sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Preconceito contra as religiões afro descendentes



As religiões afro-brasileiras, ao longo de sua trajetória histórica, ganharam reconhecimento tanto por seu papel na preservação e reinvenção da herança africana como por sua contribuição para a cultura nacional. Na capoeira, em festas como as de São Cosme e Damião ou do Divino Espírito Santo, nas manifestações musicais como o samba, o afoxé,  ou o maracatu, nas esculturas ou nas pinturas, múltiplos são os diálogos dessas religiões com a diversidade cultural do Brasil.
Vocês já se perguntaram porque poucas pessoas assumem que participam de alguma religião afro descendente? Muitos dos frequentadores, inclusive, preferem permanecer no anonimato.
Assim como o racismo as pessoas crescem ouvindo dizer que ser "macumbeiro" não presta, que é coisa do diabo, se querem que sua opção religiosa seja respeitada devem respeitar a dos outros. Falta de Deus(leia: de respeito, humanidade,tolerância...).
Dentre as razões que explicariam o declínio estaria a concorrência com as outras religiões.O ataque ao candomblé e à umbanda seria constitutivo da própria identidade dessas igrejas.

À perseguição e ao preconceito contra os cultos afro-brasileiros somam-se os problemas cotidianos do povo-de-santo que, como a maioria dos brasileiros, precisam enfrentar a pobreza.
O que faz a espiritualidade do ser humano não é a religião ou o culto que prega, mas sim o comportamento deste diante da humanidade em geral, o respeito que tem pela natureza e os conceitos que tem sobre o universo e o próprio ser humano.

Não há diferença se um ser humano é desta ou daquela religião, ou se tem ou não religião, se segue ou não algum dogma se este mantém comportamento de respeito e dignidade diante de seu semelhante e do planeta que habita.

Portanto, todo aquele que pensa ser mais digno que outros por seguir certas seitas, que alega ser escolhido de Deus, ou de se destacar diante dos demais seres humanos pelo fato de professar esta ou aquela religião, caminho, ou doutrina, está de fato COMETENDO O ABOMINÁVEL CRIME DE PRECONCEITO, tão perverso e inaceitável quanto o racismo, homofobia etc... 

O pior destes são aqueles que ainda se julgam "perseguidos" pelos "impuros" e "pecadores" e com isso ainda buscam aumentar ainda mais o preconceito e a discriminação.

Cada um deve ser livre para seguir o que quiser ou também a não seguir nada, mas não deve por conta disso sofrer nenhum tipo de preconceito ou discriminação.
É chegada a hora de fomentarmos a igualdade plena entre os seres humanos, de pregar a concórdia entre os diferentes segmentos de pensamento e a aceitação do ser humano como ele é, com todas as suas diferenças. reza e outras dificuldades resultantes das desigualdades sociais.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Por que compramos?



Muitas pessoas procuram o psicólogo devido a compulsão por compras, num estudo realizado no mundo inteiro em 2014, metade dos entrevistados admitiu que compra coisas que na verdade não precisam.Isso se dá devido a publicidade,pois o alvo dos publicitários é transformar desejos em necessidades, e a maioria dos consumidores se deixa levar pela empolgação,as mesmas são projetadas para estimular essa empolgação  nos consumidores.
Ao planejar uma compra o indivíduo geralmente cria fantasias detalhadas e se imagina procurando, encontrando e levando um produto para casa. As pessoas ficam tão eufóricas ao fazer compras que seu corpo chega a liberar mais adrenalina, e a adrenalina vicia, basta observar alguns esportes radicais praticados e como as pessoas que o fazem dizem que se viciaram na adrenalina.
Para não cair na armadilha da publicidade, a pessoa deve comparar friamente o que as propagandas prometem com a realidade. Pois nada vai fazer você ganhar status e prestigio, pois nenhum produto pode mudar quem realmente somos ou nos dar qualidades como honestidade e integridade.Definir nosso valor por meio de comparações cria um ciclo interminável de insatisfação,a pessoa mal consegue o que deseja e já passa a querer algo melhor.Quanto mais bens materiais a pessoa tem, mais tempo e dinheiro são necessários para cuidar deles.
Portanto:
1.     Evite comprar por impulso: Acalme-se e pense friamente no que está envolvido em comprar, pense nas ocasiões em que comprou por impulso e se arrependeu.
2.     Evite comprar para melhorar seu humor: Comprar dar uma sensação de bem-estar temporária, mas depois os sentimentos negativos voltam você terá um novo peso, o pagamento daquela compra.
3.     Não compre para se divertir: Shoppings centers transformaram o ato de comprar em uma diversão, mesmo que se vá ao shopping com intenção apenas de passear, muito coisas que estão expostas foram criadas para estimular o desejo de comprá-las.
4.     Escolha bem seus amigos: O estilo de vida e as conversas dos amigos influenciam muito nossos desejos, observe se não está gastando demais para competir com eles.
5.     Tenha bom senso ao usar cartões de crédito: Com cartões é fácil comprar sem pensar nas consequências, tente pagar o valor total da fatura todo mês, ao comprar produtos mais caros, economize para não fazer prestações em grande quantidade.
6.     Esteja a par de sua situação financeira: É mais fácil exagerar nos gastos quando você não sabe ao certo como está sua situação financeira. Faça um orçamento  do que se pretende gastar todo o mês, anote tudo que comprar até um cafezinho.
7.     Ensine a seus filhos o valor do dinheiro e como é difícil ganhá-lo.
8.     Não ceda à pressão de seus filhos
9.     Não deixe que seus filhos se influenciem por amigos ou pela TV.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Ciúme Possessivo



A existência do ciúme tem muitos fatores. Cada caso de ciúme doentio deve ser analisado separadamente. No entanto a insegurança cultivada pela baixa estima, aliada a experiência de relacionamentos ruins, é o principal motivo do ciúme nos relacionamentos.

   Um detalhe importante é saber que todo ciumento exagerado é visível no início da relação, mas a paixão nos faz enxergar aquele “ciuminho” como um charme, uma coisa bonitinha.  Uma manifestação de amor, etc. Cuidado e muita calma nessa hora!
 Abaixo listo dez características de comportamento que lhe ajudarão identificar um caso de ciúme possessivo. Atente para os sintomas:

01 - Você é a única razão de viver dele(a). É melhor morrer do que viver sem você (essa frase deve ser considerada junto com as demais características);

02 - Ligações constantes sem motivos ou motivos muito fúteis que geralmente são utilizados para esconder a necessidade de monitoramento;

03 - Necessidade de controlar tudo, saber de tudo, querer dominar tudo que você faz ou vive, não deixando espaço para sua vida pessoal, desejos e afinidades. Nesses casos a pessoa inventa desculpas para frequentar o maior número de ambientes e atividades que você, ou te fazer desistir dos que ela não pode acompanhar;

04 - Você vai aonde eu for ou se eu for com você, caso contrário os dois não vão para lugar nenhum. Cuidado! Inicialmente parece algo normal, mas com o tempo isso se torna cansativo, manipulador e opressivo;

05 - Você é frequentemente visto e citado como “propriedade” (você é meu / você é minha) e o “amor” é apenas uma forma de justificar isso. Apesar das manifestações de carinho e afeto, declarações, etc. Você na verdade é aquilo que representa o símbolo de segurança emocional e autoestima para o outro. Toda afetividade, geralmente representa um cuidado consigo mesmo(a), transferindo o valor que deveria existir em si próprio para o outro. Esse é o motivo de tanta possessão;

06 – O ciumento exagerado antecipa situações de “risco”. É capaz de planejar estratégias de monitoramento muito antes do que você imagina. Sabe aquele encontro com os amigos(as) que você pretende ir mês que vem? Se a pessoa ciumenta souber e não puder lhe acompanhar, dará um jeito de cancelar essa reunião (para você) sem ao menos você perceber que foi tudo armação dela(e);

07 – A pessoa ciumenta é frequentemente ansioso(a), precisando sempre estar em “movimento”, com foco num evento futuro ou mesmo numa inquietação desconhecida por ele mesmo(a). Essa característica está possivelmente associada à insegurança e baixa estima;

08 – O ciumento pode ser “escandaloso” (histérico) ou introvertido (tímido). O primeiro é aquele que chama atenção para os demais, fazendo uso do “escândalo” como ferramenta de intimidação, para que você “crie vergonha na cara” (risos). O segundo é aquele que chama a sua atenção com chantagens emocionais, lamentos e palavras de autopiedade, no fim de que você tenha “compaixão” e dê “valor” aos seus sentimentos.

09 – O ciumento exagerado é tão sociável quanto antissocial. Tudo depende do que irá lhe trazer mais segurança. Se for necessário criar vínculos fictícios com outras pessoas, apenas para se manter perto de você, assim o fará. Da mesma forma poderá fazer uso de um comportamento antissocial apenas parar lhe afastar de situações (pessoas) que representam ameaça para ele(a);

10 – Finalmente, quem sofre de ciúme precisa de ajuda e compreensão, e não de “pena” ou ignorância. Não confunda as coisas. Relacionamento amoroso não deve servir de “muleta” emocional para a vida de ninguém. O que parece ajudar, na realidade, piora quando o relacionamento se torna insustentável e passa a ser traumático. Se você é uma pessoa que passa por esse tipo de situação, converse com alguém que pode te ajudar a compreender e superar esse problema. Quanto antes, melhor!

Quem sofre os "ataques" do parceiro alimenta-o sem saber à medida que concorda em submeter-se ao que o outro pede. Por exemplo: se, ao ser questionado sobre quem lhe enviou e-mails, mesmo no trabalho, ele responder, der satisfações, o outro se sentirá no direito de fazê-lo sempre, agindo dessa forma cada vez mais incisivamente.As brigas tornam-se frequentes e o clima de tensão impera na relação, já que qualquer coisa é motivo para reacender o ciúme. Porém, há momentos de total tranquilidade intercalados a estes - geralmente quando estão juntos, fazendo algo que distraia a atenção do ciumento - o que deixa a "vítima" do ciúme confusa, tirando a vontade de abandonar a relação que muitas vezes é tentadora.Quando você vive em uma família cujas características principais são o controle, o cuidado excessivo, o zelo e preocupação com os filhos, cresce achando que assim deve ser, pois esse foi o modelo aprendido.
Mas afinal quem é a vítima aqui? Aquele que sofre com as cobranças e vive numa verdadeira prisão ao lado de alguém possessivo e controlador ou este, que vive em constante tensão e desconfiança, perdendo por completo sua tranquilidade perante a vida em função de algo que o consome? Diria que ambos são vítimas e necessitam cuidados, cada um em seu contexto. Aquele que convive com o ciumento deve aprender a colocar limites, não alimentando a dinâmica doentia do parceiro, e não deixando de fazer suas coisas ou falar com seus amigos só porque o outro quer. Ele acaba cedendo às pressões para evitar brigas, o que lhe parece mais fácil, mas o resultado é catastrófico, pois quando menos imaginar perceberá o quanto está agindo em função do outro e se deixando de lado, submetendo-se, anulando-se por completo. E o pior: nada satisfaz ao parceiro, que vai exigir sempre mais, pois, como já foi dito, a sensação da dúvida permanece. 
A maneira certa de lidar com o ciúme:
Em sua terapia procure entender porque se deixa dominar por alguém que lhe cerceia por completo, aceitando abrir mão de seu direito e liberdade de relacionar-se com as pessoas e com o mundo. Já o ciumento deve procurar ajuda psicoterapêutica e medicamentosa, pois o tratamento abrange tanto o lado emocional quanto o físico. É uma doença tratável à base de antidepressivos, que aliviarão e muito os sintomas, devolvendo à pessoa a liberdade de viver. A psicoterapia paralela à medicação é fundamental para que se trabalhem questões profundas ligadas ao aparecimento do ciúme, geralmente envolvendo dinâmicas familiares complicadas, insegurança e autoestima baixa, entre outras. Nunca tome medicação por conta própria, sempre consulte o médico antes de optar pelo tratamento medicamentoso.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Violência Psicológica



Agressão psicológica é um tipo de agressão que visa primeiramente afetar o indivíduo  psicologicamente, ficando a violência física em segundo plano. É uma violência que ocorre sempre em uma relação desigual de poder, em que o agente exerce autoridade sobre a vítima, sujeitando-a a aplicação de maus tratos mentais e psicológicos de forma continuada e intencional.
A violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem,ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
Segundo o artigo 7º da Lei nº 11.340/2006 são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;
IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.


Tipos de violência

Violência contra a mulher - é qualquer conduta - ação ou omissão - de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.
Violência de gênero - violência sofrida pelo fato de se ser mulher, sem distinção de raça, classe social, religião, idade ou qualquer outra condição, produto de um sistema social que subordina o sexo feminino.
Violência doméstica - quando ocorre em casa, no ambiente doméstico, ou em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação.
Violência familiar - violência que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa).
Violência física - ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa.
Violência institucional - tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.
Violência intrafamiliar/violência doméstica - acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.
Violência moral - ação destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação da mulher.
Violência patrimonial - ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.
Violência psicológica - ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal.
Violência sexual - ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. Considera-se como violência sexual também o fato de o agressor obrigar a vítima a realizar alguns desses atos com terceiros.
Consta ainda do Código Penal Brasileiro: a violência sexual pode ser caracterizada de forma física, psicológica ou com ameaça, compreendendo o estupro, a tentativa de estupro, o atentado violento ao pudor e o ato obsceno.
Violência psicológica que é a agressão emocional, tão ou mais grave que a física, comportamento típico de quem ameaça, rejeita, humilha, discrimina compulsivamente. Configurando muitas vezes crime de ameaça.Sem esquecer da violência moral que é caracterizada pela calúnia, difamação, injúria.
Acontece de várias formas, dos filhos contra os pais; pais contra filhos; contra idosos; idosos contra seus familiares; mãe contra filha e vice-versa; pai contra filho ou filha adotiva e por aí vai. Por trás destas violências tão comuns está o medo e a baixa autoestima.