sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pessoas Espaçosas



Eles chegam sem pedir licença. Normalmente, sem nem terem sido convidados. É só dar uma brecha, que se sentem no direito de dominar qualquer recinto. No aconchego do lar, no trabalho, e principalmente nos lugares públicos, sempre tem um espaçoso para se apoderar, sem cerimônia, de todo o território. Limite é algo que não compõe o vocabulário dos espaçosos
A psicanalista Alba Senna considera boa parte do comportamento dos espaçosos resultado da criação que eles receberam. Mas quem está pretendendo jogar a culpa da sua falta de noção geográfica nos ombros de papai e mamãe, escute mais essa: “Não se restringe apenas à educação. O que acontece é que essas pessoas não enxergam seus limites e por isso não respeitam o outro. Claro que isso é influência do meio em que eles estão inseridos, mas também vai da própria personalidade do sujeito”, avalia ela. Para ela, a principal questão é não saber lidar com a liberdade de cada um. “Eles não vêem fronteiras para sua ações, essa é uma forma de se sentirem livres e até de não precisarem lidar com a aceitação”, comenta a psicanalista.
1.      “Você fala alto demais”;Pessoas que falam alto demais, não respeitando o ambiente de trabalho ou as demais pessoas que querem trabalhar ou simplesmente não estão interessadas em ouvir o que as outras estão falando, irritam profundamente seus colegas. E é incrível o número de pessoas que falam alto demais sem terem consciência disso. Veja se você não está entre esses que parecem ser um “serviço público de altofalantes” em sua empresa. Lembre-se que as pessoas nem sempre são surdas e que conversar com alguém que fala alto demais é realmente ensurdecedor;
2.      “Você é ‘espaçoso(a)’”;“Espaçosa é aquela pessoa que vai além dos seus limites espaciais. Pessoas que mexem na gaveta dos outros sem permissão; usam o telefone alheio; pegam o grampeador, clipes, etc. das mesas dos colegas, etc. Veja se você não faz parte desse time. Ninguém gosta de pessoas “espaçosas” e esse é um defeito que às vezes é confundido com “extroversão”, “amizade”, etc. Reconhecer os limites é fundamental para o seu sucesso pessoal e profissional; 
3.      “Você deixa o banheiro sujo”;Ninguém dirá essas coisas a você, mas todo mundo fica observando e é claro, comentando, que você quando usa o banheiro do escritório deixa tudo sujo. Assim, todos sabem que têm que usar o banheiro antes que você vá sujá-lo. Os comentários são constantes e as pessoas começam a ficar, literalmente, com nojo de você e é claro, com raiva de você. Afinal o banheiro é de uso coletivo e você faz questão de usar e deixar sujo. Se você é mulher, veja se não tem o vício de jogar seu absorvente higiênico aberto no cesto de lixo, ou pior, no chão do banheiro. Se você é homem, veja se você não é daqueles que urina por cima do assento sanitário, joga papel sujo no chão e assim por diante; 
4.      “Você não joga o copinho de café no lixo e nem lava sua xícara”;No cafezinho da empresa, todos jogam seus copinhos no lixo. Você, não! Quando o café é em xícaras todos enchem a xícara de água e deixam na pia ou até lavam suas próprias xícaras. Você, não! Isso é irritante. Todos comentam e você não liga o seu desconfiômetro. Pense um pouco: você deixa na pia ou em cima da mesa aquele copinho sujo para quem jogar? Quem é o seu empregado ou empregada que tem a obrigação de jogar o seu copinho sujo de café no lixo?
5.      “Você é fofoqueiro(a) e tem um língua grande demais...”;Você fala mal de todo mundo. Fala mal do chefe, dos colegas, do governo e pensa que é o “bom”. Você faz comentários maldosos sobre as secretárias e seus chefes, sobre os gerentes e suas vendedoras ou vendedores. Todo mundo tem medo da sua língua.... Para tudo você tem uma explicação maldosa. Você conhece a segunda intenção de tudo o que ocorre. Todos são corruptos na sua língua. Os compradores da empresa são todos ladrões; os vendedores vagabundos; o pessoal de exportação quer mesmo é passear no exterior. O único trabalhador, sério, honesto e ético é você! Será?
6.      “Você tem mau hálito”;Ninguém dirá isso a você. E como nas demais coisas que estamos comentando, se alguém comentar será interpretado como mal educado, etc.. É preciso tomar cuidado e perceber se o seu hálito não é ruim. E você ainda tem o hábito de falar muito próximo às pessoas.... Assim, consulte um dentista ou pergunte com sinceridade à alguma amigo ou amiga como é o seu hálito. Você leu numa revista que mascar um dente de alho pela manhã faz muito bem à saúde, mas e os outros que são obrigado a sentir o cheiro de alho em sua boca o dia todo? Você gosta de sanduíche de mortadela com guaraná sem gelo. Isso pode ser do seu gosto, mas veja se a mortadela fermentando em seu estômago não o fará arrotar um pouco azedo demais a tarde toda. 
7.      “Você empresta e não devolve”;“Lá vem ele de novo emprestar....”
Pode ter certeza que esse seu comportamento é simplesmente odiado por seus colegas. A grande verdade é que ninguém gosta de dar emprestado nada a ninguém. É sempre um esforço emprestar alguma coisa para alguém. E você tem o horrível hábito de pedir tudo emprestado – do grampeador à bolsa; da caneta ao computador. Pare com isso! Compre as coisas que gosta de usar ou guarde direito o que é seu e não viva mais tomando emprestado tudo de todo mundo! 
 8.      “Você pensa que é engraçado(a)”;Você perdeu a noção do ridículo e pensa que é engraçado(a) o tempo todo. Faz piadinhas de todo mundo, ironiza com a roupa dos colegas, põe apelido no primeiro que passa à sua frente. Todos riem e você pensa que é engraçado.... Muitas pessoas riem é “de você” e não das gracinhas que você faz. Aquela sua mania de contar piadas toda vez que chega perto de um grupo, saiba que muitas vezes é ridicularizada por todos. Você deixa de ser levado(a) a sério e fica conhecido como o(a) engraçadinho(a) de mau gosto e só! Cuidado! 
9.      “Você é ‘pidão ou pidonha’”;Mais uma vez, ninguém dirá isso a você. Mas é irritante o fato de você pedir tudo. Você não pode ver nada dos outros sem pedir. Quer ir junto onde não foi convidado(a); pede dinheiro emprestado; pede cigarro emprestado; pede bolsa emprestada para ir a uma festa; pede o carro emprestado.... Pede um “naco” do sanduíche; pede um pedaço do chocolate; pede carona todos os dias; pede os mais irritantes favores a todo mundo. Você acha que alguém pode gostar disso? 
10.   “Você não pede licença; não diz ‘obrigado’; não diz ‘por favor’ e não pede desculpas...”Decididamente você não freqüentou uma pré-escola pois é incapaz de saber que pessoas educadas, no mínimo, pedem desculpas, dizem “por favor” e “obrigado” e além disso pedem licença ao passar ou ao interromper uma conversa. Você não! Você parece que saiu de uma estrebaria! Você é grosso(a) e não percebe. Você entra no meio das conversas sem pedir licença. Você passa na frente dos outros atropelando todo mundo como uma motoniveladora. Você pede as coisas sem dizer “por favor” e quando recebe parece nunca ter ouvido a palavra “obrigado” que da sua boca nunca foi ouvida. “Desculpe-me” então, jamais alguém ouvirá. Você não se subordina a essas “bobagens”. 
11.   “Você cheira mal”.Você não se apercebe, mas as pessoas já colocaram em você o apelido de “gambá”! Você não usa desodorante; não lava suas roupas com a necessária freqüência. Você cheira a cigarro. Seu cabelo parece uma caixa ambulante de charutos! Não custa usar um perfume. Hoje existem lavandas que não são caras e que podem tirar aquele odor de corpo que o(a) caracteriza e que todos notam. As células olfativas se adaptam com muita rapidez e você não sente o próprio cheiro que todos abominam. Vivemos num país tropical e nem sempre temos ar condicionado à nossa disposição em todos os lugares. Assim, o suor é normal e quase sempre tem um cheiro não muito agradável. Pense nisso. Invista num bom desodorante e perca o medo de tomar um bom banho todos os dias.... Seus colegas de trabalho ficarão muito gratos! 
O mais importante desses comportamentos, repito, é que ninguém dirá isso a você. Só mesmo um grande amigo ou amiga. E, assim mesmo, quando falar, com certeza perderá a sua amizade.  E são, justamente essas pequenas coisas que são fatores impeditivos para o seu crescimento, para sua desejada promoção, etc.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A felicidade e os transtornos mentais

No carnaval é comum vermos várias pessoas "felizes", mas essa alegria muitas vezes é passageira.
Existem muitos questionamentos sobre como ser feliz, se existe felicidade eterna, eu acredito que existam momentos de felicidade, assim como existem momentos de tristeza, nada é eterno.
Aí vão algumas dicas para encontrar um pouco de felicidade:
1. Encontre contentamento: Quando as necessidades básicas de uma pessoa são atendidas, uma renda adicional tem pouca influencia sobre o seu bem-estar. Tem gente que acha que a felicidade está no dinheiro, isso é ilusório e faz parte das fantasias dos que não tem muito dinheiro.
2. Evite a Inveja:  Essa é definida como desgosto e ódio provocados pelo sucesso ou pelas posses de outra pessoa e desejo intenso sua felicidade.Mas lembre-se que essas pessoas passam por problemas, que na nossa fantasia de que o jardim do outro é mais florido que o nosso, isso é irrelevante e não acontece.
3. Cultive amor pelas pessoas: A inveja pode envenenar a capacidade de uma pessoa de apreciar as boas coisas da vida, inclusive se dar bem com os outros, cultivando amizade, amor.Pois na verdade, o amor nos faz sentir felizes, e não há dinheiro que o compre.
4. Desenvolva a Resiliência: Todos temos problemas, por isso é preciso desenvolver resiliência, ou seja,  a capacidade de lidar com os problemas de forma positiva e tentar dar a volta por cima.
Em alguns casos essa falta de felicidade trás algum transtorno mental, em todas as partes do mundo, milhões de pessoas sofrem de transtornos mentais, o que também acaba causando mudanças na vida daquelas que as amam.
Uma em cada quatro pessoas será afetada por um tipo de transtorno mental em algum momento de sua vida.
Em todo o mundo a depressão incapacita mais pessoas que qualquer outra doença.
A esquizofrênia e o transtorno bipolar estão entre os distúrbios mais graves e incapacitantes.
Embora afete um grande número de pessoas, os transtornos mentais continuam invisíveis, negligenciados e discriminados.
Segundo a OMS, muitas pessoas não buscam tratamento por causa do estigma relacionado à doença mental.
A maioria das doenças mentais é tratável, mas, de acordo com a Aliança Nacional para Doença Mental dos Estados Unidos, aproximadamente 60% dos adultos e quase 50% de jovens entre 8 e 15 anos que tem transtorno mental não receberam tratamento nos anos de 2013 e 2014.
Especialistas definem transtorno mental como disfunção significativa no pensamento, controle emocional e comportamento de alguém, o que muitas vezes compromete sua habilidade de se relacionar com outros e de administrar as várias atividades do dia a dia.
No entanto , quem sofre de transtorno mental só vai se beneficiar da ajuda médica se aceitar seguir um tratamento apropriado.Muitas pessoas aprenderam a lidar com os transtornos depois de terem entendido melhor a doença  e seguido o tratamento adequadamente.
Algumas dicas de como lidar com a doença mental:
 1. Siga o tratamento prescrito
2. Mantenha uma rotina diária equilibrada
3. Pratique exercícios físicos
4. Durma o suficiente
5. Relaxe
6.Tenha alimentação balanceada
7. Limite o consumo de álcool e evite a auto medicação
8. Não se isole. Isso é a "porta" para a depressão
9. Dê atenção as suas necessidades espirituais.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Cuidados que se deve ter durante o Carnaval



Quem vai comemorar todo o carnaval deve estar ciente que isso é uma maratona. O que acontece, na maioria das vezes, são pessoas que não possuem nenhum tipo de prática física, sedentárias, que vão comemorar quatro dias de folia. Nestes casos, o organismo não está preparado para esse ritmo, sendo necessários maiores cuidados, uma vez que o exagero na hora da folia pode causar problemas.

O ideal é que os foliões se preparem uma semana antes do carnaval, fazendo uma dieta mais leve: legumes, verduras e frutas. Esses alimentos são recomendados pelo fato de serem de fácil digestão, já que uma digestão mais lenta provoca um maior cansaço e dessa forma, um maior tempo de recuperação será necessário. Tempo este que pode ser bem nos dias da folia, portanto, feijoada e carnaval não combinam.

Outro elemento essencial que quem vai festejar o carnaval deve lembrar é a hidratação. As pessoas se agitam, pulam e dançam bastante, acima do normal. Além disso, vale lembrar que o carnaval é realizado durante a estação mais quente do ano, verão. Por esses fatores, pode ocorrer a desidratação do organismo. Assim, é recomendável beber bastante água, sucos naturais e água de coco. Vale ressaltar que bebidas como cerveja e refrigerante, embora sejam refrescantes, não hidratam o organismo.
EM SITUAÇÕES DE RISCO
Se for abordado por criminoso
Não reaja. Mantenha a calma.
Deixe as mãos em local visível e não faça movimentos bruscos. Cuide para que seus gestos sejam lentos e previsíveis.
Pedido de socorro
A Polícia Militar de São Paulo atende chamadas de emergências feitas via número 911. Além disso, a corporação tem atendentes que falam espanho e inglês.
A ligação deve ser feita em momento que não coloque a vítima em risco.
Idioma
Especialitas indicam que, após deixar claro que não vai reagir, o estrangeiro pode avisar que "não fala português".
NOS AEROPORTOS
Embarque e desembarque
São considerados críticos porque o cansaço e excesso de pessoas nos aeroportos provocam desatenção do viajante e vulnerabilidade.
Ao pedir informações ou auxílio, procure um policial identificado ou funcionário da empresa pela qual viajou. Não fale com estranhos.
Não abra a bagagem em público, principalmente se tiver quipamentos eletrônicos e dinheiro dentro dela.
Manuseio de bens e dinheiro
Nos caixas eletrônico, certifique-se de que sua senha não seja vista por outras pessoas. Se o equipamento falhar, solicite o auxílio de funcionário identificado.
Não manuseie grandes quantias de dinheiro em público
Ao deixar o aeroporto, guarde sua bagagem no porta-malas, principalmente seu laptop.
NO HOTEL
Bagagem e pertences
No check-in e check-out deixe sua bagagem com um funcionário ou coloque-a entre você e o balcão da recepção.
Nas refeições, prefira deixar seus pertences no apartamento ou peça que sejam guardados no bagageiro do hotel por algum funcionário enquanto você se alimenta.
Não deixe carteira, celular e outros pertences sobre a mesa.
Use o cofre à disposição em seu quarto
Visitas e pedidos
Evite falar sobre assuntos pessoais perto de pessoas estranhas, principalmente se envolver valores.

Não aceite ajuda de estranhos. Funcionários dos hotéis costumam trabalhar identificados e uniformizados.

Se participar de evento no hotel, os participantes deverão usar crachás. Ao sair da sala, certifique-se de que as portas ficarão fechadas. Antes e durante o evento, converse com o quadro de seguranças do hotel.

Não leve pessoas estranhas ao hotel.


EM BARES E RESTAURANTES

Escolha do local
Opte por lugares indicados por conhecidos ou pelos profissionais do hotel onde estiver hospedado. Peça informações sobre percurso, horários para alimentação e serviços oferecido.

No restaurante, peça que para guardar a mala ou bagagem. Use cadeado ou lacre para proteger objetos de valor ou dinheiro. Ao recebê-la, confira se não houve violação.


ÁREAS PÚBLICAS

Cuidados gerais
Evite falar com estranhos.

Carregue filmadoras ou máquinas fotográficas discretamente.

Não forneça informações pessoais a estranhos.

Use transporte cadastrado.

Bolsas e sacolas chamam a atenção dos ladrões.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Pseudolalia


A Pseudolalia é uma mentira compulsiva resultante dum longo vício de mentir. A pessoa mente por mentir, perde a noção do que é verdade ou não, convence-se das mentiras como puras verdades.

A pseudolalia pode conduzir a graves distúrbios de personalidade, podendo o pseudolálico acabar por perder a sua individuação e viver num real criado imaginariamente, comportando-se duma forma difícil de contacto humano e só com tratamentos profundos poderá melhorar.

As pessoas perdem lenta e gradualmente a consciência da gravidade da doença que vão adquirindo, porque a sua realidade vai perdendo cada vez mais sintonia com o verdadeiro real. Por fim o vício de mentir é um ato inconsciente e perante a mais simples situação a fuga à verdade brota espontânea e como uma repetição compulsiva e criação de verdades inexistentes.
Mentirosos compulsivos.

Há quem diga mentiras caridosas.
Há quem minta por vício.
Há quem diga meias verdades.
E também há quem diga sempre a verdade.

Existem, além destas, um outro tipo de mentiras: as provenientes do chamado mentiroso compulsivo, que mente sistematicamente e aparentemente sem razão.
Aqui estamos já a lidar com alguém para quem a mentira assume contornos de dependência, tal como o álcool ou a droga.
A mentira torna-se um vício, já que é dita de forma compulsiva, ou seja, o mentiroso tem consciência que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso.
O vício compulsivo de mentir é a fuga da realidade

A pseudolalia é uma doença grave. Trata-se do vício compulsivo de mentir. Segundo psiquiatras e psicólogos, a prática frequente de viver uma situação imaginária pode ser o resultado de uma profunda insegurança emocional, além de traumas de infância. A atitude funciona como um mecanismo de autodefesa para pessoas que apresentam um quadro de carência acentuada.

Estudos comprovam que crianças vítimas de uma educação julgadora, imposições, disciplinas rígidas, e que por vezes vivem dominadas com autoritarismo, são fortes candidatas à doença.
Pesquisas também demonstram que uma pessoa que carrega o vício de mentir pode não conseguir se controlar, tornando-se semelhante a quem tem o vício do jogo ou é dependente de drogas ou álcool.

Visão de quem entende:

Na opinião da dra. Leila Cury, Livre Docente, que já tratou vários casos de pseudolalia, a compulsão pela mentira é uma distorção.

"Existem pessoas que chegam ao ponto de não saber mais o que é verdade. Embora o assunto seja mais voltado para a criança, há muitos adultos vivendo o problema, o que torna a situação ainda mais grave", disse a médica.

Segundo a dra. Leila, é muito mais fácil trabalhar o problema na infância do que na fase adulta.

Quando a mentira vira uma doença:
Para que mentir? A pergunta que Noel Rosa e Vadico transformaram em canção aflige tanto pais de pequenos mentirosos quanto a mulher que surpreende o marido com desculpas esfarrapadas. Para que mente o menino que insiste em contar aos pais e amigos façanhas inverossímeis? O psicanalista Wilson Chebabi afirma que as crianças mentem porque desejam dar aos seus pais a versão que, supostamente, estes gostariam de ouvir.
"Estes pais precisam se examinar para verificar se não estão impondo aos filhos os seus desejos e se interessando pouco pelos desejos dos filhos. O colapso da atividade de brincar é o que agrava a intensidade da mentira. Se, ao invés de mentir, a criança tem a chance de brincar, pode chegar bem perto da satisfação de seus desejos. Hoje, cada vez mais, a adolescência é uma extensão da infância, sem as possibilidades de satisfação desta, na brincadeira. No casamento, a mentira se dá dentro do mesmo processo: ambos tentam ser o que gratifica o outro para que o outro também se sinta gratificado".
Há mentiras que indicam crises de auto-estima. O psiquiatra infantil Alfredo Castro Neto atende crianças de classe média que estudam em colégios de luxo e mentem por questão de status. "Estas crianças se sentem socialmente humilhadas. A mentira, para elas, é uma defesa". Já o adolescente mente para se proteger de pais invasores ou repressores. A menor R.B. de 17 anos, por exemplo, diz que vai dormir na casa da amiga, mas dorme com o namorado. "Se eu disser a verdade, não poderei sair de casa", justifica-se.
O psicanalista Alberto Goldin vê a mentira do adulto como necessidade, às vezes compulsiva, de obter lucro ou prazer. "Há duas espécies de mentira: a que prejudica alguém é diferente da mentira social. A mentira compulsiva é uma doença, mas a verdade compulsiva também é. Não se pode falar a verdade o tempo todo. Por isto, é difícil julgar mentirosos quando se trata da relação amorosa. Mentir, evidentemente, não é o melhor modo de se relacionar. Mas, às vezes, é a única opção. Os contratos humanos expressam a força e também a fragilidade da condição humana".
O mentiroso compulsivo, para Wilson Chebabi, só deixa de mentir quando aceita sua própria precariedade. "O problema mais grave na mentira é social. A sociedade mantém convenções que são incompatíveis com a condição humana. O sujeito mente porque não suporta o conflito penoso e irremediável entre seus desejos e a frustração imposta pela realidade. Numa sociedade menos hipócrita, este conflito entre o desejo e a realidade permaneceria, mas seria melhor administrado". A resposta à pergunta de Noel Rosa talvez seja simples: o sujeito mente para tornar a realidade menos frustrante.