sábado, 31 de dezembro de 2011

Controle Social - Breve Resumo

É entendido como a participação do cidadão na gestão pública,exercido por órgãos fiscalizadores.
O povo é titular legítimo do poder estatal, cujo exercício pode ser direto ou por meio de representantes.
Enquanto republicano, o Estado brasileiro deve priorizar os direitos fundamentais:
- Constituir uma sociedade livre, justa e solidária.
- Garantir o desenvolvimento social.
- Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais.
- Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem,raça, cor, sexo e quaisquer formas de discriminação.
Enquanto presidencialista, o Estado brasileiro pe dirigido por um presidente da República. Enquanto federativo, o Estado é formado por quatro componentes autônomos, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
O Poder Executivo deve praticar atos de chefia do Estado, de chefia de governo e de administração.
A Constituição de 1988 definiu a descentralização e a participação popular como marcos no processo de elaboração das políticas públicas, especialmente nas áreas de políticas sociais e urbanas.
O Plano Plurianula faz um planejamento das políticas públicas e programas de governo pera um período de quatro anos (quadriênio) apresenta os critérios de ação e decisão que devem orientar os gestores públicos, indica meios para se atingir os objetivos de um programa, podendo assumir a forma de projetos, atividades ou operações especiais.
Lei de Diretrizes Orçamentárias orienta ano a ano como essas políticas e programas devem ser realizados,dispõe sobre as metas e prioridades para a Administração Pública, os critérios para a elaboração da Lei Orçamentária nual, as alterações da legislação tributária e as formas de financiamento do orçamento.
A Lei Orçamentária Anual aloca recursos necessários anualmente para a concretização das metas estabelecidas, se ocupa de definir as fontes de arrecadação, estimar as receitas e prever as despesas para o ano seguinte ao ano seguinte ao de sua elaboração.
Os conselhos são instãncias de exercício da cidadania, que abrem espaço para a participação popular na gestão pública, a função fiscalizadora pressupõe o acompanhmento e o controle dos atos praticados pelos governantes, a função mobilizadora refere-se ao estímulo à participação popular na gestão pública e ás atribuições para a formulação e disseminação de estratégias de informação para a sociedade sobre as políticas públicas.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Doença Mental através dos séculos ( Breve Resumo)

- Antiguidade: Na antiga Grécia, a loucura tinha um caráter mitológico, o louco era visto como uma "ponte" com o oculto.

- Idade Média: A loucura era vista como punição divina, a pessoa que era portador de doença mental estava possuída pelo demônio.

- Séculos 17 e 18: O louco era visto como um animal, ficavam acorrentados e mantidos em celas.

- Século 19: Um novo entendimento sobre a doença mental, com Freud, Pinel e Wundt.Nascia a ciência que estudaria a cognição e as emoções.

- Século 20: Surgimento da lobotomia, eletrochoques e comas induzidos, até chegarem aos antipsicóticos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Personalidades Transtornadas II

- Histriônico:
+ Fica incoodado quando não é o centro das atenções
+ Interage com os outros de forma sedutora
+ Expressa mudanças rápidas e superficiais nas emoções
+ Usa a aparência física para chamar a atenção
+ Fala de forma impressionista, mas carente de detalhes
+ Éteatral demais
+ É facilmente influenciado pelos outros
+ Acredita que seus relacionamentos são mais íntimos do que de fato são

- Boderline:
+ Esforça-se para não ser abandonado
+ Ora ideliza as pessoas, ora as desvaloriza
+ Tem imagem de si muito instável
+ Comporta-se impulsivamente
+ Faz ameaças e gestossuicidas
+ Afetivamente instável
+ Sente-se sempre vazio
+ Não consegue controlar a raiva
+ Tem idéias paranóicas

- Obsessivo - Compulsivo:
+ Preocupa-se com tantos detalhes, regras e listas que perde o propósito do que faz
+ Deixa de concluir tarefas por causa do perfeccionismo
+ Devota-se demais ao trabalho,deixando o lazer eos amigos de lado
+ É inflexível em questões morais
+ Não consegue se desfazer de objetos inúteis
+ Reluta em delegar tarefas aos outros
+ É pão-duro
+ É rígido e teimoso

- Esquivo:
+ Foge de trabalhos que exijam contato compessoas
+ Só se envolve se tiver absoluta certesa que a outra pessoa gosta dela
+ É reservado nos relacionamentos, por medo de passar vergonha
+ Preocupa-se com críticas e rejeições em situações sociais
+ Sente-se inadequado em ambientes novos
+ Vê a si mesmo como socialmente inapto
+ É reticente em assumir riscos pessoais e envolver-se em novas atividades



sábado, 10 de dezembro de 2011

Personalidades Transtornadas I

- Antissocial:
+ Não consegue seguir normas sociais e acaba cometendo crimes.
+ Engana os outros para tirar vantagem pessoal ou prazer.
+ Não consegue trabalhar com planos de longo prazo.
+ É estourado e parte facilmente para agressão física.
+ Despreza sua segurança e das outras pessoas.
+ Não tem responsabilidade para manter um emprego nem honrar pagamentos.
+ Não sente remorso, mesmo quandofere, maltrata ou rouba alguém.
+ Necessariamente teve transtorno de conduta antes dos 15 anos.

- Narcisista:
+ Exagera sua importância e espera ser reconhecido à altura.
+ Vive fantasias de sucesso, poder e inteligencia sem limites
+ Acredita ser especial e único
+ Exige que o admirem
+ Espera ser tratado de forma favorável ou obedecido
+ Tira vantagem dos outros para atingir seus objetivos
+ Reluta em se identificar com sentimentos alheios
+ Vive com inveja dos outrose acredita ser alvo de inveja.
+ É arrogante e insolente.

- Parnoide:
+ cha que é explorado, maltratado e humilhado
+Vive preocupado com com a lealdade de amigos e colegas
+ Reluta em confiar nos outros
+ Vê ameaças ocultas, mesmo quando o elogiam
+ Guarda rancores persistentes
+ Vê ataques a si, onde não tem
+ Suspeita da fidelidade de seu parceiro sexual.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cinco Síndromes pouco conhecidas

Síndrome de Paris: Os turistas esperam encontrar a Cidade Luz, linda, limpa, mas encontram uma cidade tomada por garçons mal- humorados que gritam com quem não fala frances, mendigos pelas ruas, bêbados. As vítimas da síndrome se quartelam nos hóteis e a única cura é o retorno ao lar.

Síndrome de Couvade: Maridos apresentam a sintomatologia das esposas grávidas, como enjôos e náusea, muitas vezes inconsciente para chamar atenção das mesmas, na verdade, eles estão com ciúme dos futuros rebentos.

Síndrome do sotaque estrangeiro: Aqui no Brasil é muito comum, basta passar um dia no Rio de Janeiro ou em São Paulo, que o nordestino vem falando com sotaque.Mas na verdade, a causa é neurológica com apenas 60 casos registrados no mundo.O sotaque referido anteriormente apenas é "vício de linguagem".

Síndrome de Jerusalém: Alguns turistas que visitam o Muro das Lamentações atestam que viram Jesus e João Batista, na verdade é discutível se essa síndrome existe, pois nos casos apurados, as vítimas eram portadoras de esquizofrenia.

Síndrome da Castração: Sensação de diminuição acentuada do pênis, claro que nada está de fato acontecendo a não ser na mente do paciente que refere sentir a diminuição do órgão.

sábado, 26 de novembro de 2011

Transtorno de Identidade da Integridade Corporal

Algumas pessoas sentem que somente estariam completas se algo faltasse em seu corpo.Para elas, a felicidade segue um único e dramático caminha: mutilar um membro sadio.
Em quase tudo os portadores do Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC)são normais, tem um bom relacionamento com a família, amigos, trabalho. O único problema é que não se identificam com um corpo inteiro.
Os portadores de TIIC sentem um desejo incontrolável de se livrar de um ou mais membros do corpo, em alguns casos , se transformam em paraplégicos.O transtorno não é reconhecido no DSM.
A razão mais comumente apresentada para querer uma amputação é o sentimento de que ela corrigiria uma discrepãncia entre a anatomi da pessoa e seu sentimento de "verdadeiro eu".Em geral, esse sentimento de rejeição ao membro começa na infância ou início da adolescência.
E não há psicoterapia, nem medicação que mudem a vontade da auto mutilação.
Enquanto o TIIC não é reconhecido, seu tratamentoé um desafio para a medicina, pois se mudanças de sexo ainda são polêmicas, imagine, a auto mutilação.

sábado, 19 de novembro de 2011

Autismo - Ilhados em seu próprio mundo

O autismo não é um transtorno,mas um grande espectro de diferentes transtornos de causas desconhecidas, que se convergem em três traços fundamentais em comum.
Primeiro, o autista não vâ as pessoas como indíviduos, e sim como objetos. E sem empatia, vive num mundo particular, só seu.
Segundo,tem grave dificuldade de comunicação, e portanto, é incapaz de demonstrar o que quer ou sente.
Terceiro, é preso à rotina.Ele repete os mesmos comportamentos obssessivos por muito tempo, seja falar a mesma frase , ou organizar objetos a esmo.
Nos casos mais graves, há um retardo mental sério e a criança não aprende a falar, praticamente nada., nem a reconhecer os pais.
O termo autismo surgiu em 1912, então considerado uma "alienação" em pacientes com esquizofrenia.Em 1943 o austríaco Leo Kanner falou de autismo como um transtorno propriamente dito.
Hoje se acredita que a síndrome é causada por uma constelação de fatores diferentes, que não incluem fatores psicológicos.
Em 2010, foi indentificada em autistas uma prevalência vinte por cento maior de uma anomalia rara que se duplicm ou apagam certos genes - especialmente os relacionados ao desenvolvimento da criança.

sábado, 12 de novembro de 2011

Transtorno do Pãnico

O transtorno do pânico ou síndrome do pânico é uma condição mental que faz com que o indivíduo tenha ataques de pãnico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes. Pode ser controlado com medicação e psicoterapia. É importante ressaltar que um ataque de pânico pode não constituir doença (se isolado) ou ser secundário a outro transtorno mental.

Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes. Depois de ter uma crise de pânico a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las.

Os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente. Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir — em detrimento de outras partes do corpo.

Os sintomas são desencadeados a partir da liberação de adrenalina frente a um estímulo considerado como potencialmente perigoso. A adrenalina provoca alterações fisiológicas que preparam o indivíduo para o enfrentamento desse perigo: aumento da frequência cardíaca e respiratória, a fim de melhor oxigenação muscular; e o aumento da frequência respiratória (hiperventilação) é o principal motivo do surgimento dos sintomas.

Durante a hiperventilação, o organismo excreta uma quantidade acima do normal de gás carbônico. Este, apesar de ser um excreta do organismo, exerce função fundamental no controle do equilíbrio ácido-básico do sangue. Quando ocorre diminuição do gás carbônico ocorre também um aumento no pH sanguíneo (alcalose metabólica) e, consequente a isso, uma maior afinidade da albumina plasmática pelo cálcio circulante, o que irá se traduzir clinicamente por uma hipocalcemia relativa (por redução na fração livre do cálcio). Os sintomas dessa hipocalcemia são sentidos em todo o organismo:

- Sistema Nervoso Central: ocorre vasoconstrição arterial que se traduz em vertigem, escurecimento da visão, sensação de desmaio.

- Sistema Nervoso Periférico: ocorre dificuldade na transmissão dos estímulos pelos nervos sensitivos, ocasionando parestesias (formigamentos) que possuem uma característica própria: são centrípetos, ou seja, da periferia para o centro do corpo. O indivíduo se queixa de formigamento que acomete as pontas dos dedos e se estende para o braço (em luva, nas mãos; em bota, nos pés), adormecimento da região que compreende o nariz e ao redor da boca (característico do quadro).

- Musculatura Esquelética: a hipocalcemia causa aumento da excitabilidade muscular crescente que se traduz inicialmente por tremores de extremidades, seguido de espasmos musculares (contrações de pequenos grupos musculares: tremores nas pálpebras, pescoço, tórax e braços) e chegando até a tetania (contração muscular persistente). Em relação à tetania, é comum a queixa de dificuldade para abertura dos olhos (contratura do músculo orbicular dos olhos), dor torácica alta (contratura da porção superior do esôfago), sensação de aperto na garganta (contração da musculatura da hipofaringe, notadamente do cricofaringeo), de abertura da boca (contratura do masseter e de músculos faciais - sinal de Chvostec), e contratura das mãos (mão de parteiro - sinal de Trousseau). São muito frequentes as cãimbras.

Adicionalmente, a hiperventilação é realizada através de respiração bucal, o que traz duas consequências diretas: o ressecamento da boca (boca seca) e falta de ar (ocasionada pela não estimulação dos nervos sensitivos intranasais).

Tais eventos podem durar de alguns minutos a horas e podem variar em intensidade e sintomas específicos no decorrer da crise (como rapidez dos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável etc.). Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico. Indivíduos com o transtorno do pânico geralmente têm uma série de episódios de extrema ansiedade, conhecidos como ataques de pânico.

Alguns indivíduos enfrentam esses episódios regularmente, diariamente ou semanalmente. Os sintomas externos de um ataque de pânico geralmente causam experiências sociais negativas (como vergonha, estigma social,ostracismo, etc.). Como resultado disso, boa parte dos indivíduos que sofrem de transtorno do pânico também desenvolvem agorafobia.

O sistema de "alerta" normal do organismo — o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça — tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.
O transtorno do pânico é um sério problema de saúde, mas pode ser tratado. Geralmente ele é disparado em jovensadultos, cerca de metade dos indivíduos que têm transtorno do pânico o manifestam antes dos 24 anos de idade, mas algumas pesquisas indicam que a manifestação ocorre com mais freqüência dos 25 aos 30 anos. Mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.

O transtorno do pânico pode durar meses ou mesmo anos, dependendo de como e quando o tratamento é realizado. Se não tratado, pode piorar a ponto de afetar seriamente a vida social do indivíduo, que tenta evitar os ataques e acaba os tendo. De fato, muitas pessoas tiveram problemas com amigos e familiares ou perderem o emprego em decorrência do transtorno do pânico.

Alguns indivíduos podem manifestar os sintomas freqüentemente durante meses ou anos e então passar anos sem qualquer sintoma. Em outros, os sintomas persistem indefinidamente. Existem também algumas evidências de que muitos indivíduos, especialmente os que desenvolvem os sintomas ainda jovens, podem parar de manifestar os sintomas naturalmente numa idade mais avançada (depois dos 50 anos). É importante, entretanto, não alterar qualquer tratamento ou medicação em andamento sem um acompanhamento médico especializado.

Para indivíduos que procuram tratamento ativo logo no início, grande parte dos sintomas pode desaparecer em algumas poucas semanas, sem quaisquer efeitos negativos até o final do tratamento.

O transtorno do pânico é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado. Em decorrência dos sintomas perturbadores que acompanham o transtorno do pânico, este pode ser confundido com alguma outra doença. Tal confusão pode agravar o quadro do indivíduo. As pessoas freqüentemente vão às salas de emergência quando estão tendo ataques de pânico e muitos exames podem ser feitos para descartar outras possibilidades, gerando ainda mais ansiedade.

O tratamento do transtorno do pânico inclui medicamentos e psicoterapia. O uso de uma nova técnica denominada estimulação magnética transcraniana repetitiva também vem sendo indicado.

Como os sintomas orgânicos principais são secundários à queda dos níveis plasmáticos de cálcio secundários à hiperventilação, uma técnica simples pode ser utilizada para controle rápido do mal estar: a reinalação de gás carbônico; isso se consegue pela respiração em um saco plástico ou de papel, o que ocasiona o aumento desse gás no sangue, a reversão da alcalose e a liberação do cálcio ligado à albumina. A melhora dos sintomas é rápida e ocorre em cerca de dois a três minutos. Não se deve esquecer de realizar a troca periódica do ar dentro do saco (para que não exista queda acentuada do oxigênio!). A tontura ou sensação de "cabeça vazia" pode demorar algumas horas ou até dois dias para normalização.

O aprendizado de que o controle dos sintomas pode ser feito através do controle da respiração ajuda em muito no tratamento a longo prazo da Síndrome do Pânico.

Os profissionais de saúde mental que tipicamente acompanham um indivíduo no tratamento do transtorno do pânico são os psiquiatras,psicólogos,assistentes sociais,terapeutas ocupacionais.. Para prescrever um tratamento medicamentoso para o transtorno do pânico, o indivíduo deve procurar um médico (geralmente um psiquiatra).

A psicoterapia é tipicamente assistida por um psiquiatra ou um psicólogo. Em áreas remotas, onde um profissional especializado não está disponível, um médico de família pode se responsabilizar pelo tratamento. O psiquiatra é, por formação, o mais preparado para a prescrição de medicamentos e deve ser o profissional escolhido caso haja disponibilidade.

Medicamentos ou técnicas modernas podem ser utilizadas para quebrar a conexão psicológica entre uma fobia específica e os ataques de pânico.

Tratamentos empregados incluem:

  • Antidepressivos: tomados regularmente para constituir uma resistência à ocorrência dos sintomas. Embora tais medicamentos sejam descritos como "antidepressivos", o seu mecanismo de ação, voltado para inibição da recaptação de serotonina, é apontado para o efeito antipânico. Muitos indivíduos com o transtorno do pânico não apresentam os sintomas clássicos da depressão e podem achar que os medicamentos foram prescritos erroneamente, por isso é importante a orientação do médico ao prescrever, assim como a combinação com a psicoterapia.
  • Ansiolíticos ( Bensodiazepínicos): ministrados durante um episódio de ataque de pânico, não trazem nenhum benefício se usados regularmente (a não ser que os ataques de pânico sejam freqüentes). Se não utilizados exatamente como prescritos, podem viciar. Geralmente são mais eficazes no começo do tratamento, quando as propriedades de resistência dos antidepressivos ainda não se consolidaram.
  • Estimulação magnética transcraniana repetitiva: é uma técnica indolor que atinge o cerebro de maneira não invasiva, usada desde1985 em neurologia e desde1997 no campo dapsiquiatria, que pode beneficiar pacientes refratários, ou seja, nos quais diversas combinações de medicamentos não foram eficazes.
A exposição múltipla e cautelosa ao elemento fóbico (associado à doença) sem causar ataques de pânico (graças à medicação) pode quebrar o padrão fobia-pânico, possibilitando ao indivíduo posteriormente conviver com a fobia sem necessitar de medicação. Entretanto, fobias menores que se desenvolvem como resultado dos ataques de pânico podem ser eliminadas sem medicação por meio de psicoterapia ou simplesmente pela exposição.

Geralmente a combinação da psicoterapia com medicamentos produz bons resultados. Alguns avanços podem ser notados num período de seis a oito semanas. Muitas vezes, a busca pela combinação correta de medicamentos (e mesmo de um médico com o qual o indivíduo se sinta confortável) pode levar algum tempo. Assim, um tratamento apropriado acompanhado por um profissional experiente pode prevenir o ataque de pânico ou ao menos reduzir substancialmente sua freqüência e severidade, significando a recuperação e ressocialização do paciente (se for o caso). Recaídas podem ocorrer, mas geralmente são tratadas com eficácia da mesma forma que o primeiro episódio.

Em adição, pessoas com transtorno do pânico podem precisar de tratamento para outros problemas emocionais. A depressão geralmente está associada ao transtorno do pânico, assim como pode haver alcoolismo e uso de outras drogas. Pesquisas sugerem que tentativas de suicídio são mais freqüentes em indivíduos com transtorno do pânico, embora tais pesquisas ainda sejam bastante controversas.

Fonte:

Revista Super Interessante - Abril 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Transtorno Dissociativo de Personalidade

O transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado Transtorno de múltiplas personalidades, conhecido populamente como dupla personalidade,é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. O pressuposto é que ao menos duas personalidades podem rotineiramente tomar o controle do comportamento do indivíduo. O critério de diagnóstico também leva em consideração perdas de memória associadas, geralmente descritas como tempo perdido ou uma amnésia dissociativa aguda.

A condição não tem relação com a esquisofrenia, ao contrário do que acredita a maioria das pessoas. O termo "esquizofrenia" vem das raízes das palavras "mente dividida", mas refere-se mais a uma fratura no funcionamento normal do cerébro do que da personalidade. Como diagnóstico, o transtorno continua controverso, com muitospsiquiatras argumentando que não há evidências empíricas que dêem suporte ao diagnóstico. Por outro lado, alguns psiquiatras afirmam ter encontrado casos que parecem confirmar a existência da condição.

Define-se dissociação como um processo mental complexo que promove aos indivíduos um mecanismo que possibilita-os enfrentar situações traumáticas e/ou dolorosas. É caracterizada pela desintegração do ego. A integração do ego, ou o ego enquanto centro da personalidade, pode ser definido como a habilidade de um indivíduo em incorporar à sua percepção, de forma bem-sucedida, eventos ou experiência externas, e então lidar com elas consistentemente através de eventos ou situações sociais. Alguém incapaz disso pode passar por uma desregulagem emocional, bem como um potencial colapso do ego. Em outras palavras, tal estado de desregulagem emocional é, em alguns casos, tão intenso a ponto de precipitar uma desintegração do ego, ou o que, em casos extremos, tem sido referenciado diagnosticamente como uma dissociação.

Porque o indivíduo que sofre uma dissociação não se desliga totalmente da realidade, ele pode aparentar ter múltiplas personalidades para lidar com diferentes situações. Quando um alter não pode lidar com uma situação particularmente estressante, a consciência do indivíduo acredita estar dando à outra personalidade a chance de eliminar a causa da situação.

A dissociação não é sociopática ou compulsiva. O estresse biológico causado pelo trauma original é aliviado pelo afastamento parcial da resposta emocional, que faz com que o complexo reptiliano aprenda a dissociar como forma de reação. Isto faz com que a recuperação do Transtorno dissociativo de identidade seja o caso de um re-treinamento do complexo reptiliano, ao invés de uma função mais social do neo-córtex. Uma vez que o agente causador é um estresse biológico ao invés de eventos externos específicos, as causas exatas de uma dissociação reativa são eventos particularmente difíceis de se descobrir.

O Transtorno dissociativo de identidade tem sido atribuído por alguns à interação de diversos fatores, dentre os quais:

  • estresse intenso;
  • capacidade dissociativa (incluindo a habilidade de não relacionar memórias, percepções ou identidades conscientemente);
  • a sucessão normal de passos no desenvolvimento normal das defesas;
  • falta de compreensão e compaixão ao enfrentar situações limites na infância;
  • falta de proteção frente a situações limites, também na infância.
Os sintomas deste transtorno, em particular, podem incluir:
  • depressão
  • ansiedade (suores,pulso acelerado,palpitações);
  • fobias;
  • ataques de pânico;
  • cefaléias ou dores em outras partes do corpo;
  • nível instável das funções, de altamente efetivas a inoperantes;
  • lapsos e distorções na percepção do tempo,amnésia dissociativa;
  • disfunção sexual;
  • transtornos alimentares;
  • estresse pós-traumático;
  • procupações ou tentativas suicidas;
  • uso ou abuso de substâncias psicoativas
Fonte:

Wikipédia