etc.) não estaria levando ao surgimento de sintomas depressivos. A seguir, convém investigar aspectos de natureza psicológica e psicossocial, como lutos, isolamento social, abandono e outros fatores que tendem a desencadear sintomas depressivos.
A intervenção psicoterapêutica, ajuda a identificar os fatores desencadeadores do processo
depressivo, contribuindo para a orientação dos familiares, dos cuidadores e do próprio paciente.
Atividades do tipo terapia ocupacional, participação em atividades artísticas e de lazer também têm seu papel no tratamento do idoso deprimido.
A intervenção psicoterapêutica, particularmente indicada para idosos, é a modalidade denominada de psicoterapia breve. Esta modalidade, além de minimizar o sofrimento psíquico do paciente, ajuda o idoso deprimido a reorganizar seu projeto de vida. É uma terapia voltada para o presente e para o futuro,com duração, em geral, de cinco a seis meses.
Quando os sintomas da depressão colocam em risco a condição clínica do paciente e quando sofrimento psíquico é significativo, faz-se necessária a intervenção psicofarmacológica.. A depressão não tratada coloca em risco a vida do
paciente e eleva muito seu sofrimento, como visto anteriormente, não se justificando o não tratamento da depressão.
O exercício físico realizado de forma leve, intensidade moderada e longa duração (a partir de 30minutos) propicia alívio do estresse ou tensão.A atividade física, sobretudo quando praticada em grupo, eleva a autoestima do idoso, contribui para a implementação das relações psicossociais e para o reequilíbrio emocional.
Capacidade de atenção concentrada, memória de curto prazo e desempenho dos processos executivos (planejamento de ações seqüenciais logicamente estruturadas e capacidade de autocorreção das ações) constituem funções cognitivas imprescindíveis na vida
cotidiana e que são estimuladas durante a prática de exercícios bem planejados.
É importante o idoso tomar banho de sol durante uma caminhada pela manhã, por exemplo, pois o sol ajuda na síntese de vitamina D através da pele, e auxilia na absorção de cálcio pelos ossos.
Outras atividades que ajudam o idoso são:
Ginástica e hidroginástica
Expressão corporal
Jogos
Caminhadas, passeios ecológicos e acampamentos
Danças folclóricas e de salão
Gincanas
Entretenimento: (pintura, cerâmica, bordados, etc).
Atividade em grupo: viagens, passeios para eventos, cinema, teatro etc.
Freqüência:A rotina "adequada" para a prática de exercícios é de duas vezes por semana. Se o idoso praticar atividade física pelo menos durante uma hora, uma vez por semana, já se elimina o sedentarismo e promove uma melhoria das funções biológicas.O processo de envelhecimento mascara e dificulta o diagnóstico de depressão. O idoso geralmente apresenta como queixa inicial, a perda da memória ou falta de concentração, apatia, fadiga ou distúrbios do sono.
Quando atendemos um idoso deprimido, devemos verificar se esta depressão não está sendo causada por um medicamento de uso contínuo, como os anti-hipertensivos, hipnóticos, ansiolíticos, anti-vertiginosos, analgésicos, diuréticos, etc.
As medidas preventivas são de fundamental importância no tratamento da depressão. A tendência com o envelhecimento é a pessoa tornar-se mais inativa e acomodada.Um fator psicológico preponderante para o bom envelhecimento é manter o convívio social.
Com a aposentadoria, aqueles que não têm relações sociais bem estabelecidas tendem a perder totalmente o seu referencial e o seu objetivo de vida, caindo em depressão.A atividade intelectual é crucial. O idoso deve aproveitar o seu tempo livre para aprender novas coisas e voltar a estudar aquilo que gostaria e que por algum motivo não pode fazê-lo.
Durante o envelhecimento todas as pessoas sofrem mudanças físicas, como rugas, cabelos brancos e mais ralos. Isso pode abalar a auto-estima de alguns, pois a aparência física é bastante valorizada.
Em idosos deprimidos há maior probabilidade de sintomas somáticos inespecíficos, tais como suores, náuseas e palpitações, quando apresentam um transtorno de ansiedade conjuntamente com o quadro depressivo. Esta somatização produzida pela ansiedade concomitante à depressão tem importância clínica, já que esses pacientes podem confundir tais sintomas somáticos com efeitos colaterais de medicamentos, agravamentos de outras doenças.
Os idosos estão excluídos da produção contra sua vontade, tornam-se pouco consumidores, tendem a consumir maiores recursos da saúde, e acabam sobrevivendo a expensas de uma sociedade quase sempre hostil, recebendo as ajudas caridosas que esta se digna oferecer-lhes. Estão excluídos da produção porque ninguém lhes dá emprego, tornam-se pouco consumidores porque não têm dinheiro, não têm dinheiro porque ninguém lhes dá emprego, e consomem recursos da saúde porque adoecem, e adoecem mais porque não têm recursos para a saúde. Forma-se assim um deplorável círculo vicioso.
Uma das principais necessidades humanas básicas, para o idoso ou qualquer um outro, é a chamada Autonomia Funcional. Esta, diz respeito à capacidade que tem a pessoa para valer-se de si mesmo, interatuar com o ambiente e satisfazer suas necessidades. A depressão em idosos tem sido considerada um fator de risco para o desenvolvimento posterior de demência do tipo Alzheimer. A depressão pode manifestar-se no início de uma demência e, quando juntas, essas enfermidades agravam ainda mais a capacidade funcional do paciente. A depressão pode conduzir a comprometimento cognitivo temporariamente, muitas vezes dificultando o diagnóstico diferencial entre esse quadro e a demência. Um dos pontos que mais podem influenciar na vida e na memória dos idosos é o isolamento social, ou seja, a forma que alguns escolhem, consciente ou inconscientemente, para viver. A dificuldade de comunicação pode levar o idoso ao isolamento.A perda auditiva na terceira idade é um sério fator de limitação do indivíduo. Pode contribuir inclusive para o desenvolvimento de alguns distúrbios psiquiátricos, favorecendo o isolamento dos portadores da deficiência, devido a dificuldade de comunicação com o meio social em que vivem. Os familiares do deficiente, muitas vezes, não têm tolerância para lidar com a falta de audição, e, normalmente, não mantêm diálogos normais com o idoso, passando somente a informar os assuntos essenciais. O idoso adquire o sentimento de constrangimento perante sua dificuldade de ouvir, podendo propiciar o surgimento de um quadro depressivo.
A importante participação da família: É necessário que a família se esforce ao máximo para inserir o idoso na comunicação do dia-a-dia.

