sábado, 28 de maio de 2011

Sim, a inveja existe! ( desabafo )

Segundo a   wikipédia: Inveja ou invídia é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor.
A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver". Com o tempo essa definição foi perdendo o sentido e começado a ser usado ao lado da palavra cobiça, que culminou, então, no sentido que temos hoje.
Os indivíduos disputam poder, riquezas e status, aqueles que possuem tais atributos sofrem do sentimento da inveja alheia dos que não possuem, que almejariam ter tais atributos. Isso em psicologia é denominado formação reativa: que é um mecanismo de defesa dos mais "fracos" contra os mais "fortes".
A inveja é originária desde tempos antigos, escritos em textos, que foi acentuado no capitalismo e no darwinismosocial, na auto-preservação e auto-afirmação, a inveja seria, popularmente falando, a arma dos "incompetentes".
Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.
Tem algum tempo que não atualizo o blog, tenho me dividido entre o trabalho e o estudo.
Agradeço a voces estarem me acompanhanhando, deixando comentários, muito obrigada pelo enorme carinho.
Estou cansada, e aí vai mais um desabafo, e espero ouvir voces, sentir voces através das suas opiniões e apoio.
Cresci ouvindo estórias da minha avó e minha mãe referindo sobre "olho grande", mal-olhado", inveja. Eu particularmente não conseguia acreditar nesse tipo de coisa, achava que todo mundo fazendo o seu melhor vencia na vida e pronto, eu não via motivo para pensar, muito menos temer a inveja, sim, ele é temida por muitos.
Há alguns meses atrás nossa "mentora" Juliana Sardinha perdeu seu domínio, e desabafou no seu blog, sobre inveja.
É fato, no momento não passo por isso aqui na blogosfera, mas na minha vida profissional.
É incrível como as pessoas que são incapazes de crescer profissionalmente, tentam a todo custo fazer voce estacionar também, boicotam, fofocam, tentam tirar seu espaço, tentam até, imagine, te proibir de falar,enfim de ser, de brilhar.
Eu jamais imaginei que a simplicidade, a ausência de orgulho, o se doar para o outro, fazia tão mal aos que não têem essa capacidade.
Já me falaram de vampiros, não os que nos filmes ou supertições aparecem, mas aqueles que tentam "secar" sua vida, que não são capazes de fazer um milímetro do que voce faz, e ao invés de estudarem, observarem seu método de trabalho e fazer o melhor como eu tento fazer, e modesta parte (não há modestia nenhuma, tá), consigo. Estão se esforçando, gastando suas energias em prejudicar , atrapalhar, criticar e boicotar.
São pessoas que nunca irão vencer, não por não terem competência, acredito que possam até tê-la mas por não a usarem, perdendo seu tempo com a vida alheia, com o trabalho e sucesso alheio.
Além disso há outro problema que se une a esse, aqui onde moro, literalmente alguns vizinhos tomam conta da vida da gente, muitos não tem o que fazer e simplesmente não suportam que o outro tenha uma vida própria, tenham sucesso, sejam populares e principalmente, tenham CARISMA.
Claro que não permito essa invasão em minha vida, nem no âmbito profissional, muito menos no pessoal, privacidade é importante, e vou mantê-la a todo custo.
Lamento muito por essas pessoas, o que faço para não dar atenção é exatamente o que faço neste momento, escrevo, produzo, estudo, trabalho voluntáriamente com crianças carentes (não seria bom, se eles usassem o tempo deles, dessa forma?).
Fica a letra de uma música de Vanessa da Mata:
A inveja é a vontade de ter o que não é seu
O ciúme é o medo
De tomarem o que é meu
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus
Muitos querem se vestir
Do que não lhes fica bem
Sempre imitando o alheio
Maledicenciando em vão.

terça-feira, 10 de maio de 2011

PGE consegue liminar na Justiça Federal garantindo que psicólogos atuem no Depoimento sem Dano

A Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE), obteve liminar na Justiça Federal suspendendo a Resolução 010/2010 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe a participação de psicólogos judiciários nas audiências com crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual, no Projeto Depoimento sem Dano (DSD). A liminar foi concedida nesta quinta-feira (14).
A atuação do psicólogo nas audiências havia sido proibida pela Resolução nº 10/2010 do CFP, que proíbe “ao psicólogo o papel de inquiridor no atendimento de crianças e adolescentes em situação de violência”. Conforme a Resolução, os técnicos que atuassem no DSD seriam punidos.
Tal ação é o resultado da articulação do Ministério Público do Estado do Acre (MPE) junto à Procuradoria do Estado do Acre (PGE), primeiro, através dos promotores de justiça Celso Jerônimo de Souza e Mariano George Sousa de Melo, depois, através do procurador de justiça Carlos Roberto da Silva Maia, que, por sua vez, manteve inúmeros contatos com o procurador-geral do estado Roberto Barros dos Santos, a fim de operacionalizar a demanda judicial, viabilizando o reconhecimento da efetividade do projeto “Depoimento Sem Dano” para concretizar o direito da criança e do adolescente de serem ouvidos em juízo sem que isso lhes causem indevida opressão e revitimização, especialmente naqueles processos relacionados ao abuso e violência sexual.
Ao ajuizar a ação ordinária com pedido de liminar de antecipação de tutela, o procurador do estado e chefe da procuradoria judicial Francisco Armando de Figueiredo Melo, teve seu pedido deferido pela Justiça Federal sustentando que no projeto Depoimento sem Dano, o psicólogo judiciário exerceria uma função de facilitador, assemelhada à do intérprete, para inquirição de crianças e adolescentes com o objetivo de evitar a exposição e a revitimização destes.
A Justiça Federal acatou o argumento do periculum in mora para conceder a liminar pleiteada, tendo em vista a extensa agenda de audiências em curso nas Varas da Infância e Juventude, que se valem da assessoria dos profissionais psicólogos para levar adiante a execução do projeto Depoimento sem Dano.
O procurador de justiça Carlos Maia, coordenador da defesa da infância e da juventude, enfatiza que “é inegável que os psicólogos é quem efetivamente deverão estar na linha de frente da execução desse tipo de intervenção, utilizando-se de princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência da Psicologia, facilitando e servindo como interface entre a criança ou adolescente, testemunha ou vítima de violência ou abuso sexual, e os operadores do direito (juiz, promotor de justiça, defensor público ou advogado), diante da inabilidade destes profissionais em exercer este papel, já que é praticamente unânime a preocupação de todos os segmentos profissionais com relação à não-revitimização de crianças e adolescentes que são inquiridos inúmeras vezes nos feitos judiciais”.
Fonte:
Grupo Estudo Psi