sábado, 5 de novembro de 2011

Transtorno Dissociativo de Personalidade

O transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado Transtorno de múltiplas personalidades, conhecido popularmente como dupla personalidade,é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. 
O pressuposto é que ao menos duas personalidades podem rotineiramente tomar o controle do comportamento do indivíduo. O critério de diagnóstico também leva em consideração perdas de memória associadas, geralmente descritas como tempo perdido ou uma amnésia dissociativa aguda.
A condição não tem relação com a esquizofrenia, ao contrário do que acredita a maioria das pessoas. O termo "esquizofrenia" vem das raízes das palavras "mente dividida", mas refere-se mais a uma fratura no funcionamento normal do cérebro do que da personalidade. Como diagnóstico, o transtorno continua controverso, com muitos psiquiatras argumentando que não há evidências empíricas que dêem suporte ao diagnóstico. Por outro lado, alguns psiquiatras afirmam ter encontrado casos que parecem confirmar a existência da condição.
Define-se dissociação como um processo mental complexo que promove aos indivíduos um mecanismo que possibilita-os enfrentar situações traumáticas e/ou dolorosas. É caracterizada pela desintegração do ego. A integração do ego, ou o ego enquanto centro da personalidade, pode ser definido como a habilidade de um indivíduo em incorporar à sua percepção, de forma bem-sucedida, eventos ou experiência externas, e então lidar com elas consistentemente através de eventos ou situações sociais. Alguém incapaz disso pode passar por uma desregulagem emocional, bem como um potencial colapso do ego. Em outras palavras, tal estado é, em alguns casos, tão intenso a ponto de precipitar uma desintegração do ego, ou o que, em casos extremos, tem sido referenciado diagnosticamente como uma dissociação.
Porque o indivíduo que sofre uma dissociação não se desliga totalmente da realidade, ele pode aparentar ter múltiplas personalidades para lidar com diferentes situações. Quando um alter não pode lidar com uma situação particularmente estressante, a consciência do indivíduo acredita estar dando à outra personalidade a chance de eliminar a causa da situação.
A dissociação não é sociopática ou compulsiva. O estresse biológico causado pelo trauma original é aliviado pelo afastamento parcial da resposta emocional, que faz com que o complexo reptiliano aprenda a dissociar como forma de reação. Isto faz com que a recuperação do Transtorno dissociativo de identidade seja o caso de um re-treinamento do complexo reptiliano, ao invés de uma função mais social do neo-córtex. Uma vez que o agente causador é um estresse biológico ao invés de eventos externos específicos, as causas exatas de uma dissociação reativa são eventos particularmente difíceis de se descobrir.
O Transtorno dissociativo de identidade tem sido atribuído por alguns à interação de diversos fatores, dentre os quais:
  • estresse intenso;
  • capacidade dissociativa (incluindo a habilidade de não relacionar memórias, percepções ou identidades conscientemente);
  • a sucessão normal de passos no desenvolvimento normal das defesas;
  • falta de compreensão e compaixão ao enfrentar situações limites na infância;
  • falta de proteção frente a situações limites, também na infância.
Os sintomas deste transtorno, em particular, podem incluir:
  • depressão
  • ansiedade (suores,pulso acelerado,palpitações);
  • fobias;
  • ataques de pânico;
  • cefaléias ou dores em outras partes do corpo;
  • nível instável das funções, de altamente efetivas a inoperantes;
  • lapsos e distorções na percepção do tempo,amnésia dissociativa;
  • disfunção sexual;
  • transtornos alimentares;
  • estresse pós-traumático;
  • preocupações ou tentativas suicidas;
  • uso ou abuso de substâncias psicoativas

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