sábado, 30 de junho de 2012

Prostitução Infantil

Criança, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é a pessoa com até doze anos de idade e adolescente é a pessoa entre doze e dezoito anos de idade (art. 1¼, do ECA).
 A prostituição infantil é uma forma de exploração de crianças onde essas são levadas a prostituírem-se. Ocorre sobretudo em locais com condições socioeconômicas desfavoráveis. Muitas vezes as crianças são levadas à prostituição pelos próprios pais, ou por meio de aliciadores.
A presença de crianças em prostituição atrai muitos pedófilos praticantes do turismo sexual. Na maioria dos países a exploração da prostituição infantil corresponde em um crime grave.
A prostituição infantil trata-se da exploração sexual de uma criança a qual, por vários fatores, como situação de pobreza ou falta de assistência social e psicológica, torna-se fragilizada. Dessa forma, tornam-se vítimas do aliciamento por adultos que abusam de menores, os quais ora buscam o sexo fácil e barato, ora tentam lucrar corrompendo os menores e conduzindo-os ao mercado da prostituição.
 Mas, não se deve associar a prostituição infantil apenas à condição de pobreza da criança, mas sim considerar as particularidades de sua manifestação. Também para além da pobreza, o desenvolvimento de vícios por drogas conduzem essas crianças a uma situação deplorável e de extrema necessidade de cuidados especiais. Para atenderem às imposições da dependência química que as dominam, vendem seus corpos para conseguirem algum dinheiro para a compra de drogas (ou mesmo aceitam fazer programas tendo como pagamento a própria droga).
Outro complicador desta questão é o chamado turismo sexual, o qual consiste na chegada de vários estrangeiros a regiões como o Nordeste brasileiro em busca de sexo. Meninas pobres, moradoras das regiões periféricas e precárias ao redor dos grandes centros ocupam as principais ruas e avenidas para se oferecerem como mercadoria barata neste mercado do sexo que se estabelece em endereços turísticos por todo o Brasil, principalmente nas praias nordestinas.
 Além da degradação moral de toda espécie humana, a onda de pedofilia está contribuindo para criar uma geração precoce de portadores do vírus da AIDS, já que as crianças, mais frágeis fisicamente, estão propensas a sofrer ferimentos durante o ato, o que facilita a infecção. Adicionando à posição de inferioridade, que não os dá direito de exigir do parceiro o uso de preservativos. Existem leis que obrigam os motéis e estabelecimentos similares a entrada de menores de 18 anos. No entanto, como todas as leis, esta também não é cumprida. Os casais entram nestes lugares sem o mínimo de intervenção, por esse motivo os homens podem entrar não só com uma menor mas duas ou três, depende de seu gosto e sua disposição.
Se por um lado a prostituição ainda faz parte da realidade brasileira, é importante destacar alguns avanços nesta luta. No Brasil, em 2000, institui-se o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, assim como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, comemorado em dezoito de maio, dia em que uma menina de 8 anos foi abusada e morta em 1973 no Estado do Espírito Santo 
 Segundo o site da UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, este órgão adotou em meados de 2000 o Protocolo Facultativo para a Convenção sobre os Direitos da Criança, que trata da venda de crianças, prostituição e pornografia infantis. Vários países aderiram, a exemplo do governo brasileiro que promulgou tal protocolo em 2004.

sábado, 23 de junho de 2012

Torcidas Organizadas

Torcida organizada é a denominação dada a uma associação de torcedores de um determinado clube esportivo no Brasil e no mundo. A maioria das torcidas brasileiras são uniformizadas, ou seja, seus membros usam roupas com a marca da própria torcida. No Brasil, o precursor das torcidas organizadas foi o São Paulo Futebol Clube,criada em 1939. As associações de torcedores organizados usualmente adotam para si um mascote próprio. A partir dele, será feito a divulgação e comercialização de toda uma série de produtos envolvendo a marca da torcida.
 Alguns grupos de torcida organizada usualmente recebem ingressos dos diretores do clubes de futebol para acompanhar os eventos. É comum que parte dessas entradas sejam revendidas para outros torcedores, seja por preço menor ou maior, neste caso buscando lucro.
 Dentre os materiais utilizados pelas torcidas organizadas durante as festas do jogos estão as bandeiras de grande porte (4x4 metros), bandeirões (que recobrem todo o setor das arquibancadas do estádio),fogos de artifício e faixas com o nome da torcida.
 As torcidas organizadas são compostas por pessoas com situação precária devida, desempregados, etc., embora não somente. São pessoas que, na maioria,não ganharam a competição social e, por isso, possuem certa frustração a ser descarregada em atos violentos.
 A violência e a agressividade também exercem o papel de satisfação substituta ao vencer uma competição, embora não seja a grande competição, que é a social.
 O time de futebol funciona como a forma de compensar o fracasso, desde que ele seja vitorioso.
 Assim, numa sociedade competitiva e sem possibilidades de mudanças, seja individual ou coletiva, aliado a situação de alto grau de pobreza e desemprego, os atos de violência tendem a ser mais constante, bem como a violência se tornar uma forma de descarregar a frustração.
 Outra fonte geradora de violência são os problemas psíquicos, que atingem indivíduos de todas as classes sociais, tal como a excessiva competição e os desgastes que isso provoca, bem como a já referida frustração. Estas e outras razões da violência podem se mesclar e reforçar o caso da manifestação da violência no futebol.

sábado, 16 de junho de 2012

Acomodação no Casamento

O casamento aos poucos se desgasta, perde a vibração e quase não há mais envolvimento.
No vazio resultante,começam a ganhar cada vez mais espaço a irritabilidade e a intolerância, se transforma em um casamento morno, sem brilho nem intimidade.
O número de casais que procuram consultórios psicológicos apresentando dificuldades na área afetiva e sexual mostra que, ambos, tendem a varrer as frustrações para debaixo do tapete.
Muitos casamentos são sustentados na vontade de ter uma família, outros na cumplicidade afetiva, na cumplicidade intelectual. Enfim, cada um tem seus motivos pessoais para casar.
 É preciso lembrar também que muitas vezes esse esfriamento sexual pode ser provocado ou provocador de um quadro disfuncional no casal ou em um dos parceiros.
O desejo sexual Hipoativo, que é  a principal queixa feminina, e estima-se que 35% da população brasileira sofra esta dificuldade, onde há diminuição ou ausência completa de fantasias eróticas, desejo e motivação para ter atividade sexual.  Esse quadro pode causar sofrimento pessoal, dificuldades interpessoais e nos relacionamentos dos casais.
 A baixa auto-estima – principalmente após gravidez, pós-traições, no envelhecimento, em situações de desemprego, é um gatilho perigoso e frequente nas relações, e que acabam criando um reforço no papel social de mãe e pai, de família, mas que interferem minando o desejo e o interesse sexual.
 Estar casado com alguém é conviver diariamente com um sem-número de pequenas rotinas que podem ser maravilhosas. Ou não? Talvez a maneira como nós encaramos a rotina seja a chance de avaliar se temos ou não um bom casamento. Ou, pelo menos, se estamos precisando fazer alguns ajustes. 
Estar casado com alguém é dividir os momentos que se repetem e, por isso mesmo, se aprimoram. Já a monotonia, esta é a vilã não só do casamento, mas da própria vida.
É importante estar atento à relação e tentar promover sempre a retomada de prazeres corporais, sociais e relacionais.Sair juntos, buscar prazeres na vida pessoal  e na vida conjugal, resgatar o namoro, o abraço, o beijo, permitir-se viver uma sensibilização para estimular a percepção dos sentidos e para o despertar sexual,das sensações, o cheiro, o perfume, a sensação da carícia.

sábado, 9 de junho de 2012

Aborto

Um aborto ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou induzida, provocando-se o fim da gestação, e consequente fim da atividade biológica do embrião ou feto, mediante uso de medicamentos ou realização de cirurgias.
No  Brasil, o aborto  é tipificado como crime  contra a vida humana pelo Código Penal Brasileiro, em vigor desde 1984, prevendo detenção de um a quatro anos, em caso de aborto com o consentimento da mulher, e de três a dez anos para quem o fizer sem consentimento. Porém, não é qualificado como crime quando praticado por médico capacitado em três situações: quando há risco de vida para a mulher causado pela gravidez, quando a gravidez é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico (desde decisão do STF pela ADPF54, votada em 2012, que descreve a prática como "parto antecipado" para fim terapêutico). 
Nesses casos, o governo brasileiro fornece gratuitamente o aborto legal pelo Sistema Único de Saúde. 
Também não é considerado crime o aborto realizado fora do território nacional do Brasil, sendo possível realizá-lo em países que permitem a prática.
Existe grande esforço por parte da população considerada pró-escolha de tornar legal o aborto no Brasil como escolha da gestante, sendo um dos argumentos utilizados é de que manter a prática ilegal não evita que o aborto seja realizado, mas faz com que as mulheres recorram a meios alternativos e inseguros de fazê-lo. Porém, a maior parte da população do país é contra a prática, concorda com a situação atual ou ainda quer sua proibição em todos os casos. Um plebiscito para consultar a população já foi algumas vezes proposto como forma de decidir o que se deve fazer na legislação sobre o aborto.
Existe também a opinião de que o aborto não é matéria para plebiscito mas sim, uma questão de saúde pública e que, como tal, deve ser decidida pelo Estado e não julgada pela maioria.
Ocorreram ao longo dos anos, várias tentativas para se modificar a legislação brasileira em referência ao aborto. Desde quando a Constituição Brasileira de 1988 entrou em vigor, poucas mudanças de fato ocorreram, estendendo-se até hoje o debate sobre o aborto e as tentativas de descriminalizá-lo.
 Aborto é crime contra a vida. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. O feto anencéfalo é biologicamente vivo, por ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal.
Por causa da proibição do aborto no Brasil, há a presença de clínicas clandestinas que realizam o procedimento. Elas geralmente encontram-se em situação precária e não têm médicos e outros profissionais de saúde habilitados a fazerem o aborto.
A falta de escolaridade de boa parte da população e a ausência de conhecimento sobre métodos contraceptivos faz com que o número de gravidez indesejada seja alto.
 Por más de condições de vida e às vezes pelo o desejo de não ter filhos, muitas mulheres optam por fazer o aborto, ainda que ilegal.
 Pelo código penal brasileiro, essas mulheres cometem um crime com pena de um a três anos de detenção.
 As estimativas do Ministério da Saúde apontam a ocorrência entre 729 mil e 1,25 milhão de abortos ao ano no Brasil.

sábado, 2 de junho de 2012

Pressão no trabalho e saúde

Você é capaz de trabalhar sob pressão? A pergunta clássica dos recrutadores de recursos humanos indicam a tendência: as empresas têm procurado profissionais capazes de produzir com qualidade mesmo quando pressionados. As corporações estão cada vez mais enxutas em questão de recursos de mão-de-obra. Por isso, os profissionais devem produzir mais e em menores prazos.

Quando a pilha de planilhas em sua mesa mais parece o monte Everest em plena sexta-feira, a ordem é não entrar em pânico. Em situações de pressão, mantenha a calma, pare, analise as demandas, o tempo e recursos para realizá-las. A partir daí, defina as prioridades, entendendo que não vai dar para fazer tudo. Às vezes é melhor renegociar o prazo de entrega e preservar a qualidade.

Aliás, a forma como encara o volume de obrigações no trabalho é um dos segredos para levar numa boa as situações de pressão. Muitas vezes o profissional se sente pressionado porque está sofrendo por antecedência, acha que não vai dar conta do que lhe foi solicitado. É válido observar que nem sempre ficamos estressados com a quantidade de trabalho, mas como enxergamos a demanda.

Mesmo se a situação é crítica no seu trabalho, nada de reclamação: Normalmente os momentos de maior cobrança são vistos apenas pelo lado negativo. Mas é bom lembrar que muitas vezes a pressão leva o profissional a sair da zona de conforto. Além disso, é passando por problemas que você ganha experiência. Sem contar que a capacidade de absorver as pressões pode fazê-la ir além na sua carreira.Quem não aguenta a demanda não consegue ter um futuro sólido dentro da empresa. Os que se destacam são aqueles que suportam um alto grau de cobrança.