sábado, 23 de outubro de 2010

Interação Pais e Bebê

Muitas histórias antecedem a chegada do bebê na família e influenciam o desenvolvimento futuro dessa criança, mesmo antes da criança ser concebida, já se fala nela, se faz projeto onde ela está incluída ou não.
Futuras mamães apresentam modificações na imagem corporal, podendo surgir sentimentos de invasão, angústia, medo e impotência.Desejos de ter e de não ter o filho, temor da gravidez não chegue ao fim.
Medo que a relação com o marido mude, havendo para isso necessidade de adaptação recíproca.
Enquanto o bebê está em construção surgem os movimentos fetais que denotam a autonomia do bebê,onde podem ocorrer as primeiras fantasias em relação ao parto e a espera desse outro desconhecido.
Nesse momento podem surgir na futura mamãe, labilidade de humor, regressão narcísica, o bebê dos sonhos e devaneios maternos.
Ao nascer, o estranhamento é algo que pode ser recorrente,devido a separação corporal,o choque de realidade entre o bebê real e o que se imaginava ( bebê imaginário).E o possível estado depressivo, a dicotomia aceitação- aversão.
A relação paterna que se manifesta no encontro desse filho sem a intermediação da mulher - mãe,surgindo possivelmente sentimentos contraditórios, como por exemplo, ciúme, alegria, medo, impotência, potência.O pai será instrumento importante no processo de separação psiquíca entre mãe e bebê.
O bebê antes considerado uma massa a ser modelada pelo meio ambiente, passou a ser concebido como um ser complexo, previsível e agente ativo na interação.
Alguns pesquisadores dispoem de teorias para essa interação,segundo Cramer o bebê é revelador de cenários inconscientes dos pais,Lebivici revela que as interações não só no plano do comportamento mas também na vida imaginária dos parceiros da interação.Brazelton sinaliza que a escala de avaliação do comportamento do recém- nascido evidencia o nível de funcionamento e o potencial de cada criança.
Uma adas caracteristicas do estudo do bebê é que as trocas entre mãe e filho são consideradas simultaneamente do ponto de vista da realidade, uma observação fenomenológica.
Desde cedoo recém nascido pode discriminar sinais do comportamento humano, reagindo aos estímulos sociais, comunicando suas necessidades e desejos utilizando o corpo.

* Fontes de abastecimento do recém nascido:

- Interna:
+ Liberação e aprovisionamento de energia para nova realização, quando cada passo do desenvolvimento é dominado eo bebê incorpora um senso de domínio.

- Externa:
+ Meio ambiente materno que estimula e aprova as aquisições do bebê.

A criança, ativa na relação,com suas caracteristicas congênitas e adquiridas influencia as atividades da mãe que por sua vez vai provocar respostas no filho.

- Sinais de que o bebê está se desenvolvendo bem:
+ Olhar presente e reativo ao ambiente,
+ Sorriso social responsivo,
+ Movimentos antecipatórios,
+ Reação a estranhos,
+ Vocalização e balbucio,
+ Brinca com mãos e pés.

-Situações de Risco:
+ Depressão materna,
+ Pais com graves comprometimentos psíquicos e/ou sociais,
+ Patologia somática ao nascimento,
+ Patologia no plano funcional,
+ Separação precoce mãe-bebê,
+ Pais vivendo situação de luto grave.

- Sinais de Alerta:
+ Desinteresse e inadequação das respostas do bebê frente ao meio ambiente podem ser indicativos de risco ao desenvolvimento e uma intervenção precoce especializada pode minorar ou prevenir futuros distúrbios.
+ Evitação do olhar
+ Retardo ou ausência do sorriso social
+ Ausência de reação a estranhos
+ Ausência de movimentos antecipatórios
+ Ausência de vocalização e balbucio

Finalizando,a evolução da criança, sua integração social e suas possibilidades de autonomia dependem das relações afetivas que se estabelecem no início da vida.

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