sábado, 4 de julho de 2009

Sofrimento gerado pela hipocondria


Caracterizada como uma preocupação exagerada da pessoa com seu estado de saúde, a hipocondria é conhecida desde o século 4 a.C.
Os primeiros estudos sobre esse transtorno foram realizados por Hipócrates, o pai da medicina, que o associou a melancolia.
A maioria das pessoas que sofrem de hipocondria apresenta tendência a depressão e ansiedade.
O hipocondríaco acredita que possui pelo menos uma doença grave, progressiva e com sintomas determinados, ainda que exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista.
Esse transtorno é uma forma do homem lidar com as dores de sua existência, quando o indivíduo passa a sentir-se doente sem motivo, possivelmente é um pedido de socorro e de atenção, o ideal seria que o profissional que atende essa pessoa investigue queixas de uma experiência de vida mal resolvida.
O termo hipocondria, vem do grego hypochóndrion - hipocondrio-, que reveste a cavidade gástrica, abrigando intestinos,estômago e baço. De acordo com a teoria dos humores, de Hipócrates, a hipocondria estava associada à melancolia, considerada uma doença nervosa com origem no hipocondrio.
Pacientes com sinais de hipocondria demonstram medo constante de adoecer, contaminar-se ou desenvolver uma doença grave, predomina na classe masculina.
A manifestação do transtorno é reconhecida na adolescência e passa a ser mais frequente a partir da quarta o quinta década da vida.
O que difere de uma pessoa que passou por uma doença grave, de fato , e após de restabelecerem ficam sensibilizadas com o ocorrido, preocupando-se demais, pois depois de passarem por um novo exame que descarte o recrudescimento da doença, a pessoa em questão, tranquiliza-se, o que não acontece com o hipocondríaco.
O hipocondríaco tem grande sensibilidade para identificar movimentos, sons, ruídos e outros sinais do corpo que passariam desapercebidos para a maioria das pessoas, dá importância demais a qualquer sinal físico ou dor, costuma ficar ansioso e temeroso.
Também tem a impressão de que qualquer dor ou desconforto é sinal de doença grave, injerindo remédios com frequência, sem prescrição médica.
Tem necessidade de consultar diversos médicos, apesar de vários deles terem feito o mesmo diagnóstico com base nos resultados dos exames.
Geralmente anda com vários exames arquivados em pastas nas suas peregrinações pelos profissionais.
Vive com a suspeita constante de ser portador de alguma doença grave.Tem compulsão por conversar com pessoas doentes para comparar sintomas e mal-estares.
Para os hipocondríacos, a crença de que há algo errado com seu corpo interfere no dia a dia, causa angustia e depressão, a doença imaginária causa, sim, sofrimento real, havendo situações que o quadro demora anos devido a falta de interesse dos profissionais de saúde pelas queixas do hipocondríaco.Esclarecendo, a hipocondria não é caracterizada como doença, porque não apresenta um conjunto claro de sintomas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A hipocondria pode ser tratada com psicoterapia associada a ansiolíticos, e deve ser investigado outros transtornos de ansiedade, como por exemplo, pânico ou depressão. No entanto,muitos hipocondríacos, resistem a idéia de procurarem um psiquiatra e partem para automedicação.
Já a Sindrome de Munchausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, com a intenção de obter cuidados médicos e de enfermagem. A pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção, atendimento e simpatia.
O paciente com Muchausen sabe que está exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.
Segue o teste chamado Índice de Whiteley, que avalia a possibilidade do diagnóstico de hipocondria:
  • Preocupa-se o tempo todo com a possibilidade de alguma doença séria?

  • Sofre dores e sintomas variados?

  • Presta muita atenção a tudo que ocorre no seu corpo?

  • Está muito preocupado com a saúde?

  • Tem sintomas de doenças muito graves com frequência?

  • Ao ser informado de alguma doença grave (pela mídia), preocupa-se com a possibilidade de adoecer?

  • Quando está doente, preocupa-se e incomoda-se se alguém diz que você já está melhor?

  • Está acometido com sintomas diferentes?

  • Costuma duvidar até de si mesmo e buscar outras razões?

  • Custa a acreditar no médico quando ele afirma que você não tem nenhuma doença?

  • Tem a sensação de que as pessoas não levam a sério a sua doença?

  • Tem convicção de que sua preocupação com saúde é maior que a dos amigos?

  • Acredita que há algo no seu corpo que está funcionando mal?

  • Tem medo de alguma doença?

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