sexta-feira, 23 de maio de 2008

Sob o fogo das festas juninas


Hoje vou variar um pouco, farei um texto mais pessoal e curto.
Ontem foi Corpus Cristi, na maioria dos estados foi feriado, aqui em Pernambuco não, o Governo trocou pelo feriado do São João, devido ao turismo, forró, danças típicas, etc...
Só que antigamente digo há uns dez anos atrás, realmente era muito bom e bonito as festas juninas, hoje a violência que impera em Pernambuco, faz com que qualquer passeio seja uma prova de extrema coragem, o número de mortes cresceu muito embora o governo insista em dizer o contrário, colocando na TV propagandas de como o policiamento cresceu, mentira.
Mas não é só isso que estraga a festa, além dos acidentes de carro e o alcoolismo, já prestaram atenção nas letras das músicas (se é que se pode chamar assim!) ditas de forró. Não quero falar de puritanismo, mas está um sexo verbal o que se ouve na maioria das músicas, e a TV refere a elas como tão alegres, há uma por exemplo que é um convite ao sexo oral ( a letra refere a "Chupa que é de uva"...),e créu( mais uma música de conteúdo explícito), outra um convite a embriaguez ( beber, cair, levantar...), parece ridículo, mas analisem comigo.
Mais uma vez, reitero que a questão não é censura ou falso moralismo, mas a sociedade tem que parar de jogar suas crianças a adolescentes para a iniciação sexual precoce e para o alcoolismo, deixe-me fazer entender, a garotinha sai para dançar forró, geralmente vai com algumas coleguinhas, encontra garotos que estão ali querendo provar uns aos outros quem vai "ficar" com mais "minas", começa a música do tipo citado acima, ora não se aproveitaria dela quem fosse tolo, e aí na ficada pode rolar, sim uma " PEGADA", como eles dizem, mais pesada.
E a bebida, outra música que incita o jovem, beber , cair e levantar, do jeito que os adolescentes e crianças são para provar aos outros, que são fortes e aguentam qualquer coisa, com certeza essa brincadeira vai acabar mal.
Eu sei que isso é uma gota d'água, no oceano de tantos problemas e dificuldades pelas quais passa a sociedade com suas crianças e adolescentes, mas são nos pequenos detalhes que se começa a construir o cidadão de amanhã.
Afinal, nos preocupamos com a Amazônia, com os índios, com a violência contra animais, e por aí vai, será que esse pequeno detalhe, que parece tão bobo, não fará diferença amanhã, quando suas filhas se iniciarem cedo, através principalmente do sexo oral ( afinal como diz a letra da dita música "chupa que é de uva"), ou seus filhos se embriagarem "até cair".
Com certeza não haverá motivos aparentes para essa desgraça, mas se forem mais fundo, nos hábitos juvenis, encontrarão mínimos lances que poderiam ser retardados ou melhor orientados.

7 comentários:

Regi disse...

Olá!!!
Vim agradecer a sua visita ao meu blog!
Vc disse algo sobre parceria!
Q tipo de parceria vc esta querendo fazer?
Beijosss e aguardo resposta!

Geraldo disse...

A Sociedade está com bolsões que já estão erotizando no berço....

Musicas que depreciam a capacidade e a inteligencia das pessoas

Tudo muito triste e real

Anônimo disse...

Silvia,

Obrigada pelo convite,

Adoooooooro a festa de São João, aquela tradicional, com fogueira, balão, quadrilha, e forró pé de serra....poxa que saudade...

lembro com muita alegria de quadrilhas, onde nos ensaios rolava a paixão adolescente, o namoro, a amizade.

Você tem razão em abordar a violência moral e física das festas realizadas hoje em nosso Estado. Temos não só no São João, mas também no Festival de Verão, na da Pitomba, e outras mais....

Não podemos isolar nossos filhos do mundo, não podemos colocar uma redoma de vidro, as músicas de duplo sentido são de uma pobreza de dá dó, mas, quem é o público que alimenta esse mercado? Quem compra contribui!

Como podemos evitar que nossos filhos não participem dessas festas, se os pais dos outros amigos, aceitam que eles participem, como podemos evitar a violência? se nem o governo do estado consegue conter.

Nosso estado está vivendo uma guerra civil, na semana santa foram registradas mais de 45 mortes,(não é brincadeira) morreu mais gente do que no Iraque.

Amiga, estamos entregues a nós mesmas, podemos esclarecer, apresentar fatos, mostrar os caminhos, orientar, socorrer, ajudar.

Devemos proteger, acompanhar....mas, sempre achamos que fazemos pouco, as vezes um sexto sentido, um pedido carinhoso, pode mudar o rumo de uma vida.

Infelizmente estamos convivendo com um fato.
Problema se torna quando este fato nos afeta pessoalmente.

Abraços. Angela

Lola disse...

Olá, Silvinha,
Hoje não passei para comentar sobre seu post, que está muito bom! Mas, para te avisar que tem um prêmio para você lá no "Consciência Coletiva", passa lá para pegar.
Beijo.

Mau Camus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mau Camus disse...

Parceria aceita. Tá add!
Quando tiver me adicionado, deixa um recado.
Não pude ler seu post, mas, retornarei e o farei.

Abs

Stanley Marques disse...

Estamos diante de uma sociedade complexa, cujos problemas são ainda mais difíceis de serem solucionados. Não há dúvida que impera músicas de baixo nível, que acabam por influencias de maneira decisiva no mal comportamento dos jovens. Estes, para entrar no "clube do bolinha" ou no "clube da luluzinha", têm que beber, fumar, caso contrário, não serão aceitos. Trata-se de jovens vítimas de uma sociedade que se mostra caótica, o que não significa afirmar que não tenha conserto. Tem. Devemos começar pelos pequenos atos, aparentemente insignificantes, como você mesma cita no post. Excelente blogue. Aceito sim a parceria. Me passe seu banner, enquanto isso, adicionarei seu link.

www.antologiaracional.com