sábado, 4 de abril de 2009

Vivendo no estresse, até onde nossas emoções podem chegar! (Relato real)


Ontem me aconteceu algo que eu não esperava, aliás ninguém espera, não, não foi mais um assalto, foi um alarme dentro do meu peito.
Não estou usando a linguagem metafórica, sabe quando você tá andando na rua e sente que no lugar do coração , você tem uma bomba- relógio,foi assim que me senti ontem à tarde.
E interessante que nesta hora, é exatamente tudo igual ao que você ler sobre a vida passando como um relâmpago na sua mente, meu peito apertou,eu senti cada batimento, meu coração parecia que estava acorrentado e querendo bombardear sangue e não conseguia, o ar faltou imediatamente,parecia que havia uma mão que entrara dentro do meu peito e apertava o coração sem parar, para que eu ali, naquela praça , desse o último suspiro.
Consegui entrar no ônibus, o qual havia corrido para alcançá-lo,me sentei e o ar faltou, tentei abrir a janela,cadê força, pensei: sou cardiopata também, me lembrei do meu tio que morreu sem socorro, dentro de seu apartamento quando foi colocar o botijão d'água no suporte.Instântaneo,a vida está ali, e agora não mais.
Engraçado é que quando cheguei em casa, parecia que estava entrando numa casa diferente, num lugar completamente novo, tudo parecia ter adquirido um outro sentido, liguei e marquei cardiologista.
Sentada no sofá, esperava meu marido, na dúvida de dizer o que senti, comecei a me lembrar de mágoas que guardo no meu peito, acho que todo mundo guarda alguma, não adianta o velho discurso,esqueça, deixe isso para lá.
Depois me vieram os desejos não realizados, aqueles que a gente fica pensando e elaborando: ainda vou fazer isso na vida, ainda viajo para o exterior, ainda vou ter casa na praia, ainda... ainda... tantas coisas.

E esse sentimento me pareceu tão ridículo, tão bobo, é, estava acontecendo comigo, só tinha uma escolha ou resignificava minha vida, ou ela faria isso por mim, de uma forma ou de outra, me mostrando pela dor o que eu não entendia pelo amor.
Paciência, não dormi direito, imaginava meu velório, imaginava em situações de dependência, e a pior coisa para o indivíduo é depender de alguém para suas necessidades básicas, remoendo tudo de novo,percebia que agora as coisas tinham que mudar, das mínimas às máximas.
Seria uma segunda chance, agora, às seis e trinta e oito da manhã, o coração ainda está apertado, mas menos que ontem, teria que cuidar de mim, prestar atenção em cada sentimento que me vem a mente, cada alimento que colocarei na minha boca, me olhar no espelho, ver o que precisa ser mudado , ter coragem de mudar.
Agora o passado parece não importar mais, meu Deus, como isso é interessante e louco ao mesmo tempo, mudar tudo do nada, talvez ginástica, dieta, mas não só dieta na alimentação, dieta nos pensamentos , policiamento no que está pensando e desejando, nos amigos , escolher com quem se anda e o que se fala, e em tantos outros setores que precisam de uma reavaliação.
Como tudo passa...como a vida é breve e não vale nada, êpa, vale sim, é nessas horas que se precisa ver o que se fez dela, e o que se fará.

3 comentários:

EVELIZE SALGADO disse...

Oi, Silvinha!
Parabéns pelo post. Prestar atenção aos avisos da vida é dizer sim a ela.
Te cuida! Te ama!
Redescobre tua vida, teu mundo, enche-o de Paz, de novas energias, de amor, e que sejas muito feliz!!!!
Bjinhosssssssss

Nuccia Gaigher disse...

Silvinha que alerta esse seu post!
Muito obrigada por compartilhar conosco essa experiência.
A vida vale muito a pena, não é mesmo?!
Abraços pra vc e sua família, muita paz!

ProfessorNelsonMS disse...

Silvia,

Muito importante este relato. É um alerta que você dá sobre a necessidade de cuidarmos melhor da nossa saúde.

Somente para ilustrar, indico este fragmento de texto atribuido à Confúcio quando perguntaram a ele o que mais o surpreendia na humanidade:

"... Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperá-la..."

Sair desta roda viva, é a questão a ser solucionada.

Um abraço.

Nelson