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domingo, 28 de setembro de 2008

Birra e manha podem ser doença


Há algum tempo atrás a birra e a manha nas crianças explicavam todos os comportamentos das crianças e deviam ser corrigidos com broncas,castigos ou palmadas,sabe-se hoje que algumas crianças podem sofrer com vários problemas emocionais.
Estudos revelam que os transtornos ansiosos atingem entre 9% e 15% das crianças e adolescentes.Os mais comuns são o de ansiedade de separação( 4%), o de ansiedade geral (2,7% a 4,6%), e as chamadas fobias específicas(2,4% a 3,3%). Vamos explicar alguns desses transtornos.


*Transtorno de Ansiedade Generalizada:
As crianças com transtorno de ansiedade generalizada(TAG) têm medo excessivo e sentimentos de pânico exagerados e irracionais diante de várias situações.Estão sempre tensas e muito preocupadas que os outros têm sobre seu desempenho.Precisam exageradamente que as pessoas demonstrem confiança e as tranquilizem. Têm dificuldade para relaxar,reclamam de problemas físicos sem causa aparente e têm sintomas como palidez, suor excessivo, respiração acelerada, tensão muscular. Tendem a ser autoritárias quando querem que os outros a tranquilizem.
A criança pergunta o tempo todo se o que as pessoas dizem é verdade, se recusa a iniciar qualquer atividade nova, pede para alguém verificar a lição a cada trecho terminado,mostra-se muito aborrecida e angustiada com o que pensam os colegas de escola sobre ela.
Todo o tempo preocupa-se ora com uma coisa , ora com outra, causando tensão e irritação nas pessoas pelo absurdo da situação, sendo difícil acalmá-la.
O início deste transtorno costuma ser imperceptível e depois vai se agravando até se tornar incontrolável.
*Transtorno de ansiedade de separação:
Quando a criança ou adolescente reage de forma excessiva ao afastamento dos pais ou de quem toma conta dela, e essa reação perdura por pelo menos um mês causando sofrimento intenso e prejudicando suas atividades, é preciso verificar se ela não está sofrendo de transtorno de ansiedade de separação.
As crianças ou adolescentes com esse transtorno têm medo de que algum acontecimento ruim (acidente, sequestro, assalto, doença, etc...) os afaste definitivamente de seus cuidadores.
Por causa disso, demonstram apego excessivo, não permitindo o afastamento ou telefonando o tempo todo para saber se os pais estão bem. Em casa, querem companhia para dormir e resistem ao sono, que consideram uma separação sobre a qual não têm controle. Muitas vezes têm pesadelos sobre a perda dos pais e sofrem muito quando têm que ir para a escola,mesmo que gostem e estejam adaptadas ao ambiente escolar.
As reações diante do afastamento dos pais podem incluir dor abdominal e de cabeça, náusea e vômitos, além de palpitações, tontura e sensação de desmaio, nas crianças maiores, causando grande estresse pessoal e familiar. A criança sente-se humilhada e medrosa, tem sua auto- estima reduzida e pode chegar a ter problemas na vida adulta, principalmente Transtorno de Pânico.
*Fobias:
Fobias são medos excessivos e persistentes relacionados a determinados objetos ou situações específicos.
Diante da situação de que tem medo, a criança corre para perto dos pais ou de alguém que a faça se sentir protegida e tem reações de choro, desespero, imobilidade, ou agitação, ou até mesmo um ataque de pânico.
É comum e saudável que as crianças tenham medo de pequenos animais, injeção, escuridão, altura e barulhos altos.
Mas quando reagem de forma excessiva, sem controle, e essa reação é persistente e prejudica suas atividades, é preciso buscar tratamento.


Fobia Social:
Até os dois anos, o medo de estranhos é considerado natural. Mas depois dessa idade, se as crianças têm medo contínuo e intenso da avaliação de outras pessoas, ou se comportarem de maneira considerada humilhante ou vergonhosa ( todo mundo vai olhar para mim, e se eu fizer algo errado?) , podemos suspeitar de um transtorno conhecido como fobia social, expresso por choro,acessos de raiva, e recusa em se relacionar com pessoas que elas não conhecem.
Crianças com fobia social sofrem ao falar em sala de aula, comer na cantina com os colegas, ir a festas, usar banheiros públicos, falar com professores,e até conversar e brincar com outras crianças. Nessas situações, elas freqüentemente sentem palpitações, tremores, calafrios e calores súbitos, suor excessivo e naúsea.
É comum que também tenham depressão.


Ansiedade:
É um sentimento vago de medo, apreensão, uma tensão diante do perigo ou de algo desconhecido ou estranho.
Nas crianças, a ansiedade tanto pode ser transitória, como pode se agravar e exigir cuidados especiais.
Consideram- se patológicos a ansiedade e o medo que são:


# desproporcionais em reação à situação que incomoda;


# estranhos para a idade da criança


# prejudiciais para sua qualidade de vida, conforto emocional ou desempenho diário.


A ansiedade pode ser uma doença em si mesma, ou um sintoma de outros problemas emocionais como depressão, psicose, transtornos do desenvolvimento etc. Os especialistas afirmam que cerca de metade das crianças com transtorno de ansiedade têm também outro transtorno emocional.
Como quase todos os problemas emocionais, a ansiedade pode ser causada por vários fatores ligados à herança genética e as características do ambiente, cada um com o peso diferente para cada criança.Se não forem tratados os transtornos de ansiedade podem se tornar crônicos e, mesmo que às vezes pareçam melhorar, retornam em novas situações.
Quanto mais cedo os transtornos de ansiedade forem identificados e tratados, maiores as chances de evitar que eles tenham repercussão negativa na vida da criança, como baixo rendimento e evasão escolar, surgimento de doenças e de , possivelmente, problemas psiquiátricos na vida adulta.
O que fazer:
+ Observe atentamente o comportamento da criança, registrando com o máximo de detalhes as suas reações e relacionando as situações, procurando descobrir do que ela tem medo, com que intensidade, há quanto tempo, qual a situação que deu início a esse comportamento.
+ Procure saber dos professores como a criança se comporta na escola.
+Na dúvida, busque ajuda de um psicólogo.
+Participe do tratamento psicoterápico, cumprindo o que for combinado.
+Se os sintomas forem graves (o psicólogo saberá dizer), procure um psiquiatra porque pode ser necessário entrar com medicação.
+Pais, professores, terapeuta e médico, devem estar de acordo com relação aos objetivos e métodos do tratamento.
+Se a criança parou de ir à escola, é preciso que ela retorne o mais rápido possível, de forma gradual e respeitando as suas limitações e o seu sofrimento.
+A família precisa ser consciente do problema e do tratamento proposto, para que todos incentivem a criança a recuperar sua autonomia, da maneira combinada.
+Compreenda, abrace, beije, converse, mas não deixe de impor, com firmeza, disciplina e amor, os limites necessários à formação da criança.


O que não fazer:
- "Diagnosticar" o problema sem uma análise criteriosa: " é birra", " umas palmadas vão dar jeito" etc.
- Expor a criança às situações das quais tem medo sem orientação profissional, ou pior, usando de violência ou sarcasmo.
- Desqualificar a criança, fazendo com que ela se sinta inferior.
- Demonstrar irritação, impaciência.
- Deixar de buscar ajuda profissional até que o problema fique tão grave que afete o equilíbrio emocional de que cuida a criança, causando ainda mais danos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tensão e Estresse causam Bruxismo


Apertar e ranger os dentes quando não está mastigando é uma disfunção que atinge, em média, 15% da população.São muitos os fatores, físicos e emocionais,inclusive genéticos,que levam a pessoa a apertar inconscientemente os dentes de forma sistemática e constante.Em geral esse hábito começa durante o sono (bruxismo),podendo estender-se também ao período em que a pessoa está acordada(briquismo).
O bruxismo e o briquismo estão relacionados ao estresse em 100% dos casos.Segundo os dentistas,todos os pacientes com sintomas de bruxismo têm a tensão emocional aumentada. Stress,depressão,uso de drogas,ansiedade,medo e expectativas incertas sobre o futuro,por exemplo, são fatores que podem desencadear o problema.Um alinhamento incorreto dos dentes e o consequente fechamento inadequado da boca também estão presentes na maior parte dos casos,mas dificilmente são suficientes para causar o aperto constante dos dentes.
A pessoa aperta os dentes numa tentativa inconsciente do organismo de livrar-se da tensão emocional e, ao fazê-lo, o corpo "percebe" que os dentes não estão alinhados adequadamente, esforçando-se por cumprir a "ordem" de cerrar os dentes.Está delineada a situação que pode acabar causando sérios problemas físicos e emocionais.
Dores de cabeça crônicas são o sintoma mais comum,elas surgem como consequência da contração excessiva dos músculos da mastigação,podendo atingir o rosto,pescoço,ouvidos e até ombros.O período crítico de dor ocorre pela manhã (se há predomínio do bruxismo) ou à tarde (se a pessoa desenvolveu briquismo).
Outro problema decorrente do ranger de dentes são disfunções na articulação da mandíbula, que , além de doer,pode estalar,travar,restringir a abertura da boca e até desviar-se para o lado no ato de abrir ou fechar a boca.Também são frequentes a dor e o desgaste dos dentes.A dor é maior pela manhã e o desgaste pode chegar à gengiva.Em dentes mais frágeis,que têm ou tiveram cáries, o ranger pode provocar a quebra.Se o problema não é tratado e a gengiva inflama,pode ocorrer uma perda do suporte ósseo dos dentes, que se tornam móveis.
A qualidade do sono também é seriamente prejudicada, o que causa cansaço constante,agrava a tensão emocional e, consequentemente,o bruxismo ou briquismo.
É muito comum que as crianças desenvolvam o hábito do bruxismo em razão das alterações no alinhamento dos dentes causadas pela troca dos dentes-de-leite pelos definitivos.
Cerca de 15% delas apresentam a disfunção.Nesse caso o bruxismo tende a desaparecer normalmente com o tempo.O uso de uma placa para dormir moldada pelo dentista pode minimizar a disfunção ou mesmo resolver o problema.
Em geral, no início a pessoa não percebe que tem bruxismo e/ou brinquismo.Só quando a disfunção se instala e se agrava ou quando alguém,em geral marido ou esposa,percebe o ruído,é que ela toma consciência do problema.A falta de informação pode ainda levar a pessoa a demorar para procurar ajuda, o que agrava em muito as consequências.
O diagnóstico geralmente é feito depois que surgem algumas dessas complicações.
O dentista então deve fazer uma verificação completa na boca e propor um plano de ação para eliminar as causas da mordida imperfeita.Pode ser necessário,inclusive,usar um aparelho ortodôntico para criar ou restaurar o alinhamento dos dentes.
O bruxismo ou briquismo são um "termômetro psicológico" instalado na boca.Para eliminar essas disfunções,é necessário identificar as causas da tensão e , na medida do possível,reduzi-la ou eliminá-la.
A dica é:
-Pratique esportes
-Faça ioga e exercícios de relaxamento
-Busque tratamento para os distúrbios psiquiátricos causadores desses transtornos, como depressão e ansiedade.
-Faça psicoterapia.
-Feche bem a boca.
-Use placas de acrílico moldadas pelo dentista, caso necessite.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Evolução do Pensamento Infantil entre 0 e 7 anos


*Egocentrismo: É uma centração da criança sobre si mesma, registrado no início da vida,quando a criança é auxiliada em tudo,é inconsciente dos 2 aos 4 anos, e torna-se visível dos 4 aos 7 anos.
Nesse estágio a criança quer todos os brinquedos para si, ser a primeira em tudo, ser o centro das atenções.É superado à medida que a criança toma consciência da realidade e começa a pensar no outro, a partir dos 7 anos,quando se torna capaz de iniciar a descentralização de seu mundo,se for bem orientada,aos 11 anos supera seu egocentrismo.
*Indiferenciação:É a ausência de percepção para o valor de si próprio,dos outros e das coisas, apresenta-se de forma primitiva e radical dos 2 aos 4 anos,revela-se fortemente na fase de 4 a 5 anos, e atenua-se entre os 6 e 7 anos.Nessa fase a criança não percebe como pode agir sobre as coisas,ela não tem uma idéia exata de como as coisas agem umas sobre as outras, não consegue diferenciar as coisas de seu significado.
Somente a partir dos 7 anos a criança torna-se capaz de iniciar o processo de libertação de seu indiferentismo, se for bem orientada,ela supera essa característica à medida que descobre a realidade.
*Animismo:É a atribuição de vida e consciência a todas as coisas que a rodeiam,ocorre pela não distinção entre o eu e o mundo exterior.A criança supõe que seus brinquedos são vivos,que os animais entendem sua fala,que as plantas choram,etc...
É por volta dos 7 anos,à medida que vai descobrindo a realidade que o animismo é superado.
*Artificialismo:É a colocação de um agente fabricador na origem das coisas.A criança considera os homens responsáveis pela existência de todos os objetos que ela observa no mundo exterior,acredita que os homens fazem com que as coisas apareçam e que essas coisas são mais ou menos vivas e conscientes.Vai diminuindo a partir dos 7 anos também.
*Finalismo:Surgem em crianças de 4 aos 7 anos.É o interesse acentuado no para que serve as coisas e as pessoas, em detrimento de como elas são ou funcionam.A criança age com a finalidade de agradar ou desagradar, obedecer ou desobedecer seus companheiros ou rivais,ela brinca,constrói,observa os adultos realizarem operações técnicas,mas não capta o mecanismo utilizado.
Tende a desaparecer a partir dos 7 anos.
*Imitação:É a forma natural com que a criança constrói seu pensamento e origina suas ações,a linguagem da imitação através de gestos é dominante até os 7 anos.


A criança gosta de imitar mesmo o que não entende,sua ação sempre tem origem na ação do adulto,através da imitação, a criança revela seu meio familiar, os colegas e os adultos que a cercam.A partir dos 7 anos, fase em que o pensamento da criança evolui e sua capacidade de imitação começa a se tornar consciente, a mesma tende a superá-la.



*Afetividade Autocentrada:É a capacidade de experimentar emoções e sentimentos,centrada em si mesma.Na criança de 0 a 2 anos, necessita de muito afeto embora quase não demonstre,de 2 a 4 anos ela precisa de bastante carinho, principalmente dos pais,por ser egocêntrica,quer todo carinho para si.Já dos 4 aos 7 anos,revela grande necessidade de ser amada,através de gestos de carinho dos pais,a criança confia inteiramente que eles a amam.Caso semelhante se dá com os professores ou outras pessoas que se dedicam a ela.É superada a partir dos 7 anos quando a criança começa descobrir o seu valor e o do outro e a afetividade vai se tornando menos egocêntrica.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

TDAH - Transtorno do Deficit de Atenção


Transcrevo fragmentos da palestra que ministrei no Colégio Anglo, acreditando que a hiperatidade é um assunto pouco discutido mas muito importante para pais e professores que lidam constantemente com crianças que apresentam esse tipo de transtorno.
O TDAH é um distúrbio neurobiológico que se caracteriza pela alteração da atenção,impulsividade e hiperatividade,tem início na infância e atinge entre 3 à 6 % de todas as crianças em idade escolar.
Os principais sintomas são: dificuldade de manter atenção ou focalizar numa tarefa por muito tempo, extrema agitação e impulsividade.
Pesquisas revelam diferenças significativas na estrutura e funcionamento do cerébro dos portadores de TDAH, principalmente no hemisfério direito do cérebro, no córtex pré-frontal.Embora se fale que ahá maior probabilidade em crianças com mães que abusaram de fumo e álcool na gravidez, está claro que o fator mais importante é a hereditariedade.
Esse transtorno atinge todos os aspectos da vida de uma pessoa:
* Pessoal:Sentimentos de frustração e baixa auto-estima, em função das dificuldades encontradas para desempenhar corretamente as mais diversas atividades.

* Escolar: Dificuldade de aprendizagem, levando a baixo rendimento escolar, repetencia e consequentemente abandono nos estudos.

* Social:Problemas de relacionamento, devido a falta de atenção nas pequenas coisas, falta de "tato", sempre falando muito ou se metendo e interrompendo, incapacidade de acompanhar a dos grupos.

*Profissional:Afalta de organização, a dificuldade de manter o nível de atenção e a persistencia no trabalho, a inquietação e a busca de estímulos variados fazem com que adultos não consigam alcançar boa posição profissional.

O TDAH não desaparece com a idade, há apenas uma modificação na sintomatologia, por exemplo, a hiperatividade tão explícita na criança, aparece no adulto como forma de inquietação interna, um desejo constante de mudanças ou de estímulos cada vez maiores.
Para o tratamento é necessário um procedimento multidisciplinar onde envolva profissionais da área de saúde, pais e educadores.
O aluno com TDAH é criativo, inteligente, multitalentoso, e deseja agradar os adultos que os rodeiam mas é resistente a mudança de ambiente, é pouco tolerante a atividades repetitivas e longas, quando necessita de medicação ara conter o estado de ansiedade, geralmente é ministrado fluoxetina,que inibe a serotonina.
O importante, é não estigmatizar a criança, com adjetivos que não se aplicam ao transtorno, como por exemplo: doença mental, loucura, falta de inteligência, defeito de caráter, preguiça e falta de vontade.
O importante é está pronto a acolher a criança, ouvir o que ela tem a dizer sobre seu comportamento e intolerância para às atividades, ouvir a versão dela quando agride um coleguinha ou faz bagunça na sala.
Conversar com os pais, procurar ajuda psicológica, trazer novos estímulos que prendam sua atenção na sala de aula, como por exemplo: colocar a criança para colaborar com a professora na hora da leitura, mostrando as figuras para a classe, etc...
Mostrar para a criança que ela pode desenvolver métodos que facilitem seus estudos , como por exemplo, se esquece de fazer as tarefas escolares de casa, usar uma agenda onde anote tudo que precisa ser feito, e aprender a consultá-la todos os dias quando voltar da escola, pois aí lembrará das tarefas à fazer.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Orfãos Geriatras: o que sentimentos de depressão e solidão podem ocasionar nos idosos.


Assistimos a um progressivo envelhecimento da população, fruto do constante
progresso das ciências em geral e da medicina em particular (principalmente no campo da prevenção), bem como das condições de vida.
Enquanto a Organização Mundial de Saúde há anos se propunha como objetivo aumentar a esperança média de vida, hoje considera como desafio uma melhor qualidade de vida que passa por manter os idosos ativos, preenchendo a sua necessidade existencial(sentido para a vida).
A solidão é completamente contrária ao conceito do "humano". No entanto, a solidão e o abandono entre pessoas idosas são mais comuns do que se pensa, operando no conceito capitalista da sociedade, "o que não serve deixa-se fora".
Da mesma forma, as mudanças físicas e o seu quadro familiar levam-nos a sofrer das maiores depressões e a ser um grupo humano com elevadas taxas de suicídio (Ministério da Saúde, 2004).
Envelhecer é uma parte importante de todas as sociedades humanas, pois reflete não só mudanças biológicas, mas também sociais e culturais, por isso, urge estudar melhor esta idade para melhor a compreender e dar resposta às suas necessidades .
Relativamente aos sentimentos de solidão, confirmou-se, através de pesquisas, a existência de diferenças significativas em termos estatísticos para: estado civil , sendo que os solteiros e divorciados assumem níveis mais elevados de solidão do que os casados; ao nível da percepção pessoal de preocupação familiar e dos amigos bem como na recepção de visitas dos amigos, os idosos que têm menos contato e percepção de preocupação dos amigos e familiares, apresentam mais sentimentos de solidão.
No que concerne aos níveis de depressão, observam-se diferenças estatisticamente significativas: na ocupação de tempos-livres “leitura”: quem ler apresenta níveis inferiores de depressão relativamente aqueles que não lêem.
Os idosos que se preocupam com seus amigos apresentam menores índices de depressão.
A maioria dos idosos resiste à ideia de deixar a sua casa, mesmo face a uma realidade de declínio físico e incapacidade para viver de forma independente, sendo sentida como uma perda de identidade, é o seu espaço que fica para trás .
Quando se avalia os sentimentos de solidão experiênciados pelos idosos institucionalizados em relação com os dos idosos não institucionalizados constata- se que os valores encontrados permitem inferir que os sentimentos de solidão variam significativamente em função do contexto habitacional do idoso; foram os idosos que viviam em Instituições que apresentaram mais sentimentos de solidão.
Os idosos parecem “suportar” melhor as condições de vida próprias do envelhecimento quando têm junto de si pessoas afetivamente significativas.
No entanto muitas vezes são deixados ao isolamento, quer por familiares, quer por amigos e isso reflete nos seus elevados sentimentos de solidão.
Nos idosos os distúrbios psíquicos de maior incidência são as síndromes depressiva e demencial.

 Comparando níveis de depressão de idosos institucionalizados relativamente com os não institucionalizados, observa-se que a depressão varia em função do contexto habitacional do idoso. Foram os idosos que vivem em Instituições quem apresentou níveis de depressão superiores.
O estado civil sugere que a pessoa partilha, ou não, a sua vida com um companheiro,pois, as pessoas que mantêm intimidade com um “confidente” serão,em regra, capazes de suportar melhor as privações a que estão sujeitas, durante o envelhecimento. Ao nível do estado civil, os idosos solteiros e divorciados apresentaram mais sentimentos de solidão.
As perdas suscitam nas pessoas idosas depressão,ansiedade, reações psicossomáticas, afastamento e descompromisso. 
O fato de se viver sozinho aumenta a prevalência de solidão na população idosa .
Para alguns dos autores, a perda do cônjuge, de um amigo, familiar ou colega, pode provocar ansiedade na medida em que o idoso pode prever que a sua morte também se avizinha.
Os idosos que viviam sozinhos apresentam mais sentimentos de solidão do que aqueles que vivem acompanhados. Tanto o estado civil como a companhia com quem vivem os idosos pareceu mostrar-se muito importantes na definição de quadros de isolamento social e solidão.
Quando envelhecemos, perdemos parte do fulgor corporal e dominam as queixas dolorosas. No que diz respeito aos sentimentos de solidão em concreto, A perda de familiares ou do seu afeto proporciona maiores níveis de isolamento e solidão.
Para além da família, também os amigos proporcionam um elevado conforto social. A escolha dos amigos, a integração numa rede de apoio e a socialização são medidas válidas para controlar o ambiente e manter um ótimo estado de saúde.
Os amigos estimulam os idosos a tomarem conta da sua saúde, atenuando sentimentos de depressão e ansiedade nos momentos difíceis. 
Idosos que referem mais contato com amigos apresentaram menos sentimentos de solidão. Com relação aos elos de amizade, a situação é diferente da familiar: tanto a percepção de preocupação por parte dos amigos, como o próprio contato com eles, através de visitas influenciam substancialmente os sentimentos de solidão dos idosos. Os amigos parecem assumir uma cumplicidade geracional (em termos de código de valores, dificuldades, receios e dúvidas) além de proporcionar uma sensação de juventude e independência da família tradicionalmente cuidadora.
A solidão nos idosos demonstra atitudes sociais diante da morte e do morrer, pelo que ter muitos amigos funcionaria como um escape ao pensamento na morte. Uma discussão mais aberta e clara sobre a morte, para a sua desmistificação seria a melhor atitude do que o ocultamento e o silêncio em torno do tema. Por outro lado, o grupo de amigos é escolhido por cada um de nós e a família é-nos atribuída podendo, ou não, corresponder às nossas expectativas e carências.
O processo de envelhecimento é usualmente caracterizado em termos do estreitamento do círculo de relações significativas, o que faz com que os idosos tenham cerca de metade das relações que tinham no início da vida adulta. A depressão nos idosos também varia em função da percepção de preocupação dos amigos, os idosos que apresentam uma percepção de maior preocupação dos amigos, os que apresentam menos depressão.
A auto-suficiência no cuidado de si próprio e em atividades afins, executadas no contexto do domicílio, a outras que impliquem deslocação (com ou sem transportes) é muito importante para o idoso. Só a atividade física e mental pode combater o acelerar do processo de senescência do idoso.
Estudos mostram que à medida que as pessoas envelhecem tendem a perder hábitos de leitura ou a lerem fundamentalmente artigos pouco exigentes a nível intelectual. A mesma autora refere que no envelhecimento ativo existem três áreas a ter em consideração: a biológica, intelectual e emocional e que ao nível emocional, a motivação assume uma preponderância extrema.
Por sua vez, por detrás dos problemas de motivação estão muitas vezes problemas emocionais do tipo depressivo ou ansioso.
A depressão gera sérias dificuldades para manter a motivação, e a ansiedade leva à fuga e ao desinteresse precipitado.
Dentre uma lista de ocupações de tempos livres, a leitura apresenta-se como um bom passatempo, os idosos que liam mais apresentam menos depressão. É importante motivar os nossos idosos a ler e a estimular as suas capacidades cognitivas, com o ganho de poderem diminuir sentimentos depressivos.Não obstante, a depressão geriátrica é pouco reconhecida.
Ocorre frequentemente na presença de condições médicas gerais ou doenças neurológicas, cujas manifestações são similares a sintomas depressivos (por exemplo, falta de energia, fadiga, cansaço, diminuição da libido).
Os idosos ainda obscurecem o diagnóstico quando não evidenciam o sintoma de humor deprimido ou tristeza e enfatizam irritabilidade, ansiedade, dificuldades cognitivas e sintomas somáticos.
O diagnóstico diferencial envolve as perturbações do humor, a reação
de ajustamento com humor depressivo e o luto. Pelo que antecedentes familiares ou pessoais de depressão devem ser sintomas ou manifestações a que devemos estar atentos.
Quando nos referimos à existência de sintomas depressivos anteriores aos 65 anos, algumas pesquisas registraram diferenças estatisticamente significativas na sintomatologia depressiva após esta idade.
Os idosos com histórico depressivo anterior aos 65 anos podem apresentar maior propensão a contrair sintomatologia depressiva na terceira idade, o que é reconhecido como um fator de risco para depressões reincidentes.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sobre limites em nossas vidas


Estou clinicando, e tanto no consultório como no posto de saúde, atendo muitas pessoas com uma queixa, um problema em suas vidas: o Limite.
São casos tão interessantes que resolvi falar de limite nesta semana. Casos em que a mãe queixa-se que só falta apanhar do filho em casa, que não sabe mais o que fazer, pois a criança(que as vezes nem é tão criança assim), faz o que tem vontade e não obedece a ninguém, se transformando em um tirano no lar.
Mulheres que não conseguem dizer não aos seus maridos, e devido a essa conduta, cedem o que podem e o que não podem.
O que precisamos para dar limites a pessoas, para dizer não de vez em quando, o que falta?
O limite é a forma que temos para que não sejamos invadidos pelo outro, aceitarmos o que na verdade não queríamos, fazer o que não desejamos.
É abolir a vontade própria, é anular-se em benefício do outro que na maioria das vezes nem é tão solícito assim.
E o que fazer, onde encontrar dentro de nós essa capacidade de nos preservarmos e sermos donos de nossa vontade, é difícil, existe o medo de fazer o outro se aborrecer e não mais sentir afeto por nós, então temos apenas que ceder, mas na verdade, quando nos colocamos, mostramos um afeto principal, o afeto por nós mesmos.
Quando se trata de filhos, percebo uma grande dificuldade dos pais em dizerem não, a criança se transforma no dono da casa, come se quiser e o que quer, não faz as tarefas escolares, é alvo de reclamações na escola, e os pais levam ao consultório apavorados, sem saber como agir e quando falamos do limite, é como se soltássemos uma bomba, eles olham para os filhos e dizem: "Tá vendo o que a doutora está dizendo, é para você me obedecer". E aí, muitas vezes é tarde demais, os pais procuram a escola para dar educação doméstica, e o psicólogo para dar a noção de algumas regras básicas para uma convivência saudável entre pais e filhos.
Sentem-se culpados com alguns "nãos", que devem fazer parte da educação, e depois dessa omissão descobrem, após algum tempo que é tarde demais para impor o respeito necessário.
Quanto as esposas, namoradas, o limite ao companheiro parece ser uma missão impossível, elas cedem todo o tempo e chegam ao consultório, chorosas, acreditando que só há duas saídas , ou continuam se omitindo e sofrendo , pois não tem vida própria, ou se separam. Muitas vezes a solução não é tão drástica assim, basta a coragem de ter uma conversa franca com o companheiro, que muitas vezes nem sabe o quanto a companheira sofre, e colocar alguns pontos que apesar de óbvios, não são discutidos, como por exemplo, a questão da atividade sexual do casal, como a maioria tem vergonha de tocar nesse assunto,ele passa batido, corroendo o coração das esposas e amantes. Outro ponto é a criação dos filhos, a mulher dar uma orientação ao filho e o pai outra, desautorizando a genitora.E por aí vai...
Limite é importante, pois se não verbalizarmos o que queremos, o que sentirmos, ou mesmo estando óbvio, o outro não percebe (ou faz e conta que não percebe), ninguém vai nos ouvir, e principalmente nos respeitar. E somos dignos de respeito em qualquer lugar, em casa, no trabalho,com os amigos, em muitas ocasiões precisamos nos impor ao outro de forma a fazer nossos direitos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sindrome do Pânico, sintomas e tratamento


Tenho me deparado com situações que me fizeram pesquisar sobre a síndrome do pânico, percebo que é mais comum do que pensei e por isso resolvi escrever sobre ela.
Quais os sintomas físicos de uma crise de pânico?
Os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar de existir, mas fica difícil de se perceber). Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo, incluindo os órgãos sexuais.
Eles podem incluir :
+ Contração / tensão muscular, rijeza
+ Palpitações (o coração dispara)
+ Tontura, atordoamento, náusea
+ Dificuldade de respirar (boca seca)
+ Calafrios ou ondas de calor, sudorese
+ Sensação de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade
+ Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes aacontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento
+ Confusão, pensamento rápido
+ Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso
+ Medo de morrer
+ Vertigens ou sensação de debilidade

Uma crise de pânico dura vários minutos e é uma das situações mais angustiantes que podem ocorrer a alguém. A maioria das pessoas que tem uma crise terá outras (se não tratar). Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico.


O que é o transtorno do pânico?
Transtorno do pânico é um problema sério de saúde. Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes.
Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja lotada ou dentro de um elevador - a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las.
Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa com o transtorno do pânico pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo pôr o pé fora de casa.
Neste estágio, diz-se que a pessoa tem transtorno do pânico com agorafobia. Desta forma, o distúrbio do pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana de uma pessoa como outras doenças mais graves - a menos que ela receba tratamento eficaz e seja compreendida pelos demais.

O que causa o transtorno do pânico? Por que ele ocorre?
De acordo com uma das teorias, o sistema de "alerta" normal do organismo - o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça - tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente.
Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno.
Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.
O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso).
Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc).
Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe.
É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas.
No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.
O transtorno do pânico é um problema sério?
O T.P. já é considerado um problema sério de saúde. Atualmente 2 a 4% da população mundial sofre deste mal, que acomete mais mulheres do que homens em uma proporção de 3 para 1.
Há muito que o T.P. deixou de ser um diagnóstico de exclusão. Hoje, mais do que nunca, há necessidade de um diagnóstico de certeza para tal entidade clínica.
As pessoas que sofrem deste mal costumam fazer uma verdadeira "via-crucis" a diversos especialistas médicos, e após uma quantidade exagerada de exames complementares recebem, muitas vezes, o patético diagnóstico do "nada", o que aumenta sua insegurança e seu desespero.
Por vezes esta situação dramática é reduzida a termos evasivos como: estafa, nervosismo, stress, fraqueza emocional ou problema de cabeça. Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato e de que não existe tratamento para tal patologia.
O T.P. é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado com tratamentos específicos. Por causa dos seus sintomas desagradáveis, ele pode ser confundido com uma doença cardíaca ou outra doença grave.
Frequentemente as pessoas procuram um pronto-socorro quando têm a crise de pânico e podem passar desnecessariamente por extensos exames médicos para excluir outras doenças.
Os médicos em geral tentam confortar o paciente em crise de pânico, fazendo-o entender que não está em perigo. Mas estas tentativas podem às vezes piorar as dificuldades do paciente: se o médico usar expressões como "não é nada grave", "é um problema de cabeça" ou "não há nada para se preocupar", isto pode produzir uma impressão incorreta de que não há problema real e de que não existe tratamento ou de que este não é necessário, conforme já comentado.

Qual é a população atingida?
As pessoas que tem o T.P., em sua maioria, são pessoas jovens (faixa etária de 21 a 40 anos), que encontram-se na plenitude de suas vidas profissionais.
O perfil da personalidade das pessoas que sofrem do T.P., costuma apresentar aspectos em comum: geralmente são pessoas extremamente produtivas à nível profissional, costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres, são bastantes exigentes consigo mesmos, não convivem bem com erros ou imprevistos, têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas cotidianos, alto nível de criatividade, perfecionismo, excessiva necessidade de estar no controle e de aprovação, auto-expectativas extremamente altas, pensamento rígido, competente e confiável, repressão de alguns ou todos os sentimentos negativos (os mais comuns são, o orgulho e a irritação), tendência a ignorar as necessidades físicas do corpo, entre outras.
Essa forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações de stress acentuado, fato este que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro desencadeando assim um desequilíbrio bioquímico e consequentemente o aparecimento do T.P.
Vale ressaltar ainda que alguns medicamentos como anfetaminas (usados em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack, ecstasy, etc), podem aumentar a atividade e o medo promovendo alterações químicas que podem levar ao T.P.


Existe tratamento para este problema?
Existe uma variedade de tratamentos para o T.P.. O mais importante neste aspecto é que se introduza um tratamento que vise restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral numa primeira etapa. Isto pode ser feito através de medicamentos seguros e que não produzam risco de dependência física dos pacientes.

Numa segunda etapa prepara-se o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e as adversidades vitais de uma maneira menos estressante. Em última análise, trata-se de estabelecer junto com o paciente uma nova forma de viver onde se priorize a busca de uma harmonia e equilíbrio pessoal. Uma abordagem psicoterápica específica deverá ser realizada com esse objetivo.
O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao engajamento do paciente com o mesmo. É importante que a pessoa que sofre de T.P. entenda todas as peculiaridades que envolvem este mal e que queira fazer uma boa "aliança terapêutica" com seu médico no sentido de juntos superarem todas as adversidades que poderão surgir na busca do seu equilíbrio pessoal.
Para as pessoas que não tem, e para as que possam vir a conviver com o problema:
O T.P. não é loucura, nem "frescura". Infelizmente é comum que os distúrbios psíquicos sejam interpretados como simples fraqueza de caráter.
O melhor jeito para conviver com uma pessoa que passou pelo T.P., É compreender pelo que a pessoa passa; fazendo com que essa pessoa saiba que você entende o que se passa com ela, isso irá tranquilizá-la, trazendo bem-estar, pois é bem difícil se ter um "ataque", perante uma pessoa ou ambiente que conheça o problema, junto com um "tratamento", preferencialmente, tratado por um psiquiatra.
Pois os que sofrem com o transtorno do pânico são ótimas companhias, devido a sua sensibilidade apurada, pois uma experiência ruim algumas vezes frutifica em crescimento interior. E sempre mantenha essa pessoa normalmente convivendo com suas atividades, percebendo as suas limitações e não "forçando nenhuma barra". Aos poucos a vida volta a normalidade.
O Transtorno do Pânico é comum, pode ser claramente definido, diagnosticado e tratado;
O conhecimento obtido através da pesquisa está resultando num aperfeiçoamento da diagnose,tratamento e qualidade de vida das pessoas que sofrem do distúrbio do pânico;
Preparação profissional: Com o aumento da informação, tornando as pessoas cientes do distúrbio, assim médicos e profissionais de saúde mental, devem se preparar para o diagnosticar e/ou tratar do distúrbio do pânico.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dicas para Conciliar Trabalho com Estudo

  • Prestar o máximo de atenção nas aulas dos cursos preparatórios - elas devem ser encaradas como uma oportunidade diária de estudo.
  • O candidato deve estudar todos os dias da semana caso o concurso esteja previsto para ocorrer dentro de um a três meses.
  • Se o concurso ocorrer de quatro meses em diante, o candidato deve reservar um dia da semana para descansar e fazer o que gosta.
  • Estudar uma matéria diferente a cada vinte minutos, o que torna mais fácil encaixar os intervalos para almoço e jantar.
  • Se o tempo de estudo for de três a quatro horas por dia, o ideal é fazer uma pausa a cada 50 minutos por 10 minutos.
  • Ir para bibliotecas públicas ou salas de estudo dos próprios cursinhos preparatórios para ter maior concentração.
  • Revisar no estudo um dia para matérias e o outro para as provas antigas para ver como está o desempenho.
  • Priorizar as matérias específicas para o cargo pretendido que geralmente são as que exigem maior tempo de aprendizado.
  • Fazer um quadro com toda programação, incluindo higiene, horário de refeição, até trabalho para encaixar no período de estudo.
  • Compartilhar métodos de estudo com pessoas de mesmo interesse, através de sites de relacionamento.
  • Pesquisar na Internet sites especializados em concursos,que forneçam desde informações sobre exames até material de estudo e correção de exercícios.
  • Manter contato com pessoas que estejam estudando para o mesmo concurso que voce para compartilhar informações.
  • Procurar reportagens e artigos publicados sobre assuntos relacionados ao tema do concurso.
  • Prestar vários concursos faz com que o candidato perceba a forma como as organizadoras elabora as perguntas o que facilita o nível de compreensão.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Elabore um bom curriculo e carta de apresentação! As chances aumentam para quem é objetivo

Confira algumas dicas de especialistas para seu currículo:
Apresente o objetivo profissional da forma mais sucinta possível, mostrando que você é um profissional determinado. Nunca omita o objetivo ou deixe-o amplo, contendo diversos cargos e áreas de atuação.
Na parte destinada à experiência profissional, ressalte os resultados alcançados ao longo da sua carreira, descrevendo o quanto contribuiu em cada empresa, e, se possível, citando resultados quantitativos.
Ao descrever suas atribuições, seja honesto, valorize suas experiências e habilidades, mas nunca minta ao selecionador.
No momento de citar os cursos realizados, mencione apenas aqueles que estejam relacionados ao seu objetivo profissional.


Confira algumas dicas de nossos especialistas para a sua carta de apresentação:
1 - Seja sucinto e evidencie seus pontos positivos.2 - Deixe clara a posição em que deseja atuar.3 - Ressalte suas habilidades na área em questão.4 - Destaque os aspectos mais relevantes da sua carreira, como ter trabalhado em empresas expressivas ou ter se formado em universidades de primeira linha.5 - Venda suas atribuições, mas não cite características pessoais, pois são muito subjetivas.6 - Apresente uma redação impecável, com coerência de idéias e sem erros de português.