sábado, 24 de dezembro de 2011

Doença Mental através dos séculos ( Breve Resumo)

- Antiguidade: Na antiga Grécia, a loucura tinha um caráter mitológico, o louco era visto como uma "ponte" com o oculto.

- Idade Média: A loucura era vista como punição divina, a pessoa que era portador de doença mental estava possuída pelo demônio.

- Séculos 17 e 18: O louco era visto como um animal, ficavam acorrentados e mantidos em celas.

- Século 19: Um novo entendimento sobre a doença mental, com Freud, Pinel e Wundt.Nascia a ciência que estudaria a cognição e as emoções.

- Século 20: Surgimento da lobotomia, eletrochoques e comas induzidos, até chegarem aos antipsicóticos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Personalidades Transtornadas II

Dando continuidade a postagem anterior:
- Histriônico:
+ Fica incomodado quando não é o centro das atenções
+ Interage com os outros de forma sedutora
+ Expressa mudanças rápidas e superficiais nas emoções
+ Usa a aparência física para chamar a atenção
+ Fala de forma impressionista, mas carente de detalhes
+ É teatral demais
+ É facilmente influenciado pelos outros
+ Acredita que seus relacionamentos são mais íntimos do que de fato são

- Boderline:
+ Esforça-se para não ser abandonado
+ Ora ideliza as pessoas, ora as desvaloriza
+ Tem imagem de si muito instável
+ Comporta-se impulsivamente
+ Faz ameaças e gestos suicidas
+ Afetivamente instável
+ Sente-se sempre vazio
+ Não consegue controlar a raiva
+ Tem idéias paranóicas

- Obsessivo - Compulsivo:
+ Preocupa-se com tantos detalhes, regras e listas que perde o propósito do que faz
+ Deixa de concluir tarefas por causa do perfeccionismo
+ Devota-se demais ao trabalho,deixando o lazer e os amigos de lado
+ É inflexível em questões morais
+ Não consegue se desfazer de objetos inúteis
+ Reluta em delegar tarefas aos outros
+ É pão-duro
+ É rígido e teimoso

- Esquivo:
+ Foge de trabalhos que exijam contato com pessoas
+ Só se envolve se tiver absoluta certeza que a outra pessoa gosta dela
+ É reservado nos relacionamentos, por medo de passar vergonha
+ Preocupa-se com críticas e rejeições em situações sociais
+ Sente-se inadequado em ambientes novos
+ Vê a si mesmo como socialmente inapto
+ É reticente em assumir riscos pessoais e envolver-se em novas atividades.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Personalidades Transtornadas I

Definindo o que é personalidade:  conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar,sentir e agir.
Existe porém, tipos de personalidade que pensam, agem e sentem de forma doentia:
- Antissocial:
+ Não consegue seguir normas sociais e acaba cometendo crimes.
+ Engana os outros para tirar vantagem pessoal ou prazer.
+ Não consegue trabalhar com planos de longo prazo.
+ É estourado e parte facilmente para agressão física.
+ Despreza sua segurança e das outras pessoas.
+ Não tem responsabilidade para manter um emprego nem honrar pagamentos.
+ Não sente remorso, mesmo quandofere, maltrata ou rouba alguém.
+ Necessariamente teve transtorno de conduta antes dos 15 anos.

- Narcisista:
+ Exagera sua importância e espera ser reconhecido à altura.
+ Vive fantasias de sucesso, poder e inteligencia sem limites
+ Acredita ser especial e único
+ Exige que o admirem
+ Espera ser tratado de forma favorável ou obedecido
+ Tira vantagem dos outros para atingir seus objetivos
+ Reluta em se identificar com sentimentos alheios
+ Vive com inveja dos outros e acredita ser alvo de inveja.
+ É arrogante e insolente.

- Paranóide:
+ Acha que é explorado, maltratado e humilhado
+Vive preocupado com com a lealdade de amigos e colegas
+ Reluta em confiar nos outros
+ Vê ameaças ocultas, mesmo quando o elogiam
+ Guarda rancores persistentes
+ Vê ataques a si, onde não tem
+ Suspeita da fidelidade de seu parceiro sexual.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cinco Síndromes pouco conhecidas

Síndrome de Paris: Os turistas esperam encontrar a Cidade Luz, linda, limpa, mas encontram uma cidade tomada por garçons mal- humorados que gritam com quem não fala frances, mendigos pelas ruas, bêbados. As vítimas da síndrome se quartelam nos hotéis e a única cura é o retorno ao lar.

Síndrome de Couvade: Maridos apresentam a sintomatologia das esposas grávidas, como enjôos e náusea, muitas vezes inconsciente para chamar atenção das mesmas, na verdade, eles estão com ciúme dos futuros rebentos.

Síndrome do sotaque estrangeiro: Aqui no Brasil é muito comum, basta passar um dia no Rio de Janeiro ou em São Paulo, que o nordestino vem falando com sotaque.Mas na verdade, a causa é neurológica com apenas 60 casos registrados no mundo.O sotaque referido anteriormente apenas é "vício de linguagem".

Síndrome de Jerusalém: Alguns turistas que visitam o Muro das Lamentações atestam que viram Jesus e João Batista, na verdade é discutível se essa síndrome existe, pois nos casos apurados, as vítimas eram portadoras de esquizofrenia.

Síndrome da Castração: Sensação de diminuição acentuada do pênis, claro que nada está de fato acontecendo a não ser na mente do paciente que refere sentir a diminuição do órgão.

sábado, 26 de novembro de 2011

Transtorno de Identidade da Integridade Corporal

Algumas pessoas sentem que somente estariam completas se algo faltasse em seu corpo.Para elas, a felicidade segue um único e dramático caminha: mutilar um membro sadio.
Em quase tudo os portadores do Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC)são normais, tem um bom relacionamento com a família, amigos, trabalho. O único problema é que não se identificam com um corpo inteiro.
Os portadores de TIIC sentem um desejo incontrolável de se livrar de um ou mais membros do corpo, em alguns casos , se transformam em paraplégicos.O transtorno não é reconhecido no DSM.
A razão mais comumente apresentada para querer uma amputação é o sentimento de que ela corrigiria uma discrepância entre a anatomia da pessoa e seu sentimento de "verdadeiro eu".
Em geral, esse sentimento de rejeição ao membro começa na infância ou início da adolescência.
E não há psicoterapia, nem medicação que mudem a vontade da auto mutilação.
Enquanto o TIIC não é reconhecido, seu tratamento é um desafio para a medicina, pois se mudanças de sexo ainda são polêmicas, imagine, a auto mutilação.

sábado, 19 de novembro de 2011

Autismo - Ilhados em seu próprio mundo

O autismo não é um transtorno,mas um grande espectro de diferentes transtornos de causas desconhecidas, que se convergem em três traços fundamentais em comum.
Primeiro, o autista não vê as pessoas como indivíduos, e sim como objetos. E sem empatia, vive num mundo particular, só seu.
Segundo,tem grave dificuldade de comunicação, e portanto, é incapaz de demonstrar o que quer ou sente.
Terceiro, é preso à rotina.Ele repete os mesmos comportamentos obsessivos por muito tempo, seja falar a mesma frase , ou organizar objetos a esmo.
Nos casos mais graves, há um retardo mental sério e a criança não aprende a falar, praticamente nada., nem a reconhecer os pais.
O termo autismo surgiu em 1912, então considerado uma "alienação" em pacientes com esquizofrenia.Em 1943 o austríaco Leo Kanner falou de autismo como um transtorno propriamente dito.
Hoje se acredita que a síndrome é causada por uma constelação de fatores diferentes, que não incluem fatores psicológicos.
Em 2010, foi identificada em autistas uma prevalência vinte por cento maior de uma anomalia rara que se duplicam ou apagam certos genes - especialmente os relacionados ao desenvolvimento da criança.

sábado, 12 de novembro de 2011

Transtorno do Pânico

O transtorno do pânico ou síndrome do pânico é uma condição mental que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes. Pode ser controlado com medicação e psicoterapia. É importante ressaltar que um ataque de pânico pode não constituir doença (se isolado) ou ser secundário a outro transtorno mental.
Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes. Depois de ter uma crise de pânico a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las.
Os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente. Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir — em detrimento de outras partes do corpo.
Os sintomas são desencadeados a partir da liberação de adrenalina frente a um estímulo considerado como potencialmente perigoso. A adrenalina provoca alterações fisiológicas que preparam o indivíduo para o enfrentamento desse perigo: aumento da frequência cardíaca e respiratória, a fim de melhor oxigenação muscular; e o aumento da frequência respiratória (hiperventilação) é o principal motivo do surgimento dos sintomas.
- Sistema Nervoso Central: ocorre vasoconstrição arterial que se traduz em vertigem, escurecimento da visão, sensação de desmaio.
- Sistema Nervoso Periférico: ocorre dificuldade na transmissão dos estímulos pelos nervos sensitivos, ocasionando parestesias (formigamentos) que possuem uma característica própria: são centrípetos, ou seja, da periferia para o centro do corpo. O indivíduo se queixa de formigamento que acomete as pontas dos dedos e se estende para o braço (em luva, nas mãos; em bota, nos pés), adormecimento da região que compreende o nariz e ao redor da boca (característico do quadro).
- Musculatura Esquelética: a hipocalcemia causa aumento da excitabilidade muscular crescente que se traduz inicialmente por tremores de extremidades, seguido de espasmos musculares (contrações de pequenos grupos musculares: tremores nas pálpebras, pescoço, tórax e braços) e chegando até a tetania (contração muscular persistente).
Tais eventos podem durar de alguns minutos a horas e podem variar em intensidade e sintomas específicos no decorrer da crise (como rapidez dos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável etc.). 
Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico. Indivíduos com o transtorno do pânico geralmente têm uma série de episódios de extrema ansiedade, conhecidos como ataques de pânico.
Alguns indivíduos enfrentam esses episódios regularmente, diariamente ou semanalmente. Os sintomas externos de um ataque de pânico geralmente causam experiências sociais negativas (como vergonha, estigma social,ostracismo, etc.). 
Como resultado disso, boa parte dos indivíduos que sofrem de transtorno do pânico também desenvolvem agorafobia.
O sistema de "alerta" normal do organismo (o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça ) tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.
O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.
O transtorno do pânico é um sério problema de saúde, mas pode ser tratado. Geralmente ele é disparado em jovens adultos, cerca de metade dos indivíduos que têm transtorno do pânico o manifestam antes dos 24 anos de idade, mas algumas pesquisas indicam que a manifestação ocorre com mais frequência dos 25 aos 30 anos. Mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.

O transtorno do pânico pode durar meses ou mesmo anos, dependendo de como e quando o tratamento é realizado. Se não tratado, pode piorar a ponto de afetar seriamente a vida social do indivíduo, que tenta evitar os ataques e acaba os tendo. De fato, muitas pessoas tiveram problemas com amigos e familiares ou perderem o emprego em decorrência do transtorno do pânico.
Alguns indivíduos podem manifestar os sintomas frequentemente durante meses ou anos e então passar anos sem qualquer sintoma. Em outros, os sintomas persistem indefinidamente.
Para indivíduos que procuram tratamento ativo logo no início, grande parte dos sintomas pode desaparecer em algumas poucas semanas, sem quaisquer efeitos negativos até o final do tratamento.
O transtorno do pânico é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado. Em decorrência dos sintomas perturbadores que acompanham o transtorno do pânico, este pode ser confundido com alguma outra doença. Tal confusão pode agravar o quadro do indivíduo. As pessoas frequentemente vão às salas de emergência quando estão tendo ataques de pânico e muitos exames podem ser feitos para descartar outras possibilidades, gerando ainda mais ansiedade.
O tratamento do transtorno do pânico inclui medicamentos e psicoterapia.
Os profissionais de saúde mental que tipicamente acompanham um indivíduo no tratamento do transtorno do pânico são os psiquiatras,psicólogos,assistentes sociais,terapeutas ocupacionais.. Para prescrever um tratamento medicamentoso para o transtorno do pânico, o indivíduo deve procurar um médico (geralmente um psiquiatra).
A psicoterapia é tipicamente assistida por um psiquiatra ou um psicólogo. 

Tratamentos empregados incluem:
  • Antidepressivos: tomados regularmente para constituir uma resistência à ocorrência dos sintomas. Embora tais medicamentos sejam descritos como "antidepressivos", o seu mecanismo de ação, voltado para inibição da recaptação de serotonina, é apontado para o efeito antipânico. Muitos indivíduos com o transtorno do pânico não apresentam os sintomas clássicos da depressão e podem achar que os medicamentos foram prescritos erroneamente, por isso é importante a orientação do médico ao prescrever, assim como a combinação com a psicoterapia.
  • Ansiolíticos: ministrados durante um episódio de ataque de pânico, não trazem nenhum benefício se usados regularmente (a não ser que os ataques de pânico sejam frequentes). Se não utilizados exatamente como prescritos, podem viciar. Geralmente são mais eficazes no começo do tratamento, quando as propriedades de resistência dos antidepressivos ainda não se consolidaram.

sábado, 5 de novembro de 2011

Transtorno Dissociativo de Personalidade

O transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado Transtorno de múltiplas personalidades, conhecido popularmente como dupla personalidade,é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. 
O pressuposto é que ao menos duas personalidades podem rotineiramente tomar o controle do comportamento do indivíduo. O critério de diagnóstico também leva em consideração perdas de memória associadas, geralmente descritas como tempo perdido ou uma amnésia dissociativa aguda.
A condição não tem relação com a esquizofrenia, ao contrário do que acredita a maioria das pessoas. O termo "esquizofrenia" vem das raízes das palavras "mente dividida", mas refere-se mais a uma fratura no funcionamento normal do cérebro do que da personalidade. Como diagnóstico, o transtorno continua controverso, com muitos psiquiatras argumentando que não há evidências empíricas que dêem suporte ao diagnóstico. Por outro lado, alguns psiquiatras afirmam ter encontrado casos que parecem confirmar a existência da condição.
Define-se dissociação como um processo mental complexo que promove aos indivíduos um mecanismo que possibilita-os enfrentar situações traumáticas e/ou dolorosas. É caracterizada pela desintegração do ego. A integração do ego, ou o ego enquanto centro da personalidade, pode ser definido como a habilidade de um indivíduo em incorporar à sua percepção, de forma bem-sucedida, eventos ou experiência externas, e então lidar com elas consistentemente através de eventos ou situações sociais. Alguém incapaz disso pode passar por uma desregulagem emocional, bem como um potencial colapso do ego. Em outras palavras, tal estado é, em alguns casos, tão intenso a ponto de precipitar uma desintegração do ego, ou o que, em casos extremos, tem sido referenciado diagnosticamente como uma dissociação.
Porque o indivíduo que sofre uma dissociação não se desliga totalmente da realidade, ele pode aparentar ter múltiplas personalidades para lidar com diferentes situações. Quando um alter não pode lidar com uma situação particularmente estressante, a consciência do indivíduo acredita estar dando à outra personalidade a chance de eliminar a causa da situação.
A dissociação não é sociopática ou compulsiva. O estresse biológico causado pelo trauma original é aliviado pelo afastamento parcial da resposta emocional, que faz com que o complexo reptiliano aprenda a dissociar como forma de reação. Isto faz com que a recuperação do Transtorno dissociativo de identidade seja o caso de um re-treinamento do complexo reptiliano, ao invés de uma função mais social do neo-córtex. Uma vez que o agente causador é um estresse biológico ao invés de eventos externos específicos, as causas exatas de uma dissociação reativa são eventos particularmente difíceis de se descobrir.
O Transtorno dissociativo de identidade tem sido atribuído por alguns à interação de diversos fatores, dentre os quais:
  • estresse intenso;
  • capacidade dissociativa (incluindo a habilidade de não relacionar memórias, percepções ou identidades conscientemente);
  • a sucessão normal de passos no desenvolvimento normal das defesas;
  • falta de compreensão e compaixão ao enfrentar situações limites na infância;
  • falta de proteção frente a situações limites, também na infância.
Os sintomas deste transtorno, em particular, podem incluir:
  • depressão
  • ansiedade (suores,pulso acelerado,palpitações);
  • fobias;
  • ataques de pânico;
  • cefaléias ou dores em outras partes do corpo;
  • nível instável das funções, de altamente efetivas a inoperantes;
  • lapsos e distorções na percepção do tempo,amnésia dissociativa;
  • disfunção sexual;
  • transtornos alimentares;
  • estresse pós-traumático;
  • preocupações ou tentativas suicidas;
  • uso ou abuso de substâncias psicoativas

sábado, 29 de outubro de 2011

Afasia: Conceituação e tipificação

A afasia é uma deterioração da função da linguagem, depois de ter sido adquirida de maneira normal e sem déficit intelectual correlativo. Caracteriza-se por dificuldade em nomear pessoas e objetos. Podem levar a um discurso vago ou vazio caracterizado por longos circunlóquios e pelo uso excessivo de referências indefinidas como "coisa" ou "aquilo". Pode evoluir para um comprometimento grave da linguagem escrita e falada e da repetição da linguagem. No extremo pode levar a mudez ou a um padrão deteriorado com discurso com ecolalia ou palilalia. As causas principais são:
  • Tumores;
  • Lesão do corpo caloso;
  • Acidente Vascular Cerebral AVC (ou derrame);
  • Doenças Infecciosas (como a meningite);
  • Doenças degenerativas (como a esclerose múltipla ou as demências);
  • Acidentes com traumatismo crânio encefálico;
  • Tensão metabólica (intoxicações);
Há vários tipos de afasia. Elas podem ocasionar lesões em aspectos muito específicos da linguagem: no nível fonético,sintático,semântico ou pragmático. O clínico especialista no terapia com pacientes afásicos é o fonoaudiológo.
As afasias são estudadas tanto pela neuropsicologia quanto pela linguística, e a terapêutica é matéria interdisciplinar. Segundo a neuropsicologia, distinguem-se dois grandes grupos de afasias, cada uma das suas variedades referindo-se a lesões cerebrais de localização precisa: o grupo das afasias de expressão e o grupo das afasias sensoriais ou de recepção.

Tipos de Afásia:

Afasia de Wernicke (dano no lobo temporal): Há grande dificuldade para compreeender o sentido das palavras.A fala é fluente, com entonação correta, mas as palavras são aleatórias, muitas vezes sem significado.No entanto é comum acredite falar corretamente.

Afasia de Broca (dano no lobo frontal): Compreende-se bem o que se ouve e lê, mas existe uma dificuldade para se exprimir, pois falta o vocabulário.Em alguns casos, o afásico escolhe uma palavra qualquer para dizer todas as coisas.

Afasia Global ( dano em vastas áreas linguísticas do cerébro): É o caso mais grave, nele perdem-se tanto a capacidade de compreender quanto a de falar, ler, escrever.Mesmo assim, o paciente tem consciência de tudo à sua volta e pode expressar seus sentimentos com gestos.

sábado, 22 de outubro de 2011

Memória: Conceituação, tipos e amnésias

A memória é a capacidade de adquirir (aquisição), armazenar (consolidação) e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).
A memória focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas idéias, ajudando a tomar decisões diárias.
Os neurocientistas (psiquiatras, psicólogos eneurologistas) distinguem memória declarativa de memória não-declarativa. A memória declarativa, grosso modo, armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.
A memória declarativa, como o nome sugere, é aquela que pode ser declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adquirida, mas também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amígdala).
Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais.
Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui procedimentos motores (como andar de bicicleta, desenhar com precisão ou quando nos distraímos e vamos no "piloto automático" quando dirigimos). Essa memória depende dos gânglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.
Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.

Amnésias:
Síndrome de Korsakoff: Decorrente do alcolismo, seu portador não consegue reter novos acontecimentos.
Traumática: Quem sofre trauma no crânio pode esquecer o que ocorreu logo antes oudepois do acidente.Quanto maior for o trauma, mas prolongada será a amnésia.
Amnésia Global: Não se retém informações novas nem antigas.Ocorre em demências, traumas muito graves e intoxicações por monóxido de carbono.
Amnésia Global Transitória: Dura apenas algumas horas, e a recuperação é quase total.A causa não está ainda estabelecida.
Amnésia Psicogênica: É temporária e ocorre devido a traumas psicológicos.Pode ser tanto anterógrada como retrógrada. Raramente há perda permanente de trechos de sua vida.

sábado, 15 de outubro de 2011

Oncologia e o papel do psicólogo


A Psicologia da Saúde e a Medicina Psicossomática vêm fornecendo subsídios teóricos e práticos para a pesquisa e a atuação em Psico-oncologia, a qual busca estudar as duas dimensões psicológicas do câncer:
a) o impacto do câncer na função psicológica do paciente, na sua família e nos profissionais de
saúde que o cuidam;
b) o papel que as variáveis psicológicas e comportamentais possam ter no risco do câncer e na sobrevivência a este. Visando a uma melhor compreensão da doença e de formas
para lidar com ela,sempre focando a melhoria de qualidade de vida e o enfrentamento da doença.
A Medicina Psicossomática oferece subsídios para se compreender a relação entre os estados emocionais, e o aparecimento de sintomas somáticos e diferentes tipos de doenças físicas. Preocupa-se com a relação entre fatores sociais e psicológicos, funções biológicas e fisiológicas, assim como com o desenvolvimento de doenças físicas diversas.
O termo psico-oncologia é formado por: psico (de psique = mente), onco (do grego- "ogkos"= tumor) e logia (conhecimento, estudo).
Durante a intervenção psicológica, podem ser examinadas questões relativas a "maneira de viver", ou seja, atitudes e comportamentos, de alguma forma prejudiciais à saúde da pessoa,ajudando-a a perceber a necessidade de uma reorganização que possibilite uma vida mais saudável e satisfatória.
Intervenção em nível primário, que visa a atuar sobre três pontos principais: os estilos de vida do indivíduo, o estresse diário e o comportamento alimentar. Inclui:
• promover mudanças de atitudes e mudanças
comportamentais, que facilitem o aparecimento de estilos de vida saudáveis;
• promover o reconhecimento do papel de políticas econômicas, sociais, psicológicas e educacionais, no estilo de vida da população;
• educar a população para reconhecer e lidar com o estresse da vida diária, ou seja, orientá-la para perceber quando, de fato, começa a ficar sobrecarregada física ou emocionalmente no seu dia-a-dia;
• educar a população, no sentido de desenvolver estratégias adequadas para lidar com situações estressantes do ciclo vital como, por exemplo, a morte e a velhice;
• promover mudança de hábitos alimentares.
Intervenção em nível secundário, que diz respeito à educação para a detecção do câncer. Inclui:
• informar a população, em geral, e a de alto risco sobre os procedimentos preventivos de diversos tipos de câncer;
• promover a aquisição de hábitos periódicos e sistemáticos de detecção precoce;
• treinar profissionais de Saúde Pública, para melhor informar e lidar com a população, em geral, e a de alto risco;
• promover a análise de fatores psicológicos e sociais responsáveis pela não-adesão a programas preventivos;
• divulgar estratégias que facilitem a automatização de procedimentos preventivos aprendidos, pela população, em geral.
3. Intervenção em nível terciário, que se refere às intervenções que deverão ser realizadas durante o processo de tratamento. Inclui:
• levar o indivíduo portador de câncer a aderir às prescrições de tratamento, da melhor maneira possível, ou assumir conscientemente as consequências e os riscos de não aderir;
• promover o conhecimento de técnicas de enfrentamento psicológico, em indivíduos diagnosticados com câncer de diferentes tipos e em diferentes estágios da doença;
• promover o treinamento de profissionais de Saúde para lidar melhor com indivíduos portadores de câncer e suas famílias, bem como promover o treinamento em técnicas de enfrentamento, para lidar de forma eficiente com a depressão do próprio profissional e sua ansiedade diante do câncer;
• colaborar em vários tipos de resolução de problemas relevantes ao contexto de tratamento do câncer, tais como a comunicação do diagnóstico ou a preparação para a morte com pacientes terminais;
• colaborar na solução de problemas, potencialmente, modificáveis por meios psicológicos: náuseas e vômitos antecipatórios, devido aos tratamentos médicos prescritos, dor, ansiedade, depressão e insônia.
4. Intervenção na fase terminal, em que os objetivos são inúmeros e podem abordar os mais diferentes aspectos presentes, no contexto de morte da pessoa com câncer. Inclui:
• atender às necessidades emocionais da pessoa, considerando seus medos e ansiedade diante do sofrimento, da deterioração física e da iminência da morte;
• facilitar o processo de tomada de decisões e resoluções de possíveis problemas pendentes, tais como os que se referem à família, às finanças etc.;
• apoiar a família para lidar com as emoções presentes no contexto de morte e separação;
• apoiar a própria equipe de saúde, envolvida com a atenção ao paciente terminal, para que esta possa lidar melhor com a frustração e possíveis sentimentos de perda, diante da morte desse paciente;
• colaborar para que o tratamento oferecido à pessoa, em fase terminal, respeite sua dignidade e produza sua qualidade de vida.

sábado, 8 de outubro de 2011

O Contexto e os Sintomas

Contexto deriva da palavra lugar, como foi explanado na aula passada cada lugar desenvolve seus próprios contextos, o que é comum em um local, uma época, pode não sê-lo em outra.
Da mesma forma os sintomas variam de lugar,de época e principalmente de cultura.
Sintoma é definido por Shineider, como aquele que orientam o diagnóstico,representam a manifestação de uma enfermidade.
A caracterização dos sintomas baseia-se em sete princípios ou componentes dos sintomas, a saber:
Cronologia, Localização Corporal, Qualidade, Quantidade, Circunstâncias, Fatores Agravantes ou atenuantes e Manifestações Associadas.
  • Cronologia é a identificação dos aspectos relacionados ao tempo e sequência de evolução dos sintomas como a hora do dia, o dia do ciclo menstrual, etc;
  • Localização Corporal não é apenas determinar o local dos sintomas mas sua irradiação e profundidade. Deve-se ter em mente que as pessoas nomeiam partes do seu corpo de modo diferente, conforme seu próprio conhecimento.
  • Qualidade é um dos aspectos mais difíceis de se determinar, uma vez que conta com a descrição que o paciente faz de suas percepções. As comparações que muitas vezes são feitas remetem à memória individual, às experiências de cada um de nós. Por exemplo, a sensação de calor varia em função da hereditariedade, da região onde mora, etc.
  • Quantidade é a descrição da intensidade, frequência, número de vezes em que o fenômeno ocorreu, intervalo entre os episódios, volumes de secreções, edemas. Circunstâncias em que o sintoma ou sintomas ocorrem, como local, atividade que exerce no momento da ocorrência do sintoma, exposição a fatores ambientais, ingestão de alimentos, por exemplo.
  • Fatores Agravantes ou Atenuantes, embora claramente compreendidos, exigem do examinador a ciência exata das relações entre os sintomas e os fatores que neles interferem, de modo a poder selecionar e identificar, sem sugestionar o paciente, aquilo que realmente interfereou não com o sintoma.
  • Manifestações Associadas podem ajudar até mesmo na identificação de Síndromes.Como nem sempre o paciente tem a noção da importância da ocorrência de um fenômeno simultâneo a outro, compete ao médico o interrogatório e a associação dos eventos.
  • Exemplos de Sintomas:
  • Sede, Fome,Dor,urgência miccional, inapetência,fraqueza (astenia),tontura e vertigem

sábado, 24 de setembro de 2011

Agnosia: Conceito e Classificação

A agnosia (a-gnosis, perda de conhecimento) consiste na deterioração da capacidade para reconhecer ou identificar objectos apesar de manterem a função sensorial intacta. É a perda da capacidade de reconhecer objetos,pessoas,sons,formas. Uma pessoa com agnosia pode, por exemplo, ter acuidade visual normal e não ter capacidde de reconhecer objectos como uma caneta, pessoas familiares ou a sua própria imagem no espelho.

Está normalmente associada a danos cerebrias ou doenças neurológicas, particularmente a lesões do lobo temporal. Pode, no entanto, ser também resultado de uma vida estressante onde a saúde em si é deixada em segundo plano em relação às atividades do dia-a-dia.

A síntese das sensações de forma a constituir percepções conscientes dá-se nas zonas corticais do Sistema Nervoso Central. A anestesia, surdez ou cegueira podem resultar da lesão de um órgão sensorial periférico, do nervo aferente ou da zona cortical do SNC onde se projetam essas sensações determinando o desaparecimento delas.

Nos casos onde estão conservadas a integridade das vias nervosas aferentes e existem lesões corticais na vizinhança da área de projeção, nas chamadas áreas para-sensoriais, mantém-se a integridade das sensações elementares, porém, há alteração do ato perceptivo. Nesses casos, fala-se de Agnosia.

Assim sendo, Agnosia não é uma alteração exclusiva das sensações nem exclusiva da capacidade central de perceber objetos externos, mas uma alteração intermediária entre as sensações e a percepção. Em alguns casos, observa-se a perda da intensidade e da extensão das sensações, permanecendo inalteradas as sensações elementares, em outros há integridade e extensão, mas perda da capacidade de reconhecimento dos objetos.

Agnosia Visual Associativa: O cérebro percebe perfeitamente as formas de um objeto, mas não consegue atribuir um significado à sua imagem. Ex: Uma bola de futebol é apenas uma esfera.

Agnosia Perceptiva: Não consegue perceber direito a forma dos objetos.Para esse cérebro, não há diferença entre um circulo e um quadrado.

Propagnosia: Consegue conhecer objetos, mas é incapaz de diferenciar rostos.Isso porque a face é processada em áreas específicas do cérebro, lesionada nos prosopagnósticos.

Simultagonosia Dorsal: Consegue reconhecer objetos, mas não ao mesmo tempo.Isso impede que se estabeleça uma referência espacial e cognitiva entre duas ou mais coisas.

Simultagnosia Ventral: Consegue ver vários objetos ao mesmo tempo, mas só consegue atribuir significado a um de cada vez.Sua principal dificuldade é na hora de ler, embora consegue escrever bem.

Hemi-InatençãoVisual: Só consegue ver um lado do campo visual, em geral o esquerdo, por causa de lesões no lobo parietal direito.

Fonte:

Wikipédia

Revista Super interessante - Abril 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

A importancia da capacitação de funcionários


A qualificação dos colaboradores e funcionários de uma empresa envolve não somente os profissionais que ocupam os cargos da diretoria, gerência e supervisão, mas também o pessoal da área de atendimento, e até de limpeza. A capacitação de funcionários, também referida como “treinamento”, na maioria dos casos, é um serviço terceirizado prestado por uma consultora especializada em treinar pessoas.
O êxito ou as perdas num negócio são causados pelo espaço físico, capacidade tecnológica, capital empregado e a capacidade do pessoal de uma empresa. Quanto mais avançada é a tecnologia inserida na empresa, maior será a necessidade em capacitar os profissionais que trabalharão com a essa tecnologia.
Para o homem se desenvolver profissionalmente e economicamente, é necessário que ele eleve suas habilidades, sua capacidade intelectual e técnicas de trabalho. Todo processo de treinamento visa esses objetivos.
Atingir esses fatores, é necessário que a empresa já tenha um bom nível de satisfação prestado aos seus clientes por meio de seus produtos e serviços e possui potencial de maior penetração no mercado, é necessário considerar as condições atuais e possibilidades futuras de uma empresa para que se justifique qual tipo de capacitação será necessária aos colaboradores e funcionários da empresa.
Capacitar é também treinar e visa encaminhar o profissional a um processo de educação, reciclagem e mudança de comportamento. Por meio da capacitação profissional, o trabalhador adquire melhores condições de ação, de conhecimento sobre as necessidades da empresa, do setor e, muitas vezes, estar preparado para capacitar outras pessoas.
Atualmente, para se aprimorar e conquistar estabilidade no emprego, a maioria dos profissionais dão importância ao processo de treinamento de uma empresa, principalmente quando esta se compromete na formação de agentes de mudanças e na geração de novos valores corporativos.
Além de organização ou contratar um programa de capacitação, a empresa deve valorizar tal processo não como um custo, mas como um investimento que possibilitará prever e antecipar necessidades e problemas futuros.
A capacitação protege a empresa da perda de qualidade, da baixa produtividade e da falta de habilidade perante as novas tecnologias. O profissional se sente mais motivado e com maior auto-estima.
Benefícios diretos da capacitação de funcionários:
  • Aumento de produtividade;
  • Redução de custos;
  • Bom ambiente de trabalho;
  • Diminuição na rotatividade de pessoal;
  • Maior entrosamento;
  • Empresa mais competitiva.