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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Diferença entre Enxaqueca e Cefaléia


Enxaqueca (do Árabe ach-chaquica) é um distúrbio ou uma afecção (doença) caracterizada pelo aparecimento de crises repetidas de dores de cabeça de intensidade variável, geralmente abrange apenas uma metade do crânio e é acompanhada de mal-estar geral, náuseas e vômitos. 
As enxaquecas são cefaléias ou dores de cabeça localizadas numa metade do crânio (hemicranianas) , intermitentes (surgem em intervalos regulares ou irregulares) e repetidas, muitas vezes, de natureza hereditária. É um distúrbio muito comum, que afeta de 15 a 20% dos homens e 25 a 30% das mulheres. Mais da metade das pessoas que sofre desse mal apresenta histórico familiar.CefaléiaJá a cefaléia (do Grego kephalaia, pelo Latim cephalaea) é uma dor de cabeça difusa ou localizada, aparece no decorrer da evolução de uma afecção orgânica, pode intensificar- se sob o efeito de certas influências externas, tais como luz e barulho intensos ou de causas internas: abalo emocional e trabalho intelectual prolongado e exaustivo. São inúmeras as causas da dor de cabeça, sendo as mais comuns aquelas relacionadas a problemas digestivos, do fígado, dos olhos (acuidade visual), estresse, prisão de ventre, abuso de bebidas alcoólicas, tensão nervosa, sinusites, nevralgias da face, pressão alta, flatulência, problemas dentários, enxaquecas, meningite, tumores e hemorragias cerebrais, etc. As cefaléias psicogênicas aparecem sem qualquer causa orgânica. São encontradas muitas vezes em casos de ansiedade ou de pressão. Como os fatores determinantes e as causas são múltiplos, é necessário investigar e conhecer a natureza de tais problemas.
Como se classificam as enxaquecas?
Embora existam vários subtipos de enxaqueca, três englobam a grande maioria das pessoas:Enxaqueca clássica – incidência: 10%
Sintomas e sinais físicos:
• Dor latejante forte e unilateral, sempre começando e, em geral, permanecendo em um lado da cabeça.
• Cefaléia acompanhada de náusea, podendo ocorrer vômitos ou não; metade do distúrbio apresenta sintomas de aviso (auras) 30 minutos antes do início da dor. As auras típicas duram alguns minutos e incluem manchas borradas ou brilhantes na visão, ansiedade, fadiga, pensamento perturbado, intumescimento e formigamento de um lado do corpo.
• A crise começa, tipicamente, pela manhã, atinge seu pico dentro de uma hora, dura de 4 a 24 horas e manifesta-se várias vezes por mês.
• Palidez, vômito.
Enxaqueca comum – incidência: 80%
Sintomas e sinais físicos:
• É o subtipo mais comum.
• Dor latejante forte, podendo ser frontal, unilateral ou bilateral.
• Os sintomas de aviso (auras) são raros.
• Em geral, o mal pode durar de um a três dias.
• Infelicidade.
Cefaléia em grupo ou complicada – incidência: 10%
Sintomas e sinais físicos:
• Dor forte, imprevisível, em geral localizada ao redor dos olhos.
• Tende a ocorrer em grupos de uma a três cefaléias, durante um ou vários dias, podendo novamente ocorrer nas próximas semanas.
• Sem sintomas de aviso.
• Pode estar associada com sensibilidade à luz, lacrimejamento, nariz entupido e comportamento agitado;
• Sinais neurológicos leves, tontura, perturbação visual, distúrbio da fala, perda da sensação de um lado do corpo, falta de constância.
Quais são as suas possíveis causas (etiologias) ?
• Instabilidade do sistema vascular.
• Distúrbios de plaquetas (trombócitos) .
• Distúrbio neural.
• Alergias e intolerâncias alimentares (há pouca dúvida de que a alergia e a intolerância alimentar sejam as principais causas da enxaqueca).
• Mau funcionamento hepático.• Toxemia intestinal (a conversão do aminoácido tiramina pelas bactérias do intestino grosso)
• Síndrome de disfunção da articulação temporomandibular, etc.
Quais são os fatores precipitadores da enxaqueca?
• Bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto.
• Algumas substâncias como, por exemplo, nitratos, glutamato monossódico, nitroglicerina.
• Alterações emocionais, decepções, estresse e emoções intensas.
• Alterações hormonais, menstruação e pílulas anticoncepcionais.
• Estresse, exaustão física e mental, insônia e/ou poucas horas de repouso e sono.
• Hábitos alimentares errôneos, alérgenos, fritura, gordura animal, carnes curadas/defumadas, frutos do mar, chocolate, cafeína, álcool, vinho tinto, queijo curado, frutas cítricas, nozes, sorvete, glutamato de monossódio, aspartame, etc.
• Alterações climáticas, exposição ao sol e mudança de pressão barométrica.
• Ofuscação/luminosidad e e barulhos intensos.
• Suspensão de vasopressores, por exemplo, cafeína, drogas simpaticomimé ticas, ergotamina (substância extraída do espigão do centeio, um tipo de cereal) etc.
Como deve ser a dieta para quem sofre de enxaqueca?
Todos os alérgenos alimentares e aqueles alimentos que contenham aminas vasoativas devem ser eliminados.
O antigo filósofo grego Plínio sabia que a tâmara fresca era uma das causas da dor de cabeça; hoje, sabe-se que essa fruta contém amina, agente causador desse mal. Os primeiros alimentos a serem eliminados ou evitados são: cafeína, chá (quente ou gelado), coca-cola, bebidas alcoólicas, queijos gordurosos (exceto o tipo cottage), mussarela, iogurte, nozes, creme de amendoim, chocolate, frutas cítricas (laranja, toranja, limão, lima e abacaxi), bolos e pães à base de lêvedo (fermento), carnes processadas defumadas e curadas, frutos do mar, banana, tâmara, ameixa vermelha, abacate, passas e figo enlatado.
A dieta deve ser pobre em fontes de ácido aracdônico (gordura animal) e rica em alimentos que inibem a agregação de plaquetas, por exemplo, peixe, óleos vegetais, óleo de peixe, gengibre, alho e cebola.
Como a psicoterapia analisa a enxaqueca?
No auge de uma crise de enxaqueca, a pessoa acometida pelo mal necessita de ficar só, de isolar-se do “mundo”, no seu leito e num quarto escuro.
É possível, assim, considerar-se que toda doença apresenta uma função implícita, a de reintegrar o “ser”, ou seja, a de fazer com que a pessoa se volte para si mesma, para o seu interior, para as suas reais fragilidades e necessidades e reflita sobre a sua vida, seu comportamento e hábitos nocivos.
A enxaqueca, muitas vezes, pode significar as “dores de cabeça” que a pessoa sente em relação a sua própria vida, angústia, trabalho, familiares e pessoas queridas, a descrença na solução dos problemas, sentimentos de culpa, peso de consciência, vazio existencial, fuga, desejos sexuais auto-reprimidos etc.
Em nossa cultura, a dor de cabeça tem sido uma desculpa encontrada pelas pessoas para justificar o desinteresse por algo, a ausência em algum evento ou a não participação nele, a insatisfação, o desejo de ficar só (forma encontrada para ocultar angústias, infelicidade, depressão...), os conflitos interiores, as incoerências na própria conduta e no agir.
Não obstante, tantas vezes ser usada como pretexto, a dor de cabeça pode ser real. Alguns psicoterapeutas correlacionam a enxaqueca como sendo uma transferência da sexualidade para a cabeça, pois as pessoas que sofrem de enxaqueca (na maioria, mulheres), geralmente, apresentam também “dificuldades” em relação à sexualidade.
Entre os que sofrem de enxaqueca, encontram-se os que, por alguma razão, suprimiram completamente a sexualidade de suas vidas, que transferiram os assuntos do corpo para o cérebro e aqueles ansiosos por convencerem aos demais da plenitude de sua vida sexual.
A enxaqueca tem cura?
É perfeitamente possível tratar a enxaqueca com resultados efetivos, desde que o paciente colabore e não desista do tratamento logo nas primeiras semanas. Mais indicada, podendo oferecer excelentes resultados a curto e a longo prazo, é a abordagem terapêutica holística e naturopática, que envolva mudanças de hábitos, dieta, remédios botânicos, suplementos nutricionais, acupuntura para harmonizar os meridianos, massoterapia seguida de manipulação e realinhamento cervical, relaxamento neuropsíquico e muscular, yoga e meditação. Toda pessoa que sofre de crises persistentes de dores de cabeça deve consultar um neurologista, para que se possa identificar a sua causa e eliminarem-se fatores de risco, como aneurisma e tumor cerebral.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Plágio, aconteceu também comigo


Meu blog começou por curiosidade, tanto é que o nome não condiz com o assunto proposto nele.
Mas a medida que pesquisava em outros blogs, recebendo orientações de amigos virtuais blogueiros, fui mudando seu visual e objetividade.
Ao invés de assuntos outros, passei a falar do que realmente tinha conhecimento, que é psicologia, para isso, ainda seguindo os conselhos dos amigos blogueiros, pesquiso e leio muito, para dar o melhor do meu trabalho para que todos possam usufruir.
Tanto que meu trabalho já está sendo reconhecido, respondo e-mails de pessoas que solicitam orientação e ajuda, da melhor forma possível.
Já me escreveram pedindo para citar meus artigos em trabalhos acadêmicos, dos quais concordei e ainda ensinei a forma correta de citá-los de acordo com o Manual de Elaboração e Apresentação de Trabalhos Acadêmicos.
Mas nem sempre é assim, ao escrever o artigo anterior, sobre Bullying, como sempre faço divulgo nas comunidades e grupos que participo.
Pois bem, recebi nos e-mails de um dos grupos o mesmo texto copiado( mesma fonte, cor, letra e pasmem , figura) ,tudo igual, escrevi para o grupo e pedi que da próxima vez citassem a fonte e forneci os dados do meu blog.Para minha surpresa, a pessoa disse que esse texto estava nos materiais dela, claro que não polemizei,mas aí vai o desabafo, pois quando lia em outros blogs postagens desse mesmo tipo de pessoas indignadas por terem sido plagiadas, não imaginava que seria vítima tão logo.
Bem fica o alerta, leiam, me escrevam se precisarem de material, citem a fonte, não furtem, embora o termo seria roubo pois me senti violentada, terei o maior prazer em ajudar, pois modifiquei esse blog para isso.
Ah... como não sou webdesigner, ainda , peço a quem souber como bloqueia as teclas copie e cole, que me mande um e- mail me explicando bem direitinho.

Desde já agradeço.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Bullying, a violência que atinge muitas crianças


Todos os dias pessoas do mundo todo sofrem com um tipo de violência que ocorre disfarçada de "brincadeira", mas que causa dor, angustia e sofrimento.
É o chamado bullying (deriva de bully, que significa "valentão"),que são os atos de agressão física ou psicológica, sem motivação, intencionais e repetidos,praticados por uma pessoa ou grupo de pessoas com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa ( ou grupo).
Pesquisas recentes revelam que esse comportamento pode acarretar sérias consequências, como a diminuição da auto-estima e as dificuldades de relacionamento.
Segundo o Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar, no Brasil esse tipo de violência atinge 45% de alunos do ensino fundamental, entre agressores, vítimas e vítimas/agressores (é frequente a vítima também praticar bullying contra uma terceira pessoa ou grupo).
As principais vítimas são crianças em torno dos 11 anos e com alguma característica marcante ( obesidade, baixa estatura etc.). Em geral, são meninos e meninas tímidos, com poucos amigos, que têm dificuldade em reagir contra as agressões e um forte sentimento de insegurança que os impede de pedir ajuda.
Os agressores costumam ter entre 13 e 14 anos, capacidade de liderança e gosto em mostrar poder.Em muitos casos são mimados pelos pais, que exercem pouca ou nenhuma supervisão sobre suas atividades. Cerca de 60% são meninos.
Já as testemunhas, a grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam pelo medo de se tornarem as "próximas vítimas".
O bullying ocorre sempre num relacionamento em que há desequilíbrio de poder entre agressor e vítima e pode ser:
  • Físico: Agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, perseguir.

  • Material: Quebrar pertences, roubar.

  • Moral: Difamar, caluniar, espalhar fofocas.

  • Psicológico: Amedrontar,aterrorizar, discriminar,excluir,ignorar,intimidar,isolar,tiranizar.

  • Sexual: Abusar,assediar,insinuar.

  • Verbal: Apelidar,criticar,gozar,humilhar,ofender,xingar,ridicularizar.

  • Virtual: Praticado por meio do celular ou internet,como mensagens de texto,blogs e sites.

  • Direto: Em geral praticado por meninos (roubo do lanche,destruição ou quebra de pertences da vítima,agressão).

  • Indireto: A forma preferida das meninas e crianças pequenas, que força a vítima ao isolamento social por meio de fofocas e da recusa em socializar-se com ela.
Os principais sinais de que a criança está sendo vítima são:

-A criança começa a arrumar motivos ou desculpas para não ir à escola.

-Pede para mudar de sala ou de escola sem motivo.

-Tem medo de ir ou de voltar sozinha da escola.

-Está desmotivada, tem queda de rendimento ou dificuldades de concentração e de aprendizagem.

-Para de falar sobre a escola.

-Volta da escola irritada ou triste, machucada ou com as roupas ou materiais sujos ou danificados.

-Muitas vezes parece contrariada, deprimida, aflita.

-Tem dificuldade em relacionar-se e em fazer amizades, ou troca de amizades subitamente.

-Age de forma estranha, isola-se e não quer contato com outras pessoas a não ser familiares.

-Tem problemas para dormir e tem mudanças de humor.

-Tem comportamento agressivo em casa ( às vezes que sofre bullying pode descontar nos irmãos).

As vítimas, dependendo de suas características individuais e de sua relação com os ambientes em que vivem, em especial a família, podem não superar os traumas sofridos na escola.Dificuldades em tomar iniciativas ou de se expressar e sentimentos negativos - especialmente baixa auto-estima, causados ou agravados pelo bullying- irão atrapalhar seus relacionamentos pessoais e profissionais.

Postura que os pais podem tomar:

+ Escute seu filho, redobre sua atenção ao que ele diz.

+Converse com ele.Tente uma sondagem, perguntando, por exemplo,"como você se sente quando está na escola?"

+ Lembre-se de abraçá-lo sem motivo, apenas pelo prazer de estar com ele.

Se seu filho está sendo, de fato,vítima de bullying na escola:

- Leve o assunto a sério.

-Não pense que o bullying acabou porque seu filho parou de falar sobre ele.

- Encoraje-o a conseguir aliados entre os colegas.

- Sugira maneiras de ele reagir ao agressor com firmeza.

-Lembre-o de pedir a ajuda de um adulto.

-Reforce a autoestima dele, lembre-o de que você o ama.

- Procure a escola e os outros pais e conte o que está acontecendo, mesmo que seu filho seja contra a ideia.

O que não fazer:

-Dizer a ele que o que está ocorrendo é normal.

-Dizer que ele está muito sensível.

-Culpá-lo pelo bullying.

- Dizer que os colegas estão apenas brincando.

Mais difíceis de detectar, os sinais de que a criança pode estar praticando bullying são:

+Não se importa com as notas, trabalhos, deveres , etc.

+Volta da escola com ar de superioridade, mostrando ou tentando impor sua autoridade.

+Não tolera situações ou aspectos das pessoas que o desagradam.

+Costumam resolver problemas usando força física ou psicológica.

+É hostil, desafiante e agressivo com os pais e irmãos.

+Volta da escola com objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.

Se seu filho pratica bullying:

+Não ignore o fato ou procure desculpas para as suas atitudes.

+Observe-o atentamente sem críticas.

+Converse com ele com muita tranquilidade e calma, buscando encontrar as razões do bullying.

+Reflita sobre o modelo de educação que você está oferecendo.

+Não bata ou imponha castigos muito severos, que só provocam raiva e ressentimento.

+Procure psicólogos ou profissionais que possam auxiliá-lo.

+ Dê a ele segurança e amor.

+Incentive a mudança de atitude e elogie cada conquista.

+Procure a direção da escola.

O que a escola pode fazer:

* Conscientizar.

*Oferecer atividades que trabalhem valores como a tolerância e a solidariedade e canalizem a imensa energia própria da idade.

*Ensinar os alunos a conviver e respeitar as diferenças.

*Monitorar permanentemente pátios,banheiros, a hora do recreio etc.

Ao escolher uma escola, pergunte sobre o bullying.Se a instituição não conhece o assunto, não desenvolve programas para coibir ou afirma que nunca houve bullying entre seus alunos, evite-a.

Aqueles que praticam bullying podem levar para a vida adulta o mesmo comportamento, adotando atitudes agressivas com a família ou no ambiente de trabalho.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Sob o fogo das festas juninas


Hoje vou variar um pouco, farei um texto mais pessoal e curto.
Ontem foi Corpus Cristi, na maioria dos estados foi feriado, aqui em Pernambuco não, o Governo trocou pelo feriado do São João, devido ao turismo, forró, danças típicas, etc...
Só que antigamente digo há uns dez anos atrás, realmente era muito bom e bonito as festas juninas, hoje a violência que impera em Pernambuco, faz com que qualquer passeio seja uma prova de extrema coragem, o número de mortes cresceu muito embora o governo insista em dizer o contrário, colocando na TV propagandas de como o policiamento cresceu, mentira.
Mas não é só isso que estraga a festa, além dos acidentes de carro e o alcoolismo, já prestaram atenção nas letras das músicas (se é que se pode chamar assim!) ditas de forró. Não quero falar de puritanismo, mas está um sexo verbal o que se ouve na maioria das músicas, e a TV refere a elas como tão alegres, há uma por exemplo que é um convite ao sexo oral ( a letra refere a "Chupa que é de uva"...),e créu( mais uma música de conteúdo explícito), outra um convite a embriaguez ( beber, cair, levantar...), parece ridículo, mas analisem comigo.
Mais uma vez, reitero que a questão não é censura ou falso moralismo, mas a sociedade tem que parar de jogar suas crianças a adolescentes para a iniciação sexual precoce e para o alcoolismo, deixe-me fazer entender, a garotinha sai para dançar forró, geralmente vai com algumas coleguinhas, encontra garotos que estão ali querendo provar uns aos outros quem vai "ficar" com mais "minas", começa a música do tipo citado acima, ora não se aproveitaria dela quem fosse tolo, e aí na ficada pode rolar, sim uma " PEGADA", como eles dizem, mais pesada.
E a bebida, outra música que incita o jovem, beber , cair e levantar, do jeito que os adolescentes e crianças são para provar aos outros, que são fortes e aguentam qualquer coisa, com certeza essa brincadeira vai acabar mal.
Eu sei que isso é uma gota d'água, no oceano de tantos problemas e dificuldades pelas quais passa a sociedade com suas crianças e adolescentes, mas são nos pequenos detalhes que se começa a construir o cidadão de amanhã.
Afinal, nos preocupamos com a Amazônia, com os índios, com a violência contra animais, e por aí vai, será que esse pequeno detalhe, que parece tão bobo, não fará diferença amanhã, quando suas filhas se iniciarem cedo, através principalmente do sexo oral ( afinal como diz a letra da dita música "chupa que é de uva"), ou seus filhos se embriagarem "até cair".
Com certeza não haverá motivos aparentes para essa desgraça, mas se forem mais fundo, nos hábitos juvenis, encontrarão mínimos lances que poderiam ser retardados ou melhor orientados.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A Pedofilia e as Redes Sociais


A CPI da Pedofilia aprovou o requerimento para que o Google do Brasil abra sigilo de 3.261 álbuns hospedados em seu site de relacionamento o ORKUT. Esses álbuns estão sob suspeita de conterem material pornográfico ( fotos, principalmente) retratando crianças e adolescentes.
Desde sua chegada ao Brasil, em 2004, a empresa tem se recusado a fornecer informações solicitadas pelo Ministério Público sobre usuários denunciados por pedofilia, ao reconhecer os problemas perante a comissão, o diretor presidente da Google no Brasil, Alexandre Hohagen, acenou para uma mudança de postura da empresa e assumiu o compromisso de adotar, até junho, medidas para facilitar a identificação de pedófilos que utilizam o ORKUT.
Vale lembrar que segundo os dados da referida CPI,cerca de 90% das 56 mil denúncias de pedofilia por meio da internet referem-se ao ORKUT, devido a ferramenta que permite a hospedagem de álbuns fechados facilitou ainda mais a ação dos pedófilos.
Segundo o procurador da República, Sérgio Suiama, o Brasil é o país da América Latina com o maior número de usuários de internet - 42 milhões, o que significa metade dos internautas latino americanos.Um terço dos usuários brasileiros entre 10 e 15 anos de idade, o que torna a adoção de medidas para combater a divulgação da pornografia infantil por meio referido site de relacionamento e o aliciamento de crianças em salas de bate- papo.
O procurador defendeu ainda a adesão do Brasil à convenção Internacional contra o Cibercrime, conhecida como Convenção de Budapeste, já assinada por 47 países.
Haverá ainda uma provável assinatura de termo de ajustamento de conduta, o referido estabelece que o Google fornecerá o conteúdo das páginas fechadas no ORKUT, independente de pedido judicial, Ministério Público e a Polícia Federal.Também desenvolverá ferramenta para impedir que pedófilos coloquem material nas páginas e restringir o acesso a pessoas autorizadas.
Há informações que 90% dos crimes de pedofilia no Brasil ocorrem no ORKUT, tramita um requerimento na CPI da pedofilia, questionando o ministro Celso Amorim, sobre a intenção do Brasil em aderir a Convenção de Budapeste.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Contribuição da Psicologia na Proteção às Testemunhas


As técnicas utilizadas pelo psicólogo quando participa de um trabalho de proteção a testemunha visam:


- Solução de problemas


- Tomada de decisões


-Pensamento Produtivo


- Participação ativa na criação de valores sociais


O profissional não só incentiva a discussão dos problemas e a planejar a superação das dificuldades, mas ajuda a pôr em prática estes planos na perspectiva de integrar a tomada de decisões.


Garantira a saúde mental dos beneficiários do Programa de Proteção à Testemunha é a principal missão da equipe de psicólogos, que para tanto, deverá atuar no sentido de :
  • Facilitar a adaptação da clientela às condições do programa;

  • Promover a interação entre os protetores e os protegidos;

  • Monitorar a evolução psicológica dos beneficiários (equilíbrio emocional, resgate da auto- estima, superação do medo, adaptação ao meio ambiente, auto - confiança e credibilidade quando a resolução da dificuldade vivenciada);

  • Estimular o fortalecimento dos laços afetivos familiares;

  • Realizar levantamento de interesses e aptidões dos beneficiários que irão desenvolver atividades produtivas.
Geralmente nesses programas existem uma equipe multidisciplinar onde a testemunha, vítimada violência e seus familiares são atendidos, trilhando as seguintes etapas:

  • Recepção dos casos: Ao chegarem, os clientes são recebidos pela equipe técnica composta por advogados, psicólogos e assistente social.Inicialmente a vítima ou familiar faz o relato do caso.Percebe-se que para eles, o núcleo de proteção a testemunha é a única e ultima esperança da garantia de vida, ao tomarem consciência de haver encontrado profissionais dispostos a ajudar verdadeiramente, eles começam a acreditar que não estão sozinhos.
O psicólogo deverá utilizar a escuta técnica, fazendo uma leitura do "não dito" contido na conversa inicial, o objetivo dessa entrevista é facilitar ao entrevistado a livre expressão dos seus processos mentais, o que nunca se consegue com um enquadre formal de perguntas e respostas.

No momento inicial da entrevista há um processo de angústia de ambas as partes, é necessário aceitar esse processo e não interferir. A escuta do psicólogo deve funcionar como um filtro, para que ele possa decifrar a mensagem expressa no discurso, nos momentos de silêncio e no comportamento do cliente.Com base nessa observação, o profissional da área de psicologia terá condições de opinar sobre a inclusão ou não da vítima na rede de proteção ou se o caso requer apenas apoio psicológico.

  • Triagem dos Casos: A equipe em reunião, sem a presença das vítimas ou dos seus familiares, discute o caso e resolve o tipo de encaminhamento a ser dado.Em seguida definem o perfil psico-social que será utilizado como subsídio, para respaldar um atendimento adequado. O profissional deverá registrar pari passu o acompanhamento psicológico e posteriormente realizar um estudo ciêntifico do caso.
Cumprida essa etapa a equipe dará início a uma investigação básica sobre a vida da testemunha junto aos familiares, comunidade e relações profissionais. Paralelamente, deverá estar acontecendo a investigação policial propriamente dita.

  • Encaminhamento ao local de proteção e/ou apoio: No caso da resolução ser favorável, o cliente e/ou seus responsáveis, deverá assinar um termo de compromisso contendo todas as normas de segurança previstas pelo Programa de apoio às Testemunhas.
Logo após a assinatura do referido documento, a vítima será encaminhada a um local de proteção, ocasião em que receberá aconselhamento e apoio psicológico. Nesse momento, o psicólogo começa a atuar em cima do medo que gera insegurança em seu cliente.Deve apoiar integralmente a sua adaptação ao meio ambiente, trabalhar a auto- estima, além das perdas emocionais e materiais que emergem da situação. Um pessoas que experimenta uma situação traumática sofre, em consequência disso, uma perda de controle.O simples processo de entrar em contato com uma pessoa que manifesta interesse em sua história tende a trazer alívio. O papel do psicólogo junto ao protetor responsável, é o de orientá-lo a promover um acolhimento adequado, que ofereça tranquilidade e segurança à pessoa vitimizada pela violência. É essencial que se estabeleça um bom entrosamento entre quem protege e quem necessita de proteção. O psicólogo deverá não só apoiar, mas sobretudo orientar a maneira mais adequada a lidar com essa nova situação de vida prevenindo o stress causado pelo nível de tensão. Como também encaminha-lo a uma atividade produtiva, sendo constantemente estimulados a desenvolverem sua criatividade, o que os levará ao aprimoramento da atividade desenvolvida, pois a ociosidade é considerada uma das maiores punições psicológicas.

  • Apoio às famílias das testemunhas: Os familiares são informados constantemente sobre a situação da pessoa que se encontra sob proteção.São agendados encontros periódicos visando a melhor compreensão dinâmica familiar pela equipe multidisciplinar.

sábado, 26 de abril de 2008

Inclusão Social das Pessoas Portadoras de Deficiência


Inclusão social da pessoa portadora de deficiência significa torná-las participantes da vida social, econômica e política, assegurando o respeito aos seus direitos no âmbito da Sociedade e pelo Estado, pelo poder público.
É necessário relacionar os direitos que valem para todos, que foram consagrados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Organização das Nações Unidas ( ONU), em 1948:
Direitos Civis: Direito à liberdade e segurança pessoal; à igualdade perante lei; à livre crença religiosa; à propriedade individual ou em sociedade; e direito de opinião ( Art. 3 ao 19).

Direitos Políticos: Liberdade de associação para fins políticos; direito de participar do governo; direito de votar e ser votado ( Arts. 20 e 21 ).
Direitos Econômicos: Direito ao trabalho;à proteção contra o desemprego; à remuneração que assegure uma vida digna, à organização sindical; e direito à jornada de trabalho limitada (Arts 23 e 24).
Direitos Sociais:Direito à alimentação;à moradia;à saúde;à previdência e assistência;à educação;à cultura;e direito a participação nos frutos do progresso científico (Arts 25 ao 28).

Em 1975 a ONU estabeleceu os Direitos da Pessoas Portadoras de Deficiência, assegurando o que se segue:
  • O direito essencial a sua própria dignidade humana:Isso implica no direito de uma vida decente, tão normal quanto possível.

  • As pessoas portadoras de deficiência têm os mesmos direitos civis e políticos dos demais indivíduos.O paragrafo 7 da Declaração dos Direitos do Deficiente Mental indica a possibilidade de limitar ou de suprimir tais direitos no caso das pessoas portadoras de deficiência mental.

  • As pessoas portadoras de deficiência têm o direito de desenvolver capacidades que as tornem,tanto quanto possível, auto confiantes;

  • O direito ao tratamento médico e reparador,incluindo próteses e órteses,visando sua reabilitação,bem como o acesso a serviços que as habilitam a desenvolver capacidades voltadas para sua integração ou reintegração social;

  • As pessoas portadoras de deficiência têm o direito à segurança social e econômica e a um nível de bem-estar digno

  • O direito que suas necessidades especiais sejam incluídas no planejamento social e econômico;

  • As pessoas portadoras de deficiência têm o direito de viver com sua família e de participar das atividades sociais

  • Direito à proteção contra toda a exploração e todo tratamento discriminatório, abusivo e degradante;

  • As pessoas portadoras de deficiência têm o direito ao apoio jurídico qualificado quando tal apoio mostrar-se indispensável para sua proteção.

  • As organizações das pessoas portadoras de deficiência devem ser consultadas em todos os assuntos que dizem respeito aos direitos mencionados;

  • As pessoas portadoras de deficiência, suas famílias e a comunidade devem ser plenamente informadas, pelos meios apropriados, dos direitos contidos na Declaração.
Podemos perceber que a inclusão social dos portadores de deficiência depende do seu reconhecimento como pessoas, que apresentam necessidades especiais geradoras de direitos específicos, cuja proteção e exercício dependem do cumprimento dos direitos humanos fundamentais.

Devemos trabalhar a inclusão social:
  • Como um processo cultural que compreende a ação de todos contra o preconceito e a discriminação.

  • Como um processo político que requer a participação das pessoas portadoras de deficiência, respeitadas as suas peculiaridades, e de suas organizações representativas, na definição das iniciativas governamentais relacionadas às necessidades especiais e direitos correspondentes.

  • Como processo operacional que demanda normas legais que garantam o bem estar pessoal, social e econômico das pessoas portadoras de deficiência.

sábado, 19 de abril de 2008

Atitudes diante da Morte


Falar da morte é muito difícil, pois é algo que acontecerá conosco sem dúvida, em algum momento, o comportamento humano, gera suas adaptações e suas defesas para enfrentar sua finitude até as últimas consequências.
A finitude é algo que choca, apesar de seu conceito ser tão conhecido quanto da própria vida.
Falaremos hoje sobre os estágios que, segundo Elisabeth Kübler Ross, um paciente em fase terminal enfrenta quando tem absoluta certeza que o seu tempo de vida está contado.
1- Estágio da Negação e Isolamento: A negação é uma defesa temporária, a maioria dos pacientes e , muitas vezes a própria família, não se serve da negação por muito tempo, e o que é negar? é tentar acreditar que não está com a doença, mascará-la na tentativa de encobrir sua crescente depressão.


Em geral, só muito mais tarde é que o paciente lança mão mais do isolamento do que a negação. O isolamento faz parte do processo, pois é como se o paciente desse um tempo para ele mesmo, para amadurecer tudo que está acontecendo com ele, tudo que fez até aquele momento, refletir sobre a notícia recebida, enfim, tentar amadurecer e entender o lhe foi dito sobre seu diagnóstico.
 
2- Estágio da Raiva: Quando não é mais possível manter firme o primeiro estágio de negação, ele é substituído por sentimentos de raiva, de revolta e de ressentimento.Frase como:" os médicos não prestam, são incompetentes", ou constantes desentendimentos com os enfermeiros, atitudes poliqueixosas , sentimento de impotência, principalmente em pacientes que controlavam tudo a vida inteira, de solidão e de sentir que o tratam com descaso, sente-se só e tem necessidades de afeição, de orar e de conversar sempre para sentir-se vivo, de ser tratado com dignidade pois vêem nos olhos e nas atitudes das pessoas o sentimento de piedade.


3- Estágio da Barganha: Se no primeiro estágio o paciente não conseguiu enfrentar os tristes acontecimentos, revoltando-se contra Deus e as pessoas, nessa fase procura algum tipo de acordo para que adie o desfecho inevitável. A barganha à Deus é uma tentativa de adiamento, inclui promessas e cobranças por ter sido uma boa pessoa, podem estar associadas a uma culpa recôndita.


4- Estágio de Depressão: A depressão surge quando paciente se depara, com a possível sensação de que estaria sendo, um estorvo para a família no momento(mesmo que ele não seja), e quanto perdeu e quanto perderá em sua vida, surge a sensação de que não há mais nada por fazer.
5-Estágio da Aceitação: Como o próprio nome sugere, é quando o paciente começa a aceitar sua finitude, quando ele teve a possibilidade de externar seus sentimentos de raiva, inveja, lamentado pelos lugares que conheceu e não conheceu, lamentar pessoas e lugares queridos, contemplará seu fim de formas tranquila, sentirá necessidade de cochilar, de dormir com frequência. Se o paciente tem uma crença religiosa, esse processo se dá de forma mais tranquila, com uma aceitação maior.

sábado, 12 de abril de 2008

Dislexia dificulta a Aprendizagem


Dislexia é uma desordem neurológica, de origem genética e com alto índice de hereditariedade, agora muito discutida devido a personagem Larissa na novela das oito "Duas Caras", esse distúrbio atinge cerca de 15% de crianças na idade escolar.Por causa desse distúrbio, a pessoa disléxica tem dificuldade em associar os símbolos e as letras ao som que eles representam e não consegue organizá-los mentalmente numa sequência coerente.
Estudos afirmam que o lado direito do cerébro do disléxico é mais desenvolvido, o que explicaria sua maior habilidade em algumas áreas. Por outro lado, determinados neurônios da pessoa com dislexia parecem conectar-se de forma diferente da dos não- disléxicos, fazendo com que o portador do distúrbio tenha menor coordenação motora e dificuldades no mecanismo de transição ocular - ao mudar o foco dos olhos de uma sílaba para outra, o disléxico percebe a palavra como se estivesse borrada, como se as letras dançassem ou pulassem diante dos seus olhos, dificultando sua identificação.
A dislexia, portanto, não tem nenhuma relação com burrice, preguiça ou desinteresse em aprender.Ao contrário, muitos disléxicos têm inteligência acima da média.
Também não é uma doença e não requer medicação.
Percebido o problema, deve-se procurar um fonoaudiólogo ou um psicólogo.É preciso ouvir ainda um neurologista, um oftalmologista e um psicopedagogo, conforme o caso.
Como os sintomas que podem indicar dislexia são encontrados também em várias outras situações, todas as possibilidades, como déficit intelectual, problemas de visão e audição, lesões cerebrais, problemas afetivos, etc,devem ser avaliadas antes de se confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.
Muitas dificuldades de ler e escrever são causadas por deficiência na alfabetização e não por qualquer distúrbio da criança.
Embora seja ideal diagnosticar a dislexia no início da alfabetização, o tratamento também pode ajudar muito os adolescentes e adultos.
Há estudos que sugerem que, com acompanhamento adequado, as conexões neuronais podem até se refazer, sanando quase completamente o problema.
A maioria dos tratamentos usa técnicas para assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e a fluência na leitura,que ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e frases.
Pra começar, é preciso levantar o histórico familiar e os problemas na aprendizagem para dar aos profissionais o máximo de informação.Bom diálogo, troca de experiências e sintonia de procedimentos entre profissional, a escola e a família também são fundamentais.

-Sinais Frequentes:

Pré escola:
  • Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.

  • Dificuldade com quebra-cabeças

  • Dificuldade em aprender rimas e canções

  • Dispersão, falta de concentração

  • Falta e interesse por livros impressos

  • Fraco desenvolvimento na coordenação motora
Idade Escolar:
  • Dificuldade para ler e escrever

  • Problemas com a ortografia ( para ler e escrever as palavras usando as letras e símbolos corretos) e letra feia( disgrafia)

  • Dificuldade em soletrar

  • Pobre conhecimento de rima ( sons iguais no início das palavras)

  • Desatenção e dispersão

  • Dificuldade de copiar de livros e do quadro negro

  • Dificuldade na coordenação motora fina( desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica, dança)

  • Desorganização geral ( constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares)

  • Confusão entre esquerda e direita

  • Dificuldade em consultar mapas, dicionários, listas telefônicas etc...

  • Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas

  • Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados ,etc...

  • Dificuldade em decorar sequências, como meses do ano, alfabeto,tabuada, etc..

  • Dificuldade na compreensão dos símbolos e operações matemáticos, em decorar tabuada e no desenho geométrico ( discalculia)

  • Dificuldade em nomear objetos e pessoas ( disnomia)

  • Troca de letras na escrita

  • Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua

  • Problemas psicológicos como deperssão, timidez excessiva ou falta de entrosamento ( o disléxico pode ser escolhido pela turma como alvo de brincadeiras que o desqualificam)
Adultos:
  • Dificuldade na leitura e escrita

  • Memória imediata prejudicada

  • Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua

  • Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia)

  • Dificuldade com direita e esquerda

  • Dificuldade em organização

  • Aspectos afetivos emocionais prejudicados, depressão, baixa auto- estima e por vezes uso abusivo de álcool e drogas.
Os disléxicos são pessoas normais que, surpreendentemente, no período escolar, apresentam dificuldades em leitura e, em geral, problemas, também, com a ortografia e a organização da escrita. Como ajudar pais, especialmente mães, de disléxicos? O presente artigo mostra como os pais, docentes e psicopedagogos, conhecendo o cérebro dos disléxicos, poderão ajudá-los a ler e compreender o texto lido.

A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa. Não nascemos leitores ou escritores. O módulo fonológico é o único, no genoma humano, que não se desenvolve por instinto. Realmente, precisamos aprender a ler, escrever e a grafar corretamente as palavras, mesmo porque as três habilidades linguísticas são cultural e historicamente construídas pelo homo sapiens. 

A leitura só deixa de ser complexa quando a automatizamos. Como somos diferentes, temos maneiras diferentes de reconhecer as palavras escritas e, assim, temos diferenças fundamentais no processo de aquisição de leitura durante a alfabetização. Esse automatismo leitor exige domínios na fonologia da língua materna, especialmente a consciência fonológica, isto é, a consciência de que o acesso ao léxico (palavra ou leitura) exige conhecimentos formais, sistemáticos, escolares, gramaticais e metalingüísticos do princípio alfabético do nosso sistema de escrita, que se caracteriza pela correspondência entre letras e fonemas (vogais, semivogais e consoantes). A experiência de uma alfabetização exitosa é importante para nossa educação leitora no mundo povoado de letras, literatura, poesia, imagens, ócones, símbolos, metáforas e diversidade de mídias e textos.

A compreensão do valor da leitura em nossas vidas, especialmente, na sociedade do conhecimento, é base para desmistificarmos o conceito inquietante da dislexia e do cérebro dos disléxicos. A dislexia não é doença, mas compromete o acesso ao mundo da leitura. A dislexia parece bloquear o acesso de crianças especiais à sociedade letrada. Deixa-os, então, lentas, dispersas, agressivas e em atraso escolar. Os docentes, pais e psicopedagogos que lidam com disléxicos devem seguir, então, alguns princípios ou passos para atuação eficiente com aqueles que apresentam dificuldades cognitivas na área de leitura, escrita e ortografia. Vamos descrever cada um deles a seguir.

O primeiro princípio ou passo é o de se começar pela descrição e explicação da deslexia. Uma criança com deficiência mental, por exemplo, não pode ser apontada como disléxica, porque a etiologia de sua dificuldade é orgânica, portanto, de natureza clínica e não exclusivamente cognitiva ou escolar. Claro, é verdade que um adulto, depois de um acidente vascular cerebral, poderá vir apresentar dislexia. Nesse caso, trata-se, realmente, de uma dislexia adquirida, de natureza neurolingüística e que só com o apoio médico é que podemos intervir, de forma plurisdisciplinar e, adequadamente, nesses casos.

Assim, tanto para a dislexia desenvolvimental (também chamada verdadeira porque uma criança já pode herdar tal dificuldade dos pais) como para a dislexia adquirida (surge após um AVC ou traumatismo) , importante é salientar que os docentes, pais e psicopedagogos, especialmente estes últimos, conheçam melhor os fundamentos psicolingüísticos da linguagem escrita, compreendendo, assim, o processo aquisição da habilidade leitora e os processos psicológicos envolvidos na habilidade. Realmente, sem o conhecimento da arquitetura funcional, do que ocorre com o cérebro dos disléxicos, durante o processamento leitor, toda intervenção corre risco de ser inócua ou contraproducente.

Os processos leitores que ocorrem nos cérebros dos leitores, proficientes ou disléxicos, podem ser descritos através de quatro módulos cognitivos da leitura: (1) módulo perceptivo, como o nome sugere, refere-se à percepção, especialmente a visual, importante fator de dificuldade leitora; (2) módulo léxico, nesse caso, refere-se, por exemplo, ao traçado das letras e a memorização dos demais grafemas da língua (por exemplo, os sinais diacríticos como til, hífen etc.); (3) módulo sintático, este, tem a ver com a organização da estruturação da frase, a criança apresenta dificuldade de compreender como as palavras se relacionam na estrutura das frases (4) módulo semântico, este, diz respeito, pois, ao significado que traz as palavras nos seus morfemas (prefixos sufixos etc.)

Não é uma tarefa fácil conhecer o cérebro dos disléxicos. Por isso, um segundo passo é o aprofundamento dos fundamentos psicolingüísticos da lectoescrita. A abordagem psicolingüística (associando a estrutura lingüística dos textos aos estados mentais do disléxico) é um caminho precioso para o entendimento da dislexia, uma vez que apresenta as conexões existentes entre questões pertinentes ao conhecimento e uso de uma língua, tais como a do processo de aquisição de linguagem e a do processamento lingüístico, e os processos psicológicos que se supõe estarem a elas relacionados. Aqui, particularmente é bom salientar que as dificuldades lectoescritoras são específicas e bastante individualizadas, isto é, os disléxicos são incomuns, diferentes, atípicos e individualizados com relação aos demais colegas de sala de aula bem como aos sintomas manifestados durante a aquisição, desenvolvimento e processamento da linguagem escrita.

Nessas alturas, todos que atuam com os especiais devem pensar o que pode estar ocorrendo com os disléxicos em sala de aula. Os métodos de alfabetização em leitura levam em conta as diferenças individuais? Os métodos pedagógicos, com raras exceções, se propõem a ser eficientes em salas de crianças ditas normais, mas se tornam ineficientes em crianças especiais. Por isso, cabe aos docentes, em particular, e aos pais, por imperativo de acompanhamento de seus filhos, entender melhor sobre os métodos de estudos adotados nas instituições de ensino. Os métodos de alfabetização em leitura são determinantes para uma ação eficaz ou ineficaz no atendimento educacional especial aos disléxicos, disgráficos e disortográficos. A dislexia é uma dificuldade específica em leitura, e como tal, nada mais criterioso e necessário do que o entendimento claro do processo da leitura ou do entendimento da leitura em processo.

Não menos importantes do o entendimento dos métodos de leitura, adotados nas escolas, devem ser objeto de preocupação dos educadores, pais e psicopedagogos, as questões conceituais, procedimentais e atitudinais sobre a dislexia, disgrafia e disortografia. O que pensam as escolas sobre as crianças disléxicas? O que sabem seus professores e gestores educacionais sobre dislexia? Mais do que simples rótulos das dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita, a dislexia é uma síndrome ou dificuldade revestida de conceitos lingüísticos, psicolingüísticos, psicológicos, neurológicos e neurolingüísticos fundamentais para os que vão atuar com crianças com necessidades educacionais especiais. Reforça-se, ainda, essa necessidade de compreender, realmente, o aspecto pluridisciplinar da dislexia, posto que muitas vezes, é imperiosa a interlocução com outros profissionais que cuidam das crianças, como neuropediatras, pediatras, psicólogos escolares e os próprios pais das crianças.

Na maioria dos casos de dislexia, disgrafia e disortografia, a abordagem mais eficaz no atendimento aos educandos é a psicopedagógica (ou psicolingüística, para os lingüistas clínicos) em que o profissional que irá lidar com as dificuldades das crianças aplicará à sua prática educacional aportes teórico-práticos da psicopedagogia clínica ou institucional aliados à pedagogia e à psicologia cognitiva e à psicologia da educação. São os psicolingüistas que se voltam para a explicação da dislexia e suas dificuldades correlatas (disgrafia, dislexias). Hipóteses como déficits de memória e do princípio alfabético (fonológico) são apontados, pelos psicolingüistas, como as principais causas da dislexia.

O terceiro passo para os que querem entender mais sobre dislexia é dar especial atenção à avaliação das dificuldades lectoescritoras. A avaliação deve ser trabalhada como ato ou processo de coletar dados a fim de se melhor entender os pontos fortes e fracos do aprendizado da leitura, escrita e ortografia dos disléxicos, disgráficos e disortográficos. Enfim, atenção dos psicopedagogos deve dirigir-se à avaliação das dificuldades em aquisição da linguagem escrita. Nesse sentido, um caminho seguro para a avaliação da dislexia, disgrafia e disortografia é pela via do reconhecimento da palavra. O reconhecimento da palavra começa pela identificação visual da palavra escrita. Depois do reconhecimento da palavra escrita, deve ser feita avaliação da compreensão leitora, especialmente no tocante à inferência textual, de modo que levando a efeito tais procedimentos, ficarão mais explícitas as duas etapas fundamentais da leitura e de suas dificuldades: decodificação e compreensão leitoras.

O quarto e último passo para o desenvolvimento de estratégias de intervenção nos educandos com necessidades educacionais especiais em leitura, disgrafia e disortografia é o de observar qual dos módulos (perceptivo, léxico etc.) está apresentando déficit no processamento da informação durante a leitura. Portanto, é entendermos como o cérebro dos disléxicos funciona durante o ato leitor. Neste quarto passo, é imprescindível um recorte das dificuldades leitoras. A dislexia não é uma dificuldade generalizada de leitura, ou seja, não envolve todos os módulos do processo leitor. 
Descoberto o módulo que traz carência leitora, através de testes simples como ditado de palavras familiares e não-familiares, leitura em voz alta, questões sobre compreensão literal ou inferência textual, será mais fácil para os psicopedagogos, por exemplo, atuar para compensar ou sanar, definitivamente, as dificuldades leitoras que envolvem, por exemplo, aspectos fonológicos da decodificação leitora e da codificação escritora: o princípio alfabético da língua materna, isto é, a correspondência letra-fonema ou a correspondência fonema-letra. 
Se o que está afetado refere-se ao campo da compreensão, os psicopedagogos poderão propor atividades com conhecimentos prévios para explorar a memória de longo prazo dos disléxicos que se baseia no conhecimento da língua, do assunto e do mundo (cosmovisão). Quando estamos diante de crianças disléxicas com as dificuldades relacionadas com a compreensão estamos, decerto, diante de casos de leitores com hiperlexia, parafasia, paralexia ou, se estão, também, superpostas dificuldades em escrita, ao certo, estaremos diante de escritores também hiperlexia, parafasia, paragrafia, termos clínicos, mas uma vez explicados, iluminarão os psicopedagogos que atuam com disléxicos e disgráficos.
 A paralexia é dificuldade de leitura provocada pela troca de sílabas ou palavras que passam a formar combinações sem sentido. A parafasia é distúrbio da linguagem que se caracteriza pela substituição de certas palavras por outras ou por vocábulos inexistentes na língua. A ciência e a terminologia, realmente, apontam, mais, claramente, as raízes dos problemas ou dificuldades na leitura, escrita e ortografia.