sexta-feira, 11 de julho de 2008

Terapia em grupo reune policiais de diversos batalhões


Submetidos a altos níveis de estresse, policiais militares são atendidos por colegas formados em Psicologia para recuperar uma vida normal, o serviço é oferecido por alguns Batalhões da Polícia Militar para  que integram a capital e região metropolitana, no interior o atendimento é feito por cada batalhão, seguindo orientação da base.
As sessões são realizadas na sede administrativa da Polícia Militar, além das reuniões em grupo, há também tratamentos individuais e avaliações constantes.
Entre os programas desenvolvidos sob a coordenação do Centro de Assistência Social e Jurídica estão planos de prevenção para inatividade na aposentadoria e de combate ao consumo em excesso de álcool e outras drogas, com resultados significativos.Só o programa de prevenção de suicídio conseguiu,de 2003 a 2007, reduzir o número de mortes em 42% segundo dados oficiais.
A retomada de vínculos familiares abalados pelo trabalho policial é uma das prioridades.
Quase todos os psicólogos são policiais militares, entre os PMs atendidos estão desde os que são obrigados a passar por avaliações, encaminhados pelos comandos diretos após queda de rendimento ou mudanças de comportamento, até voluntários, que sentem a necessidade de ajuda ou orientação.
Para ampliar o número de atendimentos e divulgar o programa, os psicólogos policiais organizam palestras nos diversos batalhões.O preconceito e a falta de informação sobre a psicologia atrapalham, e muitos policiais temem uma avaliação negativa.
Os casos vão desde confrontos familiares até estresse após evento traumático, problema considerado um dos piores ara a corporação.Todos os que vivenciam situações de risco extremo têm que passar pelos psicólogos.
Trabalhar a sensibilidade da tropa é um dos principais desafios.Homens que enfrentam o cotidiano de uma metrópole violenta correm o risco de passar a ver a vida como algo banal.
Nos trabalhos artísticos desenvolvidos como parte de algumas das terapias, há referências constantes à morte, seja nas caveiras feitas de argila, seja nos desenhos agressivos misturados com inocentes representações de barquinhos de palitos ou campos de futebol.
As histórias mais impressionantes são as de homens, que depois da terapia, falam que voltaram a brincar com o filho, ficar mais com a esposa, segundo os psicólogos militares, o trabalho psicológico é um trabalho de edificação.

3 comentários:

Helio Jenné disse...

Oi Silvia, como leigo acredito que todo mundo devia fazer terapia, ainda mais os policiais. Os tempos são muito difíceis e eles devem sentir essa pressão! Mas vim aqui dizer que tem selinho pra você! Acesse o link http://heliojenne.blogspot.com/2008/07/este-um-blog-da-melhor-qualidade.html. Caso ceite a homenagem, ficarei muito feliz. Parabéns!

Lola disse...

Olá, Silvia,

Tem uma lembrança para você lá no "Consciência"... Você merece!
Beijão!

Donizete disse...

Oi Silvinha tem um selo prá você lá no Imigrantes Brasil.
Por favor passe e pegue...

Um grande abraço...