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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Arrumando nossa casa


O ano realmente começa agora, claro que estamos esperando o feriado da semana santa (risos), mas que tal uma boa faxina, não só exterior, como interior, faço uso dessa técnica há algum tempo e sempre me ajudou muito, aproveito quando estou arrumando um armário, e começo a imaginar o que deveria ser limpo dentro de mim, o que devo jogar fora, no que posso mudar reformular.
As vezes são questões com amigos, com o marido, com os pais, com o irmão, a cunhada,enfim...
E aí começo a repensar determinadas atitudes que tomei, como deveria ter feito, se deveria ter agido diferente, se devo retomá-la, ou simplesmente esquecer e aceitar minha atitude sem culpa, virar a página. É inacreditável como melhoro, como isso me ajuda.
Aproveito para compartilhar trechos de atitudes que deveriamos repensar no noss dia-dia, começo por esse texto de Bernardelli, sobre o feng Shui para ilustrar o que comentei, leiam também atitudes que drenam, ou seja, prendem , nossa energia, e pensamentos de serenidade :
A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da
desorganização.A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível. A sala
parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para
ver que estão cheios de inutilidades.De acordo com o Feng Shui Interior - uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da
tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes - bagunça
provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado,
engorda, confunde, deprime, tira o foco de coisas importantes, atrasa
a vida e atrapalha relacionamentos.

Regras para domar a bagunça:

1. Jogue fora o jornal de anteontem.

2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma
velha.

3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as
diariamente.

4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de
acordo com
a cor e fique só com as que utiliza mesmo.

5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.

6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de
papelão
marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes, doação.
Após
enchê-las, dê o destino apropriado.

7. Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha
um
cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na
sua vida.

Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas
energias.
Conheça cada uma dessas ações para evitar a "crise energética
pessoal".

Atitudes que drenam energia:


1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo:
- Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e
o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a
competitividade fazem com que haja negligência em
relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

2. Pensamentos obsessivos:
- Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um
problema cansa mais do
que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre
seus pensamentos - mal
comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando
a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de
alimentar ainda mais os conflitos.

Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar
atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados
podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia
e atrai mais negatividade para nossas vidas..

3. Sentimentos tóxicos:
- Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias,
assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos.
Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não
são prósperas.

Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a
felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e
culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por
outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a
confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a
alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para
empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

4. Fugir do presente:
- As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a
tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "bons
tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam
às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer
os traumas, colocam suas energias no passado.

Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo
futuro, depositando nele
sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no
presente. E é apenas no
presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão:
- Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar
o que aconteceu e olhar
para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior
carregamos, gastando menos
energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra
religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver
bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não
sabe perdoar os outros e si mesmo, fica "energeticamente obeso",
carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal:
-Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita
energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para
sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe
extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual.
Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo
esforço.

7. Viver a vida do outro:
- Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais,
evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e
saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio
nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do
outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é
recomendável, acaba não tendo energia para construir
sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados:
- A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e
emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a
casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer
uma faxina no que está sujo.

À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em
ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá
alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia.

Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não
concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "você não me terminou!
Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda.

Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o
trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do
autoconhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você
não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas
consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza
- A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos
limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que
habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados,
vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia.

A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades
agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos
sugam e são sugados em suas energias vitais.
Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger
a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou
ter fontes d'água para acalmar o ambiente são medidas que se tornarão
ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia.

Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos
ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de
energia das pessoas que moram ou trabalham no local. O ambiente faz a
pessoa, e vice-versa.

A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas,
tais como: o falha de memória (o famoso "branco"); o cansaço físico,
o sono deixa se ser reparador; o ocorrência de doenças degenerativas
e psicossomáticas.

Para economizar energia, o crescimento pessoal, a prosperidade e a
satisfação diminuem, os talentos não se manifestam mais por falta de
energia, o magnetismo pessoal desaparece, medo constante de que o
outro o prejudique, aumentando a competição, o individualismo e a
agressividade, falta proteção contra as energias negativas e aumenta
o risco de sofrer com o "vampiro energético".

Mentalize que, quando todos colocarem essas regras em prática, o
mundo será mais justo e mais belo.. Vamos tentar melhorar nossa
energia pessoal. Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo.
Mantém a serenidade.
Evita a pressa exagerada, o desassossego, a desesperança.
Com serenidade, enxergas a realidade por detrás dos fatos, adquires boas
condições para resolver problemas, obténs a alegria e melhor fazes o que queres.
Acalma-te.
Cuida dos teus pensamentos, melhora-os, desenha um futuro claro e encontra os
meios de progredir agora. Reconhe-te em paz, em harmonia contigo mesmo,
em prosperidade constante, e isso acontecerá.
Pensa bem.
Um passo à frente na maneira de pensar rende quilômetros de progresso.
Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho...


Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo. Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma.


Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia."


Não devemos buscar as nossas respostas em terceiros, pois quando o fazemos mais distantes ficamos de nós mesmos e de nossos sentimentos.


E ai está gerado o conflito! Ao nos questionarmos perguntado "O que estou sentindo?", conseguiremos identificar com clareza o que nos aflige, qual a decisão correta para nós.


É muito difícil em momentos onde nos sentimos tristes, abandonados, ouvirmos nosso eu interior. Mas não devemos desistir.


Perguntemos sistematicamente, todos os dias, "o que estou sentido?", "o que devo fazer para ser feliz?" Se conseguimos conversar com outras pessoas, porque não conseguiremos conversar conosco? Não podemos permitir que nada nem ninguém, incluindo nós mesmos, seja um óbice para que descubramos toda nossa maravilhosa essência.


Felizes com nossos acertos, assumindo e corrigindo nossos erros, conquistaremos nossa liberdade individual.


- Regras para lidar com problemas:


1. As pessoas mais 'problemáticas' são seus melhores professores. É duro aceitar que chefe ou colega, que às vezes tem vontade de esmagar, podem ser, mesmo, mestres espirituais. Já diziam os sábios chineses, 'nossos piores inimigos são nossos melhores amigos'.


2. Tendo um problema, olhe para dentro. Veja que sentimentos estão no âmago da disputa. Podem ser inveja do sucesso ou competência do outro, excesso de ambição, desejo de vingança, medo de perder espaço ou insegurança. Vá lá, admita, e não culpe somente o outro.


3. Compartilhe, seja generoso. É loucura afirmar isso num mercado competitivo? Mas as leis espirituais agem por caminhos estranhos. Desejar compartilhar o sucesso traz retornos benéficos. O Dalai-Lama, líder espiritual tibetano, diz, brincando: 'se quer ser bem egoísta seja generoso: as chances que virão serão bem melhores do que o mais egoísta poderia desejar.


4. Seja grato. Sabemos pedir, mas quem costuma agradecer? Quando pensar no trabalho, agradeça a oportunidade de estar ali. Reconheça os lados positivos; saiba que pode aprender com os negativos. E ao dizer obrigado, diga-o com o coração.


5. Enfrente desânimo com viés espiritual. Assim evita que seus recursos sejam bloqueados. Aliás, a intenção espiritual desperta recursos ainda maiores. Visando paciência, gentileza ou generosidade, cogite praticá-las todos os dias. Ser paciente no telefone, por exemplo, pode se tornar uma intenção espiritual. Visto deste modo, o serviço deixa de ser apenas um meio de vida e faz parte da evolução interior.


6. O que é fracasso? É realmente difícil avaliar o que é um e outro. Espiritualmente, o fracasso é chance para crescer. O sucesso, uma cilada para descansar sobre louros. Importa saber que sempre há um grande recurso: sua eterna vontade de aprender. Você é ainda você.
7. Veja seu local de trabalho como um local sagrado. É verdade. Por mais difícil que seja sua atividade, pode torná-la gratificante.


Trate der ver a essência divina (o Eu Superior) dentro das pessoas. Visualize seu local de trabalho envolto em cores. Violeta e dourado para purificação, rosa para amorosidade, verde para crescimento. Quando o ambiente estiver tenso, mentalize mantras, como o 'eu te amo'.

Conduzir
Que o dia te conduza por novos caminhos, ainda que desconhecidos,rumo ao seu melhor, ao que te encanta. Mesmo entre lágrimas e pranto, que você possa ver,o sol brilhando, as flores desabrochando,o mar agitado com toda a sua força,árvores que se dão frutos e balançam,pássaros que não se cansam de cantar,e toda a natureza explodindo em cores,tudo para te mostrar que no centro do universo,existe um Deus que é só amor,e por tanto amar você,fez este dia para te dizer,que você tem o poder de se modificar,capacidade para amar e se doar,e um mundo inteiro para conquistar. Creia, nada esta definido,ainda hoje a sua fé pode tudo transformar,ainda que pareça impossível,se você não desistir, se lutar e persistir,às algemas do medo se romperão,e você vai descobrir, que tem força,que tem poder de verdade,para conquistar a tão sonhada felicidade! Felicidade que você merece e vai estabelecer, pois o seu presente, o dia de hoje, é o construtor do futuro que tanto desejas .


A fé está profundamente inscrita dentro de nós. O próprio Deus a colocou em nós através da Sua presença, querendo que nós estejamos eternamente ligados Ele. É preciso, simplesmente, liberá-la para que se manifeste. Quando um mestre, um Iniciado nos diz: «Não cortem a ligação com Deus», é apenas um modo de expressão. Na verdade, não podemos cortar a ligação que nos une ao Criador porque nós somos da mesma natureza que Ele. O que pode ser cortado é algo na nossa consciência que, em um dado momento, se encontra limitada ou obscurecida. Mas o nosso verdadeiro Eu nunca está longe de Deus, pois Deus está em nós, assim como nós estamos nEle. Vocês me perguntarão: Mas como somos da mesma natureza que Ele, como podemos nos sentir diferentes do Criador? É porque descendo na matéria, deixamos que muitos elementos opacos e obscuros se interpusessem entre a nossa centelha divina e a nossa consciência vulgar. A nossa principal tarefa é a de fazer desaparecer todos esses elementos obscuros, e esse é o verdadeiro significado da purificação."

Aceitando as pessoas:

Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam. É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, quando não são da forma que eu gostaria. Mas estou também entendendo que é difícil me aceitar assim como eu sou, pois não sou exatamente da forma que indiscriminadamente todos gostariam.Coloco máscaras onde fica difícil penetrar e descobrir a angústia, a insegurança e a solidão.Para me amar é preciso que saiba escutar com a alma, e saber quando minha alegria é dissimulada.Para me amar há que se descobrir meu valor que foi soterrado pela rejeição, pela falta de carinho, pelas experiências que vivi ao longo desta vida.Estou aprendendo a amar o outro através do amor por mim mesma, aceitando as minhas próprias fraquezas e delas me perdoando.Estou aprendendo a pôr de lado as minhas próprias doresquando estas impedem a felicidade de alguém.É difícil aprender a amar, mas estou aprendendo.

Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho...
 Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las,não faça delas uma parte de você mesmo. Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma. Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia.

- Aceitar-se -

Somente podemos dizer que amamos alguém quando temos interesse genuíno nesse alguém.Amar alguém não é projetar nesse alguém nossas carências.
Usar o outro como tapa buracos de nossas carências não é amar. Se estamos carentes e usando o parceiro para suprir esta necessidade, tentamos dominá-lo com medo da perda e conseguiremos apenas afastá-lo.A única maneira de amarmos alguém é nos amando.
Quando nos amamos, ficamos em Paz. E estando em Paz não precisamos aceitar de outro algo menos do que AMOR. Ter a consciência plena que qualquer relacionamento pode acabar trás a Luz necessária para que saibamos encontrar o verdadeiro companheiro, a quem iremos amar genuinamente, com suas virtudes e apesar de seus defeitos.
Existe uma grande diferença entre "falar com Deus" e "brigar com Deus". Quando as dificuldades surgem em principio brigamos com Ele.
Nos sentimos preteridas, rejeitadas. Questionamos nossas crenças, esquecemos nossa real essência, e como simples humanos brigamos com Ele. Perdemos de vista que todos os acontecimentos fazem parte de um plano para nossa evolução. Ficamos procurando justificativa para tudo, tentando entender a Vida, e nos esquecemos do primordial que é vivê-la.
Da mesma forma ficamos questionando o porque do Amor, quando o importante mesmo é entregar-se ao Amor. Viver com maturidade é mergulhar no desconhecido com coragem e fé. Ame como uma criança, que não teme o novo, que reconhece no novo a possibilidade infinita de felicidade, que é o presente que o Pai nos dá no AGORA. Não brigue com Deus, ouça-O.
Abra teu coração para ouvi-Lo e terá todas as respostas. Converse com Ele e receberá o ensinamento para trilhar teu caminho nesta Vida dentro da Luz, Paz, Amor .

-Limitações da Vida-


Porque aceitar limitações em sua vida?

Sinta sua consciência se expandindo dia a dia.Espere que o novo se desdobre em voce e à sua frente e,se para isso for necessário mudar, esteja disposto a fazer as mudanças sem hesitação.Para mudar de programa no rádio só é preciso sintonizar cuidadosamente até que a recepção fique clara e não haja distorções para atrapalhar o programa.
Quando seu desejo de deixar o que é velho para trás for suficientemente forte, voce não deixará pedra sobre pedra até consegui o que quer. Voce mexerá todos os botões até conseguir se sintonizar com o novo e poder recebera transmissão em som alto e forte.Quando a transmissão estiver clara,voce terá que se aquietar e escutar,e quando voce tiver absorvido o que está sendo transmitido,voce tomará a iniciativa de fazer algo a respeito.Porque esperar mais um dia?Sintonize- se agora.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A fragilidade do blog


Queridos, hoje, resolvi falar do grande susto que levei ao ler a mensagem, de que meu blog estava bloqueado devido a denúncias de ser um blog de spam.

Fiquei muito triste, pois ele foi o primogênito, aprendi a incrementá-lo só, escrevia para os amigos que fiz na internet, e todos me ajudavam com dicas especiais.

Cada widget, colocado, deu um trabalho, pois não tenho essa intimidade que os webdesigners tem, e vi tudo apagado, bloqueado, sem mais , nem menos.Sofri.

Em alguns sites como o blogstars, li depoimentos de pessoas que também , sem mais , nem menos, perderam seus blogs, como nas calamidades, nunca acreditamos que pode acontecer conosco.

Foi um breve susto, de um dia, mas me deixou muito desconfiada, será que uma estrutura tão sólida como o google,ou o blogspot, já não sei, é tão frágil assim.

Quer dizer que não vou com a cara de uma determinada pessoa,ou não gosto do estilo de um blog qualquer, vou denuncio várias vezes como " abuso", e tchau, acabou, e quem ganha dinheiro com os blogs, como faz?

Muitas vezes esses blogs são utilizados para pesquisas (com o próprio Mosaico que já foi referência em algumas ), e simplesmente se extinguem, deixando uma enorme frustração não só a seu dono, mas aos usuários que estavam habituados a lerem seus conteúdos.

Fica mais um desabafo, pois num momento desses, embora o nosso blog tenha voltado intacto, a dúvida é grande, será que vale a pena, que dispositivos práticos podemos procurar, até porque quando denunciamos, devemos provar o que dissemos, mas aqui, simplesmente , isso não funciona. Pelo menos é o que parece.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bondade


Existem jóias raras na literatura mundial, por vezes até de autor considerado anônimo. Há alguns dias, em uma obra, colhemos a seguinte advertência, exatamente nesses moldes de que falamos:
Um dia chegará em que, num determinado momento, um médico comprovará que meu cérebro deixou de funcionar e que, definitivamente, minha vida neste mundo chegou ao seu fim.
Quando tal coisa acontecer, não digas que me encontro em meu leito de morte.
Estarei em meu leito de vida e cuida para que esse corpo seja doado para contribuir de forma que outros seres humanos tenham uma vida melhor.
Dá meus olhos ao desgraçado que jamais tenha contemplado o amanhecer, que não tenha visto o rosto de uma criança ou, nos olhos de uma mulher, a luz do amor.
Dá meu coração a alguma pessoa cujo coração só lhe tenha valido intermináveis dias de sofrimento.
Meu sangue, dá-o ao adolescente resgatado de seu automóvel em ruínas, a fim de que possa viver até poder ver seus netos brincando ao seu lado.
Dá meus rins ao enfermo, que deve recorrer a uma máquina para viver de uma semana à outra.
Para que um garoto paralítico possa andar, toma toda a totalidade de meus ossos, todos os meus músculos, as fibras e os nervos todos de meu corpo.
Mexe em todos os recantos de meu cérebro. Se for necessário, toma minhas células e faze com que se desenvolvam, de modo que, algum dia, um garoto sem fala consiga gritar com entusiasmo ao assistir a um gol, e uma garotinha surda possa ouvir o repicar da chuva contra o vidro da janela.
O que sobrar do meu corpo, entrega-o ao fogo e lança as cinzas, ao vento, para contribuir com o crescimento das flores.
Se algo tiveres que enterrar, que sejam os meus erros, minhas fraquezas e todas as minhas agressões contra o meu próximo.
Se acaso quiseres recordar-me, faze-o com uma boa obra e dizendo alguma palavra bondosa ao que tenha necessidade de ti.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Crianças e adolescentes rebeldes - Culpa dos Pais?


Começo o meu post me desculpando por não ter atualizado na semana passada, realmente estou muito cansada com o meu trabalho, e passo por uma fase de introspecção para avaliar algumas coisas na minha vida, uma "faxina" interna.

Assisti algumas cenas da nova novela das oito da globo, não sou muito fã, mas o fiz esperando o marido chegar do trabalho, não pude deixar de observar o papel de ator, Duda Nagle, que interpreta um garoto rebelde e agressivo sem limites e, apoiado pelos pais.

Aqui no condomínio existem alguns do mesmo jeito, jogam bola em lugares não permitidos, dizem muitos "palavrões", próximo a idosas e mulheres, gritam debaixo das nossas janelas, já fechadas, pois estamos recolhidos para dormir.

E os pais, tem um que aprova tanto os atos do filho, que participa com ele , ocasionalmente das peladas, mesmo o filho o tratando grosseiramente, ouvindo deste palavras ríspidas, mas está lá, de cara feia para os demais vizinhos, "pois seu filho, (mesmo pré-adolescente) é uma criança, e ele paga o condomínio,( tem direito a tudo)", é, eles aprovam a conduta dos filhos.

E não tem quem imponha limites , nem a administradora, colocando folderes explicando que inflige uma das normas da Convenção de Condomínio, dá jeito.

Percebo, o quanto esse pai omisso sofrerá futuramente, será mais um a passar fins de semana na delegacia para buscar o filho, preso por delinquir, e vai justificar da mesma forma como aquele outro pai (aquele do jovem que incendiou a empregada), justificou:"Foi coisa de criança".

Até quando temos que passar por isso, as pessoas que denunciaram a brincadeira inadequada desses jovens, do meu condomínio, estão com medo, pois já foram ameaçadas indiretamente de terem suas janelas quebradas , no carnaval, é, eles descobriram quem denunciou, e quem se prejudicou mesmo, foram as famílias que só queriam as normas cumpridas, e vão ser obrigadas a passar o carnaval, "tomando conta" de suas janelas, não poderão viajar, nem sair, nem fazer nada , viraram escravos de seus lares, não há a quem recorrer, eles, as pseudo-crianças tem o poder.

Nem preciso relatar , que atendo casos de pais , apavorados com crianças tiranas, desse jeito, como já o fiz em posts anteriores, mas aqui, fica o desabafo.

Isso é podre, ou como diz o jornalista,ISSO É UMA VERGONHA.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Desabafo de uma psicóloga, ou cadê o CFP



Hoje acabei de ler o livro ”O Doce veneno do Escorpião” de Bruna Sufistinha, ele caiu na minha mão meio por acaso, li durante a semana que passou, me lembro que na época que esse livro foi lançado causou grande alvoroço, a autora estava sempre na mídia, pois ele refere-se a história de uma garota de programa, mais uma, como a Capitú, de uma dessas novelas que passaram na rede Globo, também há algum tempo atrás.
Me lembro que na época estava na faculdade, quando passava essa novela, que infelizmente não me lembro o nome, e Capitú era uma mocinha que vivia de programa para poder criar o filho, era como se a emissora quizesse mostrar uma visão romântica de uma garota de programa, nada contra as garotas de programa, mas imaginava as meninas de quinze, desesseis anos assistindo aquela trama e imaginando como é bom “tirar” por semana, sete, oito mil reais, sem precisar ter nenhum grau de instrução (embora em algumas casas, só aceitem universitárias, não entendo o porquê, mas…),apenas com o corpo malhado e sensual. Sentia pena dessas meninas que estavam se iludindo com a novela, até porque tudo o que aparece em novela vira moda, e com certeza uma ou outra garota iria se aventurar.
Nesse livro, para minha triste surpresa, Bruna Sufistinha , se compara a uma psicóloga, principalmente quando está na cama, com os homens e mulheres, ela acredita que sua “profissão” a faz entender a alma humana, que inclusive iria tentar vestibular para psicologia, mas pelo que entendi bastava para ela já receber o diploma de puta, digo de psicóloga.
O livro ela só relata fatos picantes de sua vida como garota de programa, além de se fazer de vítima e culpar a família, de ter escondido que ela era adotada ( pobres das adotadas, pois se todas quando descobrissem se tornassem putas,digo revoltadas) e por isso ele se transformou em garota de programa. Me espantei pois a vida dela não era difícil, seus pais tinham dinheiro para comprar todos os supérfulos que ela queria, além de tê-la colocado nos melhores colégios, mas ela mesmo assim roubava e tomava drogas, sei que isso é mais comum do que se pensa.
Mas o que me irritou foi ela se comparar e comparar sua profissão, a uma psicóloga, puxa gente, o povo mal sabe sobre o trabalho do psicólogo, acham logo que é médico de doido, além de na faculdade ter visto muita porralouquice (já uso esse termo aqui né), ter me protegido muito de muitas armadilhas na minha profissão, ver muitos charlatões usarem de misticismos e se proclamarem psicólogos, ter visto inclusive uma aluna no estágio se aproveitar da carência de um paciente e tirado um “sarro” com o pobre (ela espalhou para o seleto grupo de amigas), na época me senti muito mal e acreditava que se a direção da faculdade soubesse ela não ia se formar, não deu em nada, acho que a direção não soube.
Ainda por cima isso, imagino alguém que tenha lido o livro, e sem conhecimento do papel do psicólogo, vá a terapia esperando encontrar alguém que faça com ela o que a Bruna fez com os clientes, e isso seja terapêutico no sentido lato da palavra.
Fico imaginando cadê o CFP (Conselho Federal de Psicologia), pois eu acredito que se a Bruna se comparasse a uma médica (devido a questão da anatomia humana, que ela tanto cita no seu livro), o conselho de medicina já tinha tomado as providências cabíveis, mas com psicólogo parece que há uma permissividade maior, e nós , psicólogos sérios é quem pagamos o pato.
Deixo bem claro que não tenho nada contra a garotas(os) de programa, mas cada um na sua “profissão” sem comparações, pois eu não me comparo a nenhum outro profissional de qualquer outra área, valorizo meu trabalho, e o faço de forma séria e competente.
Mas hoje tinha que desabafar, estou muito irritada, com determinadas pessoas que tentam se promover as custas, do que não sabem nem do que se trata de fato, isso é podre, isso sim, é podre.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sistema de Cotas buscam garantir a cidadania?


As cotas no Brasil são alvo de polêmicas e, entre aquelas determinadas por lei, algumas acabam não sendo cumpridas, como no caso das vagas de trabalho, reservadas para pessoas portadoras de deficiência: muitas vezes há carência de profissionais qualificados.
Cotas nas universidades públicas para negros, índios e estudantes de escolas públicas já são uma realidade em muitas instituições do país, mesmo sem regulamentação de uma lei federal, gerando muita polêmica, como tenho lido inúmeros artigos de pessoas se sentindo discriminadas por serem brancas e não terem nenhum benefício, dos quais são concedidos aos acima citados, polêmicas à parte, tentei fazer um resumo do que prevê a Lei.
Pessoas portadoras de deficiência: De acordo com a Lei 8.213/91, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, as empresas são obrigadas a preeencher seus cargos com beneficiários reabilitados ou com pessoas portadoras de deficiência. A proporção de deficientes varia conforme a empresa, de acordo com o total de empregados:
  • 2% de 100 a 200 empregados;

  • 3% de 201 a 500 empregados;

  • 4% de 501 a 1.000 empregados;

  • 5% de 1.000 empregados em diante.
No serviço público federal, a Lei 8.112/90 garante às pessoas com deficiência o direito de se inscrever em concurso público para cargos cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. Nesse caso, a lei reserva até 20% das vagas dos concursos públicos.
A Lei 9.100/95, que estabeleceu normas para as eleições municipais de 1996, determinou que 20%, no minímo, das vagas de cada partido ou coligação seriam preenchidas por candidaturas de mulheres.
Em 1997, a Lei 9.504, que dispôs normas para as eleições, fixou que cada partido ou coligação reservaria o mínimo de 30% para candidatas e o máximo de 70% para candidatos para a Câmara dos Deputados, assembléias legislativas e câmaras municipais.
Para o pleito de 1998, a lei previa que cada partido ou coligação deveria reservar para candidatos de cada sexo, no mínimo, 25% e, no máximo, 75% do número de candidaturas que pudesse registrar.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação ( 9.394/96) determina que as instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de existência de vagas e mediante processo seletivo.
Mas a Lei 8.112/90 prevê que o servidor público estudante - que mudar de sede no interesse da administração terá assegurada, na localidade da nova residência ou na mais próxima, matrícula em instituição de ensino congênere (privada, se privada for a de origem, ou pública, se for egresso de instituição pública), em qualquer época, independentemente da vaga.
De acordo com levantamento feito pelo Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( UERJ), o sistema de cotas é aplicado em 45 instituições de ensino superior públicas do país, sendo 22 federais (de um total de 53) e 23 estaduais (de um total de 35).
A reserva de vagas nessas universidades é concedida a alunos procedentes de escolas públicas ou com renda familiar de até um salário mínimo ( reserva social), negros e índios (reserva racial) e pessoas portadoras de deficiência.
Na maioria dos casos, as cotas serão aplicadas por tempo determinado, como na Universidade de Brasília( UnB), onde o sistema foi iniciado em 2004 e terá duração de dez anos.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Psicoterapia Breve


Psicoterapia é o tratamento, por meio psicológicos, de problemas de natureza emocional, no qual uma pessoa treinada deliberadamente estabelece um relacionamento profissional com o paciente, com o objetivo de remover, modificar ou retardar sintomas existentes, interferir em padrões perturbados de comportamento, promover o desenvolvimento e crescimento positivo da personalidade.
A Psicoterapia Breve é um tratamento de natureza psicológica, de inspiração psicanalítica, cuja duração é limitada, buscam obter uma melhora da qualidade de vida em curto prazo, escolhendo um determinado problema mais premente e focando os esforços na sua resolução.
Dentre essas técnicas focais, uma que traz grandes benefícios em um prazo muito breve é o processamento de situações traumáticas por estímulos bilaterais (EMDR).
Há três reações possíveis a uma situação de perigo: Lutar, fugir ou paralisar-se.
A paralisia é um último recurso para manter-se vivo, como um animal acuado que se finge de morto. Mas, ao contrário do lutar ou fugir, ela impede o processamento da experiência produzindo um trauma.Uma experiência traumática não adquire um significado aceitável. Ela envolve uma intensidade de energia emocional, maior do que o organismo foi capaz de descarregar. Esse excesso de carga fica provocando o sofrimento.
As técnicas mais modernas permitem verificar que pessoas traumatizadas têm uma atividade cerebral muito maior de um lado do cérebro do que do outro.
A EMDR é um tratamento através de estímulos (visuais, auditivos, táteis) que facilitam o restabelecimento da comunicação entre os dois hemisférios cerebrais; vão se produzindo pequenas descargas suportáveis que possibilitam o processamento da situação e o alívio do sofrimento por uma re-significação da situação.Vítimas de situações catastróficas ou de abuso físico, sexual ou emocional, e pessoas com sintomas de fobia ou pânico, rapidamente se restabelecem com a EMDR.
Há também as situações dos pequenos abusos de situações opressivas ao longo de anos a fio que podem ser beneficiadas por este tratamento.Mas percebe-se também que todos nós temos "trauminhas", situações difíceis ao longo de nossas vidas que não encontraram uma saída satisfatória, e que podem ser processadas desta forma para nos propiciar uma sensível melhora em nossa disposição.
Essas situações podem produzir sintomas como depressão, estresse, ansiedade, pânico, fobia, desamparo e amnésia, como uma determinada época da vida que não deixou lembranças. A psicoterapia, em seu sentido genérico, como prática que se propõe a ajudar pessoas com sofrimentos psicológicos, mesmo que com distúrbios orgânicos (psicoterapia de pacientes com câncer, de coronarianos, ou mesmo de doentes mentais de causa orgânica ou bioquímica) se adaptará às novas ordens científicas, culturais e econômicas.
Entre elas existe a tendência de comprovação científica (matemática) de resultados, mesmo que para isto se empreguem somente os critérios das ciências físicas ou biológicas e não, também, os das ciências humanas, onde as psicoterapias estão igualmente inseridas.
Esta é uma pressão que, apesar dos protestos em contrário, implantará na psicoterapia do século XXI uma política de resultados. Outro fator de pressão para "resultados" situa-se na tendência do mundo ocidental especialmente do primeiro mundo, de submeter o atendimento médico aos seguros-saúde.
Desta forma, as psicoterapias ficarão atreladas às companhias de seguro, privadas ou públicas, que exigirão psicoterapias breves, resultados objetivos e pouco dispendiosos. A Psicoterapia Breve Integrada coloca em dúvida o conceito de que para ajudar de modo eficaz um paciente seja sempre necessário um tempo prolongado.
Através de uma abordagem psicoterapêutica mais dinâmica e flexível, essencialmente distinta da técnica psicanalítica tradicional, a Técnica Focal da P.B.I. possibilita que os objetivos terapêuticos sejam atingidos em prazo mais curto, através de um mecanismo denominado "Efeito Carambola", em que as mudanças em uma determinada área podem conduzir a alterações em outras áreas do comportamento do paciente.
Baseia-se no modelo de abordagem integrada biopsicossocial e privilegia a visão psicodinâmica dos conflitos, permitindo a integração de diversas técnicas de diferentes abordagens psicoterapêuticas, além da utilização conjugada do tratamento psicofarmacológico.
O termo "Psicoterapia Breve" teve origem na intenção de S. Ferenczi e O. Rank (discípulos de S. Freud), que em 1924 tentaram diminuir o tempo dos tratamentos psicanalíticos. Posteriormente, outros psicanalistas também fizeram importantes "transgressões" à técnica psicanalítica, sedimentando as características atuais da técnica de P.B.Atualmente enfatiza-se a perspectiva teórica psicodinâmica da Teoria dos Afetos.
A denominação "breve" deve-se ao fato de que as características específicas de sua Técnica Focal permitem abreviar a duração do tratamento e também reduzir o número de sessões.
A Técnica Focal da Psicoterapia Breve Integrada tem como objetivo ajudar o indivíduo na busca de soluções mais adaptativas aos seus problemas, dentro do tempo mais breve possível.
É orientada para objetivos claramente delimitados e para mudanças legítimas nas vidas das pessoas e não somente para autoconhecimento e apoio.

1.- Técnica Focal: O objetivo da Técnica Focal não é atingir todos os aspectos de mudanças estruturais, mas sim, dar início ao processo e deixar o paciente suficientemente estabilizado de forma que possa dar continuidade a esse processo de crescimento através de outros relacionamentos em sua vida. O papel do terapeuta será o de catalisador nesse processo de facilitação de mudanças proporcionando Experiências Emocionais Corretivas.
A Técnica Focal tem se provado extremamente eficaz em alguns transtornos mentais tais como: - Transtornos depressivos
- Transtornos ansiosos
- Transtornos de comportamento
- Transtornos alimentares
- Reações de ajustamento
- Transtorno de estresses pós-traumático
A técnica da P.B.I., baseia-se no princípio da flexibilidade, que permite a integração de diversas técnicas de diferentes abordagens terapêuticas, além dos recursos da psicofarmacologia.Tem objetivo delimitado e enfatiza a realidade objetiva.
Utiliza-se dos Triângulos de Interpretação para a compreensão do psicodinamismo do paciente e também dos conceitos de Experiência Emocional Corretiva (E.E.C.) e de Efeito Carambola para a explicação dos mecanismos terapêuticos.
Além disso, a técnica de P.B.I. se sustenta no que foi denominado em 1984 por Vera Lemgruber, de "Tríade da P.B".: Atividade do terapeuta, que se opõe à Regra de Abstinência, já que a atenção seletiva do terapeuta em P.B.I. contrapõe-se à atenção flutuante do psicanalista e evita-se o estabelecimento da Neurose de Transferência também através de interpretações que valorizem o vértice da realidade atual no Triângulo do Insight e do emprego de focalização através de interpretação, atenção e negligenciar seletivos em relação ao foco de trabalho previamente estabelecido e discutido pelo terapeuta com o paciente. Planejamento das estratégias terapêuticas a serem utilizadas e dos objetivos a serem atingidos, a partir da avaliação inicial e indicação terapêutica.
É necessária uma avaliação prévia das condições internas e estrutura de personalidade do paciente, através de um diagnóstico nosológico (CID-10 e/ou D.S.M. IV) e de um diagnóstico psicodinâmico (com base no esquema dos Triângulos de Interpretação), pois nem todo paciente tem indicação para este tipo de técnica.
Foco estabelecido através da compreensão do psicodinamismo do problema do paciente, obtida pela avaliação do Triângulo do Conflito, com base na Teoria dos Afetos.
É importante para o terapeuta, na P.B.I., uma adequada avaliação das dificuldades do paciente e da gênese de seus problemas, para uma melhor compreensão dos conflitos psicodinâmicos. Dessa forma, apoiado numa sólida teoria de desenvolvimento psicológico, ele busca aumentar a probabilidade de propiciar Experiências Emocionais Corretivas.
A Focalização impede a Regra Fundamental da Associação Livre da Psicanálise, mantendo o problema principal como o foco central do processo terapêutico. O paciente é levado a identificar e correlacionar seus problemas e dificuldades, com as situações de sua vida diária nas quais eles aparecem. Essas características essenciais distinguem a técnica da P.B.I. da técnica psicanalítica clássica, por se oporem às principais bases dessa.

2.- Efeito Carambola:Carambola é a expressão usada para identificar uma jogada de bilhar ou sinuca em que uma determinada bola ao ser impulsionada por um taco, gera movimento em outras bolas que não haviam sido atingidas diretamente mas que passam a mover-se impulsionadas pelo movimento gerado pela primeira bola.Por analogia à carambola do bilhar, o termo Efeito Carambola foi utilizado por Vera Lemgruber para expressar o mecanismo interno de potencialização dos benefícios terapêuticos obtidos através da técnica focal, com isso identificando a característica da técnica focal, na qual, ao se resolver o conflito focal circunscrito a uma determinada área da vida do paciente, outras modificações em diversos aspectos do indivíduo podem ocorrer, como reflexo de repercussões positivas da reformulação desse aspecto específico que foi focalizado e trabalhado durante a terapia.
O Efeito Carambola encontra-se fundamentado nas neurociências. A partir das Experiências Emocionais Corretivas (E.E.C.) é possível uma formatação biológica do domínio psicológico da ordenação e construção da experiência. Com isso propicia-se o estabelecimento de novas redes de conexões neuronais. No processo psicoterapêutico, com o objetivo de promover essas experiências de reaprendizado que levam às modificações internas no modo como o indivíduo vê a si próprio e aos outros, um importante elemento da facilitação de mudanças é a E.E.C. "Efeito Carambola significa tornar um círculo vicioso em círculo virtuoso". (Comentário de um paciente após alta do tratamento de um episódio depressivo).

3- Teoria dos Afetos: Essa espécie de "kit-básico de sobrevivência" tem vantagens adaptativas para o ser humano e pode ser classificado em 3 grupos:
- Afetos inibidores: restringem ou limitam reações.
- Afetos ativadores-reguladores: regulam experiência de separação e estabelecimento de limites e da intimidade.
- Afetos ativadores-geradores de prazer: promovem interesse, conforto ou desejo sexual.
O neurocientista A. Damásio ("Os Mistérios da consciência", 2000), ressalta a visão de Darwin sobre a evolução das emoções nos seres humanos, dizendo que, "do ponto de vista evolutivo, o problema de vida e sobrevida é fundamental e influenciou a forma de organização do cérebro humano, levando aos trilhões de sinapses cerebrais e redes nervosas que configuram a complexidade da mente humana".
Para ele, o fato de o ser humano ter emoções é o que leva à criação do estado mental da consciência e permite ao ser humano ter pensamento, memória, imagem do self e comunicação. Porque os afetos são mais dinâmicos e menos fixos que os instintos e porque sua expressão é passível de modificação pela aprendizagem, a Experiência Emocional Corretiva (EEC) leva à possibilidade de mudança durante a psicoterapia pela reaprendizagem inerente ao processo psicoterapêutico.

4- Tipos de Psicoterapia Breve: Assim, o primeiro ponto a ser determinado é o tipo de Psicoterapia Breve, pode ser classificada em três tipos básicos:
a) Psicoterapia breve mobilizadora.Trata-se de um processo que tem como objetivo a evidenciação da ansiedade contida em processes mórbidos apresentados pelo paciente, mas que, devido a diversos fatores, ainda não se encontra apto (ou mobilizado) para se submeter a um processo psicoterápico.
b) Psicoterapia breve de apoio.Trata-se, por sua vez, de um processo de ação terapêutica que tem como objetivo diminuir a ansiedade de um paciente que sofra de dificuldades emocionais, sejam elas de que origem for. Notadamente eficiente no acompanhamento de pacientes da área hospitalar cuja principal dificuldade está em lidar adequadamente com algum distúrbio somático que o levou ao hospital, seja clínico ou cirúrgico.
c) Psicoterapia breve resolutiva.Destina-se a procurar a origem intrapsíquica que originou a situação de crise vivida pelo paciente com o objetivo de efetivamente resolver o quadro apresentado, com a resolução do problema. É o tipo de Psicoterapia Breve que tem em sua determinação o principal objetivo de uma psicoterapia que é óbvio ao meu ver, ser terapêutico, isto é, efetivamente tratar.
Tendo então delimitado o campo em que se pretende trabalhar, isto é, o terapêutico, salientam-se algumas questões básicas como: as indicações dessa modalidade de tratamento, o problema da "focalização", a duração do processo, o prognóstico esperado e, destacadamente, a metodologia adequada a este tipo de processo.
A prática da psicoterapia psicodramática clínica converteu-se, influenciada principalmente por modelos psicanalíticos, em um processo cada vez mais longo e mais amplo, do que inicialmente idealizara Moreno.
Para Moreno, que sem assim o definir foi um grande defensor da Psicoterapia Breve, a psicoterapia psicodramática tem como meta a cura, a possibilidade de atingir o retorno do paciente às suas condições psíquicas anteriores ao transtorno apresentado, em um tempo mínimo, em que se consiga ajudar à pessoa a:
a) Aceitar a realidade de seu ser-no-mundo, isto é, como a pessoa é e quais são as suas reais possibilidades de ser e agir;
b) Penetrar no psiquismo da pessoa e ajudá-la na realização de si mesma, a continuar seguindo o caminho de sua vida que foi interrompido pelo estabelecimento de uma situação especial de "doença" (uma crise, por exemplo) e permitir que ela tenha domínio sobre suas próprias variáveis individuais.
c) O objetivo deve ser reintegrar o "doente" na cultura a que pertence, ajudando-o a manifestar todo o seu potencial possível, restabelecendo seu potencial criativo e sua espontaneidade. Nos processes terapêuticos, o conto do "Patinho Feio", não importa ser "pato" ou "cisne", mas o importante é conscientizar-se que se está no "lugar errado" e que se quer ser "pato" quando se é "cisne" e vice-versa, muitas vezes perdendo a oportunidade de ser um "bom pato, se é pato" ou um "bom cisne, se é cisne". E assim se concentra a idéia de uma psicoterapia breve, isto é, a de procurar, ao lado do ser que sofre, encontrar a solução para a sua aflição, pesquisando no campo do "mundo externo", primeiramente, e a seguir no seu "mundo interno", as origens de seu sofrimento, sem se estender em longos caminhos de modificação.
Portanto, o processo de psicoterapia breve envolve a criação de um vinculo transitório entre terapeuta e cliente, baseado na relação dialógica, estruturado na empatia, com um nível mínimo de consolidação para que se possa desenvolver, tanto no contexto dramático, quanto no relacional, uma certa experiência emocional de correção ("Experiência Emocional Corretiva", aqui empregada num sentido mais amplo do que o proposto por Alexander, pois envolve não apenas a experiência relacional, mas também a revivência psicodramática corretiva), possibilitando a emergência de aspectos inconscientes transferencialmente agregados à situação vivida no presente pelo paciente, permitindo o reconhecimento destes aspectos profundos (insight) e a liberação de cargas emocionais bloqueadas ligadas a eles (catarse de integração).
Um outro elemento que se apresenta para a conceituação de psicoterapia breve é a questão da determinação dos objetivos a serem alcançados pelo processo.
E o objetivo, primordialmente, não é outro senão o de se atingir aquele equilíbrio existente anteriormente A crise, com a resolução destes aspectos transferenciais agregados. Isto traz à tona outra questão: a da focalização, que merecerá um item destacado mais á frente ainda neste capitulo. Mas, desde já é importante afirmar a necessidade da sua correta identificação por parte do terapeuta, pois disto depende o êxito do processo.
Quanto a questão do termo breve, que indica um fator especifico nesta modalidade de psicoterapia, trata-se efetivamente da limitação do tempo de duração do tratamento, determinado desde o inicio do trabalho.
Tem como fundamentação não somente as questões sócio-econômicas institucionais ou particulares, mas também a observação de que uma situação de crise é limitada no seu tempo de duração. Há também, em sua argumentação, a proposição colocada por Malan de que o período predeterminado para a duração do processo desencadeia uma "ansiedade positiva", algo como no principio existencialista de que o "reconhecimento da morte possibilita a vida!" Finalmente, neste item quero deixar ressaltado que os meios de alcançar o objetivo terapêutico envolvem vários níveis de ação, que vão desde mostrar ao paciente o que esta realmente acontecendo e de que forma ele está reagindo (clareamento), passando por uma etapa pedagógica, em que lhe são oferecidas algumas alternativas de solução (esclarecimento) até atingir a fase mais importante do processo que é a abordagem psicodramática direta dos conteúdos do mundo interno que impedem o seu livre desempenho (resolução).
Assim, neste sentido, a Psicoterapia Breve tem a finalidade de uma "experiência emocional corretiva", em que se oferece ao paciente a oportunidade de vivenciar uma situação especial em um contexto relacional de aceitação e segurança, onde ele possa chegar a uma formulação interna do conflito e reestruturar a sua vivência de ansiedade frente a uma situação emocional antes insuportável.
Reunindo todos estes elementos apresentados é possível chegar a uma conceituação de Psicoterapia Breve: Uma forma de tratamento de distúrbios de natureza emocional, fundamentada no referencial teórico do Psicodrama, que se utiliza alguns elementos técnicos e até mesmo teóricos de outras linhas de psicoterapia; de objetivos terapêuticos determinados, na medida em que se restringe a abordar certas áreas de conflito previamente limitadas em um foco; caracterizada por se desenvolver em um tempo limitado de duração, fixado ao início do processo; praticada por um terapeuta previamente treinado que adote uma atitude bastante ativa, de verdadeiro "ego-auxiliar" baseando seu trabalho na relação empática; dando especial ênfase ao "atual ". sem deixar de se preocupar com os conflitos internos no que tenham de interligação com os atuais, na expectativa de que, através do insight e da catarse de integração, posse ser restabelecido o equilíbrio psíquico anteriormente presente.

5 - Critérios de Indicação:  Vários autores têm apresentado em suas publicações uma gama bastante variável de indicações para Psicoterapia Breve, que vão de indicações bastante restritas, como as de Sifneos (1977) para as muito amplas e flexíveis de Davanloo (1977), que incluem até traços graves de caráter.
É indiscutível que nem todos os pacientes podem se beneficiar de um processo de psicoterapia breve, levando-se em conta sua modalidade resolutiva, devendo a seleção basear-se não apenas em critérios clínicos, que são fundamentais porém não suficientes, mas também em hipóteses psicodinâmicas e sociodinâmicas.
Alguns quesitos são fundamentais para o sucesso do processo breve de psicoterapia como, por exemplo, a chamada "força de ego" do paciente, isto é, sua capacidade egóica, sua percepção do ambiente, sua avaliação de valores e seus sentimentos devem estar equalizados e presentes; reconhecer-se em um estado alterado de seu psiquismo e querer sair dele é condição "sine qua non" não só para o desenrolar da terapia como para sua própria indicação.
Usando uma linguagem estritamente psicodramática, pode-se auferir o grau de maturidade e liberdade egóica de uma pessoa pela sua maior ou menor oferta de papéis ao longo da vida: pessoas com pouco relacionamento interpessoal, com poucos papeis sociais e poucas capacidades de abstração psicodramática são mais difíceis de se trabalhar em qualquer psicoterapia.
De maneira geral, a indicação de Psicoterapia Breve se ampara em um tripé assim estabelecido:
a) "Quadro clínico" - indicação para pacientes de quadros agudos, de origem imediata ou muito recente, caracterizando situações de crise.
b) "Quadro Social" - disponibilidade econômica e/ou de pessoal, tanto da parte do paciente quanto do agente terapêutico.
c) "Quadro de Expectativa" - avaliação do nível intelectivo-cultural, levando-se em conta o nível de expectativa frente ao processo terapêutico apresentado pelo paciente. Observe que, de maneira geral, está-se falando em psicoterapia breve resolutiva, sendo que para as modalidades mobilizadora e de apoio não há tantas exigências.
Contra-indicações:
Pouco eficaz, ou mesmo contra-indicada é a Psicoterapia Breve, segundo vários autores, de acordo com dois aspectos básicos:
a) Diagnóstico clínico: psicoses, doenças psicossomáticas (que, de acordo com certas interpretações têm sido consideradas como as "psicoses no corpo"), personalidades psicopáticas, droga-dicção, homossexualidade, obsessões graves, tentativas potencialmente eficientes de suicídio, agitação psicomotora com agressividade.
b) diagnóstico psicodinâmico: quando há grandes debilidades egóicas, com dependências simbióticas intensas, ambivalência, tendência ao acting-out, escassa motivação para o tratamento, dificuldade para se estabelecer um foco, devido ao entrelaçamento de situações dinâmicas múltiplas.

6- Focalização: Um outro ponto importante a ser abordado na delimitação teórica da Psicoterapia Breve é o conceito de foco. Lemgruber (1984) define como foco: o material consciente e inconsciente do paciente, delimitado como uma área a ser trabalhada no processo terapêutico atrav6s de avaliação e planejamento prévios.
Fiorini (1978) faz uma excelente apresentação deste conceito em seu livro, descrevendo-o como uma organização complexa da qual fazem parte formulações que enfatizam aspectos sintomáticos (como, por exemplo, o próprio motivo da consulta), aspectos interacionais (o conflito interpessoal que desencadeou a crise), aspectos caracterológicos ("uma zona problemática do indivíduo"), além de aspectos próprios da díade terapeuta-cliente e o desenvolvimento da técnica.
Partindo-se da premissa que tem sua base teórica na formulação gestáltica de que o mundo fenomenal é organizado pelas necessidades do indivíduo, que energizam e organizam o comportamento, vemos que estas observações de Fiorinni seguem como que "um rio canalizado", abrangendo diferentes níveis de um mesmo foco.
Isto porque o indivíduo, ainda segundo este pensamento, executa as atividades que levam à satisfação das necessidades seguindo um esquema hierárquico em que desenvolve e organiza as figuras de experiência segundo um certo grau de complexidade. A medida que as enfrenta, há sua resolução e conseqüente desaparecimento, podendo o indivíduo continuar no caminho de sua meta. Ora, em uma situação terapêutica, temos como um único foco em seus diversos níveis - a situação trazida por um paciente em que a "porta de entrada" seja realmente uma série de sintomas somáticos (taquicardia, palpitações, falta-de-ar, tonturas), desencadeados num segundo nível pela ansiedade ou angústia frente a uma situação especifica (da qual, em muitos casos, a pessoa nem se deu conta).
Deve-se ter em conta que a angústia é o sentimento natural que se apresenta em um indivíduo perante uma situação de conflito. Portanto, como delimitação do foco, tem-se a sintomatologia apresentada, a ansiedade que Ihe deu origem e o conflito atual que gerou essa ansiedade. 0 conjunto atual é a situação vivida pelo sujeito, que encontra dificuldades para resolver um problema (obstáculo) que a vida lhe ofereça.
Este conflito atual, uma perturbação na relação eu-tu ou eu-isso que o indivíduo apresente, pode ser "curto-circuitado" com uma situação emocionalmente semelhante vivida em seu passado e mal elaborada por ele em seu desenvolvimento. Esta situação pretérita constitui outro elemento do foco, já agora mergulhando no mundo interno, inconsciente, projetado no presente pelo mecanismo da transferência.
Por aqui, chega-se ao conflito nuclear, muito provavelmente alguma situação ou momento da vivência com figuras parentais em que altas cargas de emoção foram bloqueadas, gerando o que comumente é chamado de "núcleos transferenciais". Nas palavras de Fiorini de que "a focalização da terapia breve é a sua condição essencial de eficácia" compreendemos o sentido primordial do trabalho terapêutico breve, abandonando, pelo menos no momento, a sugestão apresentada por Malan de se trabalhar com mais de um foco em terapia breve.
Com esta perspectiva de avaliação e ação sobre o foco, contraria-se a opinião de muitos psicoterapeutas (principalmente psicanalistas) que afirmam ser o trabalho de Psicoterapia Breve muito superficial, visando apenas a remoção de sintomas.
Ora pois, ao se abordar em um mesmo foco diferentes níveis de profundidade de um conflito, espera-se atingir o "conflito nuclear", obtendo a sua resolução no seu mais profundo nível, ainda que - ligados a este ponto conflitivo - existam outros pontos, outros focos a serem abordados. Esta "ramificação" de conflitos profundos compõe toda a estrutura psíquica da pessoa e sua abordagem completa realmente é apanágio das psicoterapias prolongadas. Assim, é importante distinguir-se entre profundidade e amplitude em Psicoterapia Breve, visto que é possível ser atingida uma profundidade nuclear nesta forma de terapia, sem que, no entanto, se tenha uma grande "amplitude" de campo de ação terapêutica.
No entanto, é preciso estar atento para que não se trabalhe realmente apenas no sentido de suprimir os sintomas, como pode ocorrer em outras formas de abordagem (principalmente a medicamentosa).
Neste sentido é interessante observar a colocação de Jurandir Freire (1978): Um sintoma é a manifestação visível e sensível de uma estrutura e a estrutura é ela mesma. Mais ainda, um sintoma sintetiza um conflito presente e uma história conflitual passada, ele é um resumo, um instantâneo da vida do sujeito...
Se a Psicoterapia Breve consegue fazer com que o sintoma desapareça no ato da cura ou sua estratégia foi bem-sucedida, o sintoma foi suprimido e com ele o funcionamento patológico que lhe deu origem, ou sua estratégia foi malsucedida, o sintoma pode desaparecer, mas deu lugar a uma "sintomatização" do ego ou do caráter, problemas psicopatológicos bem mais graves. No primeiro caso, quer queira, quer não, o terapeuta agiu sobre a estrutura. Neste sentido, a psicoterapia obteve um efeito pleno...

7- Duração e Prognóstico:" Se, durante nossa própria vida, assistimos a uma deterioração corporal irreversível, a brevidade de nossa existência só faz torná-la mais excitante. Uma flor conhece apenas por uma noite sua plena floração, mas nem por isso sua eclosão nos parece menos suntuosa". (Sigmund Freud, "O efêmero", 1920).
Se assim o é na vida, assim o pode ser na nossa Psicoterapia, principalmente em se tratando da sua brevidade de duração. Se, para os autores que trabalham com o referencial psicanalitico, torna-se muitas vezes paradoxal e até mesmo impraticável o trabalho de curta duração, para o Psicodrama este problema parece não aparecer, pois a teoria na qual se apoia é fundamentalmente existencialista e reconhece as suas proposições, além de ter sido criado por Moreno com este mesmo objetivo de praticidade e curta duração..
Como trabalham com a transferência, e não com a relação télica (ou empática), os autores psicanalistas ficam perdidos em contradições e acabam por impor, arbitrariamente, um tempo qualquer para a evolução de, um processo que chamam de Psicoterapia Breve.
Para citar alguns autores e mostrar a variedade de posições neste campo, vale fazer uma varredura bibliográfica.
Assim, Perez-Sanchez e Cols (1987) falam em um mínimo de um ano de tratamento; Sifneos (citado por Gillieron, 1983) diz ao paciente que o tratamento será interrompido, mas sem dizer-se quando; J. Mann (também citado por Gillieron, 1983) dispõe de 12 horas para realizar a psicoterapia, distribuindo estas 12 horas conforme a natureza da problemática do paciente em 12 sessões de uma hora, 24 sessões de meia hora ou 48 sessões de 15 minutos; Malan (1963) em seu primeiro trabalho sobre Psicoterapia Breve não explicitava ao paciente a limitação do tempo no inicio do processo.
Reconheceu posteriormente que isto foi motivo de dificuldades ao se planejar o término da terapia, vindo posteriormente a determinar a data de término do processo e não o número de sessões; Bellak e Small (1980) determinam precisamente o número de seis sessões para seus tratamentos de emergência; Knobel (1986) questiona muito estas questões, preferindo deixar em aberto o tempo de cada sessão, sua freqüência e sua duração.
Por outro lado, tendo o Psicodrama e o existencialismo na retaguarda e um correto diagnóstico de uma situação de crise autolimitada vivida pelo paciente, torna-se relativamente simples delimitar o número de sessões para o processo de uma psicoterapia breve resolutiva.

8- Sistematização do Processo de Psicoterapia Breve (PROPOSTA DE UM MODELO DE AÇÃO TERAPÊUTICA): Fugindo da proposição de muitos autores de que o Psicodrama é apenas "um ótimo recurso de técnica" na terapia breve, esta proposta se baseia em que, de "método auxiliar", passe o Psicodrama a ocupar o espaço que lhe atribuíra Moreno, qual seja o de técnica, teoria e filosofia de compreensão e tratamento do ser humano, neste caso envolvido em uma situação tão comum, ainda que especial, que se traduz por um quadro de crise ou descompensação psicológica.
Pretende-se apresentar aqui não uma série de "receitinhas" de como se fazer Psicoterapia Breve, mas, apenas, esboçar um plano geral de atendimento nesta forma de abordagem que leve em consideração os principais pontos de apoio em que pode se basear o terapeuta psicodramatista que se proponha a utilizar este recurso, seja na clinica privada ou em ambiente institucional.
Inicialmente, procurarei apresentar uma idéia do psicoterapeuta psicodramatista trabalhando na função de "ego auxiliar" de uma pessoa em crise.
Encontra-se em Moreno (1978) a afirmação que delimita esta postura, quando ele diz: A situação de ego auxiliar consiste, pois, em atingir a unidade com uma pessoa, absorver os desejos e necessidades do paciente e agir em seu interesse sem ser, contudo, idêntico a ele.
Para tanto, é preciso que, desde o início, o terapeuta se despoje de algumas posturas que tomam corpo em nosso trabalho cotidiano devido aos vícios de se realizar uma psicoterapia prolongada, onde sempre se tem tempo para deixar que o próprio cliente dirija o processo terapêutico para uma exaustiva e profunda compreensão e elaboração de sua vida.
Na Psicoterapia Breve, o papel do terapeuta é muito mais amplo, muito mais ativo, participativo e, por isso mesmo, muito mais responsável. Exige-se alguma experiência e muito mais disposição para exercer ativamente o papel de terapeuta que se exige em processos prolongados.
Isto porque, se na terapia prolongada assumimos o papel de ser, aquele que apenas carrega uma lanterna ao lado do paciente para iluminar os seus próprios passos" (como nos ensina a experiência dos mais antigos), na Psicoterapia Breve temos o dever de - ainda que por breve período de tempo - iluminar todo o momento de vida do paciente.
Assim, se recebe o indivíduo imerso em uma situação em termos comparada à vivência da Matriz de Identidade Indiferenciada, ainda que em devido à uma situação existencial especial. Portanto, cabe-nos assumir a função de ego auxiliar (em seu sentido mais amplo), favorecendo a momentânea formação de um vínculo sólido e, através das técnicas de treinamento da espontaneidade e reconhecimento do eu, reconduzirmos o indivíduo para o seu pr6prio e livre caminho.
Este processo exige muito do terapeuta, pois além de simplesmente observar o paciente em sua "viagem através de si mesmo", devemos viajar junto com ele, cedendo-lhe a nossa "parte sadia". Moffatt diz que "com nossos núcleos histéricos nos introduzimos no mundo do paciente representando e transmitindo emoções e com nossos núcleos esquizóides ,evitamos que no final do processo sejamos dois no fundo do poço em lugar de um só", através da dissolução instrumental que permite que uma parte nossa acompanhe o paciente em sua viagem, enquanto a outra permanece testemunhando o que está acontecendo e possa conduzir o processo terapêutico a termo.
Disponibilidade e experiência são, portanto, dois pré-requisitos fundamentais para o psicodramatista que se proponha a realizar a Psicoterapia Breve. Por outro lado, deve-se exigir do paciente que ele tamb6m tenha "muita vontade" de se tratar e que esta situação em que se encontra seja um quadro reativo, sem grande comprometimento da personalidade.
Na Psicoterapia Breve, cliente e psicoterapeuta formam uma dupla baseada na relação Eu-Tu, devendo o terapeuta abandonar a postura de "agente catalisador" para apresentar um papel muito mais intenso e atuante no trabalho, o de "agente participante".
Terapeuta e cliente embarcando juntos nesta experiência, impedindo a cronificação do quadro, pois se o paciente tiver de conduzi-la sozinho, recorrera mais facilmente a mecanismos de defesa cada vez elaborada,estruturada e mais subjetiva, vinda, eventualmente, a desenvolver quadros neuróticos severos e até psicóticos. É de fundamental importância salientar que, neste tipo de trabalho, o papel ativo do terapeuta terá muitos efeitos sobre o paciente. Portanto, é preciso estar sempre atento para que os fatores intervenientes de cura, como o efeito placebo, não se traduz na prática em um efeito nocebo.
A profundidade que se alcançará em um processo de terapia breve dependerá da "força do ego" do cliente e da habilidade do terapeuta em aprofundar a pesquisa da Psicodinâmica verticalmente, em um único foco. Logo, é mais do que importante que o terapeuta tenha em mente a necessidade de, sempre que possível, fornecer dados e elementos para o fortalecimento da parte sadia do cliente, pois esta será a sua grande aliada na jornada pela recuperação do paciente.
Um trabalho amplo de Psicoterapia Breve, principalmente em nível institucional, requer uma combinação de procedimentos oriundos das diversas especialidades que atuam em saúde mental, notadamente dos serviços de enfermagem, terapia ocupacional e assistência social.
Ressalta-se aqui, como já o fiz repetidas vezes, a importância da capacidade empática do terapeuta, aliada ao seu conhecimento técnico e teórico e a sua espontaneidade em caminhar ao lado do paciente, para que não se perca em elaborações e explicações que, por mais sedutoras que sejam, possam implicar o desvio do objetivo determinado.
E, finalmente, reafirmo que é fundamental manter-se atento para que o ecletismo de técnicas e teorias não sancione uma terapia desregrada, mas que contenham coerência e harmonia entre si.

9- Esquema Técnico Geral: O desenvolvimento de um processo de Psicoterapia Breve implica na estruturação de um esquema técnico geral, que pode ser seguido em todos os casos em que se proponha realizá-lo.
Tal esquema pode partir do diagnóstico realizado por ocasião da entrevista inicial com o paciente, em que se encontre predominância de ansiedade devida a uma história reativa recente, sem antecedentes que façam pensar em um processo psicótico, desenvolvimento de quadro neurótico crônico ou distúrbio caracterológico formal. Isto não quer dizer que a Psicoterapia Breve não possa ser aplicada a neuróticos crônicos ou a pacientes psicóticos. Apenas que, nestes casos, deve-se ter como expectativa não a resolução do processo de base, mas apenas da situação de crise que se instalou sobre ele. 0 prognóstico portanto é mais reservado e a indicação mais restrita, sendo conveniente sua utilização apenas como um processo de mobilização para uma psicoterapia prolongada. Com expectativas de bons resultados em Psicoterapia Breve são aqueles pacientes que apresentam quadros agudos de crise ou descompensação psicológica de inicio recente.
Bons resultados são também alcançados em pacientes em situações potencialmente criticas, como adolescência, vestibular, casamento, graduação, descasamento, viuvez, aposentadoria, rompimento amoroso, etc. Segundo Lemgruber (1984), é fundamental para o sucesso terapêutico que já na fase de diagnóstico averigúe-se a capacidade de o paciente formar uma "aliança terapêutica".
Nas suas palavras: Este potencial se relaciona com a identificação do paciente com os objetivos do tratamento, com a sua motivação para a mudança, com seu nível de frustração e com a existência de uma "confiança básica" (capacidade de o indivíduo reagir às vicissitudes da vida por meio de uma atitude positiva frente ao mundo).
O segundo passo no esquema técnico geral é o enquadramento, em que são estabelecidas as regras gerais que norteiam todo o processo. Tais regras, que devem ter a plasticidade exigida para cada caso, incluem limitar o número de sessões ou de semanas a serem realizadas, sendo considerados o limite de tempo, a freqüência das sessões, previsão de paralisações e retornos periódicos de reavaliação.
O número de sessões, deve ser calculado a partir da entrevista inicial com o cliente, em que se levará em conta a gravidade da queixa apresentada. Como um “número mágico” pode pensar em dez semanas como referência básica, aumentando ou diminuindo o número de sessões semanais (3, 2 ,1 ou, mesmo, nenhuma) de acordo com a evolução do processo. 0 principio que indica a delimitação precisa do número de semanas baseia-se na idéia de um "sistema fechado" que impede derivações de foco e alimenta uma ansiedade positiva (como uma "panela de pressão") que impulsiona o processo terapêutico em uma só direção, com a rapidez necessária para satisfazer as exigências sociais, econômicas e pessoais.
Como um exemplo, pode-se propor um "bloco" de, digamos, dez semanas de terapia, com uma freqüência variável de sessões semanais (de acordo com a ansiedade do paciente) e nas últimas serão discutidas as seguintes alternativas, de acordo com a evolução do processo:
a. Alta do paciente, propondo-se que sejam feitas reavaliações periódicas, com um intervalo de inicio mensal e, posteriormente, semestral até a alta definitiva.
b. Prolongamento da Psicoterapia Breve, com um recontrato para mais um bloco de sessões (que poderão até ter um número menor de semanas).
c. Indicação de um processo de psicoterapia prolongada. Todas estas informações devem ser fornecidas ao paciente, assim como as normas básicas do contrato terapêutico e, principalmente, a chamada "devolução de dados" em que lhe são transmitidas, com a suficiente clareza de linguagem, a compreensão de seu quadro atual (ainda que panorâmica e parcial).
Ressalta-se que se deve deixar bem esclarecido que ele foi entendido globalmente e que nos propomos a ajudá-lo a "sair desta"!

10- Esquema Técnico Específico: O esquema de trabalho será dividido didaticamente em três etapas, procurando-se ordenar o processo terapêutico, sem, no entanto, perdermos a noção de que tais etapas podem acontecer simultaneamente, sobrepondo-se umas às outras no desenrolar do processo. As três etapas, nomeadas pela sua característica principal, são as seguintes: acolhimento, resolução e (Re)projetação .

11- Acolhimento (o início do processo terapêutico) :Esta primeira etapa é de extrema importância, pois o êxito do processo terapêutico dependerá substancialmente do sucesso de sua concretização. Aqui deverá o terapeuta dirigir seus esforços no sentido de organizar uma estrutura de sustentação na qual o paciente se instalará, criando uma verdadeira "placenta terapêutica". Ainda com o objetivo didático, esta primeira etapa pode ser subdividida em duas fases, assim denominadas: vinculação e ansiolitica.
a) Fase de vinculação Pichon-Riviére, citado por Moffatt, diz da "necessidade do paciente, em estado de crise, de que alguém lhe segure o medo". Neder (1984) cita as experiências do psiquiatra norte-americano Eric Wright, que acompanhou pacientes em estado grave (de origem clinica ou acidental) no transporte de ambulância desde o local em que foi encontrado até o hospital. No trajeto, Wright mantinha-se próximo ao paciente e, segurando-lhe a mão, informava-lhe brandamente: "Você não está sozinho, não se preocupe, eu estou aqui com você. Está tudo sob controle; você já foi medicado e está tudo organizado. Não há com o que se preocupar. Descanse! ". Segundo o seu relato, isto era feito mesmo com o paciente inconsciente e os resultados revelaram uma diminuição no número de pacientes que faleciam antes de chegar ao hospital, mesmo tendo o mesmo nível de apoio clinico.
Portanto, já a partir da primeira sessão de Psicoterapia Breve, o terapeuta deve estabelecer uma comunicação com seu paciente em que se tenha em mente o processo da "confirmação da existência" da pessoa. Laing (1978), citando Buber e William James, faz a importantíssima afirmação: "O mais ligeiro sinal de reconhecimento do outro confirma pelo menos a presença da pessoa em seu mundo". 0 objetivo desta fase é, pois, despertar no cliente a sensação de que não está sozinho neste mundo e que será compreendido e ajudado exatamente no que precisa. Para tanto, é necessário que o terapeuta esteja familiarizado com os principais concertos da teoria da comunicação desenvolvidos por Watzlawicki, Beavin & Jackson (1973).
b) Fase ansiolítica: Esta é a fase em que será abordada a simultaneidade da ação músculo-emoção. Tal simultaneidade de ação parte de um principio fisiológico que coloca o animal em posição de "briga" ou de "fuga" frente a uma situação de perigo, mobilizando todo o seu esquema muscular. 0 relaxamento muscular pode ser considerado como a mais antiga técnica de acolhimento, pois é "nada mais, nada menos, do que o abraço e as caricias da mãe ante o pânico infantil, abraço que é simultaneamente contenção, encontro e relaxamento" (Moffatt, 1982).
É no jogo, no entanto, que encontramos a expressão psicodramática máxima. Monteiro (1979) diz que o jogo permite ao homem reencontrar sua liberdade, através não só de respostas a seus problemas, mas também na procura de formas novas para os novos desafios da vida, liberando sua espontaneidade criativa.
Bustos (1979) cita Moreno para dizer que "ele adorava o jogo, porque ai se encontra a liberdade". Nas psicoterapias de grupo, os mais variados jogos podem ser propostos, sempre tendo cm mente que, nesta situação especial, cm que o indivíduo não esta trabalhando diretamente o seu conflito, o nível de ansiedade se tornará cada vez menor, facilitando cm muito as demais etapas do tratamento.
Nas psicoterapias bipessoais, devem ser estimulados os jogos com objetos intermediários, como bonecos, fantoches, tintas, "jogos de armar", etc.

.- Resolução:Esta etapa é a "espinha dorsal" de todo o tratamento. Trata-se do momento em que se irá abordar dramaticamente o "foco" da situação critica apresentada pelo paciente. Deve, então, o terapeuta trabalhar mantendo um "foco" de ação, termo que se refere As dramatizações centrais que derivam diretamente da "queixa" do paciente. O paciente deve ser sempre encaminhado para este foco, desprezando-se possíveis derivações que eventualmente surjam durante a dramatização.
Aqui novamente é solicitada a experiência do terapeuta, pois de suas "hipóteses" dependerão a manutenção do "foco" em evidência. Na situação de crise, a pessoa não se apercebe da presença de barreiras secundárias (pertencentes ao seu mundo interno) que a limitam e se lança em campo em busca da resolução de sua meta, at6 a qual só vê um caminho, sem se dar conta destas barreiras que, obviamente, tornam árdua e desastrosa a caminhada, com evidente rebaixamento das funções egóicas. Portanto, o caminho para a meta é desviado pelas barreiras secundárias, levando o indivíduo a direções refratárias, chegando a distanciar-se tanto de sua meta que, por fim, se vê confuso, perdido e só, característico da crise.
Cabe ao processo de Psicoterapia Breve manter o indivíduo no caminho de sua meta, parando a cada barreira, tentando solucioná-la. Ou, se isto não for possível devido à sua amplitude e ramificação, deve-se ao menos contorná-la, sem perder o rumo da solução. Em termos de "operação dramática", isto eqüivale a realização de sucessivos "atos terapêuticos", em que cada obstáculo secundário é abordado isoladamente, tendo-se a obrigatoriedade de encerrar a sessão sempre retomando o rumo da resolução do foco primário.
- Reprogetação: Esta é a última e certamente a mais delicada etapa do processo de Psicoterapia Breve. Delicada sim, pois se as duas etapas propostas anteriormente exigiam experiência e talento do terapeuta, esta exige - além disto - sua capacidade télica. Aqui novamente é requerida a "capacidade empática" do terapeuta, pois é preciso "trocar de papel" com o cliente e, como no poema de Moreno, "vê-lo com seus próprios olhos", pois é nesta fase final do processo terapêutico que será elaborado e encaminhado um novo projeto de vida do paciente.
Massaro (1984), ao discutir o conceito de temporalidade em Berg-son diz: Para criar o futuro, é preciso que algo lhe seja preparado no presente, e como a preparação só pode ser feita utilizando-se o que já foi, a vida se empenha desde o começo em conservar o passado e antecipar o futuro; numa duração em que o presente, o passado e o futuro penetram um no outro e formam uma continuidade indivisa. Assim, esta etapa ocorre em um “continuum” com a anterior, pois o papel social potencialmente mobilizado na fase de Resolução será aqui solicitado a demonstrar seu desenvolvimento e "lapidado" em suas arestas. Isto significa que, na elaboração de um novo projeto, 6 fundamental a analise critica e o questionamento sucessivo, a fim de se assegurar da solidez das soluções propostas.
- Validade do Trabalho: Não nos cabe discutir neste trabalho a validade ou não da psicoterapia Breve, em seu sentido mais amplo. Isto porque as inúmeras publicações a respeito trazem informações irrefutáveis de sua utilização e eficácia a curto, médio e até longo prazos. Mesmo em relação às criticas de psicoterapeutas mais radicais e ortodoxos, nas quais se observa a preocupação enfática dada aos conteúdos mais profundos da personalidade, o trabalho - ainda que focal e de curta duração - responde com resultados que revelam alterações significativas no comportamento das pessoas que dele se serviram, desenvolvendo uma nova realidade existencial, com mais clareza e menos sofrimento. As teorias de comportamento e técnicas de psicoterapia que têm surgido nos últimos anos, cada uma dando ênfase a uma parte do psiquismo, a uma parte da pessoa, não se importam em ver a pessoa como um todo em um dado momento de sua vida, inserida em seu ambiente social e antropológico, em que novas regras e solicitações existem e são construídas a cada momento, tornando pelo menos desatualizadas certas posturas mais ortodoxas.
Ou seja, habituamo-nos a ver o Homem em "cortes longitudinais", esquecendo de vê-lo em sucessivos "cortes transversais" que compõem o seu cotidiano. Assim, como o próprio Moreno cita: "Deve haver uma seleção do veiculo e também do sistema de termos e interpretações que o paciente requer". Isto é, o "foco" da atuação terapêutica deve estar no paciente e não na teoria. E, pensando assim, vemos que há um enorme contingente de pessoas que sofrem de ansiedade pura ou somatizada, atingindo já níveis que se poderia considerar endêmicos em alguns centros como São Paulo.
E, paradoxalmente, nada ou muito pouco se faz por estas pessoas, devido a uma somatória interminável de fatores, em que pesam argumentos tanto do lado do paciente quando do agente terapêutico. Alega-se pouca verba para ampliação de instituições, ou porque se tem pouco profissional treinado na custosa área de Saúde Mental, ou porque nossos esquemas teóricos não são tão abrangentes como se supõe, ou ainda porque não se compreende a linguagem simples, concreta e superficial do homem comum.
Enfim, muitos são os motivos alegados para que não se realize um trabalho mais voltado para a necessidade emergente da população, restringindo-se o trabalho terapêutico a uma elite cada vez mais selecionada. A Psicoterapia Breve, assim como foi apresentada neste trabalho, é, no entanto, apenas mais um dos recursos do qual se pode valer uma instituição no sentido de ampliar seu campo de ação para a comunidade que dela se serve.
Em seu livro, Kesselman (1971) fala de "processos corretores de duração e objetivos limitados", desenvolvendo um amplo programa de saúde mental, incluindo o trabalho de vários profissionais na área de saúde, em que a Psicoterapia Breve ocupa apenas um dos níveis de atendimento, ao lado do social, familiar, ocupacional, etc.
Neste sentido é que se torna importante a elaboração de um plano de atendimento que beneficie a todos que dele se servem, como, por exemplo, no trabalho realizado por estagiários junto a departamentos de Psicoterapia, trabalho que teria, a meu ver, muito mais sentido (tanto no referente á própria aprendizagem quanto no assistencial) se fosse projetado com vistas aos objetivos e tempo limitados, porque na prática é assim que acontece.
Tendo-se sempre em mente a noção de foco, é perfeitamente possível realizar-se um trabalho de psicoterapia em que em cada "bloco" de atendimento seja abordado apenas um foco crítico apresentado pelo paciente.
Há, no entanto, que se ressaltar que a Psicoterapia Breve não um inovador instrumento milagroso que irá resolver todos os problemas apresentados por todos os pacientes. Para tanto, é preciso que se firme o trabalho terapêutico em uma indicação precisa em que, contrariando algumas das mais modernas tendências, é preciso partir-se de um diagnóstico previamente elaborado, antes de se indicar o tratamento adequado.
Com isto, será possível distinguir um grande contingente de pacientes que, apresentando quadros reativos ou mesmo neuróticos de origem recente, podem ter seu sofrimento aliviado em pouco tempo, não apenas pela eficácia do processo terapêutico, mas também pela eliminação da cansativa "fila de espera" para estes casos, possivelmente evitando-se, assim, a sua cronificação. Portanto, se bem orientada e indicada, a Psicoterapia Breve pode contribuir decisivamente para: a) Diminuição da ansiedade e conseqüente relaxamento de campo, permitindo a real avaliação dos obstáculos.
b) Identificação da noção de "campo de liberdade" e responsabilidade, desenvolvendo na pessoa a noção de que é livre dentro dos limites de seu campo de liberdade e impedindo que se esmague no centro dele, impotencializando sua ação.
c) Chamar a atenção da pessoa para a sua própria vida e o sentido dela, contribuindo para um enriquecimento pessoal, como o desenvolvimento de papéis até então desconhecidos ou pouco desenvolvidos.
d) Maior ajustamento nas relações interpessoais: trabalho em muito facilitado na psicoterapia de grupo, mas que também pode ser desenvolvido em trabalhos bipessoais na medida em que se dá noções de uma comunicação clara e sadia.
e) Avaliação das perspectives pessoais, com a reorganização de um plano de vida, em que se inclua suas percepções e reposicionamento durante o processo terapêutico.
Enfim, se não produz um ser humano novo, espontâneo e criativo, conhecedor intimo das profundezas de seu ser, a Psicoterapia Breve pelo menos se propõe a acompanhar este mesmo ser humano em um momento especial de sua vida, em que prevalecem a dor e o sofrimento, ajudando-o a encontrar a melhor maneira de enfrentar e vencer um obstáculo (real e/ou fantasioso) que se interpôs no caminho de uma meta de sua vida.
E, seja qual for o enfoque teórico dado ao procedimento técnico, todos aqueles que trabalham em saúde mental e, notadamente, em Psicoterapia Breve, têm muito clara a noção da necessidade de exercer esta profissão de ajuda com a dedicação que a situação exige.
- Tratamento com Psicoterapia Breve: Etapas iniciais de entrevistas, diagnóstico, contrato terapêutico e planejamento.· “Rapport” : proximidade afetiva entre paciente e o terapeuta (aliança terapêutica).
O terapeuta deve transmitir confiabilidade e interesse pelos problemas do paciente.· Manter equilíbrio entre gratificações e privações do paciente.
· Permitir gratificações moderadas de necessidades emocionais (ex.: responder perguntas).· Manter a posição frente-a-frente (usar a cadeira).
· Participar dando sugestões, em algumas ocasiões, nos problemas atuais do paciente.
· O terapeuta poderá buscar interpretar, lembrar causas, ajudando o paciente.

-Como Trabalha o Psicanalista: Tornar conhecido ao paciente aquilo que há de estranho dentro dele.
· Saber fazer com que o paciente abra um diálogo, falando seus problemas.
· Ser flexível, tolerante, empático, paciente buscando um “relacionamento amigável”.
· Buscar conhecer o paciente.

- Como Trabalha o Psicanalista Breve: Desencorajar a neurose de transferência e a regressão.· Buscar estimular um vínculo mais realista e definido.
· Manter uma proximidade mais afetiva do paciente.
· Fomentar uma rápida aliança terapêutica.
· Oferecer uma imagem confiável.
· Demonstrar interesse pelos problemas do paciente.
· Permitir certo grau de gratificações de necessidades emocionais, respondendo perguntas formuladas pelo paciente.
· Usar cadeira no lugar do divã.· Se posicionar frente-a-frente.
· Ter uma função mais ativa, na busca de resultados.
· Evitar o prolongamento excessivo do silêncio para evitar a ansiedade, regressão e perda de tempo.

- UMA SESSÃO DE PSICOTERAPIA ANALÍTICA: Já fez as entrevistas iniciais e contato verbal.· Recebe o paciente com cortesia.
· Permite ao paciente se adapte ao ambiente.
· Fala: “muito bem, agora podemos começar o tratamento”.
· O paciente e o terapeuta devem sentar em poltronas.
· O consultório deve possuir : mesa de centro, escrivaninha, armário com livros e um divã.
· O terapeuta deve fazer uma avaliação com relato resumido das sessões anteriores.
· O terapeuta deve oferecer o divã para o paciente deitar. Caso o paciente se recuse pode deixa-lo na posição ou lugar que lhe agradar.
· O terapeuta deve explicar que fará anotações.
· O paciente não deve esconder nada , relatando o que pensa, sem ordem, importância e não deve se preocupar com coisas lógicas.
· O terapeuta deve informar ao paciente que a hora da terapia deve ser utilizada da forma que ele quiser.
· O terapeuta pode relembrar fatos e solicitar pormenores ou permanecer calado enquanto o paciente fala.
· Após 3 meses deve ser realizado um balanço se a terapia deve continuar da mesma maneira.
· O paciente deve contar sonhos, o terapeuta deve escutar e comentar caso necessário.
· Os resultados são imprecisos ( a cura pode ou não acontecer).
: É o mesmo de uma sessão de psicoterapia analítica, observando as diferenças técnicas.
· Motivar a aliança terapêutica.· Participar ativamente e diretamente.
· Se posicionar frente-a-frente.· Usar cadeira no lugar do divã.
· Valorizar o foco conflitivo do paciente.
· Cumprir um planejamento prévio.
· Elaborar critérios de alta do paciente.
· Elaborar relatórios: anamnese, diagnósticos e evolução clínica.
· Dar a sua visão no início e no final do tratamento.

- Atendimento Grupal em Psicoterapia Breve Analítica:
Alcoólicos, Toxicômanos e Neuróticos Anônimos.
Pais de excepcionais e grupos de soropositivos de HIV.
· Grupos homogêneos (com as mesmas questões), em busca de apoio, consolo e alívio.
· A conivência com pessoas do grupo cria laços emocionais que contribuem para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.
· As pessoas aprendem a avaliar seus padrões de comportamento através da ajuda de seus pares, podendo experimentar mudanças internas e externas em suas relações.

· Abaixo seguem 10 fatores curativos propostos por Vera Lemgruber:
· Coesão grupal: atração do grupo para os seus membros e seus problemas que possibilita a ocorrência de fatores curativos.
· Instalação de esperança: acompanhamento da evolução de cada membro do grupo, crédito na própria dinâmica, no potencial de cada um e na existência de soluções viáveis para suas questões.
· Compartilhamento de informações: são as questões introduzidas pelos terapeutas ou pelos membros do grupo que depois de discutidas são incorporadas. As experiências novas, fruto dos debates, podem gerar a reestruturação de novas atitudes em alguns membros do grupo.
· Universalidade: cada membro do grupo constata que não está só, nem é o único a enfrentar tal problema.
· Altruísmo: oportunidade de ajudar o companheiro, sair de si mesmo para compreender o problema do outro e encontrar soluções, partilhando sua dúvidas e celebrando suas conquistas.
· Desenvolvimento de técnicas socializantes: atividade que se torna possível devido ao convívio do grupo, que pressiona a cada um a deixar-se ajudar a contribuir para a melhora dos outros, a reagir a provocações, a se defender, a se divertir, a reformular padrões de reação, a entrosar-se e a respeitar a si próprio e aos outros.
· Comportamento imitativo: utilizar como modelos às relações estabelecidas entre o terapeuta e o grupo, bem como dos membros do grupo entre si. É fundamental que as relações sejam de boa qualidade para que a imitação seja de efeito positivo.
· Ventilação e catarse: intercâmbio de sentimentos gerados por experiências compartilhadas, que por sua vez provocam a liberação de emoções que incomodam por seu acúmulo.
· Recapitulação corretiva do grupo familiar primário: repetir no grupo terapêutico o padrão relacional estabelecido com a família durante a infância.
Em cima deste modelo o paciente pautará o seu relacionamento com outros membros do grupo, substituindo pessoas significativas da sua vida.
Isto facilita a elaboração de conflitos reais ou imaginários que serão resolvidos através do “feedback” oferecido pelo grupo e pelas interpretações do terapeuta.
· Aprendizado Interpessoal: fato curativo que se sustenta na importância das relações interpessoais. Cada indivíduo cria no grupo o universo interpessoal que é adaptativo no sentido evolutivo e cultural.

- Tipos de Intervenção Verbal do Terapeuta:
Interrogar : pedir ao paciente, dados precisos, explorar em detalhe as suas respostas.· Proporcionar informações: o terapeuta é também um docente, dentro de uma perspectiva mais profunda e abrangente de certos fatos humanos, como por exemplo, na interpretação de um sonho.· Confirmar ou retificar os conceitos do paciente sobre a sua situação.
· Clarificar: reformular o relato do paciente de modo que certos conteúdos e revelações do mesmo adquiram maior relevo.
· Recapitular: resumir pontos essenciais sugeridos no processo exploratório de cada sessão e do conjunto do tratamento.
· Assimilar: relações entre dados, seqüências, constelações significativas, capacidades manifestas e latentes do paciente.
· Interpretar o significado dos comportamentos, motivações e finalidades latentes, em particular os conflitos.
· Sugerir atitudes e determinadas mudanças a título de experiência.
· Indicar: especificamente a realização de certos comportamentos com caráter de prescrição (intervenções diretas).
· Dar enquadramento à tarefa: local das sessões, duração e freqüência das sessões, ausências e honorários.
· Meta intervenções: comentar ou aclarar o significado de haver recorrido a qualquer das intervenções anteriores.
· Outras intervenções: anunciar interrupções, variações ocasionais nos horários, etc.

- Traços Gerais de Contribuições do Terapeuta em Psicoterapia Breve:
O terapeuta deve manter uma postura solene.
· O paciente deve ter uma sensação de conforto e segurança com o terapeuta e o ambiente.
· O terapeuta deve ser se manifestar empaticamente utilizando-se da linguagem (sim..., compreendo..., e então?...).
· O terapeuta deve transmitir “calor humano”, não ser indiferente, frio ou calculista com o paciente.

Fonte:
http://tecnicaspsicoterapeuticas.com.br/