sábado, 21 de julho de 2012

Redes Sociais


Antigamente para nos comunicarmos com uma pessoa que moravam longe o meio mais utilizado era a carta ou telefone, hoje com a internet ficou bem mais fácil, utilizando o e-mail enviamos, fotos, músicas e mensagens para nossos amigos que estavam distante de nós.
Mas com o crescimento e popularização das redes sociais, que são sites que permitem compartilhar informações com um grupo de amigos escolhidos pelo indivíduo, enviar mensagens sobre onde você está, ou o que está fazendo ficou bem mais rápido e todas as pessoas da sua lista de contatos saberão instantaneamente. Essas redes estão substituindo os e-mails, pois segundo uma pesquisa realizada nos EUA, poucas pessoas respondem a e-mails.
Quanto ao crescimento das redes sociais uma pesquisa realizada pela Revista Time aponta que, “Se o Facebook fosse um país, seria o terceiro maior do mundo, atrás apenas da China e da Índia”.
Mas há necessidade de tomar cuidado, pois no seu perfil você pode colocar fotos, vídeos, e atualizações que podem ser usadas contra você. O que se posta numa rede social cria uma reputação que pode ser difícil de apagar, para saber se o que você coloca condiz com a pessoa que você é, olhe em sua página do ponto de vista de outra pessoa e pergunte a si mesmo: É assim mesmo que eu quero ser visto pelos outros? Manchar a reputação numa rede social pode trazer consequências difíceis de remediar.
 Não esquecendo que alguns detalhes como revelar onde você mora, onde trabalha ou estuda, se vai viajar, favorece sequestros e roubos.
 Para se prevenir adicione apenas quem você conheça,algumas pessoas aceitam dezenas e até centenas de solicitações de amizade de indivíduos que mal conhecem ou simplesmente nem conhecem, crie regras para aceitar amigos. A melhor regra é fazer amizade apenas com pessoas que você conhece e com quem tem algum tipo de relação fora da internet.
Não que as conversas em redes sociais sejam todas frívolas,quando acontece um desastre, como, por exemplo, como o tsunami em 2011, muitos usaram as redes sociais para saber se seus parentes e amigos estavam bem.
Não esqueça de utilizar bem as configurações de privacidade da rede social.
A administração de seu tempo também é importante, pois se você usa demais  a rede social acaba por negligenciar amigos, família e afazeres, e viciando-se.
Se você tem filhos que utilizam a internet, tente descobrir qual a real motivação deles nas redes sociais e por onde navegam, pois é através delas que acontecem vários tipos de assédio desde bullying até pedofilia e sequestro.

sábado, 14 de julho de 2012

Solidão, e as redes sociais

A solidão é um estado interno, a princípio um sentimento de que algo ou alguém está faltando. Uma sensação de separatividade e desconexão  que numa visão espiritualista é a separação de Deus, Eu Superior, Self, Vida ou o Todo.
 Atualmente, existem em algumas cidades muitas pessoas que já moram só e que apresentam um a vida bastante independente. Não podemos dizer que são pessoas solitárias, desde que elas se sintam em paz com essa situação. Entretanto, o que se mostra é que o sentimento de solidão pode estar presente em qualquer lugar ou situação. A pessoa pode sentir solidão durante uma festa com os amigos, no trabalho e até mesmo dentro de casa com a própria família.
A necessidade de vínculo social significativo, e a dor que sentimos sem ele, são características definitivas da nossa espécie. A intensidade da dor do isolamento, entretanto, pode variar de pessoa para pessoa.
Cerca de 50% da capacidade de sentir solidão é hereditária, mas isso não significa que seja determinada pelos genes. Um percentual similar está relacionado a fatores ambientais. O que parece ser hereditário, no entanto, é a intensidade da dor que cada um sente ao se ver socialmente isolado. 
Estar sozinho não quer dizer sentir-se sozinho, mas separar-se temporariamente do mundo das pessoas e das coisas, das ocupações cotidianas, para entrar novamente na própria interioridade e na própria imaginação – sem perder o desejo e a nostalgia da relação com os outros: com as pessoas amadas e com as tarefas que a vida nos confiou. Estamos isolados, ao contrário, quando nos fechamos em nós mesmos, porque os outros nos rejeitam ou mais frequentemente no rastro da nossa própria indiferença, de um egoísmo tétrico que é o efeito de um coração árido ou seco.
 Hoje existe a solidão interativa, onde cada vez mais pessoas, se conectam em busca de amigos, como diz uma frase no próprio Facebook: "Eu gosto do meu computador porque meus amigos vivem lá", e é verdade, cada vez mais estamos solitários , marcamos encontros e desmarcamos, sentimos preguiça de sair já que é cômodo encontrá-los em casa mesmo, na internet.  
Compartilhamos músicas, frases, posts, fotos e muito da nossa privacidade atrás de algo fugaz. De algo, temporário e curto. Não nos aprofundamos em nada, somos visuais e querendo que os outros entendam tudo das entrelinhas, dos discursos rasos e da falta de assunto.Somos um add, um request, um like.
 As redes sociais capturam os EU's solitários, criando um ambiente aconchegante. Na internet, a  distância das pessoas que amamos ameniza-se graças à tecnologia. O medo de  relacionar-se, de estabelecer intimidade, minimiza-se pela facilidade de afastar-se quando desejar, garantida pela possibilidade de desligar o computador.

Saber que há outras tantas pessoas na mesma condição acalenta. 
 A possibilidade de ter alguém  "online" para te resgatar da solidão, divertem e preenchem o tempo conforta. O direito de participar do cotidiano daqueles que, por força das circunstâncias, estão longe ameniza a saudade. Essas e outras motivações explicam a atratividade das redes sociais.
Para a terceira idade, as redes sociais tem sido de grande utilidade aos que se aventuram em conhecê-la. A "descoberta" ajuda a afastar a solidão e o tédio, pondo os idosos em contato com parentes e amigos que moram longe ou perderam o contato, dizem especialistas.
O Facebook, que foi criado nos anos 2000 com foco nos  jovens, não dispõe de estatísticas por faixa etária, mas professores de informática constataram que é cada vez mais comum a procura de cursos por idosos em busca de alguém que os ensine a acessar as redes.

Por trás da tela de cristal líquido batem corações. Por trás de cada "enter" existe uma falsa sensação de pertencer. As formas de não existir e de se fazer presente se multiplicam. O tempo se reduz. As palavras também. Abreviamos palavras porque não temos tempo. Somos ocupados. Nos dedicamos ao culto egocêntrico, pela chance que queríamos ter, e não soubemos saber.
Somos antenados, conectados, formadores de opiniões alheias e sem importância.
E somos felizes por isso?
É o preço da era digital, e só o tempo poderá dizê-lo.