sexta-feira, 24 de junho de 2016

A importancia do Ser e não do Ter

Hoje observamos pessoas influenciadas a ter muito e cada vez, como já falei aqui em posts anteriores, esquecer de estar com o outro então estão cada vez mais se isolando, se limitando a ter mais do que ser, e ser no sentido de interagir com outras pessoas, fotos de várias formas para exibir nas redes, mas na verdade estão sozinhas.
E o interessante agora é, que vem uma inversão de valores muito boa, por sinal, onde algumas pessoas percebem que o melhor da vida na verdade é está interagindo com o outro, pais que se preocupam em está mais tempo com filhos, pelo menos uma minoria está acordando para essa realidade, filhos que procuram visitar seus pais, comunhão de amigos que não se viam há algum tempo.
E isso é ótimo!
Pois, qualidade de vida não é ter coisas é ter tempo, é ter qualidade de vida.
Onde o que importa é o tempo e não o espaço para as coisas que eu acumulo.
Hoje o que realmente deveria importar é fazer o que se gosta, está com aamigos, familiares, construir novas relaçãoes resgatar antiagas, quando essas valem a pena.
Então eu tenho a combinação de um presente agradável com um futuro desejável, pois saímos da cultura do consumir para a cultura do cuidar.
A cultura do cuidar do outro, da saúde, da educação, do patrimônio, da via em geral.

sábado, 11 de junho de 2016

Estudando a Psicologia 7: A evolução do sentido do Eu

Primeira Infância: O bebê pequeno não tem consciência de si mesmo como um eu, não separa o "mim"  do resto do mundo.
A consciência e a autoconsciência não são iguais, nem para o bebê, nem para o adulto.
A autoconsciência é uma aquisição gradual, durante os primeiros cinco ou seis anos de vida, e faz os avanços mais rápidos com o aparecimento da linguagem no segundo ano de vida.
O bebê é centrado no isolamento e não centrado no eu, ou seja o bebê não sabe que está com fome ou molhado ou com dor, ele apenas está, e chora até que não mais esteja.
O estádio do nascimento até um ano e meio é denominado sensório-motor, a criança recebe impressões e reage a elas, mas não existe um eu mediador entre as duas coisas. Sente as pressões no seu corpo ou em sua pele, e responde a elas, assim como aos sons apaziguadores; mas essas reações sensório-motoras se perdem num "todo" sem forma, no que Piaget denomina " um absoluto indiferenciado" de eu e ambiente.
No quinto e no sexto mês, a criança estuda seus dedos das mãos e pés, pode pegar objetos, mas não intencionalmente jogá-los.Os dedos e o objeto que seguram constituem uma coisa só para a criança.
Aos oito meses pode olhar fixamente para sua imagem no espelho, reconhece seus pais no espelho, muito antes de reconhecer a si próprio.Aos dez meses tentará pegar sua imagem e brincar com ela, mas ainda não sabe que é sua imagem.
Eu Corporal: O sentido do "mim" corporal desenvolve-se, não apenas a partir de sensação orgânica continua, mas de frustrações que surgem de fora.
O sentido do corpo é, durante toda a vida, ponto de referencia para nossa autoconsciência.
O que se percebe como pertencente intimamente ao seu corpo é bem recebido; o que se percebe  como separado se torna especificamente, estranho.
Auto - Identidade: Mesmo que uma pessoa tenha 80 anos está certa de ser o mesmo "eu" com uma idade de três anos, embora tudo a seu respeito- até as células do seu corpo e seu ambiente- tenha mudado muitas vezes.Este sentido de auto-identidade é um fenômeno notável, pois a mudança é a regra invencível de desenvolvimento.
Toda experiência que temos modifica nosso cérebro, de forma que é impossível a repetição da mesma experiência.
Por isso, todo o pensamento e todo ato se alteram com o tempo. Apesar disso, continua a auto-identidade, mesmo que saibamos que o resto de nossa personalidade se transformou.
Eu = Um indivíduo visto como consciente de sua contínua identidade e de sua relação com o ambiente.
A linguagem é um fator psicológico muito importante, no segundo ano de vida para o estabelecimento do sentido de auto identidade e para sua continuação.
Mesmo depois de estabelecido parcialmente sua auto-identidade, a criança facilmente perde a identidade no brinquedo.Ou seja, ela se irrita quando as pessoas não conseguem reconhece-la como urso, um avião, ou qualquer outra coisa inventada em sua fantasia.
Seus sonhos são tão reais quanto suas experiências em vigília, a criança ainda não pode separar completamente o que está "aqui dentro" do que está "lá fora".
As roupas ajudam a criança a distinguir-se do ambiente, a auto consciência é uma roupa a ser vestida tão facilmente quanto a camisa.
 Auto- estima: Quando se frustra o impulso de exploração, a criança sente um choque em sua autoestima. O ego é frustrado, e disso resultam humilhação e cólera, a criança se torna agudamente consciente de si mesma como um eu.A necessidade de autonomia é a marca saliente do eu, nos segundo e terceiro anos de vida.
A criança vê quase todas as propostas adultas como ameaças potenciais a sua integridade, para ela parece mais fácil opor-se, antecipadamente, a qualquer proposta dos adultos, como forma de proteger sua auto-estima. A qualquer argumento oferecem resistência, ou um argumento contrário.
Orgulho é um sinônimo comum para a auto-estima; amor-próprio é outro sinônimo.
Breve resumo:
Aspecto 1 : Sentido do eu corporal
Aspecto 2 : Sentido da continuidade da auto identidade
Aspecto3: Auto estima, orgulho.
Aspecto 4: Ampliação do eu
Aspecto 5: A auto imagem
Aspecto 6: O eu como solucionador racional
Aspecto 7: Busca do Proprium
A criança de quatro a seis anos é egocêntrica, pensa que o mundo existe para seu proveito, o sentido de competição só começa depois dos três anos de idade, com ele vem o sentido de posse.
Na infância existem apenas as sementes da possibilidade de pensar em si mesmo como pessoa real, pensar no que se deseja ser e no que não se deve ser.
A criança de seis a doze anos logo aprende o que se espera dela, as regras dos pais são importantes, mas  as regras da turma são obrigatórias.
A criança ainda não acredita o suficiente em si mesma para ser um agente moral independente, a mesma acredita piamente em sua família, sua religião ou seu grupo de colegas.
Adolescência tem como principal característica a busca renovada da auto identidade, a auto imagem do adolescente depende dos outros, ele procura a popularidade e teme o ostracismo .
A busca da identidade revela-se na maneira pela qual o adolescente experimenta diferentes máscaras, pois procura a certeza de atrair a manter o interesse dos outros, e pode desempenhar um papel aceitável no namoro.
A solidão, o sofrimento, a tempestade e a tensão na adolescência (na cultura ocidental) são bem conhecidos.
As vezes os conflitos levam ao suicídio, mais frequentemente à religião.
A fase adulta é quando o jovem começa a planejar e enquanto isso não acontece o sentido do eu não esta´completo.Muitos adultos não saem da fase da adolescência pois não conseguem ter um objetivo em suas vidas.

sábado, 4 de junho de 2016

Estudando a Psicologia 6: Educação e Psicologia

A psicologia tem seu papel definido historicamente e sua função na area da educação é adaptativa e reguladora.
É necessária à educação uma psicologia que não reduza o pedagógico ao psicológico, mas neste incorpore o social, o cultural e o histórico.
A complexidade da relação entre psicologia e educação não pode ser vista aos aspectos de ciência normativa ou de arte aplicada, portanto não cabe à psicologia normatizar a ação pedagógica e também a ação pedagógica não pode ser uma mera aplicação da psicologia.
A psicologia deve antes, compreender as condições e motivos que constituem a conduta do individuo na instituição escolar em sua especificidade.
Afinal para conhecer a criança é indispensável observá-la nos seus diferentes campos, nos diferentes exercícios de sua atividade cotidiana, e na escola em particular.
Ao revelar a pluralidade do humano, a psicologia pressupoe que a compreensão não se faz através da submissão de cada ser humano a um modelo, mas sim através da articulação entre o  geral e o específico.
É partindo de um conjunto de conhecimentos, proporcionado por várias áreas do saber, que a  compreensão do específico, isto é,, da particularidade da cada indivíduo, é possível.
Se a psicologia for encarada como uma ciência dinâmica cujos paradigmas sugerem a complexidade e não o reducionismo no estudo do ser humano, ela deixa de ser normativa em relação a educação  para com ela, compreender e atuar no processo de constituição do indivíduo, no particular de sua vivencia na instituição educativa.
Fonte: Freitas, Maria - Psicologia e Educação em Contexto; fotocópia - 1989