sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Ciúme Possessivo



A existência do ciúme tem muitos fatores. Cada caso de ciúme doentio deve ser analisado separadamente. No entanto a insegurança cultivada pela baixa estima, aliada a experiência de relacionamentos ruins, é o principal motivo do ciúme nos relacionamentos.

   Um detalhe importante é saber que todo ciumento exagerado é visível no início da relação, mas a paixão nos faz enxergar aquele “ciuminho” como um charme, uma coisa bonitinha.  Uma manifestação de amor, etc. Cuidado e muita calma nessa hora!
 Abaixo listo dez características de comportamento que lhe ajudarão identificar um caso de ciúme possessivo. Atente para os sintomas:

01 - Você é a única razão de viver dele(a). É melhor morrer do que viver sem você (essa frase deve ser considerada junto com as demais características);

02 - Ligações constantes sem motivos ou motivos muito fúteis que geralmente são utilizados para esconder a necessidade de monitoramento;

03 - Necessidade de controlar tudo, saber de tudo, querer dominar tudo que você faz ou vive, não deixando espaço para sua vida pessoal, desejos e afinidades. Nesses casos a pessoa inventa desculpas para frequentar o maior número de ambientes e atividades que você, ou te fazer desistir dos que ela não pode acompanhar;

04 - Você vai aonde eu for ou se eu for com você, caso contrário os dois não vão para lugar nenhum. Cuidado! Inicialmente parece algo normal, mas com o tempo isso se torna cansativo, manipulador e opressivo;

05 - Você é frequentemente visto e citado como “propriedade” (você é meu / você é minha) e o “amor” é apenas uma forma de justificar isso. Apesar das manifestações de carinho e afeto, declarações, etc. Você na verdade é aquilo que representa o símbolo de segurança emocional e autoestima para o outro. Toda afetividade, geralmente representa um cuidado consigo mesmo(a), transferindo o valor que deveria existir em si próprio para o outro. Esse é o motivo de tanta possessão;

06 – O ciumento exagerado antecipa situações de “risco”. É capaz de planejar estratégias de monitoramento muito antes do que você imagina. Sabe aquele encontro com os amigos(as) que você pretende ir mês que vem? Se a pessoa ciumenta souber e não puder lhe acompanhar, dará um jeito de cancelar essa reunião (para você) sem ao menos você perceber que foi tudo armação dela(e);

07 – A pessoa ciumenta é frequentemente ansioso(a), precisando sempre estar em “movimento”, com foco num evento futuro ou mesmo numa inquietação desconhecida por ele mesmo(a). Essa característica está possivelmente associada à insegurança e baixa estima;

08 – O ciumento pode ser “escandaloso” (histérico) ou introvertido (tímido). O primeiro é aquele que chama atenção para os demais, fazendo uso do “escândalo” como ferramenta de intimidação, para que você “crie vergonha na cara” (risos). O segundo é aquele que chama a sua atenção com chantagens emocionais, lamentos e palavras de autopiedade, no fim de que você tenha “compaixão” e dê “valor” aos seus sentimentos.

09 – O ciumento exagerado é tão sociável quanto antissocial. Tudo depende do que irá lhe trazer mais segurança. Se for necessário criar vínculos fictícios com outras pessoas, apenas para se manter perto de você, assim o fará. Da mesma forma poderá fazer uso de um comportamento antissocial apenas parar lhe afastar de situações (pessoas) que representam ameaça para ele(a);

10 – Finalmente, quem sofre de ciúme precisa de ajuda e compreensão, e não de “pena” ou ignorância. Não confunda as coisas. Relacionamento amoroso não deve servir de “muleta” emocional para a vida de ninguém. O que parece ajudar, na realidade, piora quando o relacionamento se torna insustentável e passa a ser traumático. Se você é uma pessoa que passa por esse tipo de situação, converse com alguém que pode te ajudar a compreender e superar esse problema. Quanto antes, melhor!

Quem sofre os "ataques" do parceiro alimenta-o sem saber à medida que concorda em submeter-se ao que o outro pede. Por exemplo: se, ao ser questionado sobre quem lhe enviou e-mails, mesmo no trabalho, ele responder, der satisfações, o outro se sentirá no direito de fazê-lo sempre, agindo dessa forma cada vez mais incisivamente.As brigas tornam-se frequentes e o clima de tensão impera na relação, já que qualquer coisa é motivo para reacender o ciúme. Porém, há momentos de total tranquilidade intercalados a estes - geralmente quando estão juntos, fazendo algo que distraia a atenção do ciumento - o que deixa a "vítima" do ciúme confusa, tirando a vontade de abandonar a relação que muitas vezes é tentadora.Quando você vive em uma família cujas características principais são o controle, o cuidado excessivo, o zelo e preocupação com os filhos, cresce achando que assim deve ser, pois esse foi o modelo aprendido.
Mas afinal quem é a vítima aqui? Aquele que sofre com as cobranças e vive numa verdadeira prisão ao lado de alguém possessivo e controlador ou este, que vive em constante tensão e desconfiança, perdendo por completo sua tranquilidade perante a vida em função de algo que o consome? Diria que ambos são vítimas e necessitam cuidados, cada um em seu contexto. Aquele que convive com o ciumento deve aprender a colocar limites, não alimentando a dinâmica doentia do parceiro, e não deixando de fazer suas coisas ou falar com seus amigos só porque o outro quer. Ele acaba cedendo às pressões para evitar brigas, o que lhe parece mais fácil, mas o resultado é catastrófico, pois quando menos imaginar perceberá o quanto está agindo em função do outro e se deixando de lado, submetendo-se, anulando-se por completo. E o pior: nada satisfaz ao parceiro, que vai exigir sempre mais, pois, como já foi dito, a sensação da dúvida permanece. 
A maneira certa de lidar com o ciúme:
Em sua terapia procure entender porque se deixa dominar por alguém que lhe cerceia por completo, aceitando abrir mão de seu direito e liberdade de relacionar-se com as pessoas e com o mundo. Já o ciumento deve procurar ajuda psicoterapêutica e medicamentosa, pois o tratamento abrange tanto o lado emocional quanto o físico. É uma doença tratável à base de antidepressivos, que aliviarão e muito os sintomas, devolvendo à pessoa a liberdade de viver. A psicoterapia paralela à medicação é fundamental para que se trabalhem questões profundas ligadas ao aparecimento do ciúme, geralmente envolvendo dinâmicas familiares complicadas, insegurança e autoestima baixa, entre outras. Nunca tome medicação por conta própria, sempre consulte o médico antes de optar pelo tratamento medicamentoso.

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