quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Saúde mental do trabalhador

Saúde mental do trabalhador é algo ainda hoje pouco pensado quando as empresas investem na organização dos espaços, layouts e organogramas. O ser humano em geral é muito influenciado pelo meio aonde vive, o meio exerce em nós grande influência, pois nossos cinco sentidos são constantemente acionados por estímulos vindos do meio ambiente. Sons, cores, cheiros, sensações, visões, todo o nosso corpo está imerso na vida e quanto mais este é estimulado, tal qual um esportista, será mais capaz de vencer as provas da vida, os desafios.
Bem, um dos aspectos mais importantes para uma empresa construir e manter seus colaboradores ou funcionários com um bom nível de saúde mental está no ambiente. Seja, no mobiliário, cores, na arquitetura do ambiente propriamente dito.
Vamos pensar no seguinte paradoxo, as pessoas que estão dentro de uma empresa, são as mesmas pessoas que habitam uma determinada moradia, este quer a sua casa a sua cara, ou seja mobilia ou até constrói uma casa para parecer com ele ou com a família que ali mora e na empresa constrói uma moradia para funcionários totalmente padronizada. Não há espaço na maioria dos projetos de layout de empresas para o individual, são em geral projetos que privilegiam a homogeinização dos espaços, quando muito permitem ao funcionário colocar uma foto ou algo pessoal em sua base de trabalho.
O interessante desta história é que quando o mesmo empresário ou o profissional vai construir ou rearranjar os espaços de sua moradia, ele contrata um arquiteto ou decorador para fazer tudo de acordo com seu perfil e de sua família. Ele sabe que quanto mais a casa é bem arranjada, projetada, mais feliz ou mais harmônico o ambiente tende a ser, propiciando desta forma um ambiente mais favorável para que as relações que se deem ali sejam mais benéficas.
Outrossim na empresa não se tem este cuidado, compram-se móveis iguais para pessoas diferentes, constroem espaços sem mesmo consultar os gostos das pessoas que ali vão atuar.
Entendo que em uma empresa as pessoas podem mudar de setor, ou mesmo sair da empresa em um curto espaço de tempo e investimento é dinheiro, mas em uma casa as pessoas também mudam, a criança cresce e o quarto precisa ser alterado novamente. Porém podemos pensar que se as empresas investissem mais no projeto individualizado dos espaços, isto poderia afetar positivamente o funcionário que ali trabalha e isto poderia ser mais uma ferramenta de motivação para que o tempo de permanência seja maior na empresa, ou seja pode influenciar a diminuição do giro de pessoas na empresa.
Dentro da arquitetura de interiores já existe o conceito de móveis puzzle ou móveis montados como um brinquedo, brincar com as cores, com os layouts, com os detalhes personalizados pode influenciar positivamente na saúde mental do trabalhador.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Redução de Danos em usuários de Álcool e Drogas


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A Redução de Danos constitue um conjunto de ações públicas com objetivo de minimizar os prejuízos causados pelo uso de drogas.
E tem como princípio fundamental a garantia do direito à liberdade, superando os limites do individualismo, criando uma convivência democrática entre os diferentes, pautada nos direitos universais.
Desenvolvendo na sociedade a consciência ética de reconhecer no outro, ainda que diferente, a nossa própria humanidade. (Ministério da Saúde, 2001).
“RD tem se apresentado como uma alternativa na área de drogas, que resgata aspectos éticos e humanos da relação entre as políticas de saúde e consumidores de drogas, sem, no entanto, demonstrar claramente em que bases teóricas está ancorada”.
A RD toma como objeto de transformação não somente a dependência ou o hábito de consumir drogas de indivíduos em particular, mas a estrutura que envolve o complexo sistema de produção, comércio e consumo de substâncias psicoativas considerado na sua dimensão macroestrutural e historicamente situado.
A droga não adquiriu tamanho grau de importância na pós-modernidade somente pelos seus efeitos, mas também pelos significados e valores que lhe foram atribuídos. Não se trata apenas da falta constitutiva!
Relação capitalismo-droga
A sociedade contemporânea é cada vez mais viciada: em alimentos, em roupas, em carros. Diversas práticas sociais tomam características compulsivas: as torcidas esportivas viciam-se em seus times e adotam comportamentos de dependência os próprios esportistas pressionados pela indústria da quebra dos recordes, viciam-se literalmente em suas próprias endorfinas quando não tomam simplesmente aditivos hormonais ou excitantes.
Diversas práticas como o alpinismo ou a direção de caros velozes, tomam a mesma dimensão viciante social.
PRINCÍPIOS BÁSICOS:
É uma alternativa de saúde pública para os modelos moral/criminal e de doença do uso e da dependência de drogas;
Tem a abstinência como resultado ideal, mas aceita alternativas que reduzam os danos e melhorem a qualidade de vida do indivíduo;
Surgiu em defesa do dependente e é promovida por ele mesmo. Não é uma política para formuladores de políticas antidrogas;
Baseia-se nos princípios do pragmatismo empático X idealismo moralista;
Preocupa-se com o manejo das questões cotidianas e das práticas reais, admitido que o dano e o sofrimento fazem parte da vida. Sem utilizar de juízo de valor, busca alternativas de como amenizar a dor e os danos para o indivíduo e para a sociedade;
É uma abordagem empática, pois não denigre a imagem de quem consome drogas ou se envolve em comportamento sexual de alto risco. Aproximando-os potencialmente, dos serviços de tratamento e prevenção.

POR QUE RD?
Existem usuários que não querem, ou não podem deixar de usar drogas;
O PRD aproxima o UD dos Serviços de Saúde (tratamento e prevenção);
Reduz o preconceito e a marginalização do UD

PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS:

Pragmatismo - A utilização de substâncias que provocam a alterações da consciência é assumida como sendo frequente na experiência humana. Apresenta riscos inquestionáveis, mas também apresenta vantagens para o consumidor, que a não serem levadas em conta tornam incompreensível o comportamento de consumo de drogas. Do ponto de vista da comunidade, o controle e diminuição dos danos verificados pode ser uma opção mais pragmática e exequível do que o esforço para eliminar completamente o consumo.
Humanismo - Não é feito um julgamento moral que resulte na condenação ou apoio ao uso e abuso de drogas. A dignidade e os direitos dos consumidores são respeitados. 
Ênfase nos danos - A prioridade é diminuir as consequências negativas do uso de drogas para o próprio e para os outros e não a diminuição do uso. Esta abordagem não exclui o objetivo da abstinência. Alguns casos poderá ser mais eficaz uma redução dos níveis de uso, em outros a alteração das modalidades de consumo.
Avaliação de custos benefícios - Embora quase impossível pelo número de variáveis envolvidas, tal princípio supõe a considerar os interesses imediatos do indivíduo e os da sociedade em geral.
Prioridade para os objetivos imediatos - Atingir os objetivos mais imediatos e realistas. É visto como um primeiro passo para o consumo sem riscos ou mesmo a abstinência. 

AÇÕES IMPORTANTES:
Utilize uma linguagem simples, não técnica
Divulgue mensagens positivas, transmitindo segurança e credibilidade
Evite sobrecarga de informações
Verifique se a pessoa compreendeu as informações
Estimule o desenvolvimento da auto-estima do UD
Seja breve nas explicações;
Abra espaço para tirar as dúvidas e para a pessoa falar;
Respeite as preferências, necessidades e opinião dos UD;
Promova espaço de discussão entre as práticas adotadas e as práticas seguras (situações reais)!

As Estratégias de RD constituem ações práticas e humanistas para diminuir os danos relacionados ao uso prejudicial do álcool e outras drogas. Elas demonstram ser eficazes em diminuir os riscos de contágio de doenças transmissíveis, por via venosa e sexual, sem aumentar o consumo de drogas,e em diminuir a estigmatização social e o preconceito.
O uso de substâncias psicoativas sempre pode produzir danos para o indivíduo e para aqueles que o cercam. No entanto, as drogas possuem historicamente uma função social, e as tentativas de excluí-las da sociedade, pela repressão, sempre se mostraram insuficientes e, muitas vezes, até mais danosas. As Estratégias de RD também consideram as diferenças individuais, ou seja, o fato de que as pessoas são diferentes entre si, e que, portanto, não se deve propor ações que exijam comportamento igual para todos em todas as situações
Pois a RD apresenta-se, provavelmente, como a única estratégia capaz de, ao invés de colocar as drogas no lugar central e de causa principal dos problemas e "doenças", incluí-las como parte integrante da sociedade e de sua complexa relação com as drogas.
Muitas vezes gostaríamos que as drogas não existissem.
Mas elas existem.
O que podemos fazer é tentar evitar que as pessoas se envolvam com elas.
Mas muitas pessoas se envolvem.
Para esses podemos ajudar a evitar que se tornem dependentes.
Mas alguns se tornam.
Cabe a nós oferecer as melhores condições de recuperação.
Mas alguns continuam a consumir drogas.
Neste caso, temos a obrigação de orientá-los para que o façam da maneira menos prejudicial possível.
Na esperança de que seja uma fase passageira.

Um dos grandes pilares para a sustentabilidade do SUS:
Integralidade:
- Oferecer de forma articulada, ações de promoção da saúde, prevenção dos fatores de risco, assistência aos danos e reabilitação - segundo a dinâmica do processo saúde-doença;
- Conjunto de valores pelos quais vale lutar, pois se relacionam a um ideal de uma sociedade mais justa e mais solidária.
Saúde da Família como estratégia que incorpora diversos sentidos da integralidade da atenção à saúde em suas diretrizes básicas:
humanização, vínculo e responsabilização
continuidade da atenção
promoção, prevenção, cura e reabilitação
articulação entre saúde pública e assistência individual
acesso aos diversos níveis de atenção
território – identificação de problemas e estímulo a
intervenções intersetoriais
Atenção básica cumpre papel fundamental, pois é nesse nível que deve ocorrer o acolhimento e a construção de vínculos com as equipes de saúde;
O exercício da clínica e do cuidado se dá a partir da valorização de todas as dimensões humanas.
A humanização do atendimento deverá estar presente em todas as instâncias de efetuação.
Para construir esse desenho de atenção integral e de qualidade, é indispensável aumentar a resolubilidade na rede básica, reduzindo a necessidade de encaminhamentos e aumentando o grau de responsabilização das equipes de saúde em relação aos usuários e a confiança destes no cuidado que lhes é prestado neste nível de atenção. 

Integralidade:
Atenção limitada à doença – necessidade visível
Fragmentação do saber e fazer em saúde
Práticas de saúde (individualização, tecnificação e medicalização)
Serviços de saúde excludentes
     • Focalização das políticas sociais
 
Um sentido construtivo:
Saberes compartilhados
Práticas como construção de redes de cuidado horizontalizadas
Universalidade dos serviços
Políticas públicas construídas de forma coletiva e participativa

Matriciamento é: Planejar a organização dos serviços com base numa estrutura, num modo de gestão (participativo),e de gerenciamento(preferencialmente de gestão de informações).
Apoio Matricial:
É um regulador de fluxos, que permite entender e diferenciar os casos que realmente precisam ser atendidos pela saúde mental, e os casos que podem ser acompanhados pelo PSF, ou pelo menos ser acolhido momentaneamente por esses profissionais
Se constitui em uma proposta de articulação da rede de saúde mental com as Unidades básicas de saúde, permitindo e/ou facilitando o direcionamento da rede, visando a implementação de uma clínica ampliada, favorecendo a co-responsabilização entre as equipes, promovendo saúde e a diversidade de ofertas terapêuticas através de um profissional de saúde mental que acompanhe sistematicamente as Unidades.

Trabalhar por projetos supõe:
Equipe: Que tenham claro (entre todos os envolvidos, em todos os níveis, de modo transparente):
Desenhar é planejar:
o que se fará, para quem, como (qual metodologia, qual tecnologia), com quais procedimentos e recursos, pensando em quem fará o que (atribuições intra, inter e transdisciplinares), e em como serão avaliadas as ações (indicadores).
Matriciamento das Equipes de Apoio:
Mudança na lógica dos processos de trabalho – co-responsabilização do território (físico e epidemiológico);
Apoio matricial – especialista que tem um núcleo de conhecimento distinto daquele da APS, mas que agrega saber e olhar a solução dos problemas de saúde;
Elimina a referência e contra-referência, ampliando a construção de projetos terapêuticos integrados;
Cria um importante espaço contínuo de troca de saberes – Educação Permanente.
Como parte das ações estão previstas consultas compartilhadas,
discussões de casos, treinamento prático, visitas domiciliares e ainda palestras e reuniões com grupos.
As diversas concepções de Redução de Danos - RD:
-  Estratégia de Saúde Pública – populações mais vulneráveis e AIDS
Ética e Direitos Humanos
-  Movimento Social
-  A “nova saúde pública”: estilo, qualidade de vida e promoção da saúde – o esvaziamento do debate político
Saúde Coletiva: resgate do caráter político e social da RD.
Redução de Danos na Atenção Primária:
Necessidade imperativa de mudança das concepções e posturas;
Ênfase na integralidade, na intersetorialidade e na integração de ações conjuntas: equipes do PSF e atores diversos (redutor de danos);
Consideração dos aspectos políticos e sociais;
Formulação de Projeto Terapêutico Singular – PTS.
A concepção de Integralidade: A integralidade das ações de saúde foi definida como dispositivo jurídico- institucional a partir do objetivo de assegurar aos indivíduos a atenção à saúde , dos níveis mais simples aos mais complexos, da atenção curativa à preventiva, bem como a compreensão, em sua totalidade, dos indivíduos/coletividade em suas singularidades.
Deslocar o foco de atenção da doença para o sujeito/ família/ comunidade ressignificando práticas e saberes na interação dos sujeitos.
O Redutor de Danos no território como espaço cotidiano:
O conjunto contraditório formado por uma configuração territorial e por relações de produção, relações sociais, o espaço formado por um sistema de objetos e sistema de ações”.
Comunidade : como lócus da complexidade e cotidianidade das relações sociais que se traduzem por sua diversidade e pluralidade, numa arena de lutas, conquistas e desafios.
A equipe de Saúde da Família:
Funciona como suporte capaz de se envolver com a vida da população, com atitude solidária, onde a relação de tratamento é substituída pelo cuidado, possibilitando ao profissional ver além do sintoma ou apenas da questão do problema com a droga..
A Integração das Ações: PSF e RD: Evitar se possível o envolvimento com as drogas;
Propostas de Redução de Danos:
1. Reconhecimento dos direitos humanos dos usuários de drogas. Aplicação e fortalecimento de medidas de redução de danos e campanhas informativas de prevenção;
2. Previsão legal e regulamentação de tratamentos de substituição; salas de consumo (consumption rooms); usos terapêuticos de psicotrópicos, dentre outros.
3. Oferecimento de tratamento voluntário de dependência de drogas na rede pública de saúde;
Propostas de Alteração da Lei de Drogas:
1. Descriminalização do uso e da posse não problemáticos de pequenas quantidades de todas as substâncias hoje ilícitas, especialmente da cannabis.
2. Proposta de administração do controle de drogas, segundo o modelo português.
3. Determinação legal (ou administrativa) de quantidades máximas permitidas para a posse de cada uma das substâncias proibidas, levando em consideração a natureza da substância e sua potencialidade lesiva à saúde individual. 
4.Criação de um tipo privilegiado de tráfico para traficante que atua sem violência, como um tipo intermediário, com a expressa previsão de penas alternativas na forma geral prevista no Código penal.
5. Previsão legal de penas alternativas para os delitos de tráfico, por medidas que incluam a presença em cursos de qualificação profissional, e a facilitação da busca por emprego, de forma a afastá-la do comércio ilícito;

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Propostas de Redução de Danos:
Reconhecimento dos direitos humanos dos usuários de drogas. Aplicação e fortalecimento de medidas de redução de danos e campanhas informativas de prevenção;
Previsão legal e regulamentação de tratamentos de substituição; salas de consumo; usos terapêuticos de psicotrópicos, dentre outros.
Oferecimento de tratamento voluntário de dependência de drogas na rede pública de saúde;
Propostas de Alteração da Lei de Drogas:
Descriminalização do uso e da posse não problemáticos de pequenas quantidades de todas as substâncias hoje ilícitas, especialmente da cannabis.
Proposta de administração do controle de drogas, segundo o modelo português.
Determinação legal (ou administrativa) de quantidades máximas permitidas para a posse de cada uma das substâncias proibidas, levando em consideração a natureza da substância e sua potencialidade lesiva à saúde individual.
O traficante-dependente, que se diferencia do traficante-comerciante por praticar o comércio com o único objetivo de sustentar o seu vício, deve ser tratado de forma mais branda, o que é admitido por algumas legislações européias, como a austríaca.
É essencial que se faça a diferenciação entre aqueles que praticam o tráfico munidos de armamentos e os pequenos traficantes que atuam sem violência ou uso de armas, os quais devem receber uma pena mais branda, evitando-se seu encarceramento.
Previsão legal de penas alternativas para os delitos de tráfico, por medidas que incluam a presença em cursos de qualificação profissional, e a facilitação da busca por emprego, de forma a afastá-la do comércio ilícito;

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fechamento do maior manicomio em Pernambuco


Uma audiência pública marcou em desessete de novembro deste ano o início do processo para descredenciar do SUS o Hospital Psiquiátrico Alberto Maia , em Camaragibe, Pernambuco. No próximo mês, os pacientes começam a ser transferidos para outros hospitais. Na reunião, representantes do Ministério da Saúde, do Governo do Estado e da Secretaria de Saúde de Camaragibe apresentaram aos promotores de Justiça o termo de compromisso assinado entre eles para resolver a situação dos pacientes do hospital. No dia 29 de setembro, a TV mostrou que os pacientes internados no local estavam desnutridos e com doenças na pele. Faltavam enfermeiros e atividades terapêuticas. A taxa de mortalidade era alta: cinco por mês. O hospital é particular e conveniado ao SUS, que paga uma diária de quase R$ 29 por paciente. Pelo acordo, o processo será coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde. Ainda este mês, o Governo do Estado vai repassar para a Prefeitura R$ 1,2 milhão e o Ministério da Saúde vai enviar todo mês R$ 200 mil. Com esse dinheiro, a Prefeitura vai garantir aos pacientes as três refeições diárias e os medicamentos e contratar uma equipe de 53 profissionais de saúde para trabalhar temporariamente no Alberto Maia, junto com os profissionais do hospital. Essa equipe vai avaliar os pacientes e decidir para onde eles serão encaminhados. As trasferências devem começar em dezembro e terminar dentro de seis meses. Os documentos apresentados vão ser analisados pelo Ministério Público, mas isso não adia o início da intervenção.
No dia 16 de dezembro vai ser assinado um termo de compromisso entre o MP, os gestores e a direção do hospital. "No dia 16 de dezembro é que vai ter uma nova reunião, onde vai ser assinado o termo de compromisso. Mas isso não atrasa o cronograma apresentado. A partir de hoje já se pode começar a executar o que nos foi apresentado", afirmou a promotora de Camaragibe Nancy Torjal.
Os pacientes serão transferidos para seus municípios de residência e poderão fazer o tratamento em um dos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPs) ou nas Residências Terapêuticas das cidades de Olinda, Abreu e Lima, Paulista, Timbaúba, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho. Pacientes acamados e clinicamente comprometidos vão ter prioridade. Segundo SES, a medida deve garantir as três refeições diárias, medicação e atendimento clínico aos internados. Uma equipe interdisciplinar de 53 profissionais de saúde vai ser contratada para agilizar todo o processo. A Direção do Hospital Psiquiátrico Alberto Maia vai cuidar da infraestrutura do atendimento oferecido durante todo o período de seis meses, podendo ser renovado por mais seis. Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, mais de R$ 2,4 milhões serão investidos no processo que vai encerrar as atividades da unidade considerada imprópria para o atendimento psiquiátrico. Todas as medidas vão ser executadas pela Secretaria de Saúde de Camaragibe, que vai receber os recursos financeiros, além de apoio técnico e político.
O Alberto Maia foi considerado impróprio pelo Ministério da Saúde para o atendimento psiquiátrico desde 2004.

No período mais crítico, a unidade registrou uma média de quatro óbitos por mês em seu serviço. Uma tentativa de intervenção do Ministério da Saúde foi feita no ano de 2005, mas a Justiça Federal negou a ação em primeira instância.
Os técnicos recolheram amostras de água e de alimentos. De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária, Jaime Brito, foi constatada a precariedade das condições de internação. O laudo deve ser divulgado em oito dias. O hospital pode ser advertido ou multado. O problema é antigo: vem sendo discutido há dois anos pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Camaragibe. Nesse período, 103 pessoas morreram. O hospital é particular, conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS), que paga uma diária de R$ 28,90 por paciente. Os pacientes vêm de 32 municípios e vivem em condições precárias. Eles só têm garantida uma refeição por dia, por ordem do Ministério Público – o almoço. O funcionário mais antigo testemunha a situação há mais de 40 anos. "Quando eu cheguei, isso aqui era um céu, hoje se tornou um inferno", diz Antônio de Moura .
As dívidas trabalhistas se acumulam - os funcionários ainda não receberam o salário de julho e as férias foram suspensas. A taxa de mortalidade no manicômio é de cinco mortes por mês, de acordo com o Conselho Regional de Psicologia (CRP). Em um pavilhão, dois auxiliares de enfermagem cuidam de 102 idosos. "Em dois anos foram 103 mortes. O que a sociedade vai ficar esperando? Que essas pessoas morram?", questiona Nelma Melo , da comissão de saúde do CRP. O Ministério da Saúde considera o hospital um dos dez piores do país. A situação é tão grave que está sendo elaborado um plano de intervenção no manicômio. "O Ministério foi chamado para discutir a questão para que até o final do mês a gente tenha uma intervenção naquela unidade", afirma Ana Maria Albuquerque , secretária Executiva de Atenção à Saúde do Ministério. De acordo com a Prefeitura de Camaragibe, uma equipe contratada pelo município vai assumir a direção do hospital. Para fazer isso, vai contar com a ajuda do Governo do Estado e do Ministério da Saúde. A diretoria do Hospital Psiquiátrico José Alberto Maia não quis gravar entrevista. O ex-prefeito de Camaragibe, Paulo Santana, negou que tenha havido desvio de dinheiro e informou que, em 2004, o Hospital Alberto Maia foi considerado um dos piores do País e, por isso, na época, houve um bloqueio no repasse de verbas do SUS para o hospital. A prefeitura teria, então, usado o dinheiro bloqueado para outras ações na área de saúde. O ex-prefeito disse, ainda, que o bloqueio do dinheiro teria durado, apenas, um mês e, logo em seguida, a verba voltou a ser repassada para o hospital.
A meta é descredenciar o Hospital Alberto Maia do SUS. Para isso, os pacientes vão ser retirados aos poucos do local. Das 570 pessoas internadas, 50, que estão em estado mais grave, serão encaminhadas para outro hospital psiquiátrico ainda não definido. Os demais pacientes serão levados para residências terapêuticas, nas cidades onde moravam antes de irem para o Alberto Maia. Residências terapêuticas são casas com no máximo oito pessoas, que ajudam nas tarefas domésticas e aos poucos vão retomando suas vidas. Os moradores são acompanhados 24 horas por dia por um cuidador, que é responsável também pelos remédios. O processo de mudança vai ser coordenado pela Secretaria de Saúde de Camaragibe.
Em Pernambuco, existem sete Residências terapêuticas no Recife, quatro em Camaragibe e uma no Cabo de Santo Agostinho.

sábado, 31 de outubro de 2009

Não faça do sofrimento, um vício


 Em que momento podemos perceber que a tristeza pela perda “passa dos limites”?
Sofrer é uma realidade que diz respeito a todos nós. A tristeza por uma perda é algo inevitável na vida das pessoas. Perdemos amigos, parentes, e tantas outras coisas que podemos lembrar e enumerar nas nossas vidas. No entanto, apesar do sofrimento fazer parte da condição humana, é preciso ficar atento para o sofrimento evitável, que não necessitaria fazer parte da vida cotidiana. A tristeza ou o sofrimento que “passou dos limites” pode ser evidenciado quando o mesmo causa isolamento social, depressão, pensamentos obsessivo-compulsivos e ansiedade disfuncional (gasta-se muita energia para pouco ou nenhum resultado).
Sofrer em demasia pode estar camuflado em alguns quadros psicodinâmicos. É importante perceber quando isso acontece para poder encaminhar a pessoa a um especialista / psiquiatra para uma avaliação e receber tratamento medicamentoso se for o caso. Do ponto de vista daqueles viciados em sofrimento, podemos dizer que o adulto que sofre de hoje foi uma criança que se sentiu pouco amada, reprimiu seu desejo de ser cuidada e perpetuou sentimentos de vergonha, inferioridade e inadequação, estruturando uma forma sofrida de viver.
Hoje vivemos no que chamamos de mundo contemporâneo ou sociedade pós-moderna, que pode ser definida basicamente pelo cientificismo, abandono do ideal de reflexão/contemplação e exaltação do mercado e busca da felicidade individual. Somos influenciados pela ideologia capitalista do consumo e do acúmulo, tanto de bens materiais quanto de informações e novidades tecnológicas: o homem de hoje esta cada vez mais ansioso e desconectado do universo. A competitividade e o materialismo exacerbados, a perda da tradição e a velocidade acelerada em que vivemos conduziram ao individualismo e ao hedonismo. Neste contexto, predominam a insegurança, a sensação de vazio e a falta de sentido na vida.
A melhor opção é procurar auxílio especializado na psicoterapia. O processo terapêutico permite a desconstrução de padrões comportamentais e pode ser a chave para um trabalho de conscientização. Obviamente a presença de amigos e a convivência em grupos sociais é importante, porque pode proporcionar o surgimento de novos modelos relacionais. O apoio da família também é fundamental para evitar o isolamento e a sensação de abandono. Entendemos o ser humano como um ser relacional em que o conhecimento de si e do mundo se apoia no processo de complementariedade e de interdependência com o outro.

Estima-se que no Brasil cerca de 12% dos homens e 20% das mulheres terão algum nível de depressão em alguma fase da vida. Em geral, nos serviços de atendimento primários a incidência de depressão varia de 10% a 15% dos pacientes avaliados. O falso diagnóstico pode ocorrer quando o paciente apresenta sintomas facilmente confundíveis com depressão  caso de uma tristeza profunda por uma perda importante ou estresse.

sábado, 24 de outubro de 2009

Cigarro na Gravidez e Delinqüência Juvenil



Se já não bastassem todos os malefícios físicos e psicológicos trazidos ao recém-nascido e à criança no seu desenvolvimento, temos hoje, o conhecimento, através de vários estudos científicos metodologicamente corretos, que a exposição pré-natal do feto ao tabagismo materno durante a gravidez, está associada a uma maior chance de distúrbios de comportamento e do Transtorno da Hiperatividade com Déficit Atencional ( doença iniciada na infância que tem como principais características a impulsividade, agressividade, falta de atenção e concentração e hiperatividade) na adolescência, principalmente em meninos.

Esses comportamentos, chamados de disruptivos, favorecem a delinquência, a depressão, o suicídio e o uso de drogas entre adolescentes, sem dúvida alguma fatores geradores de culpa em algumas mães, dependendo de suas características de personalidade e relacionais.
Alguns estudos recentes têm examinado os antecedentes maternos de vários meninos pré-púberes com transtornos de conduta. Esses estudos acharam uma frequência maior de tabagismo materno durante a gravidez em 22% dos meninos com déficit atencional contra 8% dos chamados controles normais. Vários outros fatores foram controlados para não causarem distorções nos estudos, como por exemplo, condição sócio-econômica, inteligência dos pais e história parental de transtorno de conduta ou hiperatividade.
Wakschlag e colaboradores, em 1997, chegaram à conclusão que mulheres fumantes de mais da metade de um maço de cigarros por dia, eram mais propensas a terem filhos com distúrbio de conduta. Importante frisarmos que esses autores concluiram ser o tabagismo um fator de risco isolado para o distúrbio de conduta entre os adolescentes.
Pesquisadores da Suécia, em 1998, estudaram 62 crianças com Déficit Atencional e Hiperatividade, comparando-as com crianças normais. Eles acharam que no subgrupo de pré-púberes doentes havia o dobro de mães que tinham fumado durante a gravidez.
Outro estudo realizado por Fergusson e colaboradores, na Nova Zelândia, com 1265 indivíduos com idade variando entre 16-18 anos, concluiu que as crianças expostas à nicotina durante a gestação tinham maior prevalência de uso de drogas, distúrbios de comportamento e depressão.
O mais recente trabalho publicado sobre o tema, em 2005, no British Journal of Psychiatry, pesquisou 723 casais de gêmeos idênticos e 1173 não idênticos. Os pesquisadores associaram diretamente o fumo, durante gravidez, ao transtorno do déficit atencional e hiperatividade. Um outro trabalho de 2005, publicado na revista Pediatrics, também encontrou tal direção. Segundo este trabalho, as futuras mães correm um risco três vezes maior de ter filhos com transtornos de hiperatividade se fumarem durante a gravidez.
Há algumas hipóteses bem conduzidas, entre elas a de que a nicotina atuaria estimulando o sistema motivacional cerebral dopaminérgico (dopamina é uma substância química que comunica as células nervosas entre si) durante uma fase crítica do desenvolvimento cerebral do feto, o que predisporia tardiamente a um risco aumentado do uso de outras drogas na adolescência.
Portanto, embora estudos retrospectivos mereçam uma análise crítica mais rigorosa, a hipótese de que o tabagismo na gravidez predispõe a doenças mentais na infância e adolescência é bem razoável. A única dúvida que nos restaria seria em relação ao período de amamentação. Será que a exposição da criança à nicotina através do leite mateno não é o mais importante nesses efeitos?
De qualquer forma, programas de prevenção do tabagismo materno durante a gravidez devem ser incentivados, na Rede de Saúde Pública, pelos inúmeros malefícios que essa prática pode acarretar ao futuro jovem. Acho extremamente sensibilizador uma mulher ter o conhecimento de que a sua dependência de nicotina pode ser um dos fatores de risco para futuros delinquentes juvenis.

sábado, 12 de setembro de 2009

Entusiasmo dar um up nas nossas vidas.



O entusiasmo que nos faz seguir em frente
Em alguns momentos da nossa vida aparecem obstáculos que nos desafiam. Estas “pedras no caminho” nos testam, nos colocam em situações inusitadas, que nos mostram a verdadeira essência do entusiasmo.
Estes obstáculos funcionam de forma diferente em cada indivíduo, pois alguns simplesmente desistem, outros “travam” não vão nem adiante e nem conseguem retornar, outras pessoas se agarram em seus ideais, suas crenças, no amor, em sua fé e seguem em frente.Dizem que entusiasmo é a força que nos faz seguir em frente nos momentos onde os demais começam a desistir.
Como sabemos, a palavra entusiasmo origina-se do grego e significa ter um Deus dentro de si. Como fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, o entusiasta é aquele que acredita em Deus e em si mesmo.Se refletirmos um pouco começamos a perceber que para seguir em frente perante um obstáculo devemos ter onde nos agarrar.
Ter um apoio que nos dá força e que funciona como uma alavanca permitindo-nos sobrepor nossos problemas.Este apoio que nos fortalece são as nossas metas, planejamento, sonhos, desejos e quanto mais claro forem estes objetivos mais sustentação ele nos dará.O apoio que nos fortalece é o amor, o amor próprio, amor pela vida, pelo próximo, família, trabalho, etc.
O apoio que nos fortalece são as nossas experiências, pois quantos problemas já não enfrentamos no passado?
O apoio que nos fortalece é a fé em Deus, pois para ele nada é impossível.O entusiasmo deve ser praticado constantemente através de ações entusiastas.
Esperar ter as condições ideais para nos sentir entusiasmados é uma boa maneira de não se chegar a lugar algum.Se você é daqueles que acham impossível entusiasmar- se com as condições atuais, creia que acabar com o negativismo é a primeira ação da pessoa entusiasta.
Acredite no seu poder para mudar as coisas, na capacidade de vencer e construir o sucesso, siga em frente, tente outra vez.Como diz a música: “Não diga que a canção está perdida, tenha fé em Deus, tenha fé na vida, tente outra vez!”Tenha entusiasmo e afine-se para o sucesso!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Assédio Moral: Já existe seguro


Seguradora multinacional lança a primeira apólice que garante o pagamento às empresas de ações indenizatórias movidas por assédio moral, sexual e discriminação no ambiente de trabalho.
Apostando no receio das empresas de tornarem-se rés em processos judiciais movidos por funcionários, a Zurich Brasil Seguros lança a primeira apólice que garante o pagamento de indenizações por assédio moral, sexual e discriminação no ambiente de trabalho.
De acordo com o diretor financeiro da empresa, Eduardo Pitombeiro, o chamado seguro contra práticas trabalhistas indevidas deve cativar cerca de 5 mil empresas em todo o País, sobretudo as grandes, de diversos setores econômicos. "É um risco invisível que todas as companhias correm. O produto deverá interessar àquelas que consideram que o pagamento dessas ações pode afetar a sua integridade financeira", diz.
O custo do seguro varia entre 0,8% a 3% do valor que a empresa pretende como cobertura. Fatores como a atividade desenvolvida, postura adotada diante de práticas ilícitas no ambiente de trabalho e a existência de um código de ética interno são levados em conta na definição do valor a ser desembolsado pela contratante. O seguro cobre tanto as ações individuais como as coletivas. Essas últimas são movidas pelo Ministério Público do Trabalho e não há limites para as indenizações.
O aumento do número de processos na Justiça e o valor das condenações envolvendo principalmente o assédio moral foram outros fatores que motivaram a empresa a lançar o produto. "Já vimos condenações de até R$ 5 milhões, que antes não existiam", informou Pitombeira.
Além do alto custo de uma ação do gênero, o diretor da Zurich destaca que é preciso levar em conta que a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras é muito mais fiscalizada hoje que no passado. Nos últimos sete anos, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo, que abrange 46 municípios, abriu 920 processos para apurar denúncias de assédio moral, sexual e discriminação.
No momento, os procuradores estão analisando 263 reclamações contra empresas que mantêm em seus quadros "especialistas" em expor subordinados a situações consideradas vexatórias. De acordo com Pitombeira, a preocupação das empresas com esse tipo de ação ficou mais evidente depois da reforma do Judiciário, em 2004, que passou para a Justiça do Trabalho a incumbência de julgar processos por dano moral decorrentes de questões trabalhistas.
Até então, as vítimas de assédio podiam recorrer à Justiça comum. No perfil traçado pelo MPT das principais vítimas de assédio está as mulheres, pessoas com idade mais avançada, gestantes, membros da CIPA, dirigentes sindicais, homossexuais, portadores de HIV, obesos, mães solteiras e negros.

A procuradora do MPT, Adélia Augusto Domingues, não vê com bons olhos a demanda pelo seguro. "O dinheiro que as empresas vão gastar com o produto deveria ser utilizado em trabalho interno para que fatos como esses não aconteçam", diz.
Já a advogada trabalhista Adriana Calvo considera o seguro interessante, principalmente porque dá cobertura às ações coletivas, que são as mais perigosas para as empresas. Mas ela chama a atenção para o risco de se criar uma indústria de ações.

Fonte de pesquisa: Diário do Comércio

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sobre doação de ossos


A doação de ossos pode ajudar pessoas com doenças que provocam perda óssea, como tumores, ou que utilizam próteses, cuja substituição exige preenchimento ósseo nas articulações, além de pacientes com problemas odontológicos.No Brasil existem seis bancos de tecidos músculo-esqueléticos (ossos, cartilagens, peles e ligamentos).O maior deles recebeu apenas dez doações de ossos em 2008. Para ser um doador de ossos é importante manifestar essa intenção as familiares ao longo da vida, pois confirmada a morte do doador, a autorização para a cirurgia de retirada do material é dada somente pele família ou por representante legal.Uma das razões para o reduzido número de doadores de ossos é o receio de que o corpo não tenha sua aparência preservada no velório. Apesar da Lei 9.434/97, Lei dos Transplantes, determinar que após retirada dos tecidos, órgãos e partes, o cadáver será condignamente recomposto para ser entregue, em seguida, aos parentes ou seus responsáveis legais para o sepultamento. De acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), responsável pela captação das doações no Rio de Janeiro, as regiões com ausência de pele são cobertas e as cavidades preenchidas com material sintético.Em nenhuma hipótese são retirados ossos da face do doador. Geralmente são retirados ossos de braços e pernas, uma única doação pode beneficiar entre 30 e 35 pacientes. Os ossos podem ser transplantados na forma original ou em pequenos fragmentos.As cirurgias são indicadas para portadores de tumores ósseos, para evitar amputação;pacientes cm próteses de quadril ou de joelho, que precisam ser trocadas devido ao desgaste do material; e ainda crianças portadoras de graves deformidades da coluna vertebral, que necessitam de cirurgia corretiva. A Lei dos Transplantes também estabelece que a retirada dos tecidos e órgãos do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica. Nos Estados Unidos são feitas cerca de 12 mil doações de ossos anualmente, que permitem mais de 150 mil operações de transplantes de tecidos ósseos.No Brasil, a média é de 50 doações por ano. deve sr excluído se forem detectados câncer, O transplante é realizado da seguinte maneira:Constatada a morte encefálica e a existência de um doador, o hospital comunica à central estadual de transplantes a possibilidade de uma nova doação.A equipe da central realiza então exames a procurar de indícios de doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, Aids e malária, que podem infectar o receptor. O doador também osteoporose,doenças infecciosas ou uso recente e prolongado de corticóide. Após esses exames, a central estadual de transplantes entra em contato com um dos seis bancos de ossos do país, que fará uma série de exames para comprovar a qualidade do material retirado do corpo. Outro procedimento para afastar a possibilidade de transmissão de doenças infecto-contagiosas é submeter a família do doador a um questionário clínico sobre o histórico de saúde. Somente depois desses procedimentos, que eliminam o já considerado baixo índice de rejeição detectado nesse tipo de transplante, os ossos são captados e encaminhados para o banco e ficam armazenados em uma temperatura de -85C à disposição dos hospitais credenciados no Sistema Nacional de Transplantes, que solicitam o material para cirurgias. Os transplantes e enxertos de tecidos músculo-esqueléticos podem ser realizados em 38 hospitais localizados nas cidades de Salvador, Fortaleza,Goiânia,Cuiabá,Curitiba,Londrina,Recife,Rio de Janeiro, Porto Alegre,Passo Fundo,Florianópolis,São Paulo e nas cidades paulistas de Ribeirão Preto,Botucatu, Campinas e Sorocaba. 

sábado, 15 de agosto de 2009

Como deixar sua casa saudável


Com o advento da H1N1, precisamos mais do que nunca transformar nossa casa em um ambiente saudável. Para isso pesquisei algumas dicas que podem ser úteis. - Faxina Ideal: * Cozinha:
  • Limpe-a diariamente com pano úmido, evitando contato entre alimentos e poeira.
  • Reserve panos diferentes para chão,prato, mãos, fogão,geladeira e bancada, lavando-os separadamente com água sanitária.
  • Lave a esponja cm água e sabão após cada utilização,espremendo-a bem e deixe em lugar seco(nunca sobre o sabão).Troque-a sempre que começar a sair fragmentos.
  • Limpe os utensílios da cozinha logo após o uso, para que os resíduos de alimentos e gorduras não se transformem em focos de contaminação.
  • Mantenha os azulejos e as pias livres de qualquer resíduo alimentar ou outras sujeiras.
  • Lave uma vez por semana os azulejos e janelas.
  • Limpe a geladeira uma vez por semana e o freezer, quinzenalmente.
  • Limpe o fogão após o uso.
  • Uma vez por semana esvazie e limpe a despensa com pano úmido, detergente e álcool em seguida com pano seco, pois esse é um lugar quente e pode se tornar ninho de insetos.
*Banheiro:
  • Deve ser mantido limpo e livre de odres desagradáveis.Uma boa ventilação ajuda a renovar o ar.
  • Mantenha encanamentos sem vazamentos e as louças sanitárias, vidros e portas em bom estado.
*Roupa de Cama e toalhas:
  • Lave pelo menos, uma vez por semana.
* Lixo:
  • Conserve as lixeiras tampadas,limpas e longe dos alimentos para evitar insetos e use,de preferência, as que tem pedais.
* Feiras:
  • Lave cuidadosamente as frutas,legumes e verduras,que são muito manipuladas nas feiras.Hortaliças devem ser colocadas na geladeira,folhas ruins devem ser desprezadas,lavando-se em água corrente para depois imergi-las por dez minutos em solução de cloro(uma colher de sopa de água sanitária para cada litro d'água).
  • Produtos hotifrutigrangeiros devem ser descascados e cozidos para eliminar ao máximo a chance de reterem pesticidas,bactérias e outros elementos nocivos.
  • Leis com atenção os rótulos para saber a data de fabricação e o prazo de validade.
  • Não compre ovos com cascas manchadas,rachadas ou sujas. Não utilize ovos na preparação de pratos, molhos ou sobremesas sem processamento químico.Para evitar contaminação pela bactéria salmonella,recomenda-se ainda não comê-los crus,com gema mole,malcozidos ou mal fritos.O armazenamento não deve ser feito na porta a geladeira, por ser esse local o que mais sofre variações de temperatura( devido ao abre e fecha) e trepidações, que podem levar a fissuras. (Alguém pode me dizer onde vou guardar os ovos, porque na geladeira só há lugar na porta?).
  • Pra garantir água com qualidade,os filtros domésticos devem ser higienizados periodicamente.As caixas de água devem ser higienizadas a cada seis meses.Deve-se jatear água nas paredes, tetos e piso,esgotando via balde, nunca pelo encanamento.Instalar um forro e um plástico na tampa da caixa e deixá-la lacrada.
  • Para preparar os alimentos: Lave bem as mãos e evite conversar sobre os alimentos que estão sendo preparados para que a saliva não aia sobre eles.Evite aerossóis e inseticidas na cozinha.Utilize mata-moscas e panos limpos para cobrir os alimentos.As panelas devem ser bem tampadas.