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quinta-feira, 17 de junho de 2010

7 Passos para superação e Controle do Ego

1. Pare de se sentir ofendido. O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. O Ser está em Deus e você que é parte Dele só retorna ao lar em Sua paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e pode levar você a agressão, ao contra-ataque e a guerra.
2. Abandone o querer vencer. O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas. Você não se resume às suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é jogo do medo e próprio do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa. Significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador: perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.
3. Abandone o querer estar certo. O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona, indevidamente, a julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego: "Não sou seu escravo.Quero me tornar generoso.Quero rejeitar a necessidade de ter razão. Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar ao caminho da verdade". Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a conexão com o poder da intenção. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; "Quero estar certo ou ser feliz?" Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com aintenção se fortalecerá. Esses momentos expandem novas conexões com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver. É preciso que sua intenção seja sempre boa e a mais honesta possível.
4. Abandone o querer ser superior. A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência. Tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance e nossa missão neste planeta é única e ninguém pode realizá-la por nós. Cada um tem uma tarefa a realizar, não importa se parece ser modesta ou importante. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. É um velho ditado e, todavia, verdadeiro: somos todos iguais aos olhos de Deus. Abandone a necessidade de sentir-se superior, perceba a expansão de Deus em cada um. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade, retorna a você sentimentos de ressentimentos e até de hostilidade, proveniente da outra pessoa. Esses sentimentos são veículos que nos levam para longe da intenção da boa convivência. A distinção ou julgamento, sempre leva à comparações. Baseia-se nas faltas ou defeitos vistos no outro, e se mantém pela procura e demonstração das falhas percebidas.
5. Deixe de querer ter mais. O mantra do ego é "mais e mais" Ele nunca está satisfeito pois é insaciável. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente pois se sente sempre inseguro. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Ele quer sempre abarcar o mundo. Quem é rico, por exemplo, quer sempre mais riqueza. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha sua. Ao cessar essa necessidade por mais, ou colocar um controle nela, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz. A Fonte universal é feliz nela mesma, está sempre expandindo e criando vida nova constantemente pelo prazer e a beleza de criar. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, sempre mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: "É dando que se recebe". Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.
6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos ou suas realizações. É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Pode-se ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Tudo no Universo é criação da Mente Divina Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um espírito.Você é um observador. É sua mente que cria o seu mundo. Sua mente é uma parte da mente de DEUS. Quando você cria é DEUS criando. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades recebidas e acumuladas. Todo crédito pertence ao poder da intenção, o qual lhe fez existir e do qual você é uma parte materializada. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará com as sete faces da intenção, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.
7. Deixe sua reputação de lado. Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens diferentes de você. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o poder da intenção. Não há nada a fazer, a não ser que você se desconecte da fonte de poder convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é, desperdiçando sua energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Faça o que fizer, guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao bom propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa.

sábado, 12 de junho de 2010

Transformações e Crescimento

É muito comum pessoas com 28, 35, 42 e 49 anos me escreverem
colocando desabafos, tipo: minha vida está sem graça,
ando dormindo demais e com pouca vontade de acordar,
sinto-me sem significado ou significância.
O que posso fazer na minha alimentação para recuperar minhas forças e ânimo?
Este quadro pode ser diagnosticado como depressivo.
E, guardadas as devidas proporções e casos específicos,
nestas idades, tais sintomas são esperados e normais.
Podendo durar de 3 a 12 meses.
Estas idades são mudanças de ciclos, de idade, inerentes à vida humana.
São engrenagens (gatilhos) da existência que nos cobram paradas,
revisões, reflexões, mudanças e transformações. Ninguém foge disso.
Só que dá trabalho crescer.
Dá medo ficar sem aquela casca antiga, de ficar vulnerável
e sem um futuro previsível.
E, como na história da cobra, não é possível crescer sem mudar de casca.
E, não dá para mudar de casca sem passar por um período de vulnerabilidade
e buscar sustentabilidade para a casca maior.
Então, vem a vontade de  autossabotagem dizendo:
A vida está sem graça, tô cansada,quero dormir etc e tal. Vêm as resistências e no meio do pânico do desconhecido,os desejos por alimentos que intoxicam e dificultam a percepção clara e lúcida do que o universo esta pedindo.
Sabe o que proponho? Coloque este mantra (MENOS) na sua vida, 24 horas/dia, começa a triagem e uma nova forma de como você realiza cada coisinha da sua vida. Não estou propondo parar de fazer suas coisas,cumprir seus compromissos.
Mas mudar a consciência de como assumir os novos compromissos, e a percepção de como realiza (seus pensamentos, sentimentos e ações) o seu dia-a-dia.
Dá trabalho? No começo sim, até porque há uma resistência para crescer e ser feliz.
Para acordar e deixar de ser vítima de você mesma. Mas os resultados, as sensações de superação, de amar-se, cuidar-se, atentar-se dão muita energia,muita vontade de viver,de ser feliz, e achar que a vida vale a pena.
Vamos rir disso tudo? Vamos começar a comer menos e mais saudável.
A tomar aquele suquinho desintoxicante todos os dias?
O primeiro em jejum, e se der outros 2 sucos ao longo do dia, principalmente quando os grilinhos da estagnação começam a clamar por doces, frituras e cafezinhos mil.
Segunda questão: mas se estou vivendo um quadro depressivo,vou ter que tomar remédio? Psiquiatra, tarja-negra e as inerentes olheiras? Que barbaridade! Nada que ver pensar em remédios.
Tem momentos na vida que a depressão faz parte.
É o chamado momento cobra que para crescer tem que mudar de casca e ficar vulnerável.Tipo mudar de idade, perder um ente querido, mudanças radicais.Nestes casos é proibido tomar remédios.São oportunidades maravilhosas que o universo nos proporciona para crescermos.Ressurreições!
Esta depressão é para parar, refletir, ir fundo nas dores e cores,se ver pelo avesso, ir até o fundo do poço.
Curta esta propulsão que o universo te jogou. A única coisa que peço: preserve-se.
Do quê?
De pessoas que te fazem pior, de discussões, de geladeiras e lares intoxicantes, de exageros, de expectativas falsas.
E ria muito disso tudo!

sábado, 5 de junho de 2010

Ações em Saúde do Trabalhador que devem ser desenvolvidas no local de trabalho

As propostas de ações apresentadas a seguir deverão ser desenvolvidas pela rede básica municipal de saúde, quer ela se organize em equipes de Saúde da Família, em Agentes Comunitários de Saúde e/ou em centros/ postos de saúde.
Não devem ser compreendidas como um check-list, devendo ser discutidas e adaptadas em função da dinâmica de trabalho dos grupos de profissionais que atuam na atenção básica no nível municipal de saúde.
- Atribuições gerais:
* A população economicamente ativa( definida pelo IBGE como aquela composta por pessoas de 10 a 65 anos de idade, classificadas como ocupadas ou desocupadas, mas procurando emprego,na semana de referencia da pesquisa realizada pelo Instituto.), por sexo e faixa etária.
* As atividades produtivas existentes na área, bem como os perigos e os riscos potenciais para a saúde dos trabalhadores, da população e do meio ambiente.
* Os integrantes das famílias que são trabalhadores( ativos do mercado formal ou informal, no domicílio, rural ou urbano e desempregados), por sexo e faixa etária.
* A existência de trabalho precoce ( crianças e adolescentes menores de 16 anos, que realizam qualquer atividade de trabalho, independentemente de remuneração, que frequentem ou não as escolas).
* A ocorrência de acidentes e/ou doenças relacionadas ao trabalho, que acometam trabalhadores inseridos tanto no mercado formal com informal de trabalho.

- Para o Serviço de Saúde:
* Organizar e analisar os dados obtidos em visitas domiciliares realizadas pelos agentes e membros das equipes de Saúde da Família.
* Desenvolver programas de Educação em Saúde do Trabalhador.
* Incluir o item ocupação e ramo de atividade em toda ficha de atendimento individual de crianças acima de 5anos, adolescentes e adultos.
* Em caso de acidente ou doença relacionada com o trabalho, deverá ser adotada a seguinte conduta:
1. Conduta clínica dos casos ( diagnóstico, tratamento e alta) para aquelas situações de menor complexidade, estabelecendo os mecanismos de referência e contra-referência necessários.
2. Encaminhamento dos casos de maior complexidade para serviços especializados em Saúde do Trabalhador, mantendo o acompanhamento dos mesmos até sua resolução.
3.Notificação dos casos, mediante instrumentos do setor saúde: Sistema de Informações de Mortalidade - SIM; Sistema de Informações Hospitalares do SUS- SIH; Sistema de Informações de Agravos Notificáveis - SINAN e Sistema de Informação da Atenção Básica- SIAB.
4. Solicitar à empresa a emissão da CAT, só em se tratando de trabalhador inserido no mercado formal de trabalho. Ao médico que está assistindo o trabalhador caberá preencher o item 2 da CAT, referente a diagnóstico, laudo e atendimento.
5. Investigação do local de trabalho, visando estabelecer relações entre situações de risco observadas e o agravo que está sendo investigado.
6. Realizar orientações trabalhistas e previdenciárias, de acordo com cada caso.
7. Informar e discutir com o trabalhador as causas de seu adoecimento.
- Planejar e executar ações de vigilância nos locais de trabalho , considerando as informações colhidas em visitas, os dados epidemiológicos e as demandas da sociedade civil organizada.
- Desenvolver, juntamente coma a comunidade e instituições públicas ( centros de referência em Saúde do Trabalhador,Ministério Público, laboratórios de toxicologia, universidades, etc), ações direcionadas para a solução dos problemas encontrados, para a resolução de casos clínicos e/ ou para as ações de vigilância.
- Considerar o trabalho infantil (menores de 16 anos) como situação de alerta epidemiológico.

sábado, 22 de maio de 2010

Aborto, soberania e mudez das mulheres

Um dos aspectos mais interessantes quando se discute o aborto hoje é o fato de que os principais participantes da discussão são homens. Os mesmos que nunca irão parir, jamais serão mães, não abortarão...
Eles falam, enquanto as mulheres fazem. Não devemos com isso supor que os homens não deveriam participar de tais discussões, mas perguntar por que a palavra dos homens se mostra prevalente nesta questão.
Devemos perguntar por que eles parecem mais interessados do que as imediatamente interessadas que continuam fazendo ou não seus abortos, tendo ou não seus filhos. A contradição entre o discurso dos homens e a ação praticada mulheres é o que precisa ser levada a sério. Ela pode ajudar a explicar porque o aborto não foi legalizado no Brasil e nem será em países onde as mulheres são, em sua maioria, pobres e desprovidas de poder. Por que as mulheres esperam caladas por todas as decisões políticas, inclusive às que as tocam diretamente?
A legalização do aborto não virá dos donos do poder e dos discursos que comandam e decidem sobre o corpo das mulheres. Elas, em silêncio, agem como se não fossem donas e senhoras de seus corpos.
E, de fato, não o são enquanto continuam na velha economia da sedução, da prostituição, da maternidade, da vida doméstica. Que as decisões sobre seus próprios corpos não pertença às mulheres é uma contradição que poucas podem avaliar. Não ter voz significa não pertencer à política. À medida que não participam e nem percebem o quanto estão alienadas da conversa, as mulheres perpetuam a injustiça que as trouxe até aqui. Em última instância, estão distantes da ética que envolve a decisão sobre seus direitos e sua própria vida.
Além disso, a questão do aborto sinaliza que a liberdade das mulheres - prisioneiras ancestrais de uma estrutura social que tem sua lógica - está sempre vigiada. Que nossa sociedade seja patriarcal significa bem mais do que dominação dos homens sobre as mulheres. Que estas sejam vítimas e aqueles algozes.
Mas que o patriarcado depende da ausência de democracia na qual os direitos das mulheres venham à luz.
O que realmente assusta quando se fala em aborto é o que virá com a fala das mulheres e que dia após dia é praticado em silêncio nas clínicas deste país. É o fato e a prática cotidiana que se realiza de modo soberano ainda que clandestino. A soberania daquele que emite uma opinião fundamentada em seu próprio nome e por sua própria voz é análoga à soberania que uma mulher pode ter sobre seu corpo.
Aquele que pode falar pode fazer porque cria, por meio de sua fala, valores, relações e consensos. Aquela que fala em seu próprio nome manifesta a possibilidade universal de que muitas a sigam ou simplesmente saiam da clandestinidade, única forma pela qual mulheres podem ser soberanas sobre seus próprios corpos sem correrem riscos na ordem moral e legal. É esta soberania das mulheres que assusta.
Por isso, ela permanece na clandestinidade.
A ausência histórica de autorização para a fala e, assim para o poder, é elemento fundador do lugar ocupado pelas mulheres na sociedade. A fala das mulheres causa angústia e temor na ordem. Que mulheres possam tomar suas decisões e sejam amparadas pela justiça é algo que uma sociedade que se construiu pela submissão das mulheres e pela superioridade dos homens não pode suportar sem uma ampla renovação dos costumes.
Hoje, as mulheres que possuem algum poder proveniente do dinheiro ou da liberdade sobre a própria vida, praticam o aborto soberanamente.
As que não tem poder algum – nem aquisitivo, nem intelectual, nem qualquer outro poder que garanta a autoconsciência quanto à pertença de seus corpos – são vítimas de uma sociedade que não prevê espaço para uma prática que deveria ser medida a partir da soberania da mulher sobre seu corpo e sua vida.
Homens desde sempre souberam disso e imperaram sobre seus próprios corpos e sobre todos os corpos que lhes prestaram serviços, também os corpos de seus empregados, de seus filhos e filhas.
Perder o exercício do poder sobre o corpo das mulheres é o que assusta homens de mentalidade arcaica hoje em dia. Assusta as instituições autoritárias.
Ter soberania sobre o próprio corpo talvez também não interesse a todas as mulheres, pois isso exige uma responsabilidade para a qual talvez não estejam individualmente preparadas.

sábado, 15 de maio de 2010

Dez Pecados do Psicólogo

1 Comer na frente do paciente:
Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, a atitude é aceitável,é melhor oferecer apoio ao cliente comendo do que negar esse apoio por falta de horário. Mas necessidades pessoais como essa deveriam acontecer em outro contexto.

2. Atender ao telefone:
Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo.
Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito.
Atender a ligações de outro tipo é desaconselhável.Imagine quando se interrompe um comunicado do paciente de intenso conteúdo emocional bem no meio. A compreensão, ao ser fragmentada, perde todo o sentido. O paciente se sente deixado em segundo plano. Como é que se conserta isso depois?

3. Tomar notas em excesso:
 Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido.Anotações, quando ocorrem, podem ser feitas rapidamente por meio de palavras-chave, como lembretes para serem "recheados" com conteúdos nos intervalos entre sessões.
Quem trabalha frente a frente com alguém deve preservar o olhar e a atenção.

4.Atrasar-se para a sessão:
O terapeuta pode ter que ficar mais tempo com um paciente, o que acarretará atrasos nas sessões seguintes. Mas, de novo, isso não deve ser hábito. Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura "X" minutos. Ele acredita que, quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda.
O atraso é muito comprometedor. O analista deve sempre aguardar o paciente, para que ele tenha uma sensação de constância dentro da instabilidade afetiva que o traz ao tratamento. Como interpretar atrasos constantes de um paciente, que podem ter mil acepções, se o analista também se atrasa?

5.Ser pouco acessível:
Segundo os especialistas, deve haver um meio-termo em relação a esse item. Por um lado, não é recomendável que o cliente desenvolva uma extrema dependência do terapeuta. Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe.
Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível.
 Psicólogos devem colocar esses limites assim que começam a atender uma pessoa.

6.Olhar demais para o relógio:
O terapeuta precisa controlar o tempo. Mas olhar demais para o relógio pode dar a impressão de que ele tem pressa para terminar a consulta.
O terapeuta ganha uma noção de tempo automática. Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo. Já se isso ocorrer com um paciente específico, o terapeuta deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.

7.Bocejar demais:
Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse.
Mas, se o terapeuta não encontrar explicação para o sono e ele ocorrer sempre com um paciente específico, esse fato pode se tornar uma informação importante na terapia.O cliente pode ter um padrão de comportamento que gera tédio também fora do consultório.Mas essa atitude de bocejar deve ser contida, pois a terapia requer foco e concentração.
Já dormir é tido como inadmissível.

8.Contato físico excessivo:

No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O terapeuta pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico.
Mas deve haver limites. Por ser uma relação facilmente confundida com uma relação afetiva, um contato físico exacerbado pode atingir fragilidades dos clientes. Trata-se de um abuso da relação desigual que se instala no contrato terapêutico: o cliente tem problemas e o terapeuta tem soluções.
Muitas terapias psicológicas usam o contato físico no tratamento, mas não a psicanálise. Para essa corrente, o excessivo contato físico favorece a dependência emocional do paciente, dificultando seu crescimento.Vale lembrar que o contato sexual entre terapeuta e cliente não é adequado em nenhum caso.

9. Falar demais sobre si mesmo:
A sessão é do cliente, e não do terapeuta. No entanto, temos bagagem, história de vida e, em situações específicas, ela pode ser usada em benefício da terapia.
Mas, se o terapeuta sente falta de amigos, não deve buscá-los nos clientes. "O analista pode estar carente, pois é de carne e osso. Nesse caso, deve redobrar a atenção para não misturar sua vida à do paciente. Muitos gostariam de ser amigos do analista, mas isso desvirtua o foco da terapia.
A chave é ver se há propósito terapêutico.Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia.
Se o paciente tem o terapeuta como modelo e segue seus conselhos cegamente ou o imita, expor a vida pessoal é ainda mais danoso.

10.Vestir-se inadequadamente:
Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional.
De fato, há limites. Deixar à vista longas extensões de pele não é desejável: bermudas, camisas abertas, decotes pronunciados ou saias tão curtas que mostrem a roupa de baixo são absolutamente inapropriados.
O foco não deve ser o terapeuta, inclusive no quesito vestimenta.Não é necessário vir de batina, mas o oposto faz com que o foco de atenção se desvie do paciente para o analista. E é o paciente que veio mostrar seus conteúdos.

sábado, 8 de maio de 2010

Propaganda de alimentos dirigida a crianças

O Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília publicou o estudo Monitoramento de propaganda de alimentos visando à prática d alimentação saudável.
Depois de analisarem os comerciais veiculados em mais de 4 mil horas de propaganda, concluíram que as propagandas de produtos ricos em gordura, açúcar e sal são mais comuns, assim como de alimentos claramente relacionados ao aumento de sobrepeso e obesidade.
Os pesquisadores gravaram 4.160 horas de programação de quatro canais de TV, sendo dois abertos (Globo e SBT) e dois por assinatura voltados especificamente para o público infantil (Cartoon Network e Discovery Kids).
Foram escolhidos quatro dias úteis e um final de semana, sempre entre as 6h30 e as 22h30.
O estudo constatou que dois terços das propagandas de alimentos veiculadas pelas TVs tinham como público-alvo crianças e adolescentes. E 54% dos comerciais foram ao ar entre 10h30 e 18h30, período em que, comprovadamente, há um grande público infantil diante das TVs.
As análises mostraram que, entre todas as propagandas de alimentos, 18,4% são de fastfood.
Para os pesquisadores, essa massificação da publicidade de alimentos que atraem o público infantil pretende fidelizar precocemente pequenos consumidores.
Do total, na média das quatro emissoras, 19% do tempo foram destinados à publicidade e, destes, 17,6%, à propaganda de alimentos ou de eventos patrocinados por alimentos.
Entre os canais, porém, houve uma variação enorme de comerciais de alimentos.
O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) determina que as peças publicitárias dirigidas ao público jovem não devem:

* Associar crianças e adolescentes a situações ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis;
* Provocar situações de constrangimento ou de medo com o propósito de impingir o consumo;
* Empregar crianças e adolescentes como modelos recomendando ou sugerindo o consumo(Ex: "Faça como eu use...");
*Provocar discriminação, em particular dos que, por algum motivo, não sejam consumidores do produto;
*Utilizar formato jornalístico;
*Apregoar como se fossem só suas características comuns a produtos equivalentes.

Devem sempre:
*Respeitar a dignidade, ingenuidade, credulidade, inexperiência e sentimento de lealdade do público-alvo;
*Dar atenção às características psicológicas do público-alvo e seu discernimento limitado;
*Evitar eventuais distorções psicológicas nos modelos publicitários e no público-alvo.

Anúncios de alimentos, refrigerantes, sucos e outros não devem:
*encorajar consumo excessivo;
*Menosprezar a importância da alimentação saudável;
*Apresentar os produtos como substitutos das refeições;
*Empregar apelos de consumo ligados a status, êxito social e sexual, etc;
*Desmerecer o papel dos pais e educadores como orientadores de hábitos alimentares saudáveis.

sábado, 1 de maio de 2010

Violência escolar explode nas cidades

Alunos agredidos, livros roubados, meninas assediadas,funcionários humilhados, ofensas e agressões entre professores e alunos são recorrentes nas escolas do Brasil, esse fenômeno não atinge só o nosso país estima-se que um em cada doze alunos no mundo sofra com esse tipo de problema.
No Brasil, 84% dos 12 mil alunos ouvidos em seis estados classificaram seus colégios como "violentos", enquanto cerca de 70% deles disseram ter sido vítimas de violência dentro das instituições de ensino.
Em Portugal, o clima é menos preocupante que no Brasil, Estados Unidos, França e Alemanha.
Mas ao contrário do que se pensa, é um erro pensar que a violência afeta apenas alunos das periferias e das áreas mais carentes das grandes cidades.
Levantamento realizado em São Paulo revelou que quatro em cada dez escolas com melhor desempenho na rede pública estadual de ensino já registraram casos de violência.
Não muito diferente do que ocorre com aquelas escolas onde as notas são piores.
Um das medidas adotadas pelo Sistema de Proteção Escolar foi criar um sistema de registro de ocorrências, para subsidiar com estatísticas confiáveis os estudos e as ações não governamentais.
Em Belo Horizonte, um levantamento do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais constatou que a escola vem perdendo seu caráter transformador e seu poder de antídoto da violência, e passando a sofrer vandalismo e depredações. Dos alunos entrevistados, 67,5% já viram ou ouviram falar de pessoas quebrando janelas, fazendo arruaças ou tendo comportamento de desordem; 27,8% testemunharam ou ficaram sabendo da presença de pessoas armadas dentro da escola; 51,9% observaram o consumo de drogas; e 71% afirmaram ter sido vítimas de violência em suas escolas, sendo 15,8% de roubos, 36,9% de furtos e 18,3% de agressões físicas.

Quando ocorre violência na escola, e preciso tomar atitudes imediatas, tais como:
- Aluno armado na escola: Só converse com o aluno se sentir que o diálogo ainda é possível.Peça à direção que chame a polícia, cujo dever é abrir processo no juizado da infância e da juventude.
- Ameaça ao professor: A vítima deve registrar a ocorrência na delegacia de polícia, pedir a intervenção do conselho tutelar, conversar com os pais e a comunidade.Em último caso, pode ser inevitável solicitar a transferência do aluno.
- Agressão: Informe a direção da escola e a diretoria regional de ensino, registre a ocorrência na polícia, de preferência acompanhado pelo diretor da escola. Se o agressor for menor de 12 anos, é obrigatória a convocação de representante do conselho tutelar.
- Arrombamento e furtos: Dar queixa na polícia é obrigatório.Suspeita de abuso em casa: é obrigação da escola comunicar o conselho tutelar.O mesmo vale para ausência prolongada do estudante.

sábado, 24 de abril de 2010

Lesões e doenças do trabalho

As lesões por reforço repetitivo (LER) são um conjunto de doenças que atingem os músculos, tendões, nervos e articulações e decorrem de sobrecarga no trabalho sobre o sistema músculo-esquelético.
Determinadas também pela Previdencia Social como distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho(Dort), ocorrem principalmente nos membros superiores(dedos,mãos,punhos,antebraços e braços) e são cada vez mais frequentes.
Um levantamento realizado pelo Ministério da Previdência Social mostra que, entre outubro de 2008 e janeiro de 2009, LER/Dort foram os principais motivos de afastamento temporário com concessão de benefícios de natureza previdenciária e acidentária, ao lado dos afastamentos por transtornos mentais.

Os principais fatores de risco são:
- Trabalho automatizado, sob pressão, em que o trabalhador não tem controle sobre suas atividades ( caixa, digitador, operador de telemarketing e outros).
- Obrigatoriedade de manter o ritmo acelerado para garantir a produção.
- Trabalho fragmentado, em que cada um exerce uma única tarefa de forma repetitiva.
- Trabalho rigidamente hierarquizado, sob pressão permanente das chefias.
- Número insuficiente de funcionários.
- Jornadas prolongadas de trabalho, com frequente realização de horas extras.
- Ausência de pausas durante a jornada de trabalho.
- Trabalho realizado em ambientes frios, ruidosos e mal ventilados.
- Mobiliário inadequado( cadeiras, mesas, etc), que leva a posturas incorretas.

O melhor modo de se prevenir pode ser:
- Controle do ritmo de trabalho pela pessoa que o executa.
- Enriquecimento das tarefas, não permitindo a fragmentação do trabalho.
- Eliminação das horas extras.
-Pausas durante a jornada de trabalho para que músculos e tendões descansem, sem aumento do ritmo ou do volume do trabalho
- Adequação do posto de trabalho para evitar posturas incorretas. Mobiliário e máquinas devem ser ajustadas às caracteristicas físicas individuais dos trabalhadores.
- Ambiente de trabalho com temperatura, ruído e iluminação adequados.
- Fiscalização nos ambientes de trabalho pela comissão interna de prevenção de acidentes
(Cipa), Delegacia Regional do Trabalho e Emprego, sindicato e centros de referência em saúde do trabalhador (Cerest).
- Claúsulas nos acordos coletivos de trabalho que privilegiem a prevenção de doenças do trabalho ou profissionais, tratamento e reabilitação dos trabalhadores.
- Implantação de programas de ginástica laboral, com duração de 8 a 12 minutos por dia, de cinco a seis vezes por semana.
Existem três tipos de ginástica que pode ser utilizados pelas empresas:
* Compensatória: Praticada antes do expediente de trabalho, tem como objetivo proporcionar aquecimento para o trabalho.
* De Pausa: Praticado no meio do expediente, para aliviar as tensões e fortalecer os músculos.
* Relaxamento: Praticada após o expediente do trabalho,proporciona relaxamento muscular.

sábado, 10 de abril de 2010

O Ato Médico afeta realmente profissionais de saúde?

Apontarei alguns trechos do Ato Médico, que afetam o “profissional de saúde”, não apenas o psicólogo:
1- Nos Art. 1 a 4, descrevem-se as atividades privativas (como intubação traqueal, sedação) e não privativas (como fazer cateterização, punção, aplicar injeção etc) do médico. Com a descrição das funções não-privativas do médico, compreende-se sobre o que não há exclusividade (que fique claro, ninguém disse que o enfermeiro não pode mais aplicar injeções só porque é uma função médica).
2- No Parágrafo 2º do Art. 4, é afirmado que: “Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva”. Mais adiante, no Parágrafo 7º do Art. 4, temos: “O disposto nesse artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia” .
O texto deixa claro que os atos médicos não vêm alterar os atos dos outros profissionais de saúde que se profissionalizaram por meio de um curso superior (graduação) e que têm suas atividades regulamentadas por lei.
3- No Art. 5, ao listar atos privativos do médico (direção, chefia, coordenação e ensino), novamente o parágrafo único esclarece: “A direção administrativa de serviços de saúde não constitui função privativa de médico”. Além disso, descrições semelhantes são normais, encontradas sobre atos administrativos privativos de outros profissionais da saúde (como no decreto n. 53.464/64, das funções do psicólogo).
Os atos do médico ficariam agora estabelecidos em lei ( rígida e fiscalizada) e não somente pelo Conselho Federal de Medicina.
Isso é reafirmado no Art. 6, “A denominação de Médico é privativa dos graduados em cursos superiores de medicina e o exercício da profissão, dos inscritos no Conselho Regional de Medicina com jurisdição na respectiva unidade da Federação”.
Agora, atentem para esse artigo:
No Art. 4, temos: “São atividades privativas do médico:
I-Formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica”; no Parágrafo 1º, a definição de diagnóstico nosológico: “(...) restringe-se à determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por no mínimo dois dos seguintes critérios:
I-agente etiológico conhecido;
II-grupo identificável de sinais ou sintomas;
III-alterações anatômicas ou psicopatológicas” e, no Parágrafo 3º, “As doenças, para efeito desta Lei, encontram-se referenciadas na décima revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde”.
Enquanto classe de psicólogos, que bom seria se tivéssemos uma legislação mais específica, definindo as atividades.
O mais perto disso está na Lei 4.119 de 1962, Art.13, Parágrafo 1º: “Constitui função privativa do psicólogo a utilização de métodos e técnicas psicológicas com os seguintes objetivos:
(a) diagnóstico psicológico;
(b) orientação e seleção profissional;
(c) orientação psicopedagógica;
(d) solução de problemas de ajustamento”.
Pelo Ato Médico indiretamente os outros profissionais da saúde foram beneficiados pela listagem das profissões regulamentadas por lei, que possuem curso superior para ensiná-las.
Nada foi listado sobre cromoterapeutas, terapias de vidas passadas, ou profissionais que lidam com florais e aromas.
Que se saiba quais são as intervenções sobre a saúde humana reconhecidas pela lei.
Devo frizar que, o trabalho sobre a melhora da saúde das pessoas deveria ser aquele que:
(1) o profissional é apto a realizar porque estudou e consta na grade curricular do curso superior que realizou;
(2) consta na grade curricular porque tem resultados comprovados e coerência teórica interna e 
(3) tem compromisso com a melhor resolução possível do problema de saúde que lhe compete intervir.