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sábado, 19 de março de 2011

Hiperatividade em Crianças


É o problema de saúde mental mais frequente em crianças, estima-se que de 3% a 5% das crianças em idade escolar de todo o mundo sofram desse mal, é mais frequente em meninos do que em meninas.
Algumas queixas que os pais nos trazem são: "Meu filho não pára", "Ele é impossível", "Ninguém segura essa bomba", "Ele tem duas almas, todas duas de gato", "Ele é cheio de problemas", "O sistema dele é nervoso", " Ele é maluvido", "Não aprende porque não presta atenção", "Faz tudo e não termina nada", "Vive no mundo da lua", "Tem a mão furada".
Claudius Galenus, 200 a.C, médico grego prescrevia ópio para as então chamadas "cólicas infantis", que eram, o que chamamos hoje de impaciência e inquietação.
Atualmente, existem, além da terapia, medicação para o controle da hiperatividade em crianças,a chamada Ritalina e Cloridrato de Metilfenidato, essas obtiveram crescimento de dez por cento de suas vendas, depois que os médicos passaram a prescrevê-las para o controle da hiperatividade em crianças e adolescentes.
Porém, esquecemos de avaliar o que está por trás dessa criança, ou seja, o histórico familiar e a implicação da família nesse contexto.
*Cabe ao profissional de saúde orientar a família a propiciar um ambiente de conversa onde:
- Tudo possa ser falado incluindo o porquê das restrições que a família faz a criança/adolescente hiperativo,
- Não subestimar a criança acreditando que elas não vão sentir as conseqüencias de agressões, - Criar um ambiente onde as crianças possam apreciar a si próprias,
- Respeitar as crianças e ensiná-las a respeitarem - se em seus limites,
- Falar além da proibição (o que é afinal permitido?),
- Não transformar tratamento em castigo.
* Para os educadores:
- Conhecer seus alunos, estar atento aos seus sinais,
- Lembrar que o professor não faz diagnósticos,
- Conheça seus limites, não tenha medo de pedir ajuda,
- Apresente alternativas, não existe um modelo único,
- A criança hiperativa é vítima de um problema e não a causa,
- Permita-se fracassar.

sábado, 5 de março de 2011

Depressão Pós- Parto: Prevenção e Consequencias

A depressão pós-parto é uma patologia derivada de uma combinação de fatores biopsicossociais, dificilmente controláveis, que atuam de forma implacável no seu surgimento.
Incluem:
- Gravidez não desejada;
- Baixo peso do bebê;
- Alimentação do bebê direto na mamadeira;
- Pouca idade da mãe;
- O fato da mãe não estar casada;
- Parceiro desempregado;
- Grande número de filhos;
- Desemprego após a licença maternidade;
- Morte de pessoas próximas;
- Separação do casal durante a gravidez;
- Antecedentes psiquiátricos anteriores ou durante a
gravidez;
- Problemas da tireóide (simulando de uma série de
doenças psiquiátricas);
Após o parto, ocorrem reações conscientes e inconscientes na puérpera, dentro de seu ambiente familiar e social imediato,ativando profundas ansiedades. Uma das mais importantes é a
vivência inconsciente da angústia do trauma do próprio nascimento: a passagem pelo canal do parto, que inviabiliza para sempre o retorno ao útero e empurra o bebê para um mundo totalmente novo e, portanto, temido. Isto inclui a perda repentina de percepções conhecidas, como os sons internos da mãe, o calor do aconchego, o sentido total de proteção, gerando o surgimento de percepções novas e assustadoras).
A secção do cordão umbilical separa para sempre o corpo da criança do corpo materno, deixando uma cicatriz, o umbigo, que marca o significado profundo desta separação. Assim, no inconsciente, o parto é vivido como uma grande perda para a mãe, muito mais do que o nascimento de um filho. Ao longo dos meses de gestação, ele foi sentido como apenas seu, como parte integrante de si mesma e, bruscamente, torna-se um ser diferenciado dela, com vida própria e que deve ser compartilhado com os demais, apesar de todo ciúme que desperta.
- Sinais e sintomas:
Os sinais e sintomas do estado depressivo variam quanto à maneira e intensidade com que se manifestam, pois dependem do tipo de personalidade da puérpera e da sua própria história de vida, além das mudanças bioquímicas que se processam logo após o parto.
Além das vivências inconscientes em que predominam as fantasias de esvaziamento ou de castração, as mais intensas são as ansiedades de carência materna, quando a puérpera apresenta forte dependência infantil em relação à própria mãe ou ao marido, e as de autodepreciação, quando se sente incapaz de assumir as responsabilidades maternas, e até mesmo inútil, quando não consegue captar a compreensão do significado do choro do bebê para poder satisfazê-lo.
Para poder suportar tais ansiedades, inconscientemente, alguns mecanismos de defesa são colocados em movimento, segundo as características pessoais da puérpera. Dessa maneira, ela pode apresentar-se cheia de uma energia despropositada, eufórica, falante, preocupada com seu aspecto físico e com a ordem e arrumação do ambiente em que se encontra.
As visitas são recebidas calorosamente, e a mãe parece tão disposta e auto-suficiente, como se não precisasse de ajuda externa. Em contrapartida, manifesta alguns transtornos do sono, muitas vezes necessitando de soníferos. Se o ambiente mais próximo não lhe oferecer carinho e atenções, tal estado pode produzir somatizações, como febre, constipação e outros sintomas físicos.
Do mesmo modo,se as fantasias inconscientes não puderem ser contidas, surgem as
ansiedades depressivas de modo ocasional ou em acessos de choro, ciúmes, aborrecimento, tirania ou em expressões de autodepreciação e de auto-acusação. A puérpera deprimida, ao contrário da hiperativa, pode apresentar-se com um profundo retraimento, necessidade de isolamento.
A puérpera sinta-se mais carente e dependente de proteção, como que competindo com o bebê as atenções do meio que a cerca.
A sensação predominante neste caso, é de sentir-se apenas a serviço do bebê, como se nunca mais fosse recuperar sua vida pessoal.
O homem também pode apresentar o quadro de depressão puerperal, embora com menor intensidade. A depressão masculina tem origem nos sentimentos de exclusão diante da díade mãe-bebê.
É como se ele se percebesse apenas como uma pessoa provedora, que deve trabalhar e satisfazer as exigências impostas pelo puerpério da mulher.
No caso de já existirem outros filhos, estes também podem sofrer impactos emocionais, com a ausência da mãe e o medo de perder seu amor em prol do novo membro da família. O modo como demonstram tais sentimentos freqüentemente incluem a regressão, quando solicitam novamente o uso da chupeta, apresentam transtornos do sono, inapetência, enurese noturna, e até mesmo a negação da própria mãe, como se não precisassem mais de seu amor e cuidados.
É muito difícil determinar o limite entre a depressão pós-parto normal e a patológica, chamada de psicose puerperal. A característica principal desta é a rejeição total ao bebê, sentindo-se completamente aterrorizada e ameaçada por ele, como se fosse um inimigo em potencial.
A mulher sente-se, então, apática, abandona os próprios hábitos de higiene e cuidados pessoais, pode sofrer de insônia, inapetência e apresentar idéias de perseguição, como se alguém viesse roubar-lhe o bebê ou fazer-lhe algum mal. Se a puérpera estiver neste quadro de profunda depressão, sem poder oferecer a seu filho o acolhimento necessário, este também entrará em depressão.
Neste caso, as características notadas na criança são:
* falta de brilho no olhar, dificuldade de sorrir, diminuição do apetite,vômito, diarréia e dificuldade em manifestar interesse pelo que quer que esteja ao seu redor.
Se há bloqueio materno em manifestar amor pelo filho, alguém deve assumir a tarefa de cuidar do bebê, para que o mesmo possa sentir-se amado e acolhido, pois sem amor não desenvolverá a
capacidade de confiar em suas próprias possibilidades de desenvolvimento físico e emocional.
É comum e esperado, na puérpera, a ocorrência de idéias depressivas e persecutórias,
retraimento, abandono ou hiperatividade, sem chegar ao nível alarmante da psicose puerperal.
É importante permitir que a gestante possa expressar livremente seus temores e ansiedades. Trata-se de um trabalho preventivo, se tiver início junto com o acompanhamento no pré-natal e/ou de suporte ante a crise, no caso da depressão pós-parto já instalada.
Os benefícios dessa atuação precoce e preventiva não se restringem ao bem-estar exclusivo das
mães.
- Tratamento:
O tratamento médico da depressão pós-parto deve envolver, no mínimo, três tipos de cuidados: ginecológico, psiquiátrico e psicológico.
Enfatiza-se a necessidade para o tratamento da depressão pós-parto, não apenas objetivando a
qualidade de vida da mãe mas, sobretudo, prevenindo distúrbios no desenvolvimento do bebê e preservando um bom nível de relacionamento conjugal e familiar.
Psiquiatricamente, o tratamento com antidepressivos tem indicação para os casos em que a depressão está comprometendo a função e o bem estar da mãe.
Atualmente, muitos antidepressivos estão sendo estudados em relação à lactação e os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) foram os menos presentes no leite materno.
Entre estes, a serotonina e paroxetina parecem as melhores alternativas.
Entre os cuidados psicológicos para as pacientes com depressão pós-parto têm-se destacado com o sucesso a abordagem cognitivo-comportamental, preferencialmente em grupos de terapia.
Conseqüências de falta de tratamento, dividinde-se em precoces e tardias.
As conseqüências precoces incluem: suicídio e/ou infanticídio, negligências na alimentação do bebê, bebê irritável, vômitos do bebê, morte súbita do bebê, machucados “acidentais” no bebê, depressão do cônjugue e divórcio; já as tardias seriam: criança maltratada, desenvolvimento cognitivo inferior, retardo na aquisição da linguagem, distúrbio do comportamento e psicopatologias no futuro adulto.
Desta forma, as repercussões de uma depressão pós-parto são múltiplas. A mulher que está sofrendo da síndrome corre o risco de suicídio, como em qualquer outra situação depressiva; as relações interpessoais são perturbadas; o casal - se for o caso - também sofre,o que pode provocar uma ruptura e, por fim, as interações precoces mãe-bebê são alteradas, comprometendo o prognóstico cognitivo comportamental do bebê.
Enfatizamos o aspecto psicológico relevante durante a gravidez e o pós-parto. Um bebê inaugura a família (dito em outras palavras, um casal só passa a ser uma família quando tem um filho).
Este fator pode trazer muita alegria, afinal, a sociedade, e de forma mais direta a família ,espera manifestações de alegria e satisfação pela maternidade. Evidentemente, não existe uma fórmula para o sucesso desta empreitada que envolve no máximo três famílias - a família de origem da mulher , a do marido e a que está se formando.
Porém, existe amor, atenção, aconchego e compreensão, que podem se transformar numa espécie de continente para a mulher.
Trata-se de apoio. Mas, é evidente que este não é um processo que deva envolver a participação de apenas das pessoas próximas a mulher.
Os profissionais de saúde como Psicólogos e Médicos devem estar atentos e, quando necessário, relatar à família que algo que não está bem com a paciente, e vice versa.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Políticas para Álcool e outras Drogas

O movimento antimanicomial, nascido no Brasil em 1987, trouxe transformações na concepção do atendimento às pessoas com transtorno mental e criou a base para a Reforma Psiquiátrica, que busca combater o modelo de tratamento hospitalocêntrico, baseado na internação. Nos últimos anos, a luta tem obtido ganhos, como o fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos e mudanças na forma de atendimento aos usuários da rede de saúde mental.
Entretanto, retrocessos ainda precisam ser combatidos. Um exemplo é o anúncio, pelo governo Federal, em setembro deste ano, da abertura de 6.120 leitos previstos no Plano de Enfrentamento ao crack e outras Drogas. 
Desses, 2.500 serão abertos em Hospitais Gerais, 2.500 em Comunidades Terapêuticas, 600 em Centros de Atenção Psicossocial álcool e drogas (CAPS-AD) 24 horas e 520 em Casas de Acolhimento Transitório.
A IV Conferência Nacional de Saúde Mental– Intersetorial que, entre suas deliberações, votou contra o repasse de verba do Sistema Único de Saúde (SUS) para iniciativas privadas. A criação de 2.500 leitos em Comunidades Terapêuticas é contrária a tudo que foi discutido na IV CNSM. O colegiado de coordenadores de Saúde Mental apontou que essas entidades não devem fazer parte da Rede SUS, afirma, em resposta a entrevista via e-mail.
As secretarias municipais de saúde são responsáveis pela indicação de leitos em comunidades terapêuticas, que devem ser habilitados para financiamento pelo SUS, segundo as condições do edital do plano.
A fiscalização, o monitoramento, a avaliação e a auditoria dos leitos em Comunidades Terapêuticas serão feitas, pela gestão local de saúde, apoiada pelo ministério e pela Secretaria Nacional sobre Drogas (Senad).
A fiscalização será realizada com base em norma da Anvisa que define condições mínimas de funcionamento dessas entidades.
É a primeira vez que municípios receberão recursos para habilitação de leitos em Comunidades Terapêuticas, iniciativas do terceiro setor ou de igrejas, que visam à recuperação e à reinserção social dos usuários de drogas. 
O texto do edital do plano aponta que o paciente não pode ser obrigado a participar de atividades de cunho religioso durante o período de acolhimento.
 Destaca -se a gravidade de se reconhecer um dispositivo de tratamento que, como o próprio ministério coloca, não faz parte do SUS. 
As deliberações da IV CNSM, que, além de votar contra o repasse de verbas do SUS para Comunidades Terapêuticas, aprovou que todo o tratamento de usuários de álcool e de outras drogas esteja de acordo com os princípios da Reforma Psiquiátrica. 
O financiamento dos leitos em comunidades terapêuticas pode colocar em risco a implementação de uma rede de atenção para usuários de álcool e de outras drogas pautada pelos princípios do SUS, da redução de danos e da reforma psiquiátrica. 
Mais do que a oferta de leitos, oferta-se a possibilidade, no campo de álcool e outras drogas, de afirmação de concepções e propostas de assistência que mais contribuem para a segregação dos usuários.
O fenômeno do crack coloca em xeque, permanentemente,a efetividade das políticas públicas de atenção integral à saúde mental e nos coloca o desafio de acolher o sofrimento dos usuários em dispositivos de cuidados que não os excluam do meio social.
O Ministério da Saúde estima que existam 600 mil dependentes de Crack no Brasil. 
Para o órgão, o fenômeno de uso de crack implica numa grande heterogeneidade, de acordo com o perfil do usuário e contexto de uso, além de apresentar desdobramentos clínicos e psiquiátricos.
Por isso existe a necessidade de uma rede diversificada de atendimento, com diferentes
dispositivos articulados entre si, complementares e de funcionamento coordenado. Assim, um mesmo usuário de crack pode, em determinado período, necessitar ser atendido diariamente em um CAPS e, em outro instante, necessitar de internação em hospital geral por apresentar alguma complicação decorrente do uso de drogas.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Violência contra a Mulher


Violência é um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. Invade a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do latim violentia (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa ou ente.
Ainda nos dias de hoje muitos conflitos são resolvidos na forma autoritária com base na lei do mais forte. O homem é o forte, o que “manda”, o provedor e por isto ao longo da história foi se construindo uma mulher frágil, considerada inferior e incapaz. O papel masculino na nossa sociedade é mais valorizado causando muita desigualdade que vem desde a educação diferenciada para os meninos e meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros e a sexualidade reprimida.
A forma de lidar com os sentimentos também são diferentes, meninos e meninas aprendem a lidar com a emoção de maneira diversa. Os meninos são ensinados a reprimir as manifestações de algumas formas de emoção, como amor, afeto e amizade, e estimulados a exprimir outras, como raiva, agressividade e ciúmes. Essas manifestações são tão aceitas que muitas vezes acabam representando uma licença para atos violentos.
Hoje as violências contra as mulheres continuam, mas há um incentivo para que elas denunciem as agressões sofridas e há um amparo maior da lei. Os grupos das minorias como os negros, índios, mulheres, crianças, velhos, homossexuais já estão sendo defendidos por nossa sociedade, ainda que atrasadas estas defesas já existem.
Há também outro tipo de violência nas relações que é mais sutil e tão devastadora quanto as acima citadas: a violência emocional.
Há quem afirme que em geral os homens que batem nas mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho. A cultura popular tanto propõe a proteção das mulheres (em mulher não se bate nem com uma flor) como estimula a agressão contra as mulheres (mulher gosta de apanhar) chegando a aceitar o homicidio destas em casos de adultério, em defesa da honra.
Estatisticas: 
Mundiais
Um em cada 5 (cinco) dias de falta ao trabalho é decorrente de violência sofrida pelas mulheres em suas casas;
A cada 5 (cinco) anos a mulher perde 1 (um) ano de vida saudável, se ela sofre violência doméstica;
Em 1993 o Banco Mundial diagnosticou que a prática de estupro e de violência doméstica são causas significativas de incapacidade e morte de mulheres na idade produtiva, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento; e Dados do BID - Banco lnteramericano de Desenvolvimento resultantes de pesquisas realizadas em Santiago (Chile) e em Manágua (Nicarágua), em 1997, concluíram que a mulher agredida física, psicológica ou sexualrnente por seu companheiro em geral recebe salário inferior ao de uma trabalhadora que não é vítima de violência doméstica.
América Latina
A violência doméstica incide sobre 25% a 50% das mulheres; e
Os custos com a violência doméstica são da ordem de 14,2% do PIB (Produto Interno Bruto), o que significa 168 bilhões de dólares.
Brasil
Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (Holanda), que pesquisou a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54 países, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência doméstica;
A cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por urna pessoa com quem mantém uma relação de afeto;
As estatísticas disponíveis e os registros nas Delegacias Especializadas de Crimes contra a Mulher demonstram que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa e que o agressor é o próprio marido ou companheiro;
Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes,  queimaduras, espancamentos e estrangulamentos;
Encaminhamentos internos:
Registro da queixa no posto policial da instituição de saúde;
Serviço Social da instituição de saúde; e
Serviço de Apoio Psicológico da instituição de saúde.
Encaminhamentos externos:
Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher;
IML - Instituto Médico Legal;

sábado, 18 de dezembro de 2010

Atendimento Psicólogico de crianças e adolescentes em situação de violência sexual IV

Aspectos específicos do atendimento a crianças e adolescentes em situação de exploração e tráfico para fins sexuais, sujeitos em situação de vulnerabilidade com direitos violados
Em primeiro lugar, é preciso considerar o fenômeno com o qual se está trabalhando.
Esse tema deve ser abordado a partir da perspectiva de esse fenômeno constituir uma violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes, direitos que estão descritos na Constituição Federal, na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): direito à saúde, à convivência familiar e comunitária, à cultura, à educação e ao desenvolvimento biopsicossocial, dentre outros.
A violência sexual é produto de relações sociais desiguais, onde a interação dos atores envolvidos se estabelece numa dinâmica em que o(a) autor(a) da agressão tem alguma condição de vantagem, seja física,emocional, econômica seja social, sobre a vítima.
 A violência é a transformação dos diferentes em desiguais e dessa desigualdade em uma relação de poder: do mais forte sobre o mais fraco, do maior sobre o menor, do homem sobre a mulher, do
adulto sobre a criança.
Além disso, essa violência está configurada em um contexto multidimensionado, com aspectos relacionados à sociedade, à cultura, à economia e às características psico emocionais dos indivíduos
envolvidos.
Nesse contexto, é preciso considerar que os sujeitos submetidos a essa situação geralmente são pessoas afetadas por fatores de riscos que contribuem para o processo de sua vulnerabilização. Considera- se que esses fatores são eventos que, quando presentes, impactam negativamente sobre o sujeito, aumentando a probabilidade de a criança ou o adolescente apresentar dificuldades físicas, sociais e emocionais.
Separação dos pais, perda de entes queridos, acidentes e violência doméstica são exemplos de fatores de risco.
Esses fatores isoladamente não têm o poder de determinar a vivência de uma situação de violência,
mas, quando se apresentam de maneira associada, podem facilitar o processo de vulnerabilidade do sujeito.
Sendo assim, a exposição a fatores de risco durante a infância e a adolescência pode promover um processo de vulnerabilização, que dificulta que crianças e adolescentes tenham condição de se estruturar de forma a dar respostas adequadas a situações adversas, tornando-se mais suscetíveis à inserção em situações como a exploração sexual, como exemplo.
Nesse sentido, ao pensar no atendimento a crianças e adolescentes em situação de exploração sexual, deve-se considerar fundamental fazer o levantamento da história de vida, a partir da fala da pessoa
atendida, para avaliar o grau de vulnerabilidade e risco a que a criança e o adolescente está sujeita(o). Esse procedimento é muito importante para o planejamento da intervenção que indicará as etapas necessárias para a situação apresentada.
Além dos fatores de risco, é importante também fazer o levantamento dos chamados fatores de proteção.
 Esses fatores referem-se aos aspectos que podem favorecer a resiliência. São recursos que auxiliam o sujeito a enfrentar as situações estressoras e conseguir bons resultados, e estão relacionados a:
1) características individuais, como autoestima
e competência social;
2) apoio afetivo transmitido por pessoas da
família ou da rede social – os vínculos positivos,
3) apoio social externo, representado por pessoas ou instituições da comunidade com quem o
sujeito pode contar – recursos materiais ou humanos que atuam como suporte ou fator de proteção social. O apoio profissional consistente,durante o atendimento, insere-se justamente nesse terceiro aspecto, e pode ser fundamental como fator de proteção.
Nesse contexto de vulnerabilização de crianças e adolescentes sujeitos especialmente à exploração sexual, dois aspectos centrais devem ser trabalhados no atendimento: a sexualidade e a estigmatização
relacionada à prática da prostituição .
Com relação à sexualidade, é importante considerar a vivência que a criança/o adolescente tem nessa área, quais os fatores de risco ede proteção. É fundamental trabalhar não só com a fala da vivência
sexual mas também com a forma como o corpo se apresenta e se relaciona com o mundo e as pessoas. O atendimento deve possibilitar a reflexão de que a violência sexual é violação da sexualidade, e que é possível vivenciar a sexualidade como um direito.
Em complementação a esse trabalho de fala, é necessário trabalhar o corpo na perspectiva
do projeto de vida em construção.
No tocante ao estigma da prostituição, a exploração sexual envolve crianças e adolescentes em cenas de comercialização das relações sexuais, geralmente com homens adultos, que lhes imprimem marca associada à figura da prostituta, o que interfere de maneira decisiva no processo de formação da identidade, especialmente por se tratar de sujeitos em desenvolvimento.
 O atendimento deve possibilitar a reflexão sobre essa vivência e sobre como ela afeta a identidade do sujeito atendido.
A abordagem sobre identidade é fundamental, pois cada pessoa é constituída por uma identidade pessoal (a forma como ela se percebe) e por uma identidade social (aquilo que a sociedade lhe atribui a partir de sua inserção em determinada posição ou status social).
Crianças e adolescentes envolvidos em situação de violência sexual, pelo fato de ainda se encontrar em processo de desenvolvimento, não conseguem distinguir bem a identidade pessoal da social. O exercício da sexualidade pautado pela violência poderá afetar diretamente a
construção dessa identidade.
A vivência de estigmatização permanente pode configurar um dos aspectos que possibilitam a manutenção da criança ou do adolescente na situação de exploração sexual por inviabilizar outras formas de inserção social.
Além disso, esse aspecto constitui uma das grandes dificuldades apresentadas no desenvolvimento de metodologias de atendimento psicossocial e, por isso mesmo, estas devem ser levadas em consideração no planejamento de qualquer ação voltada para esse público.
Atendimento aos autores de agressões sexuais:
A incorporação do atendimento aos autores de agressões sexuais se torna indispensável ao trabalho com crianças e adolescentes em situação de violência sexual, principalmente pelo fato de todo o trabalho ter sido planejado considerando a centralidade na família, em especial por ser
esse um direito da criança ou do adolescente violado.
Nesse sentido, os laudos endereçados ao sistema de Justiça ou de responsabilização devem demonstrar, sempre que possível, o alcance e a importância de isso de fato se efetivar e sua repercussão no equilíbrio futuro da criança ou do adolescente.
É imprescindível que as redes locais constituam alternativas para esse tipo de atendimento, especialmente no âmbito das políticas públicas da saúde, pois, em sua grande maioria, os agressores revelam transtornos de personalidade, com atitudes que indicam tratamento em saúde mental.
O CREAS poderá realizar esse atendimento desde que:
1 – Priorize o atendimento de crianças e adolescentes;
2 – Tenha efetivo de profissionais suficiente para atender tanto as
crianças e os adolescentes quanto para atender os autores de agressão
sexual;
3 – Estabeleça agenda, cronograma, que não coloque crianças e adolescentes em situação de constrangimento e risco (encontrar autores de agressão sexual no CREAS/Serviço de Proteção nos mesmos dias e horários, por exemplo).
O atendimento à vítima e ao agressor deve ser bem diferenciado, com profissionais para cada atendimento. O fato de o atendimento ocorrer no mesmo local já é um entrave, e pior seria se acontecesse em horários semelhantes; deve haver dias específicos para cada um, vítimas e agressores. Isso muda de perspectiva apenas nos centros que trabalham com psicoterapia familiar. O não cumprimento desses cuidados mínimos pode trazer constrangimento, medo e acabar
não efetivando o vínculo necessário à terapia.
CREAS, seguem abaixo, de forma sistematizada, algumas de suas
atribuições:
• “Coordenar os grupos de apoio, de orientação e de atendimento
psicológico às crianças e aos adolescentes e seus familiares”;
• “Assim, durante a semana também realizo sessões grupais, que
trabalham questões relativas a violência, conflitos, direitos, formas de
superação, entre outros”;
• Desenvolver as atividades psicossociais individuais e em grupo de
acordo com sua área de formação;
• “Atendimento individual à criança e adolescente; atendimento
individual aos pais ou responsáveis; mensalmente, atendimento em
grupos de mães e adolescentes;
• Coordenar sozinho e/ou com o assistente social os grupos de apoio
às famílias;
• “Eventualmente, também realizo oficinas para pais”;
Realizar entrevistas de revelação;
• Encaminhar os casos que necessitarem de psicoterapia para a rede
de proteção local;
• encaminhamento da família a outros serviços da rede ;
• “Falta de psicólogo na rede de saúde para desenvolver o trabalho
com as vítimas ;
• Acompanhar crianças e adolescentes nas audiências nas delegacias
e no Fórum;

sábado, 20 de novembro de 2010

O Exercício físico no tratamento da depressão em idosos

A depressão é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, devido à sua alta morbidade e
mortalidade. 
Nos EUA, atinge cerca de 9,5% dos adultos por ano. Sua incidência é estimada em aproximadamente 17% da população mundial
2.Algumas de suas principais características são perda de peso, sentimento de culpa, ideação suicida,
hipocondria, queixa de dores e, eventualmente, psicose.
Esses sintomas são mais acentuados em deprimidos idosos do que em deprimidos jovens e contribuem para declínio cognitivo e do condicionamento cardiorrespiratório nessa faixa etária.
Apesar de haver disponibilidade de mais de oito classes de antidepressivos, com aproximadamente 22
substâncias ativas no mercado mundial para o tratamento farmacológico da depressão, somente 30 a
35% dos pacientes depressivos respondem ao tratamento com psicofármacos. Em trabalhos bem
controlados e com delineamento duplo-cego, a resposta é definida como uma redução de 50% dos sintomas observados através de escalas de avaliação de depressão, enquanto a remissão é definida como uma melhora total. 
Para a eventual remissão, faz-se necessário, portanto, a utilização de outros métodos de
tratamento associados ao medicamentoso.
A atividade físicapode ser considerada eficaz no tratamento da depressão.Atividade física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resulta em
gasto energético maior do que o dos níveis de repouso.
Já o exercício é uma atividade física planejada, estruturada e repetitiva, que tem como objetivo final
ou intermediário aumentar ou manter a saúde/aptidão física. Tanto a atividade quanto o exercício podem propiciar benefícios agudos e crônicos. 
São eles:
melhora no condicionamento físico; 
diminuição da
perda de massa óssea e muscular; 
aumento da força,
coordenação e equilíbrio;
 redução da incapacidade funcional, da intensidade dos pensamentos negativos e
das doenças físicas; e promoção da melhoria do bem estar
e do humor. 
Entretanto, os efeitos da prática de atividades físicas sobre a depressão ainda são
contraditórios. Alguns estudos associam modificações nos quadros de depressão como resultantes da prática de atividades, enquanto outros relacionam a prática mais freqüente de atividades à
própria melhora na gravidade do transtorno depressivo.
Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo:
(I) revisar, na literatura com indivíduos idosos, o possível efeito protetor do exercício físico sobre a
incidência de depressão;
(II) a eficácia do exercício  físico como intervenção no tratamento da depressão.
Atividade física e depressão: a relação de causa e efeito.
De um modo geral, os estudos com o objetivo de observar a relação de causa e efeito entre a prática de atividade física e alterações nos níveis de depressão apontam para uma relação inversamente proporcional.
Achados recentes dão suporte a duas vertentes diferenciadas na tentativa de elucidar a relação entre
atividade física e depressão.  
Idosos que se tornaram depressivos tendem mais ao sedentarismo do que aqueles sem depressão.
Portanto, a depressão seria a causa da diminuição do estado geral de aptidão física. Apesar de envolver um grande número de sujeitos, o desenho dos estudos permite que se afirme que há associação entre diminuição de exercício físico e depressão.
Sedentarismo, a desistência da prática de atividades e a insatisfação com a atividade física praticada também podem estar relacionadas com níveis altos de depressão. Por ser um estudo de corte transversal, não é possível determinar se a substituição da atividade exercida é uma causa ou uma conseqüência da redução da depressão.
 Váriosestudos comprovaram que a depressão pode prejudicara capacidade funcional nas atividades de rotina (tomarbanho, comer, vestir-se) e na mobilidade (caminhar metade de uma milha ou subir e descer degraus sem ajuda). 
A falta de independência no desempenho dessas atividades pode estar associada com dores físicas
crônicas, inatividade física e medo de quedas.
Rotinas de exercício que incluíram alongamento, equilíbrio, caminhada, força e coordenação mostraram ser eficientes na redução dos níveis de depressão para idosos com recente histórico de quedas.
Exercício físico como intervenção terapêutica na depressão:
Alguns estudos utilizaram o exercício como intervenção terapêutica na depressão e propõem que
seus resultados podem ser devidos a fatores psicológicos e/ou fisiológicos. 
Para testar os fatores fisiológicos,dois estudos, compararam as alterações nos níveis de depressão de idosos randomizados em três grupos:
exercício, medicamento e combinados (medicamento
e exercício).
 O grupo exercício foi monitorado quanto à intensidade e freqüência do treinamento. A redução
da depressão ocorreu nos três grupos, sem diferença
significativa entre eles. 
Após 6 meses, foi realizada uma nova análise  da mesma amostra, sem randomização, concluindo que, quanto maior for o tempo gasto com exercícios, menores serão os níveis de depressão. Além
disso, o grupo exercício apresentou maior recuperação e menor recaída do que os outros observados.  Combinar medicamento com exercício pode gerar resultados diferentes dos encontrados apenas com
o treinamento, por não garantir o sentimento de autoconfiança nos indivíduos, que atribuem as melhoras ao efeito do medicamento.
Pesquisas relacionaram a diminuição da depressão, após 10 meses de exercício físico, com
alterações no sistema imunológico.
 Uma possível explicação para esses resultados seria a liberação de hormônios como epinefrina, norepinefrina, somatotrofina, â-endorfina e cortisol, que atingem receptores específicos situados nos linfócitos e macrófagos, promovendo um aumento na concentração dessas células.
Para observar os efeitos psicológicos, muitos estudos compararam intervenções psicológicas e
sociais, como visita de terapeutas, trabalhos em grupos ou palestras com o exercício.
Imediatamente após 3 meses de exercício em idosos reabilitados de infarto agudo de miocárdio. O mesmo resultado não foi encontrado naqueles que receberam intervenções psicológicas com visitas de terapeutas. 
Os grupos foram reavaliados 6 meses após e, mesmo sem nenhum tipo de intervenção nesse período, reduziram significativamente os níveis de depressão. Entretanto, nessa fase, não houve controle quanto ao uso de medicamentos.
Já pesquisas analisaram dois tipos de sintomatologias (sintomas psicológicos: sentimentos de inutilidade,perda de interesse em atividades usuais e distúrbios de humor; e sintomas somáticos: perda do apetite, fadiga e distúrbio do sono) em idosos que fizeram exercício ou receberam visitas de psicólogos. 
Ambos reduziram os dois tipos de sintomas, mas somente o grupo exercício reduziu significativamente os sintomas somáticos.
A relação entre o papel do exercício e da atividade física no tratamento da depressão se direciona para duas vertentes: a depressão promove redução da prática de atividades físicas; a atividade física pode ser um coadjuvante na prevenção e no tratamento da depressão.
Tendo em vista os benefícios físicos epsicológicos provenientes da atividade física em gerale do exercício em especial, pode-se concluir que a sua prática por indivíduos idosos depressivos sem
comorbidades é capaz de promover a prevenção e a redução dos sintomas depressivos.

Fonte:
Revista de Psiquiatria 2007

sábado, 13 de novembro de 2010

Diferenças entre Doença de Alzheimer e Esquizofrenia no Idoso

Com a chegada da terceira idade, a pessoa se depara com um ambiente psicossocial que favorece o aparecimento de algumas patologias, dentre elas esquizofrenia e doença de Azheimer, são eles:
- Aposentadoria
- Falecimento do parceiro (a)
- Menor convívio social
- Limitações Físicas
- Problemas médicos gerais
- Proximidade do fim da vida
Em geral os idosos tem maior dificuldade em descrever seu estado de humor e afeto, a negação ou contenção do afeto são frequentes.
Observa-se que incontinência e labilidade afetiva podem indicar doença cerebrovascular, demência vascular ou outro tipo de dano cerebral.
A linguagem se mantém preservada, mas as habilidades de argumentação verbal diminuem sutilmente.Mutismo,latência excessiva para respostas, anomia, agramatismo e erros parafásicos são alterações importantes para o diagnóstico.
Deficits visuais e auditivos podem provocar alucinações.
Alterações em pacientes com transtornos mentais orgânicos:
- Alucinações
- Agnosia Visual
- Prosopagnosia (Faces Familiares)
- Astereognosia (Objetos pelo Toque)
- Autotopagnosia (partes de seu próprio corpo)
- Micropcia e Macropcia

Alterações na Cognição:
- Atenção
- Habilidades Visuoperceptuais e Visuoconstrutivas
- Aprendizado e Memória
- Velocidade de Processamento
- Funções Executivas

Alterações na Atenção:
- Concentração e vigilância tendem a ser afetadas com o envelhecimento
- Tarefas de atenção complexas como "atenção dividida" declinam de forma significativa: dirigir(controle do carro, sinais de trânsito,outros veículos, conversa com passageiros), cozinhar.

Habilidades Visuoperceptivas e Visuoconstrutivas:
- Determinar a posição,a orientação e a direção de estímulos no espaço,
- Imaginar a configuração espacial de estímulos parcialmente visíveis,
- Adultos e idosos têm performace igual em testes de reconhecimento de objetos simples,
- Idosos têm dificuldade maior em testes de "visual closure" e orientação espacial,
- Adultos e idosos têm performace semelhante em cópias de desenhos em duas dimensões,
- Têm dificuldade maior quando representam três dimensões e quando estratégia e planejamento são necessários,
- A dificuldade do idoso aumenta consideravelmente quando a tarefa é com tempo limitado.

Aprendizado e Memória: A memória é um complexo grupo de funções e sistemas, e o envelhecimento afeta alguns componentes mais do que outros.
- Memória de Curto Prazo: Dificuldade maior para palavras que para dígitos,
- Recordação espontânea fica mais prejudicada que a memória de reconhecimento,
- Maior dificuldade com a memória operacional,
- A memória semântica têm apenas pouco declínio com a idade,
- Memória implícita também não declina de maneira significativa,
- Memória epsódica diminui significativamente.

Velocidade de Processamento:
- Declina bastante com a idade
- Essa diminuição pode explicar muitos dos efeitos cognitivos relacionados com a idade.

Funções Executivas:
- Habilidades cognitivas envolvidas no raciocínio abstrato, resolução de problemas, planejamento, inibição de resposta e memória operacional,declinam com o avanço da idade, este se dá devido a possível dano subcortical.

*Psicose da Doença de Alzheimer:
- Alucinações visuais
- Falsos reconhecimentos
- Remissão Frequente
- Remissão com doses baixas de antipsicóticos

* Esquizofrênia no Idoso:
- Alucinações Auditivas
- Delírios Bizarros
- Tentativas de Suícidio
- História Pregressa de surtos psicóticos

* Sintomas Psiquiátricos entre demências:

- Alzheimer:
+ Delírios 23%
+ Alucinações 13%
+ Agitação 23%

- Vascular:
+ Delírios 8%
+ Alucinações 13%
+ Agitação 33%

* Nos delírios acreditam que:

- Azeheimer:
+ Está em perigo: 6,4%
+ Pessoas o estão roubando: 12,4%
+ O companheiro está tendo um caso: 2%
+ A família tem planos de abandoná-lo: 4%
+ Um estranho está morando em sua casa: 4,4%
+ Pessoas não são quem ele(a) chama: 1,5%
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- Vascular:
+ Está em perigo:0%
+ Pessoas o estão roubando:6,8%
+ O companheiro está tendo um caso:0%
+ A família tem planos de abandoná-lo:1,6%
+ Um estranho está morando em sua casa:4,7%
+ Pessoas não são quem ele(a) chama:5%

-Delirium:
+ Início Agudo
+ Curso Flutuante
+ Alteração do nível de consciência
+ Vigilância Prejudicada
+ Pensamento Desorganizado
+ Alterações Perceptivas Frequentes

- Demência:
+ Início Insidioso
+ Curso estável ou progressivo
+ Nível de consciência normal
+ Vigilância tende a normalidade
+ Pensamento empobrecido
+ Alterações perceptivas menos frequentes

- Depressão:
+ Retraimento Social
+ Idéias de desvalia e desesperança presentes
+ Humor deprimido
+ Dificuldades são hiper valorizadas
+ Resiste a engajar-se em atividades
+ Respostas " não sei" são frequentes
+ Perda proporcional para memória recente e remota
+ Atenção e concentração alteradas
+ Lentificação Psicomotora
+ Despertar precoce e falta de apetite

- Demência:
+ Interação social mantida
+ Idéias de desvalia e desesperança ausentes
+ Humor variável
+ Dificuldades são minimizadas ou racionalizadas
+ Perda maior da memória recente
+ Atenção e concentração relativamente conservadas
+ Padrão de sono variável

sábado, 6 de novembro de 2010

Redução Danos - Breve conceito

Existem três estratégias para o enfrentamento e controle da problemática das drogas:

1- Redução da Oferta: Desenvolvimento de ações de erradicação de plantações,destruição de príncipios ativos; repressão a produção, refino e ao tráfico de drogas; combate a lavagem de dinheiro e de fiscalização e controle da produção, da comercialização e do uso de drogas.
2- Redução da Demanda: Desenvolvimento de ações para desestimular o consumo em especial a iniciação, e para tratar os usuários e dependentes.
3-Redução de Danos: Orienta a execução das ações para a prevenção das consequências danosas à saúde decorrentes do uso de drogas, sem necessariamente interferir na oferta e no consumo.
A redução de danos iniciou-se na Inglaterra, em 1926 com o Relatório Rolleston que estabelecia o príncipio segundo o qual o médico poderia prescrever legalmente opiáceos para os dependentes dessas drogas, entendendo esse ato médico como tratamento e não como "gratificação da adição".
Nos anos 80,ações baseadas nesses príncipios foram sistematizadas em formas de programas.O primeiro surgiu na Holanda, por iniciativa de uma associação de usuários de drogas preocupada com a disseminação de Hepatites entre usuários de drogas injetáveis.
A medida que começaram a ser documentadas em várias partes do mundo elevadas prevalências de infecção pelo HIV entre usuários, a estratégia de redução de danos ganhou força, mostrando-se uma importante aliada no controle desta infecção.
A redução de danos evolui e incorpora a troca de seringas como uma de suas ações fundamentais, visando dar conta da difusão de casos de hepatite B entre usuários de drogas injetáveis em alguns países da Europa.
Entretanto foi com o surgimento da AIDS que o movimento de redução de danos, passa a ter maior visibilidade no cenário mundial.
No Brasil, a primeira tentativa de fazer troca de seringas entre os usuários de drogas injetáveis aconteceu na cidade de Santos, em 1989, mas a iniciativa foi frustrada por uma decisão judicial.
O primeiro projeto de Redução de Danos a trocar seringas no Brasil surgiu em março de 1995, em Salvador - BA, e a primeira lei estadual a legalizar a troca de seringas, foi sancionada no estado de São Paulo, em 1998.

* Movimentos e marcos legais:

- Constituição Federal 1988
- Lei Orgânica da Saúde 8080/90
- Movimento da Reforma Psiquiátrica
- Lei 10.216/01
- Portaria 336/02
- Portaria 189/02
- Manual CAPS - MS 2004
- Politica Nacional de Atenção aos Usuários de Álcool e outras Drogas - MS 2004
- Lei 11.343/06