sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sexualização na mídia afeta saúde mental das adolescentes



A exposição em revistas, televisão, videogames, videoclipes, filmes, letras de música, revistas, videogames e internet tem um efeito danoso para o desenvolvimento de garotas adolescentes, diz um relatório da Associação Americana de Psicologia, divulgado nesta segunda-feira.
A sexualização - que, segundo a associação, ocorre quando uma pessoa é vista como um objeto sexual e quando alguém é valorizado apenas por seu apelo ou comportamento sexual - pode levar à perda de auto-estima, depressão e anorexia.
Segundo o relatório de pesquisa, há exemplos da sexualização de jovens em todos esses veículos. Os casos teriam aumentado com o surgimento de novas mídias, como a internet, e com a popularização do acesso à informação. Entre os exemplos usados pelo relatório está um comercial de tênis que mostra a cantora Christina Aguilera vestida com uniforme escolar com a camisa desabotoada, lambendo um pirulito.
  • Efeitos negativos:
As consequências da sexualização de meninas na mídia hoje são muito reais e provavelmente terão uma influência negativa no desenvolvimento saudável das jovens se tem amplas evidências para concluir que essa sexualização tem efeitos negativos em uma série de áreas, incluindo o funcionamento cognitivo e físico, a saúde mental e o desenvolvimento sexual saudável.
As meninas podem acabar se sentindo desconfortáveis em seu próprio corpo, tendo problemas de autoestima, distúrbios alimentares, depressão e uma autoimagem sexual pouco saudável.
Como uma sociedade, nós precisamos substituir todas essas imagens 'sexualizadas' com outras que coloquem as meninas em cenários positivos, que mostrem como são competentes e especiais.
Segundo os psicólogos, os pais podem acabar contribuindo para o problema ou podem assumir uma posição protetora e educativa.
  • Responsabilidade:
Pais, educadores e profissionais de saúde fiquem atentos para o potencial impacto da sexualização sobre adolescentes,o objetivo é levar para todos os adolescentes, meninos e meninas, mensagens que levem a um desenvolvimento sexual saudável.

Escolas devem ter programas de educação sexual que mostrem aos alunos o impacto da exposição de jovens como objetos sexuais. Afinal , na maioria das vezes,se você olhar as revistas para meninas, é tudo sobre sexo.
Nós somos uma sociedade visualmente absorvida, nossa visão das pessoas é dominada pela aparência delas". 
Uma das chaves aqui é a responsabilidade social. Os anunciantes e outras mídias precisam estar cientes de que os produtos que produzem e as imagens associadas a eles têm um impacto, e esse impacto não é sempre bom.
No Brasil, eu acredito que acontece o mesmo, com a proliferação, de danças como o funk, em que meninas dançam de forma extremamente sensual, para não dizer sexual, e os apelidos que surgem para denominá-las, como Cachorra, por exemplo,com um forte apelo a fazer das meninas apenas objeto sexual, e que precisam se vestir e portar-se como tal, misturando modismos a um apelo machista de que mulher boa tem que ser burra e ser "quente", servindo aos machos, que nessas danças acumulam-se ao seu redor, transformando, não só o funk como também o carnaval em festas de cunho sexual.
E o engraçado é que quando se fala esclarecer a população sobre AIDS, de distribuir preservativos e outros métodos anticoncepcionais, de conversar sobre sexo nas escolas,
surgem entidades e pais que são contra,como se quisessem mascarar o que está acontecendo,por exemplo, se não falo, finjo que não vejo ou culpo a moda e fica tudo bem. Como em um quadro de um antigo programa de humor, onde em tudo que acontecia se culpava o governo.
Mas brasileiro é assim a realidade está aí,e nós fingimos que nada está acontecendo,seja na saúde, seja na política.
Ou se para e pensa seriamente no assunto, ou a saúde mental também vai para o "vinagre".

4 comentários:

Silvinha disse...

xará...
parabéns pelo seu blog. não canso de dizer, pq está a cada edição melhor :-)
[ ]´s!
ah! qdo tiver um tempinho, visite o meu novo blog:
http://silvinhamrr.wordpress.com
logo terá mais txts.
bjs! fica com Deus!

Gisela disse...

Olá Sílvia.
Gostei muito do seu texto, pois é extremamente verdadeiro. Também sou psicóloga e já vinha pensando sobre isto há um bom tempo.
Fala-se muito em emancipação da mulher, na mulher assumindo as rédeas da sua própria vida, porém, cada dia mais a liberdade é confundida com "libertinagem", e foge à qualquer limite que se conheça. Será que estamos no caminho certo? Acho que não!
Quanto mais será preciso, quanta humilhação mais a mulher terá que suportar para aprender a se fazer respeitar?
Acredito que o que acometeu o mundo feminino pode ter sido a síndrome de identificação com o agressor, onde o agredido acaba tomando o lugar do agressor como forma de vingança.
Mas, vamos cominar não é?
Falta muito para amadurecer a idéia de mulher que pregamos no nosso dia a dia!!
Um abraço.

Daniel Scardua disse...

oi Silvia, recebi o seu convite para visitar o blog no "Grupo do lobato", adorei o conteudo, mas infelizmente não vou poder saborear mais agora... só que o meu retorno p dar uma olhada com mais calma ja esta marcado e garantido.
Parabéns pelo blog!

Daniel Scardua

ps: se puder e quiser de uma passada la no meu blog!

http://danielscardua.blogspot.com/

Geraldo disse...

Infelizmente a erotização está se espalhando como uma nuvem de gafanhotos em nossa sociedade. É a exaltação do amor pornéia em nossos meios de comunicação, seja ela visual, escrita, virtual e televisada

Geraldo
http://www.pharisfaces.blogspot.com