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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Depressão



A depressão pode ser classificada de acordo com a causa, com a presença ou não de um componente genético, com os sintomas e com a gravidade do quadro em:

Primária (quando não tem uma causa detectável) 

Secundária (atribuível a doenças físicas ou a medicamentos)

Genética, de acordo com o padrão de aparecimento em membros de uma mesma família (esporádica, espectral ou familial).

Unipolar (quando não há ocorrência de episódios de mania) ou bipolar (quando ocorrerem sintomas intercalados ou concomitantes de mania). 

Leve ou grave:  de acordo com a gravidade dos sintomas e o grau de comprometimento funcional.

Depressão Reativa ou Secundária:


  • Surge em resposta a um estresse identificável como perdas (reações de luto), doença física importante (tumores cerebrais, AVC, hipo ou hipertireoidismo, etc.), ou uso de drogas (reserpina, clonidina, metildopa, propranolol, promazina, clorpromazina, acetazolamida, atropina, hioscina, haloperidol, corticosteroides, benzodiazepínicos, barbitúricos, anticoncepcionais, hormônios tireoidianos, etc). Corresponde a mais de 60% de todas as depressões.


Depressão Menor ou Distimia:

 É uma desordem depressiva crônica durando pelo menos 2 anos em adultos e que se manifesta pela presença da síndrome depressiva, onde o paciente consegue funcionar socialmente mas sem experimentar prazer.

Depressão Maior ou Unipolar:

É uma desordem depressiva primária, endógena, e que não tem relação causal com situações estressantes, patologias orgânicas ou psiquiátricas, caracterizando-se por episódios puramente depressivos em períodos variáveis da vida do paciente geneticamente predisposto à doença. Resultaria de uma inclinação inata determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central, secundária a um déficit funcional de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e/ou serotonina) e/ou a uma alteração transitória de seus receptores ao nível do SNC. Durante o episódio, os sintomas depressivos são severos e intensos, impedindo o indivíduo de agir normalmente, havendo alto risco de suicídio se não tratado. Corresponde a cerca de 25% de todas as depressões.

Depressão Bipolar ou Psicose Maníaco - Depressiva:

É também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando deprimida, a pessoa pode ter alguns ou todos os sintomas de depressão. Quando em mania, torna-se falante, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. A mania prejudica o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relacionada com um distúrbio da neurotransmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipossensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes neuro-hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.

Subtipos de Depressão:

A depressão pode variar muito em relação a sintomas, história familiar, resposta ao tratamento e evolução.
 Alguns subtipos de depressão são claramente distintos, com implicações na escolha do tratamento e no prognóstico:

Depressão Melancólica ou Endógena;   Forma grave, com acentuado retardo ou agitação psicomotora, anedonia, humor não reativo a estímulos agradáveis, despertar matinal precoce, sintomas piores de manhã.

Depressão Atípica:   Humor reativo a estímulos (a pessoa consegue se alegrar com estímulos agradáveis), inversão dos sintomas vegetativos (ao invés de insônia e falta de apetite, a pessoa tem hipersonia e aumento de apetite), ansiedade acentuada, queixas fóbicas.

Depressão Sazonal: Relacionada à luminosidade diurna, com episódios que se repetem no outono/inverno e sintomas atípicos. Mais freqüente em países com inverno rigoroso, melhora com fototerapia (exposição diária prolongada a luz forte).

Depressão com sintomas Psicóticos: Forma rara, porém grave, com delírios e alucinações.

Depressão Pós – Parto:  Ocorre entre 2 semanas a 12 meses após o parto, com risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera-se que o parto (e as mudanças que ele traz, hormonais e de vida) seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma.


-Tratamento:

O primeiro passo no tratamento é consultar o médico que irá estabelecer as causas. 
Atendimento médico, medicação antidepressiva, aconselhamento e apoio da família e amigos são eficazes no tratamento.
Orientação, entendimento e cuidados nas dosagens das medicações são os passos fundamentais.
O médico precisa conhecer os sintomas e saber por quanto tempo você tem se sentido deprimido. A visita pode incluir um exame físico e testes laboratoriais. 
Assim os problemas físicos podem ser descartados, e o médico irá poder fazer um plano de tratamento efetivo para você.


Perguntas que podem identificar a depressão:

ž Alguém em sua família sofre de depressão?

ž Você está tomando algum medicamento?

ž Você sofreu alguma alteração ou perda importante em sua vida?

ž Você tem tido alterações no sono ou no apetite?

ž Você tem pensado em morte ou suicídio?

ž Você tem dificuldade de se concentrar no trabalho?

ž Você tem sentido mudanças no desejo sexual?

domingo, 28 de abril de 2019

Suicídio

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados mais de 800 mil suicídios no mundo, o que representa aproximadamente uma morte a cada 40 segundos. Além disso, a cada três segundos alguém atenta contra a própria vida. No Brasil, são mais de 11 mil casos anualmente, e muitas dúvidas surgem quando nos vemos na necessidade de ajudar uma pessoa que está pensando em suicídio.
O suicídio é uma questão de saúde pública. Não deve ser simplificado ou atribuído a uma única causa, pois trata-se do desfecho de uma série de fatores complexos que se acumularam na história daquela pessoa. Antes de tudo, é preciso buscar informação.
Embora os jovens formem um dos principais grupos vulneráveis é entre os idosos que ocorre o maior número de suicídios. O risco é ainda maior entre aqueles que têm doenças crônicas, incapacitantes ou intratáveis e que, por conta da idade, perdem amigos e companheiros de vida.
Conforme informações da cartilha “Suicídio: informando para prevenir”, produzida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), existem dois fatores de risco principais para o suicídio:

  • Tentativa prévia: Pessoas que já tentaram tirar a própria vida têm de cinco a seis vezes mais risco de tentar outra vez. Estima-se que metade daqueles que se suicidaram já tinham tentado antes.
  • Doença mental: Quase todos os indivíduos que se mataram tinham algum transtorno mental, em muitos casos não diagnosticado, não tratado ou não tratado de forma adequada.
Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/ dependência de drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja: quanto mais diagnósticos, maior é a vulnerabilidade. Existem ainda fatores desencadeantes, como desesperança, impulsividade, isolamento social e falta de um sentido na vida.
Na grande maioria dos casos é possível identificar uma progressão que conduz uma pessoa desde a ideação (o pensar no ato) até a efetivação do suicídio: em um primeiro momento, não existe a ideia de se matar, mas sim um pensamento vago de que seria melhor morrer; depois, vem a ideação (o pensamento de se matar para aliviar seu sofrimento), seguida de pesquisas sobre como fazer isso; em muitos casos, a pessoa informa seus entes próximos e, por fim, executa o ato.
É possível interromper esse processo com orientações e tratamento médico e psicológico. Os familiares podem e devem falar sobre o assunto e tentar avaliar em que momento o paciente pode estar. Ao perguntar sobre o desejo de morrer não é indutor de suicídio. Muito pelo contrário, pois quando você dá oportunidade para a pessoa falar, ela conta com uma referência de acolhimento e auxílio que não tinha antes.
Os sinais de alerta incluem:
Falar sobre o suicídio (ou frases relacionadas, como “eu gostaria de estar morto” ou “eu não queria ter nascido”);
Ausência ou abandono de planos futuros; isolar-se de contato social; 
Apresentar grandes mudanças de humor (estar eufórico em um dia e profundamente desencorajado em outro); 
Ter atitudes arriscadas, como dirigir de forma imprudente ou entrar em brigas;
Dizer adeus aos amigos e familiares como se não fosse vê-las novamente.
Os sinais nem sempre são óbvios e podem variar. Não representam o diagnóstico em si, podendo nem estar presentes ou estar presentes e não indicarem necessariamente risco de suicídio. Mas como são comumente associados ao perfil, vale a pena observá-los. Alguns deixam suas intenções claras, enquanto outros mantêm os pensamentos suicidas e sentimentos ocultos.
O diálogo e a transparência são elementos fundamentais na prevenção. Ao falar com alguém que demonstra ideação suicida, devemos ter uma abordagem acolhedora e sem nenhum tipo de preconceito. É preciso ter interesse pleno em ajudá-la e fazer as perguntas que vão dimensionar em que fase do processo ela está. 
 Quando alguém nos procura para conversar sobre suas emoções, é importante nos mostrarmos disponíveis e não adiar ou arrumar desculpas para evitar o assunto, pois isso passa a ideia de que não nos preocupamos de verdade. Outra reação que deve ser evitada é o uso de expressões que diminuem o que ela sente, como “isso não é nada”, “tem gente em situação muito pior” ou que a façam se sentir ainda mais culpada, como “não avisei que isso ia acontecer?” ou “foi você que procurou isso”.
 Esse é um momento em que o paciente precisa de acolhimento, e não de repreensão. Será preciso muito mais do que uma única conversa. Você tem que mostrar que a pessoa pode contar com você para desabafar. Por isso, estabeleça o diálogo em locais fechados, de preferência em um ambiente confortável.
Se você quer estimular ou convencer alguém a buscar atendimento médico e psicológico, o primeiro passo é deixar claro que não há julgamento. É preciso mostrar ao paciente que a ideação é um sintoma de seu sofrimento, de forma que ele não se sinta invadido, oprimido ou envergonhado por esse desejo.Na maioria das vezes, não basta apenas recomendar que se busque um tratamento, é necessário conduzir a pessoa de forma que ela chegue ao atendimento: marcar uma consulta junto com ela, acompanhá-la no dia e se mostrar disponível para as orientações que o médico e/ou o psicólogo vão passar.
A resistência é um dos sinais iniciais que uma pessoa apresenta quando não aceita o tratamento. Muitas vezes, ela fará de tudo para manter distanciamento de todos, mesmo daqueles que só querem o seu bem. Uma boa opção é tentar levá-la a grupos e centros de ajuda. 
Nem sempre é fácil a decisão de buscar ajuda, pois ainda existe preconceito em relação aos psiquiatras e psicólogos. Talvez uma forma interessante seja dizer que quando você tem uma doença mais bem aceita pela sociedade, como diabetes, por exemplo, você procura um endocrinologista. Nesse caso, ela também precisa procurar um médico, pois o que ela está passando pode tanto ser controlado como se agravar.
A intervenção médica é muito eficaz para evitar o suicídio, seja porque a pessoa precisa ter uma escuta terapêutica ou porque ela precisa ser medicada. 
O diálogo é essencial, mas em muitos casos não substitui a necessidade de medicamentos. Se a pessoa sofre de um transtorno mental que exige intervenção farmacológica e não realiza o tratamento, esse ponto se torna um obstáculo para a prevenção. Dar apoio emocional e se mostrar disponível é fundamental, mas o paciente precisa de mais do que isso para se recuperar. 
Convencer alguém sobre a necessidade de tratamento é um processo que pode ser muito lento e envolve momentos de tensão, quebra de confiança e incertezas, por isso, quem estará ajudando, também pode buscar ajuda para si. 
Sentimentos de medo, culpa e raiva são comuns e saber lidar com cada um é muito importante para não tornar a situação ainda mais grave. Uma consulta médica ou psicológica pode ser benéfica para lhe orientar sobre como lidar com esses sentimentos e auxiliar o ente que está pensando em se matar.
Uma das maiores barreiras para a prevenção é o fato de que o assunto ainda é tabu. Por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio por muito tempo foi visto como um pecado e um motivo de vergonha para a família daqueles que tiraram a própria vida. Na verdade, trata-se de um problema de saúde pública que ainda hoje não é cuidado de forma adequada, haja vista a tendência do Brasil de apresentar taxas crescentes de suicídio. Para combater o problema, é necessário um conjunto de ações.
 É imprescindível falar sobre o assunto de forma transparente, assim como deve acontecer com outros problemas sociais que sempre foram pouco debatidos e, aos poucos, passam a ser discutidos, como é o caso do bullying.
 Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental de modo geral no Brasil no mundo. É importante falar sobre o assunto e encarar o transtorno mental como uma doença que precisa ser tratada.
Se você precisa de ajuda e quer conversar,procure um psicólogo ou entre em contato com CVV pelo número 188 ou pelo site https://www.cvv.org.br/. O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O Transtorno da ansiedade generalizada (TAG) é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, de acordo com a quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV).
A ansiedade é uma reação normal do ser humano diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa.
No entanto, quando esse sentimento persiste por longos períodos de tempo e passa a interferir nas atividades do dia a dia, a ansiedade deixa de ser natural e passa a ser motivo de preocupação.
O transtorno da ansiedade generalizada é uma doença comum.
 Tal como acontece com muitas condições de saúde mental, não se sabe ao certo o que causa esse distúrbio.
Acredita-se, porém, que o transtorno da ansiedade generalizada esteja diretamente relacionado a alguns neurotransmissores que ocorrem naturalmente em nosso cérebro, a exemplo da serotonina, dopamina e norepinefrina. Outra crença é a de que um conjunto de fatores possam estar envolvidos nas razões pelas quais um indivíduo possa vir a apresentar a doença, entre eles genética e fatores externos, como o estresse do dia a dia e a qualidade de vida da pessoa.
Algumas condições físicas também podem ser associadas à ansiedade. Os exemplos incluem:
  • Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
  • Doenças cardíacas
  • Hipotireoidismo e hipertireoidismo
  • Menopausa 
- FATORES:

Gênero:

Mais do que o dobro do número de casos de transtorno de ansiedade generalizada ocorre em mulheres. Acredita-se que uma combinação de fatores, como mudanças hormonais e maior exposição ao estresse, possam agravar esse quadro.

Trauma na infância:

As crianças que sofreram abuso ou algum tipo de trauma, ou que até mesmo testemunharam eventos traumáticos, estão em maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade generalizada em algum momento da vida.

Doenças concomitantes:

Ter uma condição crônica de saúde ou doença grave, como o câncer, pode levar à constante preocupação com o futuro, ao tratamento e questões financeiras. Estresse do dia a dia pode desencadear no transtorno também.

Personalidade:

As pessoas com alguns tipos de personalidade são mais propensas a transtornos de ansiedade do que outras. Além disso, alguns transtornos de personalidade, como o Borderline, também podem estar ligados ao TAG.

Genética:

O transtorno de ansiedade generalizada também pode estar no sangue. Mais de uma pessoa da mesma família pode apresentar esse distúrbio.

Abuso de substâncias:

Uso excessivo de drogas ou álcool pode piorar e até levar ao transtorno de ansiedade generalizada. A cafeína e a nicotina, presente no cigarro, também podem aumentar a ansiedade e conduzir o indivíduo à doença.
- Sintomas:
O principal sintoma do transtorno de ansiedade generalizada é a presença quase permanente de preocupação ou tensão, mesmo quando há poucos motivos ou quando não existe um motivo algum para isso. As preocupações parecem passar de um problema para outro, como questões familiares, amorosas, relacionadas ao trabalho, à saúde ou de várias outras origens.
Mesmo quando as pessoas com esse transtorno têm consciência de que suas preocupações ou medos são mais fortes do que o necessário, elas ainda têm dificuldade para controlar essas reações.
Outros sintomas incluem:
  • Dificuldade de concentração
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Problemas para adormecer ou para permanecer dormindo e um sono que raramente é revigorante e satisfatório
  • Inquietação, geralmente ficando assustado com muita facilidade.
Além das preocupações e ansiedades, diversos sintomas físicos também podem se manifestar, incluindo tensão muscular (tremedeira,dores de cabeça) e problemas de estômago, como náusea ou diarreia.
Sentir ansiedade é normal, mas quando ela passa a ser persistente e fora de seu controle, é bom marcar uma consulta médica. Principalmente quando:
  • Há preocupação excessiva, a ponto de interferir no trabalho, relacionamentos em outras partes de sua vida
  • Há sintomas de depressão, de alcoolismo ou dependência química a drogas
  • Há pensamentos ou comportamentos suicidas.
Preocupações derivadas do transtorno de ansiedade generalizada não desaparecem por conta própria – pelo contrário, elas só tendem a piorar.
Por isso, tratamento e suporte médicos são imprescindíveis. Procurar ajuda médica antes da ansiedade se tornar um problema ainda maior também é crucial para evitar complicações.
Entre as especialidades que podem diagnosticar o transtorno da ansiedade generalizada estão:
  • Clínica médica
  • Psiquiatria
  • Neurologia
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quando os sintomas começaram?
  • Como é sua rotina? Qual a carga de estresse que você costuma enfrentar no seu dia a dia?
  • Você sente-se constantemente cansado, irritado e com dificuldade para se concentrar em tarefas do dia a dia?
  • Você tem tido pensamentos ou comportamentos associados ao suicídio?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? E funcionou?
  • Com que frequência você se sente ansioso?
  • Você sente que a ansiedade está afetando sua qualidade de vida?
Um médico especialista em saúde mental, preferencialmente um psiquiatra, vai tomar uma série de medidas para ajudar a analisar se seu caso é mesmo de transtorno de ansiedade generalizada ou se sua ansiedade tem outra origem. Ele pode começar o processo de diagnóstico fazendo perguntas detalhadas sobre seus sintomas e histórico médico, bem como sobre o histórico familiar para doenças mentais também. Em alguns casos, eles usam questionários psicológicos padronizados que ajudam a identificar o que está acontecendo com o paciente. O médico também pode fazer um exame físico para procurar sinais de que sua ansiedade pode estar ligada a uma condição médica subjacente, especialmente se ela for física, como rigidez muscular, entre outras possíveis razões.
Para ser diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada, você deve atender a alguns critérios enunciados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM).
 Este manual é publicado pela Associação Psiquiátrica Americana e é usado por profissionais de saúde mental para diagnosticar as condições mentais e por companhias de seguros para reembolsar para o tratamento.
Os seguintes critérios devem ser atendidos para o diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada:
  • Ansiedade e preocupação excessivas sobre diversos eventos ou atividades na maioria dos dias da semana, por pelo menos seis meses
  • Dificuldade em controlar os seus sentimentos de preocupação
  • Ansiedade ou preocupação que possa causar sofrimento significativo ou interfere com na rotina
  • Ansiedade que não está relacionada a uma outra condição de saúde mental, tais como ataques de pânico, abuso de substância ou transtorno de estresse pós-traumático (PTSD)
  • Pelo menos três dos seguintes sintomas em adultos e uma das seguintes opções em crianças: inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular ou problemas de sono.
O transtorno de ansiedade generalizada geralmente ocorre junto com outros problemas de saúde mental também, que podem precisar de um diagnóstico e tratamento mais específicos.
Alguns distúrbios que geralmente ocorrem com transtorno de ansiedade generalizada incluem:
  • Fobias
  • Síndrome do Panico
  • Depressão
  • Abuso de substâncias
  • Transtorno de Estresse Pós- Traumático.
Se o médico suspeitar que a ansiedade possa ser causada por outro motivo que não seja por TAG, ele ou ela poderá pedir exames de sangue, exames de urina ou outros testes para procurar sinais de um problema físico.
O objetivo do tratamento é ajudar o paciente a agir normalmente na vida cotidiana, limitando suas preocupações.
Uma combinação de medicamentos e terapia cognitivo-comportamental (TCC) funciona melhor que uma técnica ou outra isoladamente.
Os medicamentos são uma parte fundamental do tratamento. Depois de começar a tomá-los, não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico. Medicamentos que podem ser usados são inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina, alguns antidepressivos e antiepilépticos, entre outras opções.
A terapia cognitivo-comportamental ajuda a compreender os comportamentos e como conseguir controlá-los. Durante a terapia, e também em casa, o paciente aprenderá a:
  • Compreender e aprender a controlar as visões distorcidas das supostas fontes de estresse da vida, como o comportamento de outras pessoas ou eventos importantes
  • Reconhecer e substituir os pensamentos que causam pânico, diminuindo o sentimento de impotência
  • Gerenciar o estresse e relaxar quando os sintomas ocorrerem
  • Evitar pensar que as pequenas preocupações se transformarão em problemas muito graves
  • Evitar cafeína, drogas ilícitas e até mesmo alguns remédios para gripe também pode ajudar a minimizar os sintomas
  • Um estilo de vida saudável que inclua exercícios, descanso suficiente e boa alimentação pode ajudar a diminuir o impacto da ansiedade.
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.
Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique. 
Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
Transtorno de ansiedade generalizada não faz apenas com que o indivíduo sinta-se persistentemente ansioso e preocupado.
A doença também pode levar a outras condições de saúde física e mental, incluindo:
  • Depressão
  • Abuso de substâncias, como drogas ilícitas e álcool
  • Problemas para dormir (insonia)
  • Problemas digestivos ou intestinais
  • Dores de cabeça
  • Ranger os dentes (bruxismo)
  • Transtornos por uso de substância
A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença.
O TAG pode persistir e ser difícil de tratar, entretanto, a maioria dos pacientes melhora com uma combinação de medicamentos e terapia comportamental.
Não há formas comprovadamente efetivas para prevenir o transtorno de ansiedade generalizada. 
Evite fazer uso excessivo de álcool, cigarro, cafeína e corte drogas ilícitas definitivamente.


Referência:   DSM-V, American Psychiatric Association - Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais 5ªed. Edit. Artes Médicas

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Depressão Atípica

Depressão atípica é um subtipo de depressão maior ou transtorno distímico que envolve vários sintomas específicos, incluindo aumento do apetite ou ganho de peso, sonolência ou sono excessivo, fadiga ou fraqueza, humores que são fortemente reativos às circunstâncias ambientais, e sentindo-se extremamente sensível à rejeição.
Depressão atípica pode ser um “especificador” para qualquer depressão ou transtorno distímico. Pessoas com depressão atípica, muitas vezes sofreram de depressão pela primeira vez em uma idade precoce, durante a sua adolescência.
Uma pessoa com depressão atípica clássica tem pelo menos cinco dos nove seguintes sintomas:
    • Tristeza ou humor deprimido a maior parte do dia ou quase todos os dias;
    • Perda de prazer nas coisas que antes eram agradáveis; 
    • Grande mudança no peso (ganho ou perda de mais do que 5% do peso dentro de um mês) ou apetite; 
    • Insônia ou sono excessivo quase todos os dias; 
    • Um estado de inquietação física ou ser degradado que é perceptível pelos outros; 
    • Fadiga ou perda de energia quase todos os dias; 
    • Sentimentos de desesperança ou inutilidade ou culpa excessiva quase todos os dias; 
    • Problemas de concentração ou de tomar decisões quase todos os dias; 
    • Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
 O transtorno distímico, agora conhecido na comunidade psiquiátrica como “transtorno depressivo persistente”, é uma condição que envolve a presença de um humor deprimido mais dias do que não, pelo menos, um período de dois anos em adultos (um ano em crianças e adolescentes) e pelo menos mais dois dos sintomas associados acima, mas menos do que os cinco sintomas que definem um episódio depressivo major. 
Apesar do nome, a depressão atípica é muito comum. Isso contrasta com a depressão “melancólica”, outro subtipo de depressão, que envolve sintomas de insônia (em vez de excesso de sono), perda de apetite (em vez de aumento do apetite), uma relativa falta de humor reatividade às circunstâncias ambientais, e uma capacidade marcadamente diminuída para sentir prazer. 
A principal característica da depressão atípica que a distingue de depressão melancólica é reatividade de humor. Ou seja, a pessoa com depressão atípica vai ver o seu humor melhorar se algo de positivo acontece. Na depressão melancólica, mudanças positivas raramente iram trazer uma mudança de humor. 
- Sinais de depressão atípica:
    • Dormir demais (hipersonia); 
    • Aumento do apetite ou ganho de peso; 
    • Tendo uma reação mais intensa ou aumento da sensibilidade à rejeição, resultando em problemas com relações sociais e de trabalho; 
    • Ter um sentimento de ser pesado para baixo, paralisado, ou “chumbo”. 
Um médico irá investigar as causas físicas para qualquer um destes sintomas. Que incluirá um exame físico, pois essa depressão ´pode ser confundida com hipotireoidismo. Com hipotireoidismo, tendo baixos níveis de hormônio da tireóide pode levar a sintomas que incluem depressão e ganho de peso.
- Causas: 
Depressão acredita-se ser o resultado de funcionamento deficiente dos circuitos do cérebro que regulam o humor, e permitir que uma região do cérebro para de comunicar com outro. As células nervosas contidas dentro de estes circuitos transmitirem sinais por meio de produtos químicos chamados neurotransmissores cerebrais – tais como dopamina, serotonina e norepinefrina. Medicamentos antidepressivos são pensados para “ajustar” estes produtos químicos e, assim, melhorar a eficiência dos circuitos cerebrais relacionados com humor.
Embora a causa exata da depressão é desconhecida, existem fatores de risco para a depressão, incluindo:
    • A história familiar de depressão 
    • A perda significativa – da morte, divórcio ou separação – que podem desencadear uma vulnerabilidade subjacente à depressão (em vez de sofrimento simplesmente normal); 
    • Conflitos interpessoais e emoções relacionadas, tais como a culpa; 
    • Qualquer tipo de abuso – físico, sexual ou emocional; 
    • Qualquer tipo de evento importante da vida como mover, alterar ou perder o emprego, graduando-se, aposentação, ou o isolamento social em pessoas que têm uma vulnerabilidade biológica para a depressão; 
    • Qualquer tipo de doença grave, como câncer, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, ou HIV. 
Tratamento:
Os médicos são propensos a recomendar psicoterapia (terapia de conversação) e  medicamentos para a depressão atípica, dependendo da gravidade dos sintomas. Existem diferentes tipos de psicoterapia e medicamentos disponíveis para o tratamento. Você pode ser encaminhado para um especialista, como um psiquiatra, psicólogo ou outro profissional de saúde mental licenciado para atendimento.

segunda-feira, 18 de março de 2019

A folia mórbida da Momo - Como proteger nossas crianças dos perigos da internet

A imagem de uma boneca baseada na escultura de uma ‘mulher pássaro’, que foi exibida 
no Japão em 2016 durante uma exposição, foi chamada de ‘Guai Bird’ e queria mostrar o fantasma de uma mãe que morreu durante a gestação.
A personagem burla algaritmos do You Tube, ensina passo a passo como crianças devem se automutilar, e também ameaça as crianças caso contem aos pais.

Em inglês, ela dá instruções de como cometer suicídio . Mas é preciso tomar cuidado: não apenas as crianças que entendem a língua estão sujeitas ao perigo. Além do áudio ensinando como cortar os pulsos com diversos objetos que podem estar presentes em casa, também há imagens demonstrando o ato, fazendo com que se torne facilmente imitável pelas crianças. Há também relatos de que, além de cometer suicídio, a personagem estimula as crianças a fazerem outros desafios, como esfaquear outras pessoas da casa. Para influenciar os pequenos a realmente fazerem o ato, a boneca retorna no fim do vídeo com ameaças e diz que, caso a criança não cumpra a ordem, ela vai voltar para pegá-la durante a noite ou matar seus pais. Assim, causando medo, é mais provável que a criança realmente o faça.
Lançado em 2016, o YouTube Kids tem o objetivo de tornar a plataforma mais segura para o acesso de conteúdos destinados a crianças. Procurado pelas mídias, o YouTube Kids informou que, após análise, não viu nenhuma evidência recente promovendo o desafio Momo nos vídeos da plataforma de streaming, e que oferece estrutura para que tais casos sejam denunciados. Ainda segundo o YouTube Kids, este tipo de conteúdo violaria políticas e seria removido imediatamente.
Infelizmente muitos pais largam seus filhos com celulares e tablets e não se preocupam com o que os mesmos estão acessando. Crianças precisam de supervisão sempre, a internet não é babá.
Por sua vez, adolescentes gostam de serem desafiados e quase sempre estão predispostos a participarem de jogos desse tipo, para se autoafirmarem ou para dar vazão a sentimentos de menos valia que neles habitam, como a depressão por exemplo.
O que digo aos pais é simples: A internet é um mundo, no mundo real não se sai por aí convidando estranhos para dentro de casa, no mundo virtual também não se deve permitir que qualquer estranho compartilhe de sua intimidade através do computador, e para isso deve-se conversar com os filhos sobre os reais perigos, assim como fazemos quando eles vão passear na rua, ir à escola etc.
E quando as crianças são muito pequenas para entenderem? Eu pergunto, vocês papais e mamães, deixam seus pequenos no meio da rua sozinhos? Claro que não.
Então não permitam que usem a internet sem vigilância de um adulto responsável, como referi antes, internet não é babá.
A única coisa que se pode fazer é estar perto, conversar, orientar.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Como superar o fim de um relacionamento

Noites em claro, memórias boas e ruins, evoluções e recaídas, emoções à flor da pele, raiva e descrença, choros e lamentos. 
Todos já passamos por isso ao menos uma vez na vida quando um namoro, um casamento, enfim, um relacionamento que proporcionou momentos memoráveis termina.
Algumas vezes o sentimento simplesmente vai se esvaindo, a rotina pode ser reconfortante para alguns, mas para outros as lacunas são enormes.
Algumas vezes um manifesta comportamentos, que parecem coisas pequenas, os quais o outro não aprova.
As vezes a causa é algo grande, como uma traição por exemplo. Muitos não superam o fato de serem traídos, por mais que o outro garanta que não houve grandes envolvimentos e nem continuidade.
Muitas vezes os relacionamentos são rompidos porque ao conhecermos a outra pessoa, pouco a pouco percebemos que aquela impressão inicial não corresponde a realidade da personalidade do parceiro.
 Algumas pessoas se esforçam por parecerem interessantes no inicio do relacionamento mas aos poucos percebemos que tratava-se apenas de uma forma como ele gostaria de ser e não de como ele é de verdade.
A cientista Stephanie Pappas, fez uma análise de fatos sobre o término do ponto de vista científico. São eles:
1-Rompimentos são previsíveis: Observe como está seu relacionamento, como seu ou sua parceira se comporta, se há incompatibilidade na maioria dos interesses, se estão sempre fazendo atividades afastados, se tem pouco o que conversar, ou seja não há assuntos em comum. Por exemplo: um gosta de praia e o outro detesta, sendo assim, ou não vão à praia frustrando um dos parceiros, ou apenas um irá vivendo o individualismo. Ou pior os dois vão, mas o que não gosta desse tipo de passeio, fica de cara amarrada, e logo surgem discussões as vezes sem motivo.
2- Você termina com você mesmo: Quando os relacionamentos terminam, as pessoas sentem não apenas a dor da perda do parceiro, mas também a das mudanças que elas deverão fazer em si próprias, de rotina, de hábitos, tudo lembra o outro, então vem uma angustia enorme e muitas vezes, crises de choro.
3- Términos parecem mais dolorosos do que o são: Quando o término chega, é normal pensar que você vai morrer e nunca mais vai superar essa dor. A Ciência mostra, porém, que esse “luto interno” dura menos do que esperamos. Em geral, nos recuperamos do fim cerca de duas vezes mais rápido do que nós próprios esperamos. Nós superestimamos a perda, achando que ela será dolorida para sempre. E nunca é!  
4- O Auto-Flagelo: Ficar stalkeando, perseguindo, procurando notícias do ex, retarda o processo de superação, além de causar angustia e depressão.
5- As mulheres sofrem mais: Ainda que o término possa ser igualmente doloroso para homens e mulheres, a dor que elas sentem é maior. Mais isso hoje em dia é relativo, pois depende do grau de envolvimento de cada um, tem mulheres por exemplo, que ocupam seus dias com o trabalho, amigos, atividades conjuntas o que faz manterem o foco em outros interesses. Também existem homens que  sofrem e muito, mas por orgulho e machismo, não revelam.
6- Afogar as mágoas ou trabalhar esse sentimento: Social Psychology and Personality publicou um estudo mostrando que as pessoas que participaram de sessões de psicoterapia, superaram o término muito mais rapidamente do que aquelas que não procuraram ajuda psicológica.
Outras dicas que posso acrescentar:
1- Abrace o sofrimento: O término do relacionamento pode doer, mas pode ser exatamente o que você estava precisando para sair da sua zona de conforto e ser muito mais feliz. Na pior das hipóteses, você sairá mais forte e resistente à dor!
2- Assuma a responsabilidade pelos seus sentimentos: É normal querermos culpar o/a ex pela nossa miséria.Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos sentimentos, adquirimos o poder de superá-los.
3- Abandone a ilusão da Alma Gêmea: Essa ideia romântica já está muito ultrapassada. Vivemos numa era de abundância e liberdade. Desapegue da ilusão do “feitos um para o outro” e chame o próximo da fila.
4- Felizes para sempre: Adote a filosofia do seja eterno enquanto dure, pois namoro tem prazo de validade. Veja na natureza: raros são os animais que têm apenas um parceiro ao longo da vida, a maioria das espécies têm vários em um único ano.
5- Siga a sua Rotina: Não se dê o luxo de mudar a sua agenda para curtir a fossa! Você não precisa da piedade dos outros. 
6- Transforme emoção em realização: Essa fase em que as emoções ficam à flor da pele pode ser a mais produtiva da sua vida! Dedique-se mais ao trabalho, a escrever, a estudar, ou outro projeto qualquer. Você vai perceber que terá mais inspiração e disposição para realização.
7- Exercite-se: Essa é a melhor, além de encher o corpo de endorfinas e ter aquele alívio imediato, você pode entrar em forma e melhorar a sua autoestima.
8- Quando a dor apertar, mude o foco: Na hora que perceber que vai entrar numa vibração triste de melancolia, respire profundamente para ficar mais consciente e mude o foco, vá fazer algo que gosta, saia de casa, converse com alguém.
9- Mude de Ambiente: Procure lugares novos, dos quais não esteve com o antigo parceiro, você vai perceber que se sente diferente e que pode fazer as coisas mudarem.
10- Mude seu estado de Comportamento: Ou seja, quando se sentir solitário, encontre um amigo. Quando estiver triste, assista a uma comédia. Quando estiver com preguiça, faça algum exercício.
11- Faça terapia: Quando você fala em voz alta sobre tudo o que aconteceu e o que está sentindo, consegue enxergar a situação com mais clareza. E pode muda-la.
12-Crie uma lista do que você realmente é, e uma lista de agradecimentos: Sente-se com papel e caneta na mão e escreva aquilo que você realmente pensa sobre si mesmo e até mesmo aquilo que gostaria de pensar, por exemplo “eu sou um excelente namorado/a  e quem estiver comigo tem muita sorte”, “eu sou confiante e interessante, sou um ótimo partido”, e assim por diante. Quando você foca no sentimento de gratidão por tudo que tem e pelas experiências incríveis que teve, a dor da perda e a tristeza dão lugar à felicidade e satisfação. 
13- Lembre-se dos seus propósitos na vida: Quando levar o foco a tudo que quer realizar, vai perceber que não tem tempo para perder se lamentando com o passado e que mais vale focar no futuro.
14- Liberte-se do peso do passado: Sente-se e visualize uma chama de cor violeta rodear o seu corpo e incinerar os vínculos com o passado e com o relacionamento que acabou, como se estivesse rompendo os fios de uma marionete e sentindo-se mais leve, livre e independente para viver o presente e construir um novo futuro.
15- Ocupe-se: O fato é que se você estiver ocioso, a mente será atraída para o problema e o sofrimento. Encha a sua agenda de compromissos sociais e profissionais enquanto o tempo se ocupa em cicatrizar a ferida.
Se existe uma palavra que eu possa dar a todas as pessoas que procuram conforto neste momento tão difícil seria: Reconstrua-se. 
Aproveite a vivencia, mesmo que este rompimento não tenha sido sua escolha, use este turbilhão emocional como informações a seu próprio respeito. 
Creio que você pode aprender muito sobre si mesmo. Talvez esteja tendo reações que nunca imaginou que seria de seu feitio, talvez esteja tendo pensamentos e comportamentos que o faz não reconhecer a si mesmo, mas você pode crescer e sair renovado (a).
 Um psicologo pode ajudar quando procurado para realizar psicoterapia com o foco no fim do relacionamento.

sexta-feira, 8 de março de 2019

De que adianta ser feliz sem plateia? - A busca pelas migalhas de "likes"

Pobreza é algo aparentemente fácil de se definir, pois partimos do conceito de pobreza financeira, aquele que não tem dinheiro para se manter, enfim...
Mas existe hoje um outro tipo de pobreza que cada vez mais cresce, que também pode ser definida como carência e solidão.
Com o crescimento da violência, o alto custo de alguns passeios, o transito caótico das cidades, muitas pessoas preferem ficar em casa, e navegar por um outro mundo cada vez mais conhecido que é a internet.
As mídias sociais por sua vez, criaram  uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter uma vida mais fantástica.
Vemos nas redes pessoas postando fotos de comida, lugares, livros, animais, e uma infinidade de coisas, que antes eram vividas no privado.
Somos todos artistas com uma vida para "inglês ver", ou seja, uma vida de mentirinha.
Isso reflete traços emocionais e psicológicos profundos em cada um de nós, interferindo na nossa auto imagem, auto estima e também na forma como nos relacionamos.
Quando compartilhamos uma foto, um pensamento, um link, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina.
Hoje quem é introvertido que não gosta de se expor, que deseja, como nós há algum tempo atrás, proteger sua privacidade. É visto como uma pessoa doente, que não se adequa mais ao mundo.
Receber um comentário em um post, como também ser aceito em grupos virtuais estimula a auto estima e alivia a solidão momentaneamente, pois sempre queremos mais.
Consequentemente cria-se uma enorme angustia e ansiedade por likes e feedbacks.
Não é só narcisismo, como pensam alguns, é a carência e a necessidade de pertencimento.
A quantidade torna-se melhor que a qualidade, então os posts se multiplicam em segundos.
A adoração da imagem individual, não é só narcisismo ou necessidade de um momento, é existir para o mundo, "selfie, logo existo", essa frase se popularizou nas redes e é pura verdade, a palavra, selfie, aumentou sua popularidade em 17.000% em 2012 .
Recentemente em um acidente de caminhão, deixaram de socorrer a vítima para tirarem fotos do acidente em si, e isso acontece cada vez mais, com uma frequência enorme.
Em velórios de pessoas conhecidas acontece o mesmo, muitos param perto do caixão e tiram selfies, seria cômico se não fosse trágico.
As pessoas não querem interagir de verdade, o bom dia ao vizinho se tornou raro, a alegria real virou ficção.
O que de fato essas pessoas se habituaram é viverem em um conto de fadas, para garantirem suas migalhas diárias de "likes".
Como não constatar que vivemos na sociedade do espetáculo?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Liberdade e libertinagem - Onde nos perdemos na diferença

Liberdade e libertinagem são dois conceitos relacionados e que muitas pessoas confundem.
A liberdade consiste no direito de se movimentar livremente, de se comportar de acordo com sua própria vontade, partindo do principio de que esse comportamento não influencia negativamente outra pessoa.
De acordo com a filosofia, a liberdade é a independência, autonomia e espontaneidade do ser humano.
Já a libertinagem é fruto do uso equivocado, errado da liberdade, porque demonstra irresponsabilidade, que pode não só prejudicar a própria pessoa , mas outras pessoas também.
Quem age com libertinagem, revela não se importar com as consequências que seu comportamento pode ter.
A libertinagem, pode ser vista como ausência de regras e limites.
Na cabeça dos que agem com libertinagem passa a seguinte frase: Eu posso fazer tudo o que eu quiser, ninguém tem nada a ver com isso e ninguém pode me impedir.
Geralmente pessoas que se comportam com libertinagem, são pessoas rebeldes, egocêntricas, embrutecidas, escravas de todos os desejos que passam em sua mente.
Além de terem em mente que:  gente do bem é que se parece com a gente. Quem pensa ou age diferente, é visto como ameaçador, do mal, ruim, objeto de ódio.
Cobram determinados comportamentos de forma ressentida e vingativa.
A questão do ódio pode se dar como exemplo, o caso em que uma moça branca foi agredida por está de turbante. Lhe arrancaram o mesmo, alegando ser de  uso exclusivo dos negros, ou  afro descendentes, como preferirem.
Muitas vezes usam ideologias para justificarem seus comportamentos libertinos.
Não se iludam, isso é patológico, isso é doença, sim!
Impõem sua forma de pensar, agridem quem se opor, são violentos pois não aceitam limites ao seu ego.
Em outro exemplo temos o que foi amplamente mostrado pela mídia, as "feministas" em seus protestos que chegavam a ser grotescos, a medida em que defecavam e urinavam em objetos sacros, simulavam abortos, dentre outras aberrações, que quem não soubesse dos fatos diria se tratar de pessoas em surtos psicóticos.
Sim são doentes, além disso aparelhavam as universidades e escolas para doutrinar alunos e professores de acordo com sua ideologia .
O que é isso se não for uma forma esquizofrenizante de tentar manipular as pessoas, de acordo com sua ideia do que é real, sua ideia particular e própria de mundo.
O esquizofrênico  rompe com o o mundo real e cria um universo paralelo para si mesmo, e não aceita quem tente traze-lo para a realidade, para a razão.
Se encouraça e fica agressivo e muitas vezes assumem a postura de vitimistas ( pois ser vitima vai trazer ganhos, de uma forma ou de outra).
Jamais permitirá que o outro esteja com a razão, pois seu mundo é pautado em ideologias, que na mente do doente, são pétreas.
A realidade é totalmente pervertida, em busca de satisfação do prazer imediato.
Quando se transforma em ideologia, os mesmos se espelham em alguns pseudo lideres, dos quais tem verdadeira idolatria, transformando a vida desses em verdadeiras histórias de mártires (que não foram entendidos por toda a sociedade, sendo assim segregados), que na verdade para os libertinos deveriam ser idolatrados.
Como não dizer que isso é doença, a doença da falta de limites, do império da força incoerente e irracional, na busca de aceitação de seus comportamentos (sem nexo e sem limites).
Fica a reflexão, que nesse momento é bestante pertinente no cenário politico em que vivemos.