sábado, 11 de junho de 2016

Estudando a Psicologia 7: A evolução do sentido do Eu

Primeira Infância: O bebê pequeno não tem consciência de si mesmo como um eu, não separa o "mim"  do resto do mundo.
A consciência e a autoconsciência não são iguais, nem para o bebê, nem para o adulto.
A autoconsciência é uma aquisição gradual, durante os primeiros cinco ou seis anos de vida, e faz os avanços mais rápidos com o aparecimento da linguagem no segundo ano de vida.
O bebê é centrado no isolamento e não centrado no eu, ou seja o bebê não sabe que está com fome ou molhado ou com dor, ele apenas está, e chora até que não mais esteja.
O estádio do nascimento até um ano e meio é denominado sensório-motor, a criança recebe impressões e reage a elas, mas não existe um eu mediador entre as duas coisas. Sente as pressões no seu corpo ou em sua pele, e responde a elas, assim como aos sons apaziguadores; mas essas reações sensório-motoras se perdem num "todo" sem forma, no que Piaget denomina " um absoluto indiferenciado" de eu e ambiente.
No quinto e no sexto mês, a criança estuda seus dedos das mãos e pés, pode pegar objetos, mas não intencionalmente jogá-los.Os dedos e o objeto que seguram constituem uma coisa só para a criança.
Aos oito meses pode olhar fixamente para sua imagem no espelho, reconhece seus pais no espelho, muito antes de reconhecer a si próprio.Aos dez meses tentará pegar sua imagem e brincar com ela, mas ainda não sabe que é sua imagem.
Eu Corporal: O sentido do "mim" corporal desenvolve-se, não apenas a partir de sensação orgânica continua, mas de frustrações que surgem de fora.
O sentido do corpo é, durante toda a vida, ponto de referencia para nossa autoconsciência.
O que se percebe como pertencente intimamente ao seu corpo é bem recebido; o que se percebe  como separado se torna especificamente, estranho.
Auto - Identidade: Mesmo que uma pessoa tenha 80 anos está certa de ser o mesmo "eu" com uma idade de três anos, embora tudo a seu respeito- até as células do seu corpo e seu ambiente- tenha mudado muitas vezes.Este sentido de auto-identidade é um fenômeno notável, pois a mudança é a regra invencível de desenvolvimento.
Toda experiência que temos modifica nosso cérebro, de forma que é impossível a repetição da mesma experiência.
Por isso, todo o pensamento e todo ato se alteram com o tempo. Apesar disso, continua a auto-identidade, mesmo que saibamos que o resto de nossa personalidade se transformou.
Eu = Um indivíduo visto como consciente de sua contínua identidade e de sua relação com o ambiente.
A linguagem é um fator psicológico muito importante, no segundo ano de vida para o estabelecimento do sentido de auto identidade e para sua continuação.
Mesmo depois de estabelecido parcialmente sua auto-identidade, a criança facilmente perde a identidade no brinquedo.Ou seja, ela se irrita quando as pessoas não conseguem reconhece-la como urso, um avião, ou qualquer outra coisa inventada em sua fantasia.
Seus sonhos são tão reais quanto suas experiências em vigília, a criança ainda não pode separar completamente o que está "aqui dentro" do que está "lá fora".
As roupas ajudam a criança a distinguir-se do ambiente, a auto consciência é uma roupa a ser vestida tão facilmente quanto a camisa.
 Auto- estima: Quando se frustra o impulso de exploração, a criança sente um choque em sua autoestima. O ego é frustrado, e disso resultam humilhação e cólera, a criança se torna agudamente consciente de si mesma como um eu.A necessidade de autonomia é a marca saliente do eu, nos segundo e terceiro anos de vida.
A criança vê quase todas as propostas adultas como ameaças potenciais a sua integridade, para ela parece mais fácil opor-se, antecipadamente, a qualquer proposta dos adultos, como forma de proteger sua auto-estima. A qualquer argumento oferecem resistência, ou um argumento contrário.
Orgulho é um sinônimo comum para a auto-estima; amor-próprio é outro sinônimo.
Breve resumo:
Aspecto 1 : Sentido do eu corporal
Aspecto 2 : Sentido da continuidade da auto identidade
Aspecto3: Auto estima, orgulho.
Aspecto 4: Ampliação do eu
Aspecto 5: A auto imagem
Aspecto 6: O eu como solucionador racional
Aspecto 7: Busca do Proprium
A criança de quatro a seis anos é egocêntrica, pensa que o mundo existe para seu proveito, o sentido de competição só começa depois dos três anos de idade, com ele vem o sentido de posse.
Na infância existem apenas as sementes da possibilidade de pensar em si mesmo como pessoa real, pensar no que se deseja ser e no que não se deve ser.
A criança de seis a doze anos logo aprende o que se espera dela, as regras dos pais são importantes, mas  as regras da turma são obrigatórias.
A criança ainda não acredita o suficiente em si mesma para ser um agente moral independente, a mesma acredita piamente em sua família, sua religião ou seu grupo de colegas.
Adolescência tem como principal característica a busca renovada da auto identidade, a auto imagem do adolescente depende dos outros, ele procura a popularidade e teme o ostracismo .
A busca da identidade revela-se na maneira pela qual o adolescente experimenta diferentes máscaras, pois procura a certeza de atrair a manter o interesse dos outros, e pode desempenhar um papel aceitável no namoro.
A solidão, o sofrimento, a tempestade e a tensão na adolescência (na cultura ocidental) são bem conhecidos.
As vezes os conflitos levam ao suicídio, mais frequentemente à religião.
A fase adulta é quando o jovem começa a planejar e enquanto isso não acontece o sentido do eu não esta´completo.Muitos adultos não saem da fase da adolescência pois não conseguem ter um objetivo em suas vidas.

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